Life Isnt a Word, Is a Felling
36 Capítulo 28. I Miss You, Guys!
Notas iniciais
Como eu já devo ter dito, ela já está acabada por isso vou postá-la toda de seguida
Estava lá a banda toda. O Matt não tinha nada bom ar e precipitou-se a ver a minha testa.
- Juliet, então?
- Não importa. Quero falar contigo, tens 2 segundos?
- Sim claro. – Matt assentiu. — Syn treina aquela música nova com o Zacky, nós já vimos.
Fomos até à cozinha.
- Música nova?
- Sim, sábado vês.
Estava orgulhoso do seu trabalho, e mostrava-o nitidamente.
- Tanto secretismo… — Ri-me.
- Não estamos aqui para isso. Juliet, eu tenho a certeza que a Val não está grávida. Nós tivemos juntos, não te vou mentir. Saímos durante uma semana, e envolvemo-nos durante esse tempo. Foram coisas de uma noite, depois dos concertos, já tinha bebido, estava carente e a Val apareceu. Sabes que nós continuamos bastante amigos. Mas eu conheço a Valary, para além de eu tomar precauções, ela também as toma. É impossível, ela estar grávida.
Aquilo afectara-me. Ele tinha mesmo estado com a Val. Pobre Anne.
- Porque Matt? A Anne é também um divertimento?
- Divertimento? – A sua face expressou-se confusa. – Do que estás a falar?
- Do que eu sou para o Zacky.
Ele parou bastante tempo a olhar para mim seriamente, levantado o meu queixo e fixando-me.
- Juliet. Para mim a Anne, é uma das melhores coisas que me aconteceu na vida. Desde da Val que não me sentia assim… Eu gosto a sério dela. Sim pode ser uma miúda, mas para mim consegue ser mais adulta que eu. Aliás é por isso que vocês são amigas. São bastante crescidas. O Syn é como eu. Apenas o Brian é que é teu pai. Vamos sempre ser uns putos, e o momento em que vou me sentir “velho” é quando morrer. – Riu-se. – E o Zacky gosta muito de ti. Não és de todo um divertimento.
- Claro que sou.
- Okay. Nós, durante os concertos temos as nossas necessidades. E estamos com outras pessoas. Percebes? – Assenti com a cabeça. – Mas não quer dizer que não ame-mos de verdade as pessoas com quem estamos. É só um escape. O teu pai, não é dos piores, mas quero que tenhas essa conversa com ele. Onde quero chegar mesmo é que o Zacky, está demasiado calmo. Ele não quer saber de ninguém para além de ti, nem com a Gena ele foi assim. Aliás com a Gena, ele quando ela não estava, arranjava logo outra. Ele gosta de verdade de ti.
Suspirei, sabia que era conversa de chacha. Matt olhou para mim para eu acreditar, e depois pediu.
- Por favor, leva a Anne amanha ao concerto.
- Não prometo nada.
Ele abraçou-me e voltou para dentro. Sentei numa das cadeiras que estavam junto à mesa. O Zacky, para homem, era bom decorador. Toda aquela cozinha em tons claros transmitia paz e harmonia. Queria que assim fosse a minha vida. Como era dantes.
Continuava a ter uma vida sem grande agitação, mas o meu corpo estava mais nervoso. Vivia num mundo meu apenas agora não estava escondida. Não eram apenas os jornalistas que me conheciam que podiam falar de mim, era todo o mundo em qualquer lugar que fosse. Era como famosa, mas nada tinha feito para isso. Apenas tinha nascido no berço errado, ou no certo. Quem sabe, eu não sei. Envolver-me com um guitarrista que fazia gritar adolescentes, era igualmente errado. Naquele momento acho que apenas queria ter nascido num sítio normal, com pais que fossem mesmo donos de uma loja de ferragens e de uma florista. Queria nunca ter conhecido o Zacky Vegeance, apenas o Zachary Baker que era o meu irmão mais velho, e não a pessoa que eu amava neste momento.
Uma lágrima caiu suavemente pelo meu rosto, mas uma música familiar vinda do estúdio onde estavam a ensaiar estava a arrancar mais dos meus olhos. Limpei-as, e fui até lá para ouvir melhor.
