Life Office

3 Ashley, virgindade e um número de telefone.


Notas iniciais
Ei gente! Me desculpem por não ter postado nas últimas semanas, é que eu estava ocupada! Gostaria de agradecer a todos que favoritaram, comentaram ou estão acompanhando. Fico feliz que tenham dado uma chance á fic. Aproveitem!

A porta se abriu com um empurrão. Reyna aproximou-se da mesa um tanto nervosa e ergueu os olhos para Léo, que tinha os olhos fixos na tela cheia de rachaduras de seu galaxy s3. Com vergonhada de falar qualquer coisa que seja ela esperou que ele a notasse, o quê não demorou muito.

– Ah, hm, Oi Queen.

– Oi – Ela disse, tentando não parecer seca. – Você poderia me emprestar seu celular? Preciso ligar pra minha irmã!

Valdez ignorou a pergunta. Em vez de respondê-la, fez uma.

– Por que não me chamou? Achou que não seria legal me pegar vendo vídeos no Redtube?

Reyna deu de ombros.

– Basicamente.

– Olha, eu queria... Queria que você... Sei lá. Contasse-me como é sua vida. – Ele disse com um suspiro. Antes que ela perguntasse o porquê, concluiu a frase: — já que você só vai começar o trabalho amanhã, poderia ficar aqui pra gente... Trocar histórias?

Reyna ergueu a sobrancelha.

– Só se me prometer que não está interessado em segundas intenções. – Ordenou muito desconfiada.

– Tenho cara de ninfomaníaco? – Ele indagou, dando um sorriso élfico e malicioso. Reyna ergueu a sobrancelha numa clara expressão de “com certeza.” – Ok, Ok, Talvez um pouquinho.

– Muito. – Corrigiu Reyna, com um sorriso relutante. – Você pode começar, se quiser.

–É justo. Vamos lá: Eu nasci, obviamente. Cresci na mansão do meu pai, sem nada muito interessante acontecer, pelo menos até a chegada dos meus 13 anos – Fez uma pequena pausa, como se estivesse se lembrando de algo desagradável. – era o meu aniversário de 13 e eu tinha acabado de chegar da escola. Tinha muitos amigos no colégio e por isso tinha ganhado presentes pra caramba. Eu tinha inocentemente corrido até a porta do quarto do meu pai. Como estava meio aberta, espiei pra ver se ele estava mesmo lá. E bem...

Reyna notou que ele não parecia constrangido. Parecia estar pensando se tinha realmente feito a coisa certa.

– Você deve ter conhecido a recepcionista, não é?

– Infelizmente – Resmungou Reyna.

–Pois bem: Seu nome é Ashley. Ela é uma Ex- Stripper. Meu pai costuma contratar várias delas.

– E por que ela está trabalhando aqui?

– Vai me deixar contar ou não? Pois bem. Quando eu abri a porta, lá estava a Ash, com um lingerie vermelha, se pegando com meu pai. Ele disse pra ela:

–Já está na hora do Léo deixar de ser criança.

Léo imitou uma voz grossa que á Reyna pareceu muito patética.

– Sim, querido. – Léo colocou um falso sotaque britânico. – Quanto antes eu tirar a virgindade dele, melhor.

Reyna deu um suspiro carregado de agonia. Léo deu um sorriso brincalhão, como se fosse exatamente aquela reação que queria causar.

– Ashley era apenas um ano mais velha que eu — Afirmou Léo, com uma risadinha de escárnio. – Foi fácil se infiltrar na minha escola. Então quando terminou a aula, ela fingiu que iria ajudar as tias da limpeza. Pediu que eu a ajudasse. Eu fui um idiota e acreditei. As tias já tinham ido embora e Ashley nos trancou na sala da direção. Daí...

– Não quero ter detalhes da sua vida sexual, Valdez – Reyna disse, com o quê pareceu um sorriso ao garoto latino. – E depois disso?

– Depois que nós ficamos, voltamos normalmente pra casa. Ela e meu pai continuaram com seja lá o tipo de relação que eles tinham e depois que ela abria as pernas pro meu pai, ela ia ao meu quarto e nos trancava lá.

– Espera – Reyna pediu tempo, enquanto juntava mentalmente os fatos. – Você sabia que ela ia tentar ficar com você. Você os escutou conversando. E não desconfiou de nada?

– Em parte – Léo deu de ombros. – Mais admito que Ashley não seja das piores sabe?

Reyna revirou os olhos, transparecendo raiva.

– Mais espera. Se seu pai contratava uma stripper... E sua mãe?

A expressão divertida que o garoto exibia murchou. Ele rodou na cadeira de rodinhas que estava sentado e deu pequenos socos na janela.

–Já pode contar sua história. – murmurou, secamente.

–Pois bem – Reyna disse, puxando uma cadeira para si mesma e acomodando-se. – A minha vida é absolutamente normal e era perfeita até ontem.

Léo engasgou com uma comida invisível.

– Perfei... Cof Cof... Eu acho que não, em? – Deu um sorrisinho de escárnio. – Isso é coisa de seriado de drama. A garota é perfeita, tem um namorado tão romântico quando eu...

– Você não sabe ser romântico – afirmou Reyna.

– Sei sim quer ver? Rey, seus olhos são como uma chave inglesa. Toda vez que olho para eles me dá um aperto.

– Ah sim – ironizou Reyna, erguendo a sobrancelha – Um romantismo digno de Shakespeare!

– Obrigado, Gata. – Disse Léo, ignorando a ironia. – Como eu ia dizendo, a garota tem um namorado romântico, é rica, seus pais se dão bem, tem amigos puxa saco e notas altas... Daí do nada Puf! Adios vida perfeita. Ela fica pobre, feia, perde o namorado pra inimiga, seus pais brigam e vão pros cafundós do Judas e levam o dinheiro que resta... Na minha língua isso se chama drama. Drama... É isso. A partir de agora você vai ser a Drama Queen.

Reyna revirou os olhos, mais não discutiu.

– Aliais, Drama Queen, você precisa me passar seu número de celular!

Reyna ergueu a sobrancelha, visivelmente irritada.

– Por que eu faria isso? Acabamos de nos conhecer.

Léo deu um sorriso maroto.

– A intenção é essa: Quanto mais eu te conhecer, melhor.

Léo acabou emprestando seu celular á garota, com a promessa de anotar o número de celular dele em um papel e de fornecer o seu também. Ela ligou para Hylla. A loira prometeu busca-la em poucos minutos. Reyna se sentou em um banco que ficava na parte da frente da empresa e ficou ali, encarando os carros. Léo a observou observando a rua e ficou alguns minutos a olhando sentada. Lembrou-se da pergunta sobre sua mãe e ficou imediatamente aborrecido com Reyna. Entrou resmungando coisas desconexas e resolveu ir falar com Ashley.

Notas finais
Reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.