Life & Time
1 As Boas vindas Perfeitas
Notas iniciais
Estava sol dava pra ver da mini janela do quarto de Maria. Os Glouins cederam Maria para que ela dormisse mais calma, pois estava muito agitada por que iria embora, no dia seguinte. Glouins são os doutores do hospício de Glauer. Glauer e um hospício cheio de tecnologia por que foi criado nos restos de um Shopping.
- Aqui estão suas roupas – um Glouin jogou um saco de roupas para Maria na cela. Os Glouins são os guardas de Glauer ninguém sabe se eles são humanos ou robôs. A aparência deles e um tanto estranha. Eles tem pequenos cabelos curtos, olhos dourados e roupas azuis com linhas pretas. Todos eles eram assim e é completamente impossível dizer o sexo deles. Apesar de alguns terem traços femininos. – vista-se daqui a trinta minutos seus entes virão busca-la! – as roupas eram as mesmas das quais Maria havia entrado em Glauer há três anos. Maria foi parar em Glauer por que seu pai viu sua mãe ser abduzida. Ele ficou louco e tentou de todos os jeitos acha-la, em uma noite vendo as estrelas, Maria entrou na floresta sozinha na intenção de fugir e ir para outro lugar, um lugar onde as pessoas a amacem e se importassem com ela. Mais ela foi surpreendida por uma nave que estava prestes a abduzi-la do mesmo jeito que sua mãe foi. Mais seu pai chegou e a salvou sendo abduzido em seu lugar. Maria havia ficado sozinha ninguém acreditava no que ela falava, ela roubou para sobreviver e passou a fugir e viver em cavernas. Ela estava em seu juízo perfeito não estava louca só estava tentando não ser presa. Até que um dia ela foi roubar e acabou sendo presa, e por ter apenas treze anos e por ter uma fama horrível em toda Arens. Ela acabou sendo mandada para Glauer, a família de sua melhor amiga Marcelly tentou ajuda-la a adotando mais o Governo Leon não permitiu. Depois de um ano em Glauer o governo cedeu e deixou Maria ir somente depois quinze anos de idade.
Ela se vestiu e se sentou na cama. Onde ela se deitou e chorou por três anos sozinha. As únicas vezes que ela viu pessoas era quando Marcelly e sua família vinham vê-la. Ela não estava conseguindo acreditar que finalmente iria sair daquele lugar, que iria sentir o vento em seus cabelos. Uma lagrima desceu por seu rosto seus olhos começaram a arder só de pensar na alegria de ver o sol de novo.
- Esta pronta? – disse o Glouin.
- estou sim! – o Glouin abriu a porta do quarto e fez um sinal para que Maria prosseguisse. O corredor era grande e cheio de portas. Portas que davam para selas iguais as de Maria. Os Glouins levaram Maria até uma sala onde estavam Marcelly e sua família com presentes e bolos. Marcelly correu e Abraçou Maria a pegando de surpresa, Maria não recebia um abraço há muito tempo.
- que saudade Maria! – ela abraçava Maria com força. Marcelly era baixinha de longos cabelos pretos cacheados. Ela também era muito formosa e em sua boca Maria pode ver seus aparelhos azuis.
- eu também Marcelly! Obrigada! – disse Maria.
- seja bem vinda a nossa família Maria – disse Mabel a Mãe de Marcelly. Mabel era igual à Marcelly baixinha de cabelos cacheados. Ela abraçou Maria do mesmo jeito que Marcelly. – tudo vai ficar bem! Agora você terá uma família novamente!
- obrigada. E tudo que eu preciso!
- oi Maria seja bem vinda a nossa família! – disse a irmã mais velha de Marcelly Nãna. Ela já era bem diferente de Marcelly e Mabel. Ela era alta de longos cabelos loiros e cacheados.
- obrigada nãna.
- olha prove um pouco desses biscoitos! – nãna ofereceu um prato com biscoitos para Maria. Ela pegou um e provou, ela reconheceu o gosto do biscoito era de chocolate.
- hum está... Ótimo!
- e bom ouvir isso! – disse nãna rindo.
Maria achou que fosse no máximo três ou quatro horas de Glauer até Arens mais a viagem foi tão rápida que ela nem viu o tempo passar. Marcelly contou tudo oque havia acontecido em Arens enquanto ela estava fora. A noticia que mais intrigou Maria foi a que Glen seu antigo Namoradinho de infância. Estava saindo com a sua inimiga Loih.
- Glen e Loih? Serio? Porque não me contou isso antes?
- e que... Você estava cheia de problemas e... Eu não queria acrescentar mais um a sua lista. – Maria encostou sua cabeça na janela. – não fica assim!
- assim como? Olha oque rolou entre eu e o Glen foi apenas uma coisinha de criança... Eu estou bem vou voltar à ativa, vou voltar a viver e além do mais eu nem sei beijar direito!
- guardem os assuntos de beijar para depois meninas! – disse Mabel.
- não... Não guardem meninas aproveitem e curtam o bastante! – disse Nãna que riu.
- não Nãna eu acho que a tia Mabel está certa assunto de beijo depois!
- você não sabe oque está perdendo! – disse Nãna estendo sua mão por cima da cadeira fazendo Marcelly dar um tapa.
Arens estava muito diferente, estava mais tecnológica Maria nunca havia visto a cidade assim toda iluminada e bem movimentada. Mabel estacionou em frente à casa dos Caargan.
- Pronto chegamos! – Mabel estendeu os braços como se estivesse abraçando sua casa. – Maria se lembra da nossa casa... Ou quero dizer sua nova casa!
