Life and Death
3 Hope Dangerous
Notas iniciais
– Flores que seguem o sol... – Murmurou Cupido pensativo – Só podem ser Girassóis
– Obrigado, Senhor Obvio – Disse ironicamente enquanto puxava minha abobora, que estava no chão ao lado do sofá
– O que você vai fazer? – Perguntou Char
– Irei fazer uso de uma mágica muito conhecida entre os humanos – Disse colocando minha abobora na mesinha de vidro – Se chama internet – E no exato momento que eu termino a minha frase a abobora se transformou em um notebook com a pagina do Google já aberto, depois de digitar as palavras “Girassóis – Toscana” cliquei em pesquisar, e logo já vi vários resultados – Tcharam! — Gritei fingindo um truque de mágica – Bom aqui diz que tem um lugar na Toscana conhecido como Mar de Girassóis, deve ser lá que a Morte, ou Marcus, deve estar.
– Bom trabalho Jackie – Disse Cupido – Agora, como vamos para lá?
– Que tal voando? – Perguntei apontando para suas asas
– Eu não vou carregar a Char até a Toscana você vai?
– Alguém tem mais alguma ideia de como vamos chegar lá? Sem ser voando? – Perguntei imediatamente
– Eu tenho – Disse Charlotte colocando uma de suas mãos no bolso de sua calça – Quando eles me acharam e me disseram que eu era uma Guardiã, Norte me deu isso – Disse ela retirando a mão do bolso, ela segurava uma coisa, era um dos globos de norte – Ele disse que era para emergências, bom não vejo o porquê não de usarmos isso.
– Também não
– Nem eu – Disse o cupido concordando comigo
– Bom – Disse uma voz calma, chamando a atenção de nós três, a loira havia se levantado — Agora que vocês sabem o que fazer e como chegar a Morte, acho que meu trabalho aqui terminou – Disse ela se virando em direção a saída
– Alicia, espera! — Chamei-a fazendo a virar para nós – Por que não vem com a gente?
– Não obrigada, eu não posso e nem quero – Disse ela com um pesar na voz – Eu e ele não estamos nos falando, pode se dizer que nós brigamos. – Dizendo isso Alicia saiu da casa sem mais ninguém falar nada.
– Prontos? – Perguntou a morena de olhos violeta.
Cupido e eu nos entreolhamos e fizemos que sim com a cabeça, então Char jogou a esfera no chão e murmurou “ Mar dos Girassóis – Toscana”, só deu tempo deu pegar minha abobora/notebook antes de sermos teletransportados.
A um estante atrás estávamos na sala da casa do Cupido, no estante seguinte estávamos cercador por girassóis. Então coloquei a abobora na cabeça, mas estava muito quente para isso então a transformei em uma tiara simples preta. Olhei em volta, não havia ninguém exceto eu, Char e Cupido.
– Acho que Alicia estava errada – Falei enquanto tentava fazer o meu cabelo não voar com o vento, e olha que ele tava com uma tiara, imagina sem.
– Eu acho que não – Disse Cupido apontando para uma arvore no topo de uma colina em nossa frente, quando olhei mais atentamente vi a silhueta de uma pessoa sentada sob a sombra da arvore.
– Será que é ele? – Perguntei Char
– Só tem um jeito de descobrir – Disse começando a subir a colina.
– Você tem algum plano? – Perguntou Char correndo para me alcançar, e Cupido veio logo atrás dela
– Ir lá e o fazer trazer o Peter de volta
– Lindo plano – Murmurou o Cupido, mas eu apenas ignorei.
Quando chegamos perto, pudemos ver que a pessoa era um menino e pelo visto ele estava dormindo. O menino tinha cabelos negros e bagunçados e como sua cabeça estava cabisbaixa cobria grande parte de seu rosto, vestia vestes simples e negras, além disso tinha um chapéu negro em sua cabeça, parecia aqueles chapéus de mafiosos que estavam na moda em alguns lugares e ao seu lado havia um violino feito de alguma madeira europeia.
– É ele?
