Boa sorte pra mim

Hoje, infelizmente, é o dia que eu vou ir pra Escola Mundial. O primeiro dia de aula pra algumas pessoas é bom, pra mim não. Não que eu tenha dificuldade pra fazer amigos, eu acho até fácil, o assunto surge do nada. O problema é que é a escola.

Agora eu estou no meu quarto, faltam ainda alguns minutos pra eu ir embora. Eu tenho tantas memórias com ela aqui. Cada festa do pijama. Os dias que a gente ficava fofocando sobre tudo aqui. A gente deitada vendo nossos filmes e séries favoritos.

Eu saí dos meus pensamentos quando minha mãe me chamou, tava na hora de ir. Peguei minhas malas — uma mala de rodinha e uma de mão — e desci.

Algumas horas depois

Eu cheguei na escola, ela é grande e colorida. Quando o carro parou eu desci, e então senti um vento frio que fez meus cabelos balançarem e eu sorri. Eu sempre amei essas sensações, se você não gosta, olha eu não sei qual o seu problema mas aprende a gostar.

Quando eu entrei na escola eu fui direto pra diretoria, oque não foi tão difícil já que tinham umas espécies de placas nas paredes que apontavam para tal lado e nelas estavam escrito os nomes dos lugares. Virei alguns corredores e cheguei em uma sala — cujo a porta tava escrito Diretoria — então eu bati duas vezes e ouvi uma voz feminina dizer um Entra

Quando eu entrei na sala — que tinha vários quadros, principalmente na mesa da diretora — vi uma mulher que parecia bem jovem pra ser diretora, parecia ter por volta dos 24 — oque me impressionou — ela tem cabelo liso e castanho claro, que nem os olhos. Quando ela me viu ela deu um sorriso gentil

— Você deve ser a nova aluna — disse desviando o olhar rapidamente para um papel, logo voltando a olhar pra mim — Valéria Ferreira, certo?

— Sim — assenti

Então ela me entregou dois papeis — um com meu horário e o outro com o número do meu quarto — e me explicou como a escola funcionava, as regras da escola e tudo mais

Basicamente, a biblioteca fica aberta de 7:00 até 21:00 da noite e 22:-0 é quando todos devem estar na cama. O porão é um dos lugares " proibidos " da escola. As aulas só começam semana que vem, mas amanhã — segunda — vamos ter que ir pra tal sala — depende da turma — pra conhecer o professor que vai ser o professor representante da turma. O mesmo vai explicar como funciona as aulas dele e as outras, vai falar os nomes dos professores de cada matéria e por aí vai. Basicamente vai ser o dia que vamos conhecer nossos colegas de turma.

— Obrigada, tchau diretora — Disse me levantando

— De nada — Ela disse, então quando eu ia sair ela me chamou e eu olhei pra mesma — Bem vinda a Escola Mundial — eu agradeci e dei um sorriso, saindo da sala.

Tudo bem, quarto 215, segundo andar. Eu subi as escadas com um pouco de dificuldade por causa da mala de rodinhas mas logo estava no segundo andar. Quando eu cheguei vi uma porta com o 215 escrito em uma placa que estava pendurada na mesma, e do lado tinha uma lista

Marcelina Guerra

Margarida Garcia

Maria Joaquina Medsen

Valéria Ferreira

Nossa, só tem nome com M, meu Deus. Bom, esse é o quarto, isso que importa. Eu abri a porta e entrei, me deparando com três meninas sentadas em uma cama me olhando assustadas

— Desculpe, achei que não tinha ninguém — Falei dando um sorriso amarelo

— Tudo bem — Uma menina baixinha falou sorrindo — Eu sou a Marcelina, aquela é Margarida — disse apontando pra uma menina que devia ser um pouco mais alta que eu. Ela tinha olhos olhos azuis e cabelo castanho curto — e aquela é a Maria Joaquina — apontou para outra menina, que eu arregalei os olhos quando vi

— MAJO? — Gritei e a mesma me olhou confusa mas logo arregalou os olhos, e pulou em cima de mim, me abraçando e fazendo a gente cair no chão — Meu Deus, eu tava morrendo de saudades — Falei com os olhos marejados, quando a gente se separou

— Eu também — Ela disse no mesmo jeito que eu — Me desculpe por ter ido embora, é que eu realmente precisei. Minha avó tinha passado mal e ido pro hospital e meus pais resolveram sem me perguntar. E acabou que não era nada demais, ela começou a tomar alguns remédios e melhorou. Mas não deu pra voltar e eu queria te mandar mensagem mas meu celular tinha sumido e eu não sabia seu número de cor, você sabe como sou esquecida

— É, eu sei — falei rindo e ela me olhou de cara feia — Nossa, desculpa — eu disse murmurando

Marcelina e Margarida nos olharam confusas e então Majo explicou tudo pra elas.

— Prazer, Valéria — Falei estendendo a mão para elas

— Bom, aquela é a cama da Marga e a da Marce é a de cima — Maria falou apontando pra um beliche — Você fica com a de cima, eu fico com a de baixo — Ela disse apontando pra outro beliche e me olhando, vendo se eu tinha ficado incomodada por ficar com a cama de cima

— Tudo bem — Falei dando um sorriso sem mostrar os dentes pra mesma

— Vai querer ajuda pra arrumar suas coisas? — Marce perguntou, eu assenti mas falei que se incomodar não precisava. Mas a mesma sorriu e falou — Não incomoda não, eu amo arrumar — ela disse sorrindo e eu olhei pra Majo e pra Marga tipo " Sério? " as mesmas riram, assentindo e eu murmurei um " Tudo bem então "

E então nós quatro começamos a arrumar as coisas e depois de alguns minutos nós terminamos — Foi bem rápido — Disse Marga olhando pro quarto, impressionada. Eu, Majo e Marce assentimos

— Então, sobre o que estavam conversando? — Perguntei curiosa

— N-nada — Disse Marce, gaguejando

— Ata que eu acredito, pelo jeito que vocês me olharam não era nada. — respondi

— Tudo bem, a Lia é de confiança — Majo disse para as meninas que logo assentiram e começaram a me contar

Elas estavam conversando sobre meninos. Majo me disse que Marce era apaixonada por um menino desde que era pequena. O mesmo era vizinho da Marce e do irmão dela desde muito tempo, mas o tal vizinho era amigo do irmão dela e ela ficou com medo de contar pra ele e ele não gostar dela ou do irmão dela ficar irritado.

— Fala sério, esse menino estuda aqui? — Perguntei para as meninas, que assentiram — Então amanhã me mostrem quem ele é, porque eu realmente tô curiosa pra descobrir

— A Lia gosta de bancar a cupido — Majo disse, revirando os olhos, mas logo viu minha cara pra ela e completou — Mas ela é boa nisso

Então eu e as meninas ficamos conversando até notarmos que tava tarde e lembrarmos que íamos ter que acordar cedo amanhã. Nós tomamos banho, revesando os banheiros — que eram dois — então colocamos nossos pijamas e deitamos, dando Boa Noite uma pra outra.

Parece que não vai ser tão ruim assim estudar aqui — pensei, logo dormindo

Notas finais
Até o próximo capítulo Beijos, Little Tigress
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.