- ai... Lembro sim hã...
- o cenário mudou muito Maria? – Perguntou Nãna.
- um pouco, esse lugar não perde a Magia.
- e incrível você disser isso... Sabe todos aqui te julgaram e te condenarão naquele lugar horrível. – Nãna abaixou a cabeça.
- Nãna cale essa boca! – Mabel a repreendeu.
- ai meu deus... Me desculpe Maria, por favor!
- tudo bem você está até certa... Esse povo me torturou muito mais eu vou mostrar pra todos eles que eu me tornei uma pessoa melhor eu vou... Calar a boca de todos que me puseram naquele lugar!
- e assim que se fala! – gritou Marcelly.
A casa dos Caargan deixou Maria impressionada a pintura havia mudado agora estava Verde e creme. Deixou a casa bem mais feliz no ponto de vista de Maria que frequentava aquela casa desde pequena. A sala era grande e espaçosa. Joel o pai de Marcelly estava sentado em uma poltrona com as pernas e os braços cheios de ataduras. Joel era um soldado de Arens que foi mandado até uma tal ilha não mapeada cheia de criaturas e canibais. Marcelly contou para Maria que Joel e sua equipe foram atacados e apenas três sobreviveram mais com muitos ferimentos.
- oh Maria seja bem vinda! – ele abriu os braços e Maria foi até ele e o abraçou. – tudo que precisar e só pedir!
- tá pode deixar! – Joel era o único diferente da família ele era alto, forte de cabelos loiros e olhos verdes. Maria o achava parecido com Nãna.
- vem Maria vamos... Lanchar na Molt’s! Lembra-se de lá? – perguntou Marcelly se agitando.
- lembro! Nossa quanta coisa aconteceu lá!
- então vão larguem as malas ai eu tiro depois! – disse Mabel.
Marcelly arrastou Maria até o Molt’s uma antiga lanchonete que havia na cidade. Todos passavam por lá quando queriam ter uma tarde perfeita e gelada. O Molt’s ficava em frente a um bar-restaurante chamado Nhoc’ muito famoso por brigas e discussões de marido e mulher. Maria não tinha certeza se aquilo ainda acontecia mais como o Nhoc’ ainda continuava a mesma coisa não devia ter mudado nada.
- aqui vamos nos sentar aqui. – Marcelly puxou uma cadeira para Maria se sentar.
- nossa que saudade de tudo isso aqui!
- oque vão querer meninas? – perguntou a atendente que era ninguém menos que Loih a inimiga de Maria. Ela havia mudado muito desde há ultima vez que Maria a viu. Seus cabelos castanhos claros com mechas loiras caiam em seus ombros, ela era morena de olhos verdes. – ah Você! – disse Loih para Marcelly.
- é sou eu e se me estressar eu deixo você sem gorjeta!
- olha aqui dentuça! Se veio aqui para me atazanar e melhor você ir embora coisa feia!
- você não mudou nada não é! – disse Maria
- e quem é você para ficar me reparando?
- eu? Eu não sou ninguém não... Meu nome é Maria! – os olhos de Loih se arregalaram.
- então a filha prodiga retorna! – ela pôs sua mão na cintura. – espero que não roube a loja!
- eu não preciso...
- vejo que a estadia no hospício foi boa não?
- foi perfeita... To pensando em te mandar pra lá.
- não... Sabe eles só aceitam as Mariaszinhas!
- se enxerga boneca de trapo!
- quem você está chamando de boneca de trapo?! – Loih arregalou os olhos.
- acho que é você não é, sabe eu conheci os Glouins e todos tem razão você se parece muito com eles! – Marcelly e Maria começaram a rir juntas.
- espero que com a sua volta você não traga os aliens! – Maria parou de rir e ficou seria Loih conseguiu irritar Maria. Ela se levantou e ficou cara a cara com Loih.
- oque você disse?
- espero que eles te levem pra longe daqui aberração! – Maria agarrou os cabelos de Loih e as duas caíram no chão rolando. Maria socou a cara de Loih que ficou no chão. Maria se levantou e Loih veio logo atrás dela. Ela se virou e socou a barriga de Loih ela agarrou os cabelos de Maria. Os clientes fizeram uma roda em volta da briga mais Marcelly não deixou ninguém separar.
- tá gostando disso? – Maria continuou a socar a barriga de Loih que arranhou seu braço. Ela sentiu Loih sair de suas mãos logo depois ela viu um rapaz puxar ela de seus braços.
- ei, mas oque está acontecendo? – perguntou ele – ficou louca garota?
- fiquei sim! Quer apanhar também? – Marcelly segurou Maria.
- Maria ele é...
- um atrevido isso sim! – interrompeu Maria. – eu não tenho medo de você!
- e nem eu de você sua louca! Loih? Loih tá tudo bem? – ele dava tapinhas no rosto de Loih que estava desorientada. O garoto era Magro mais, porém forte, de cabelos castanhos claros.
- isso e pra ela aprender a nunca mais mexer comigo! – gritou Maria.
- anda sai daqui sua louca! – gritou o garoto.
- eu não saio não! – rebateu Maria, mas Marcelly a puxou pelo braço e a tirou da lanchonete.
- Maria ficou doida? – perguntou Marcelly.
- ai... Eu acabei... Descontando toda a minha raiva nela!
- foi demais, mas... Você não devia ter feito isso o hospício ainda está de olho em você!
- é foi um vacilo mesmo...
- é... Você mal reparou não e?
- oque?
- aquele que separou a briga... Era ninguém menos que o Glen!
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