Life Isnt a Word, Is a Felling
11 Capítulo 7. It's can't be happened to me
Notas iniciais
Aulas. Foi o meu primeiro pensamento.
Levantei meia ensonada. Olhei para as horas, percebendo que tinha perdido todas as aulas da manhã. Na cozinha, Esmeralda entoava uma estranha canção mexicana, e o cheiro a comida que pairava no ar, dava-me náuseas.
- Esmeralda? – Chamei, ainda no corredor.
- Menina, já acordou?
- Já? Perdi as aulas da manhã toda. – Respondi.
- Ontem chegou tão tarde, se não fosse o menino Zacky a ligar a dizer que estava no concerto, teria ficado preocupada.
Mas como é que ele sabia?
- O meu pai? – Perguntei.
Ela apontou na direcção do quarto. Entrei, e viu o seu rosto angelical, adormecido. Voltei para trás, para ir para o banho.
- Juliet? – A sua voa rouca chamou-me.
- Pai, acordei-te?
- Não querida. Mas não devias estar nas aulas?
- Perdi as de manhã. Ontem fui ao concerto…
- Eu sei, o Zacky avisou-me. – Cortou com a minha frase. – Como está o pessoal?
- Bem. Como é que o Zacky sabe?
- Ele ligou ao Frank. Ficou preocupado contigo, quando lhe disse que não estavas em casa.
Revirei os olhos.
- Eu levo-te às aulas. – Disse-me. – Vai te vestir e comer alguma coisa.
- Levas? – Perguntei, confusa. Não era normal este tipo de comportamento por parte do meu pai.
- Claro!
Corri para o duche, vesti umas calças de ganga e uma t-shirt azul escura, com um casaco preto. Atei o cabelo atrás, e corri para a cozinha, onde o meu pai me esperava.
Engoli uma torrada, e descemos até ao seu Posche preto.
Ele pus um dos seus CDs a tocar, sem dizer nenhuma palavra, apenas acompanhado a musica que estava a passar.
- Ena, estou a ir para a escola no carro do Synyster Gates. – Gozei.
O meu pai soltou uma gargalhada.
- É estranho, eu sei. – Disse entre risos. – A tua mãe chega hoje á noite.
- Chega? – Surpreendi-me pelo facto de ela não me ter dito nada.
- Sim, ela queria fazer surpresa, mas o Matt descaiu-se. – E ele descaiu-se também. – Bem, mas estávamos a pensar se querias vir connosco à Alemanha.
- Assim, do nada? – Perguntei, confusa.
- Juliet sempre o fizeste. Mas desde há dois anos, que tens ficado muito por aqui, com medo que alguém te reconheça. Queríamos passar algum tempo em família.
- Vamos estar com as bandas todas. – Contrapus.
- Eles são família. – As palavras de Syn eram certas. Eles eram a minha família. – E podes trazer a Catarina e a Anne. Elas iam adorar, tu sabes disso.
- E a escola?
- É só uma semana. – Respondeu-me, sorrindo.
Parou o carro junto da escola, e deu-me um beijo de despedida.
- Boas aulas! – Desejou.
Senti demasiados olhares caírem sobre mim ao entrar na escola. Alguém ter um carro daqueles era minimamente estranho, mas se eles sonhassem quem o conduzia, ai seria bem mais estranho.
Vi Catarina e Anne sentadas junto à sala e caminhei para junto delas.
- Hey Juliet! – Saudou Catarina.
- Hey!
- Era o teu pai não era? – Perguntou Anne.
Elas eram das poucas que sabiam de quem tinha vindo o gosto da música. Aliás apenas elas e Thomas sabiam. Tinha outros grandes amigos, mas não tinha coragem para lhes contar.
- Era! – Comentei o estranho acontecimento. – Sabem, ele convidou-vos para virem connosco à Alemanha!
As bocas delas caíram de surpresa, não aguentei conter o riso.
- Nós vamos à Alemanha. Nos vamos à Alemanha. – Cantarolaram.
- Controlem-se! – Pedi, entre risos.
Sentei junto delas, e elas segredavam acerca da viagem, planeando-a ao pormenor. Desliguei delas. Apenas me concentrava em Zacky.
Ele andava tão estranho. Fixado na outra pessoa que eu sabia que ele amava. Outra pessoa que eu daria tudo para que não existisse.
- Juliet? – Elas chamaram por mim, tirando-me dos meus pensamentos.
- Sim?
- Aula?
Olhei e a stora já tinha aberto a porta, e a maioria da turma entrado. Íamos ter aula de desenho, e como era halloween alguém quis muito fazer algo relacionado com esse tema. Não tinha o mínimo interesse em desenhar bruxas, mas sempre fugíamos à matéria.
Algo tremia no meu bolso, e apenas na maior confusão de pessoas a falar sobre os trabalhos é que pode tirar o telemóvel. Tinha 2 mensagens.
Mãe: Querida, como estás? Já sei que o Matt já estragou a minha surpresa! Enfim, o teu pai já te falou da Alemanha? Espero bem que ele não se tenha esquecido. Até logo.
Zacky: O Thomas passou aqui por casa, à tua procura. Como estás?
O meu coração parecia que ia parar. Não por Thomas, mas por Zacky estar em minha casa. Ao menos, a aula estava a acabar.
- Juliet, vais para casa? – A Catarina puxava-me pelo braço à saída da escola.
- Sim, eles estão lá a ensaiar. – Respondi. – Sabes, o Zacky está estranho.
- Estranho, como?
- Em relação a tudo. Primeiro ele gosta de alguém, e não me conta quem é. Depois ontem encontramos o Thomas, e não me deixou falar com ele. Quando perguntei porquê, respondeu que eu e o Thomas tínhamos de ficar bem, mas ele não ia assistir a isso.
Catarina riu-se. Ergui-lhe a sobrancelha.
- Desculpa. – Pediu. – Eu acho que o problema não está bem no Zacky, mas em ti. Mas, hoje é a festa de Raquel, e vais te distrair, não é?
- Não vou, não me apetece.
- Anda vá comigo! – Implorou.
- Vai tu a serio. Eu tenho de fazer as malas para Ale manhã.
- Tudo bem. Então depois eu digo-te a resposta dos meus pais! – Despediu-se, e seguiu para sua casa.
Continuei a caminhar naquelas ruas monótonas e sujas. Relembrei as palavras de Catarina.
Talvez, o problema fosse realmente meu. Talvez, o problema eram os meus sentimentos confusos e as minhas pernas a tremer por uma razão desconhecida, sempre que Zacky estava perto de mim. Talvez, o único problema era eu ter ciúmes de alguém que eu desconhecia.
Unicamente, porque Zacky amava essa pessoa. E, essa pessoa não era eu.
Mas que raio estava eu a pensar? Zacky? Ele era como um irmão para mim. Neste momento parecia que tudo isso tinha fugido, e apenas o sorriso dele me vinha a memória.
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