Life Isnt a Word, Is a Felling

40 Capítulo 32. Do You Marry With Me?


Olhei-o aterrorizada. Eu não era a Anne, não sabia cantar.

- Por favor. – Pediu, sorrindo. – A Little Piece of Heaven. Tu sabes a letra, já te ouvi cantar isto!

- Mas, Matt. Tu não és o meu pai, eu não tenho os teus Genes para cantar. O Syn não é propriamente grande cantor.

- Obrigadinha.

Nem tinha visto Syn aproximar-se de nós. Fiquei sem fala.

- Juliet?

- Sim, ela canta. – Precipitou-se por mim – Não era propriamente isto que imaginei para o dia em que pisava o mesmo palco que tu, mas é um bom começo.

Abraçou-me fortemente. Eu fiquei ainda mais petrificada, não era capaz de cantar para mais de 20 mil pessoas que enchiam aquela sala.

Por cima do ombro de Syn, observei Matt a dar ordens a Zacky e este concordava com a cabeça. Um arrepio percorreu-me o corpo. Obrigada Synyster Gates.

- Vamos! Juliet entras quando o Gates te vier buscar.

Caminharam para o palco, deixando Zacky para trás a dar um jeito a guitarra. Aproximei-me dele lentamente. Pegou-me no rosto com a mãe direita, e olhou-me sorrindo.

- Vai tudo correr bem, eu sei que eles são loucos, mas tu és capaz. – Sussurrou-me ao ouvido.

A sua respiração percorreu até ao meu pescoço, sentindo uma leve dentada no meu pescoço, curada de seguida com um beijo suave. Correu para palco, onde os outros os ansiavam e o meu estômago começou a rodar, e a ferida da minha testa a estalar. Devia estar branca pois não sentia o sangue nas minhas faces.

- Juli? Juli? Juli? – Bateu na minha cara seguidamente. A sua voz era de aflição e parecia distante. Alias tudo parecia vir de muito longe. – Haner!

Abri os olhos de repente, a voz áspera de Matt despertava-me o cérebro, e o meu coração acelerou. Voltei a mim.

A música acelerava e os nervos aumentavam. A voz de Matt acalmava, e o meu medo subia. Senti a mão de Gates a puxar-me para o palco.

Imensas luzinhas apontavam no escuro. Flash disparavam sobre mim, e gritos romperam a sala. Matt pegou na minha mão, gritando.

- Esta é a filha do Synyster Gates… Juliet!

Gritos bateram mais forte no ar, e Matt apertou-me a mão ordenando que era o momento.

Começou e a minha voz soltou-se.

M: I will suffer for so long.

J: What will you do, not long enough

M: To make it up to you

J: I pray to God that you do

M: I\'ll do whatever you want me to do

J: Well then I\'ll grant you one chance

M: And if it\'s not enough

J: If it\'s not enough, If it\'s not enough

M: If it\'s not enough

J: Not enough

M: Try again

J: Try again

M: And again

J: And again

M: Over and over again

Soltei-me completamente. Não sabia bem como, mas estava ali a cantar e a minha voz recusava-se a falhar. Sentia-me bem ai.

Zacky aproximou-se de mim, e Matt juntou as mãos em forma de oração.

- Do you take this man in death for the rest of your unnatural life? [Aceitas este homem na morte para o resto da tua vida não natural]

Olhei- o confusa. Normalmente, esta parte era dita pelo Zacky.

- Yes, I do. [Sim, aceito.] – Respondi a medo. Mas era o que tinha de dizer.

- Do you take this woman in death for the rest of your unnatural life? [Aceitas esta mulher na morte para o resto da tua vida não natural]

- I do. [Aceito] – Sorriu maliciosamente para mim.

- I now pronounce you. [Agora declaro-vos marido e mulher]

Os dois sorriam. Aliás todos sorriam perante os gritos de excitação do público.

“Oh, por favor Matt” ele queria matar-me só podia. Aliás queriam os dois, porque Syn com isto só ia desconfiar ainda mais.

Cantei o resto da música, em coro com Matt e com o público. Os nervos ajudaram a soltar-me a mostrar de quem tinha nascido.

No fim, gritos expressaram o meu nome, e senti uma pequena lágrima a sair do canto do meu olho. Agradeci e sai de palco.

Gena arregalou os olhos na minha direcção, ignorei e abracei Catarina.

- Uau, foste óptima!

- Bem. Penso que… Obrigada. – Sorri.

All This Things Will End seguiu-se.

- Bem, e agora que tal dedicar esta próxima musica que tanto é apreciada à nossa grande cantora desta noite?

- Então a pedido do Zacky, Haner esta é para ti! Gunsliger!