– Só tem um jeito de descobrir- Respondi com um sorriso um pouco perverso no rosto – Cubram os ouvidos, e assim foi feito, então tirei a minha tiara e a coloquei sobre a boca, no mesmo estante ela se transformou em um megafone – EI! ACORDA! — Gritei com o megafone ligado. Mas não tive nenhuma reação do menino – É, acho que ele é só um humano comum mesmo.
– Precisava mesmo desse megafone? – Perguntou o meu anjinho
– Acho que fiquei surda – Resmungou a morena
– Não exagera Char, e sim... – Já ia responder a pergunta retórica do Cupido, mas não foi necessário.
– Sim, espírito do amor, ela precisava do megafone – Disse uma voz sonolenta me cortando
Virei-me rapidamente e me afastei dois passos do menino, assim ficando do lado dos outros dois, não é que eu tinha medo dele, foi puro extinto. O menino ainda estava cabisbaixo, mas agora se espreguiçava, depois de espreguiçar ele levantou a cabeça levemente e sorriu, alguma coisa em seu sorriso me deu calafrios.
– V-você é Marcus? Quer dizer a Morte? –Gaguejei enquanto perguntava, mas por quê? A presença daquele menino me era muito ameaçadora, e pela reação de meus companheiros não era só para mim.
– Sim, sim, esse sou eu – Disse a Morte se levantando – E vocês quem são? Ou melhor, o que querem? – Com essas perguntas ele terminou de se levantar e nos encarou, no estante que os meus olhos se encontraram com o dele eu senti uma sensação de vazio, como se a vida que me restava estivesse sendo sugada pelo garoto a minha frente.
– Você deve lembrar-se de mim – Disse o Cupido se pondo na frente- Sou o Príncipe Valentim, fiz um trato com você e com a Vida a uns anos atrás. – Marcus apenas assentiu com a cabeça, então ele continuou – Essa e a Jackie a menina pelo qual eu fiz o acordo, ela agora é espírito do Halloween e essa é minha amiga Charlotte, espírito da atração.
– Encantador essa sua apresentação, Príncipe Valentim – Disse ele com um certo deboche na voz – Mas ainda não me falaram o que querem — Então nós três nos entreolhamos, ninguém sabia o que falar, alguma coisa em Marcus nos deixava nervosos e aflitos ao mesmo tempo – Vamos lá, eu não mordo – Então ele sorriu novamente como se dissesse “Eu não mordo, faço coisa muito pior”
– P-precisamos da sua ajuda – Gaguejou Char
– Estou ouvindo
– A pouco tempo atrás, o meu namorado e irmão da Jackie, também um espiro, Peter morreu de alguma maneira, até agora não sabemos como isso pode ter ocorrido exatamente...
– E vocês querem que eu o traga de volta – Completou Marcus antes de Char terminar de falar – Posso presumir que já falaram com Alicia – Disse ele com certo desprezo ao falar o nome do espírito da Vida, mas de qualquer maneira assentimos – E ela disse que Peter so poderia ser trago de volta com eu e ele trabalhando juntos – Assentimos demovo – E também disse que nos brigamos? — Assentimos – E mesmo assim vieram aqui? Sendo quase certeza que eu me recusaria em trabalhar com ela?
– Vocês são a nossa única chance, não custava nada tentar.
– Eu poderia ter me irritado e matado vocês no estante em que me acordaram – Disse ele friamente, e algo me dizia que ele falava a verdade – Mas como eu não matei, irei lhes dar uma chance.
– Pode dizer, vamos fazer de tudo.
– Sério? Tudinho? – Disse ele com um sorriso malicioso no rosto, mas logo sumiu – Bom, então eu quero que vocês façam uma coisinha para mim, a um tempo atrás eu ouvi uma lenda, ela falava de uma flor que curava qualquer coisa, curava até a velhice, quem a possuísse se tornaria praticamente imortal. E eu quero que vocês tragam para mim
– Entendido, faremos o possível
– Mas... – Por que sempre tem que ter um “mas”?! – Se vocês não trouxerem a flor até final da semana, eu nunca irei ajudar a trazer esse tal de Peter de voltada.
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