Life Note
2 The life and The Death
Notas iniciais
Katherine olhou com raiva para a mala que havia acabado de aprontar. Não queria ter ido para o Japão. Não queria jantar com o senhor Miojo ou qualquer que fosse seu nome esquisito. Mas sobretudo, não queria continuar naquela família medíocre e subordinada as desprezíveis regras de qualquer um que tenha mais dinheiro do que eles. “Vocês estão me atrasando a vida” As palavras de sua irmã Elle ecoaram em sua mente. Ela queria ter sua coragem e sua rebeldia, mas ao invés disso ela estava presa a essa vidinha ridícula a qual seus pais decretaram que pertencia.
A garota se levantou e foi tomar um banho para se arrumar. Deixando para trás um quarto semi-arrumado e o que restara de sua antiga vida na Alemanha. A jovem colocou uma mecha de seus cabelos dourados para atrás da orelha, deixando pensativa, a água escorrer por seu corpo.
— KATHERINE! – Sua mãe gritou seu nome chamando-a para a realidade. A garota foi para seu quarto e abriu o guarda-roupas — Coloque o vestido rosa que lhe compramos recentemente – A menina olhou para a mãe incrédula.
-Aquela coisa ridícula? Não uso aquilo nem morta – A mãe lhe surpreendeu com um olhar fuzilante e lhe empurrou o longo vestido cor-de-rosa salpicado de florzinhas e borboletas. A garota queria jogar o vestido pela janela, mas se limitou a fazer um barulho de nojo e colocar o vestido de qualquer jeito.
O jantar não poderia ter sido mais agradável, e, no entanto, tão tedioso. Seus pais falavam de negócios com o chefe da polícia. A comida estava deliciosa, e sua mãe não resistiu a se gabar da mesma, e Katherine não a culpava, também se gabaria se fosse esta a única coisa que soubesse fazer. E o que ela havia feito? Apenas ficado quieta em seu canto, pensando em como seria sua vida, se finalmente se visse livra daquelas pessoas que há 17 anos a aprisionavam.
Assim que o jantar terminou e o oficial se retirou, tendo renovado a promessa de um novo emprego para seu pai, Katherine correu para seu quarto, furiosa. Se tinha algo que ela percebera nesse jantar é que não queria mais ficar com seus pais. Queria, fugir e ter finalmente a liberdade com a qual sempre sonhara. E não ia medir esforços para obter o que queria.
A jovem encarou, furiosa, seu reflexo no enorme espelho de seu quarto. Seus cabelos muito loiros caiam em cascatas até sua cintura. Seus olhos azul-água, repletos de ódio e rebeldia, há tanto reprimida, davam a seu rosto angelical uma aparência sombria. Katherine trocou de roupa. Vestiu um vestido justo, curto, decotado e com uma linda cor de vinho. Daquele tio que sua mãe jamais aprovaria. O vestido fora lhe dado de presente pela sua melhor amiga Jane e desde então ficava escondido dentro de uma caixa de madeira embaixo de sua cama. Por sorte, ainda não o havia guardado, pois não haveria tempo para tirá-lo de seu esconderijo sem que seus pais o vissem.
Assim que propriamente vestida a garota olhou para seu computador preparando o programa que Jane havia instalado. “Era incrível como ela havia me facilitado tanto a vida, era quase como se ela soubesse do que eu precisaria para concretizar meu plano...”
O programa vox, respondia com sua voz, as perguntas a ele dirigidas. A jovem trancou a porta de seu quarto e habilitei o programa do mesmo jeito que Jane a ensinara. A garota era realmente inteligente, a única coisa que eu sabia fazer no computador era entrar no MSN e nas demais redes sociais.
Foi até sua janela medindo com os olhos a distancia até o chão. Graças a nova casa e não apartamento que tinha, a distancia era mínima. Tomando cuidado para não fazer barulho, a garota subiu na janela e pulou, aterrissando suavemente no chão. Deu então um sorriso torto. Estava livre.
A noite escura e nebulosa e o ar frio a sua volta pareciam ter sido especificamente projetadas para acompanhar seus sentimentos frios e tempestuosos. Não era uma noite normal e isso estava no ar. A inebriante sensação de poder e escuridão parecia emanar de todos os lugares. Talvez fosse apenas impressão sua, ou seus próprios sentimentos desenhando no mundo o que queriam que visse, mas Katherine agora dominada por aquela sensação, simplesmente preferia acreditar que ela realmente existia.
A menina viu então um velho caderno negro jogado no chão. A capa gasta e usada, estava coberta de poeira. Tomada pela súbita curiosidade, ela pegou o objeto. Assim que seus dedos o tocaram, ela percebeu que não era um caderno comum. O mesmo era frio como a noite que a envolvia. Seus dedos percorreram a capa, ansiosamente. Agora duas palavras eram perfeitamente visíveis. Na capa do caderno lia-se “Death Note”.
Near, Mello e Matt devoravam o delicioso almoço enquanto conversavam discretamente sobre a Kinoshita.