Estremeci.

Matt cantava “’Cause all this things we do, it’s don’t matter when I’m coming home to you”, e o meu coração parecia se abrir em mil. Eram emoções a mais para uma só noite, e Zacky exagerava. Os fans podiam desconfiar, os jornalistas também, mas ele era demasiado cauteloso para esses. Mas Syn não. A desculpa de estar unicamente a fazer ciúmes não me parecia que se aguentasse tanto como ele fazia.

Contudo aquela música era linda.

Unholy Confessions parecia ser a ultima música, e a eufórica atingiu o publico, e este gritava e saltava mais agora do que noutro momento qualquer.

Uma luz escura manteve sobre o palco no fim da música, como se o concerto tivesse acabado, mas os músicos ainda não voltaram para dentro.

Os gritos mantiveram-se durante cinco minutos, e uma nova luz caiu sobre os cinco. Tocaram Dancing Dead. Ri-me quando até Matt começou a dançar e cantar ao mesmo tempo, com as raparigas pseudo-mortas que se mantinham ao seu lado.

- Obrigado por esta magnifica noite! Obrigado! Espero, voltar a ver-vos em breve!

Saíram de palco e as luzes do público acenderam-se. Tinha sem dúvida sido um grande concerto.

Abracei Syn. Estava bastante transpirado.

- A mãe teria adorado!

- Tenho imensas saudades da tua mãe. – Suspirou. – Sinto-me um puto de 16 anos ansioso por tocar nos lábios da namorada.

- Pai… — Olhei com desdém. – Dispenso pormenores.

Rimo-nos.

Seguimos para o camarim onde guardavam águas e roupas lavadas. Seguiram para um banho, e Val apareceu com Gena.

Olhei para ela, e esta focou-me com ódio. Suspirou como se fossemos trapos, mas percebeu que não havia mais ninguém ali.

- O que queres, Valary?

- O Matt? – Revirava os olhos ao mesmo tempo que tentava encontrar Matt.

- Talvez esteja a tomar banho. Se te dizes tão próxima dele já devias saber não?

Fitei Gena. A batalha com Valary não tinha de ser travada por mim.

- Não sei com Syn te atura. Se tu fosses minha filha…

- Tão tua filha, como o que dizes ter na barriga? – Interrompi ironicamente. – Oh Valary, eu sei que não estas grávida. E o Matt também o sabe. O que querem agora? A Gena está grávida de trigémeos?

Gena aproximou-se furiosa.

- Tu cala-te! O que é que tu tens com o Zacky?

- Somos casados. Não viste à bocado? Casamo-nos. – A sua voz estava demasiado próxima de mim.

A mão molhada de Zacky pousava sobre a minha cintura. Encostava o seu corpo molhado ao meu, e voltei-me para atrás para o olhar. Estava apenas de toalha enrolada a cintura, e chinelos de banho. Tinha-me esquecido como o seu corpo era perfeito. Voltei-me para Gena novamente, sem observar as expressões de Zacky, mas sentido o seu corpo e a sua respiração apressada.

- Zachary… — os seus dentes raspavam uns nos outros.

- Perdeste essa parte foi? – A ironia de Zacky aumentava, e os olhos de Gena ficavam cada vez mais furiosos e lacrimosos.

- Zacky, por favor. Não te lembras do que éramos?

A voz de Gena tornara-se doce e suave, de repente.

- Infelizmente lembro-me. Gena, eu amei-te. Não foste o amor da minha vida, mas eu gostava de ti, confiava em ti. Tu acabaste tudo comigo, e nem explicas o porque. Querias o quê? Que esperasse eternamente?

- Oh Zacky. Ganha juízo. – Gritou Valary.

- Não te metas Valary!

Matt e Syn aproximaram-se já vestidos. Ouvia os risos de Johnny e The Rev lá atrás, certamente estavam a ouvir a conversa, porque Syn vinha com o seu de ar de extremo gozo.

- Valary. – Interrompeu Matt. – Sai. Saiam as duas. Valary e Gena, nos não vos queremos. Desistam. Não se humilhem mais.

- Syn, tu admites que a tua filha ande com ele?

- Esquece Gena. Isso não resulta. – Sorriu para ela, e caminhou em direcção a porta abrindo-a. – Adeus as duas sejam muito felizes!

Elas saíram irritadas e Zacky abraçou-me.

- Ah Zacky? – Olhou-me, confuso. – E ires-te vestir?

- Claro, claro.

As suas faces coraram suavemente. Era giro ver Zacky envergonhado, e Syn a rir-se dele.

