Life Of The Party
3 Cretino de olhos violeta
Notas iniciais

Pov. Lola
– Oh, Lola venha aqui meu amor. – Grita minha mãe, quando começo a descer as escadas, da entrada da casa.
Respiro fundo e tento ignorar é a melhor coisa que posso fazer, se eu for lá, simplesmente minha querida mãe que-não-gosta-de-falar-da-vida-dos-vizinhos vai falar alguma coisa que com certeza vai me fazer pagar algum mico. Simples assim.
Mãe é assim, querendo ou não, sempre fazem alguma coisa que nos botam em algum mico ou um grande como um King Kong, por que mãe é mãe! Se elas não fizerem nada assim, ou ela pode ser um pouco estranha ou ela não é totalmente mãe. É tipo uma marca delas, toda mãe que já conheci fez o filho pagar algum mico. Ou falando aquele apelido super fofinho de quando o filho era pequeno ou alguma outra coisa.
– Coelhinha você esta me ouvindo? – Grita minha queria mãe de onde esta. – Venha aqui, para você poder conhecer os novos vizinhos.
Deus eu nem fui lá e ela já esta me fazendo pagar mico!
Respiro fundo mais algumas vezes e finalmente olho para minha mãe, me deparando com não apenas os olhos dela grudados em mim, mas também outros três pares de olhos desconhecidos por mim.
Talvez eles nem sejam os novos vizinhos, talvez sejam apenas os amigos deles, não sei. Ao lado da mulher que me chamou de “Coelhinha” tinha uma mulher que aparentava esta na faixa dos seus quarenta anos, – assim como minha mãe – ela vestia uma jardineira longa preta e por dentro tinha uma camisa de manda longa fina, nos pés tinha uma par de Vans da mesma cor que a jardineira, o cabelo castanho escuro estava preso em um coque desfiado, o que a dava um ar mais jovem, irrelevante a sua idade.
Na frente da mulher tinha um garoto de cabelos que também carregavam a cor castanho escuro da mulher, seu corte era estilo o do Caspar Lee – arrumado, mas bagunçado, se é que tem lógica nisso – vestia uma camisa de manda, com estampa de nome de alguma banda, usava uma bermuda azul escura e nos pés carregava um All Star da cano médio preto.
Ao lado dele, tinha um garoto mais alguns centímetros, ele vestia uma regata preta, camisa xadrez vermelha e azul amarrada na cintura, no pulso direito tinha pulseiras de couro. Tinha uma tatuagem visível, localizada no ombro esquerdo. Seu cabelo era desgrenhado negro, nos pés tinha um coturno preta, amarrada até a metade, deixando a parte superior aberta. Em volta do pescoço tinha uma corrente estilo aquelas que os militares usam.
Se eu não for até lá, minha mãe vem até onde estou. Não tenho escolhe, é agora ou nunca!
Começo a fazer meu caminho até onde eles estão. O que mais gosto das casas em Porto do Mar é que entre uma casa e outra tem um pequeno espaço, onde a maioria das pessoas colocam seus carros e outras as usam como rota para ir direto a praia.
Retiro meus fones de ouvido assim que me ponho de frente aos quatro seres humanos que me encaram.
– Lola, esses são a Melissa, Dominic e Alec eles serão os nossos novos vizinhos. – Diz minha mãe, falando os nomes de cada um e apontando para a pessoa denominada com o ele.
– Oi. – Falo olhando para cada um ali presente,
– Prazer conhecê-la Lola. – Fala a mulher.
– Faço suas palavras as minhas. – Digo com um pequeno sorriso no rosto. Se eu não por nem um sorriso minha mãe me mata!
O garoto de cabelos castanhos escuros – Alec – anda alguns passos para parar da minha frente, coloca um sorrisinho no rosto e estende a mão para em minha direção. – Gata você não é maçã do amor, mas eu te morderia todinha.
Levanto a sobrancelha direita e curvo minha cabeça pra a esquerda e tento não ri, enquanto o outro garoto que segura uma caixa de papelão chega ao lado de Alec e se apoia no ombro do garoto. Ele também carrega um sorriso como o do irmão mais novo a diferença é que esse tem uma covinha do lado direito do rosto.
Ele coloca a caixa no chão lentamente e na cara de pau me olha dos pés a cabeça – literalmente – e vejo o seu conteúdo, que varia entre alguns livros e CDs, foco meu olha nos CDs, vejo desde Ed Sheeran, The Script, Imagine Dragons, 30 Seconds To Mars, The Beatles a Ramones e alguns outros. Levanto meu olhar para o seu rosto e vejo que os seus olhos pararam em meus seios e os encara por um tempo.
Não sei se é errado, mas eu to pra da uma bofetada na cara desse garoto ele sendo novo aqui ou não.
Quando ele volta a sua atenção para o meu rosto, seu sorriso ainda se faz presente só que mais intenso. Respiro fundo e olho bem em seus olhos e fico um pouco assustada com o que vejo.
O cretino tem olhos violetas, como assim? É lente isso né? Ai. Deus. Do. Céu. Ele tem olhos violetas.
– Me desculpe por ele. – Diz ele mexendo no cabelo e me tirando de meus pensamentos. – Ele acha que é homem, mas se quiser alguém com experiência é só me chamar!
Não aguento e lhe dou um tapa forte em seu rosto, seus olhos violetas se arregalam com o susto, o lugar onde lhe dei o tapa ficou com a marca de meus dedos e avermelhado, Dominic leva a mão ao rosto e me olha assustado, ouço uma gargalhada e olho para seu irmão que encolhe sua coluna de tanto ri, minha mãe esta com as mãos na boca assustada a mãe de Dominic tem um pequeno sorriso nos lábios.
Em segundos eu estou olhando para eles e em outro estou com meu olhar focado no céu azul de Porto do Mar, escuto um grito alto e sinto alguma coisa quente e molhada passar em minha bochecha e tudo vai ficando escuro aos poucos.
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