-Será que eles são irmãos? – Perguntou Mello cortando um pedaço de bife e enfiando na boca como um animal. Near revirou os olhos sentindo nojo do loiro e tirou a franja dos olhos com um movimento rápido com a cabeça.
-Seu idiota, o Ryuuzaki era filho único – Falou Near com um ar superior. Mello murmurou alguma coisa como “branquelo estúpido”.
- Talvez... – Antes de Matt dar um palpite Near captou o olhar que Jensen Devereaux dava em direção a Naomi, a coitada nem percebia, ou percebia e estava ignorando dramaticamente.
-Vamos falar com ela depois do jantar? – Perguntou Matt coçando o pescoço com a mão suja de molho
-Cla-claro – Falou Near com cara de nojo, será que era o único mentalmente capaz ali?
Naomi comia sem muito interesse apesar dos esforços dos meninos; na verdade o que a preocupava era um maldito garoto de cabelos escuros lançando-lhe olhares maliciosos constantemente lançados por um moreno cercado por todas as garotas da Wammy... Todas as três. Naomi sentia o cheiro de problemas e começou a se levantar a cadeira e lentamente começou a andar em direção ao jardim ensolarado. A jovem consultou o relógio e viu que já eram 14 horas, ela sorriu com desgosto pensando que há essa hora ela estaria em algum lugar tentando fazer alguma coisa para ganhar o dinheiro do almoço sem nenhuma idéia de que alguns dias depois estaria num orfanato de luxo para garotos, e agora garotas, superdotados.
Ela era super dotada?Com toda a certeza. Não existia ninguém no mundo capaz de ser rápida como ela, capaz de ser inteligente como ela, de aprender rápido. Na verdade existia, mas este já fora a muito derrotado. L não existia mais então.
-Olá, ei psiu. – Chamou uma voz masculina. Naomi nem se deu ao trabalho de virar para saber que eram os imbecis da Wammy e sua turma de insuportáveis. Uma mão quente puxou o pulso da garota fazendo-a virar e ficar cara a cara com o menino.
-Meu nome é Jensen Devereaux, e o seu? – Naomi tentou se soltar sem muito sucesso, isso provocou risadinhas da trupe de retardados.
-Ora não é educado falar assim com seus amigos – Falou o rapaz encostando o nariz no rosto de Naomi. A garota soltou uma praga em latim e tentou se desvencilhar dos braços mas não obteve sucesso.O garoto apertou mais os pulsos de Naomi e acariciou seus longos cabelos negros com as mãos ásperas.
- Se você não me soltar eu juro que... – Resto das palavras foram abafadas por um pedaço de pano.
-Awwwn, a coitadinha vai gritar? E quem vai ajudar a pobrezinha? – Perguntou o garoto puxando- a para mais perto de seu corpo quente.
Naomi sabia o que viria a seguir e não iria suportar a humilhação mas estava sem saída.
Droga!Pensa Naomi!
Ela já tinha um plano, sabia que uma hora o garoto iria afrouxar o braço e então ela iria se soltar lindamente e sair correndo, mas antes de poder por o plano em prática ouve uma voz em algum lugar.
- Jensen, se não soltar essa menina agora eu juro que você vai levar a maior surra do mundo – Rosnou Mello ameaçadoramente
- Uhh, a Madonna veio falar comigo – Debochou Jensen provocando um coro de vaias dos amigos. Era a chance de Naomi, ela sentiu o braço do menino afrouxar cerca de meio centímetro mas era tudo que precisava. Ela deu uma cotovelada no tórax do Jensen fazendo-o solta-la.
-Nunca mais toque em mim – Rosnou chutando entre as pernas do garoto, que caiu gemendo de dor.
-Sua vagabunda, você me paga! – Gritou para Naomi que corria para dentro do prédio, mais precisamente para seu quarto.
-Kinoshi....- Mas a menina não escutou a voz do Near mas ele sabia que a garota provavelmente iria para o quarto chorar ou coisa assim.Mulheres são todas iguais.Mello ameaçou ir em direção ao Jensen e seu bando mas eles já estavam correndo para longe.
-Imbecis- Resmungou, ele espera ouvir alguma coisa de Near mas este estava olhando para uma coisa branca no chão.
-Err,Near?- Chamou Matt antes que Mello o fizesse.Mas o albino ignorou, ele estava fitando uma coisa que pensara que era uma pomba mais cedo.Era um caderno branco com os dizeres “LIFE NOTE” Em caprichosas letras maiúsculas.
-Mello,Matt o que é isso?– Sussurrou Near olhando para o caderno mas sem tocá-lo.Os garotos ficaram parados com um ar de surpresa por uns bons 50 segundos então Near quebrou o silêncio.
- Acham seguro pegar? – Matt e Mello balançaram a cabeça afirmativamente esperando o albino pegar o caderno.
Bem,se for alguma coisa perigosa,pensou Mello descaradamente, o branquelo que se ferra.
Por mera conhecidência o Life Note foi tocado no exato segundo que um Death Note foi tocado, só que este foi em outra parte do mundo, no Japão.
Fale com o autor