Estavam todos prontos e apenas faltava Zacky para irmos para casa. Não iríamos fazer uma grande festa, apenas ficamos todos reunidos até ao próximo dia.

Zacky foi rápido. Tinha umas calças cinzentas, uma t-shirt dos ac/dc e um casaco preto normal. Saímos daquele espaço suado, daquele palco a ser arrumado, daquele pavilhão coberto de lágrimas e emoções.

Alguns fans ainda permaneciam no espaço exterior do recinto, e toda a banda fez questão de distribuir inúmeros autógrafos e fotografias. Finalmente chegamos ao carro.

- Bem, não cabemos todos no meu. – Afirmou o meu pai.

- Viemos no do Zacky… Podemos ir todos no teu Syn, e uma das raparigas vai com o Zacky. – Matt respondeu.

Entreolhei Catarina. Sabia que ela não queria de todo ir com o Zacky.

- A Catarina vem connosco! – Apressou-se a oferecer Johnny. – A tua filha que vá com o seu marido.

Ironia. Eles estavam a abusar. Suspirei longamente, fingido que não gostava da conversa.

- Claro, claro. – Syn respondeu com a mesma ironia. – Vá encontramo-nos em casa.

Entrei no carro de Zacky. Ele arrancou devagar. O cansaço estava bem presente no seu rosto, e a franja ainda molhada colava-se ao seu olho.

- Zack… — Comecei. – Que ideia foi aquela?

- Estás a falar do quê? – Interrogou-me sem tirar os olhos da estrada.

- Little Piece of Heaven.

- Ah. – Sorriu. – Não comprei as alianças, mas para todos os efeitos estamos casados.

- Estas a gozar não estas?

- Não, prometo-te que amanhã vamos comprá-las.

Ele só podia estar a passar-se. Suspirei bruscamente.

- Agora é nossa noite de núpcias. – Passou a mão livre do volante, pelo meu rosto.

- Estás a exagerar. – Baixei a sua mão e conduzi-a até às mudanças. – O meu pai acreditou milagrosamente na desculpa da Gena, mas já não vai acreditar em mais nada.

Zacky manteve os olhos fixos na estrada, estabelecendo um silêncio assustador. Parou o carro junto ao meu prédio, e olhou para mim antes de sair.

- Quando o teu pai estiver descontrolado. – Olhou para o carro parando a frente do nosso. Eles já tinham subido. – Promete-me que te posso abraçar ao menos?

- Somos amigos, acho que isso faz parte.

- Casados. – Sorriu ironicamente.

- O que tu querias.

Saímos, e ele pôs o braço no meu ombro. Senti-me observada. Virei e não vi nada, por precaução baixei o braço dele.

O que foi? – Sussurrou.

J: Alguém nos está a observar.

Ele olhou para todos os lados, abanado a cabeça negativamente.

- Não mas vá, vamos entrar.

Entramos dentro do prédio, e abracei-o ainda na escuridão onde ninguém nos podia identificar.

Finalmente estava em casa. Respirei fundo, e na sala eles festejavam todos. Johnny e The Rev estavam abraçados a Catarina, e Syn e Matt já estavam mais do que descontrolados.

Zacky segurou-me na mão e dirigiu-me para o meu quarto.

Abriu a porta, com uma mão enquanto a outra me segurava a cintura. Após fechar a porta, deitou-me na cama, beijando-me o pescoço, o rosto, e por fim os meus lábios. Fechei os olhos e continuei aquele beijo, mantendo as minhas mãos fixas no seu pescoço. Passava os dedos no meu cabelo, e beijava-me os olhos. Eu deixava-me ir porque há muito que perdera o controlo de mim própria. Tirou-me o top que tinha vestido, beijando-me os ombros a medida que eu tirava as calças. Ajudei-o quase inconsciente a despir a camisola. Toquei no seu tronco frio e suave. Sorriu-me antes de avançar, e o resto de roupa que estava nos nossos corpos ansiosos, caiu no chão. “Juliet, eu amo-te mais do que já alguma vez amei outra pessoa. Por favor desculpa por tudo o que te fiz sofrer, sê minha outra vez.” Estas palavras saíram de si, antes de os nos corpos ansiosos se tocarem, como há muito não acontecia. Tê-lo em mim, era mais que do que precisava para estar novamente bem, e não pensei em nada naquele momento, apenas nele.

Abracei-o, cansada. O rosto dele queria dormir, mas Syn poderia acordar mais cedo do que prevíamos, por isso vestiu-se e voltou para a sala. Matt agarrou-se a mim rindo-se muito, e Syn já tinha caído no chão com The Rev. Atirei a garrafa que contemplava na mão para o chão, e adormeci no colo de Zacky.