O Matt estava sentado ao piano, e tocava “Warmness On The Soul”, musica com que o Zacky me embalava quando tinha 5 anos. A voz de Matt trazia encanto à aquela música, dando-lhe a melodia perfeita. Anne devia ver isto.
Entravam as guitarras no meio da musica, dando-lhe a perfeição. Olhei para Syn, deixando cair uma lágrima de orgulho. Era o meu pai.
Zacky tirou os olhos das cordas e sorriu-me. As vozes da banda uniram-se numa, e toda a aquela sala tremia. Tal como os vidros, eu tremia de emoção e ia partir-me em bocados de alegria a qualquer momento.
- O que achaste? – Perguntou Jimmy.
Olhei para ele interrogada, perguntado se era para mim.
- Juliet? Dá lá a tua censura.
- Vão tocar isso? – Os meus olhos brilhavam.
- Matar saudades dos velhos tempos. – Respondeu-me Matt
- Deviam tocar, está perfeita. Não ouvia isso há tanto tempo.
- Já não precisas de ser embalada. – Zacky riu-se. – Ou precisas?
- Que piada!
Abraçou-me, levando-me do chão e fazendo de conta que me embalava.
- Põe-me no chão, Zachary! – Implorei.
- “I give my heart to you. I give my heart, ’cause nothing can compare in this world to you (…)” – Cantou.
- Oh, vá lá! Zack…
- Okay, Okay. – Posou-me no sofá. – Então preferes cócegas?
Tinha de o parar, mas a minha garganta apenas soltava gargalhadas enquanto pedia implorava que parasse.
- Estes dois nunca crescem? – Jimmy suspirou. – Pensava que só tinhas tido uma filha Haner, não me digas que também és pai do Zacky e ele nos anda a mentir sobre a idade!
Riram-se todos.
- Que querido Jimmy. – Respondeu emproado, sem parar as cócegas. – Vai buscar alguma coisa para beber, estou a morrer de sede!
Falou-se em bebida e todos saíram da sala ao encontro do pedido do Zacky. O meu pai certamente aproveitaria para ir fumar.
- Zacky! Pára!
Estava a morrer. Não me parava de contorcer para evitar as suas mãos, mas ele apanhava-me sempre. Era bom naquele jogo, mas eu sabia os seus pontos fracos.
Agarrei a sua orelha, mexendo os dedos por detrás desta. Ele guardou as suas garras, encolhendo-se para fugir de mim.
- Juliet, estás tão feita! – Ameaçou-me. – Vais ver!
- Sou melhor que tu!
Agarrou-me, fazendo cada vez mais cócegas, enquanto batia-lhe tentado para-lo. Abracei-o e impulsivamente, os seus lábios tocaram nos meus. As minhas mãos afagavam-lhe os cabelos negros, e ele aprisionava-me em si, segurando as minhas costas com os seus braços tatuados. Parecia que tínhamos voltado ao inicio, com as mesmas respirações entre cada beijo que ele me dava, e a mesma ansiedade quando me beijava o rosto, e o pescoço. Ele tinha razão, estávamos a repetir-nos.
- Hum! Posso?
Soltei-o, concertando-me e sentando-me no sofá. O Matt olhava para nós, a rir-se, encostado na ombreira da porta. Segurava bebidas, a dele, e outras para nós.
- Têm sorte, que eles ainda tão ali a escolher as bebidas, e o Johnny e o Syn estão com um súbito ataque de fome, e querem devorar o teu frigorifico inteiro Zacky.
- O teu pai vai ouvi-las, Juliet! E aquela bicha do Johnny, ai! – Gritou Zacky.
- Estão a falar de mim? – Gritou Syn, da cozinha.
Tive de me desmanchar a rir. Tinha saudades daqueles momentos, daqueles rapazes que completavam a minha vida. Eram eles que faziam como que o desejo de ter uns pais normais desaparecesse.
- Sim Gates! Ou melhor devorador de comida!
O Syn juntou-se a nós na sala, e aproximou-se de Zacky.
- Tu queres matar a minha filha, e nem me deixas comer para compensar!
O braço de Zacky pousou na minha cintura, aproximando-me dele.
- Eu nunca lhe faria mal. – E beijou-me a face.
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