Life Isnt a Word, Is a Felling
38 Capítulo 30. Love is Forever
Zacky estava a porta à minha espera discretamente. Ordenou que uma pessoa viesse ao meu encontro. Raquel.
Não sei como aquilo tinha acontecido, mas ele tinha cumprido a sua palavra, resolvera a situação.
Corri para o seu encontro. A excitação dela era mais que obvia e tinha dúvidas que conseguisse falar.
- Como é que entraste?
- O Zacky pediu a Catarina para me ir buscar. Já tive com eles lá dentro, são todos amorosos!
Tinha a felicidade estampada no rosto.
- Pois são. – Sorri.
Fomos ao encontro de Zacky, e este voltou a acolher-me nos seus braços. Mantive-me quieta, debaixo das suas asas.
Zacky conversava imenso com a Raquel sobre a banda e a vida de guitarrista. Ainda lhe explicou algumas coisas sobre guitarras e solos.
Mal chegamos junto da banda, Zacky deixou Raquel com Catarina e levou-me para fora dali.
- Como correu?
Não tinha forças para falar, nem para explicar. O desejo de adormecer, e o de não acordar ainda mais, preenchia-me. Apertei a minha mão na de Zacky, preparando a minha resposta. Ele merecia uma explicação.
- Não sei bem. – Respirei profundamente, tentado manter um tom de voz seguro antes de me voltar a desfazer em lágrimas. – Primeiro Thomas, disse que não me queria ver mais, depois disse que se era tão importante para mim ele ficava por perto, mas que sabia que eu ia sofrer contigo.
Baixei os olhos. O contigo não era bom de dizer, não tinha a certeza que ficaria com o Zacky.
Sorri, e voltou a acolher-me em seus braços. Entramos no seu camarim, sentei-me num sofá cor-de-rosa que lá havia, e Zacky dobrou-se sobre as minhas pernas.
- Juliet Haner, eu nunca na vida teria intenções de te fazer sofrer. – Olhou-me directamente para os olhos, de forma triste. – Mas o Thomas tem razão. Não sou boa pessoa para ti. Mereces outra pessoa, és demasiado especial para mim. Não sei se era capaz de te fazer feliz. Desculpa.
Ele era sincero nas suas palavras. Tinha a certeza disso.
O olhar dele mantinha se no meu, tornando-se sufocante apenas tocar nas suas mãos. Queria tocar nele, senti-lo. Tinha saudades do inicio. Mas como ele tinha dito, isto era tudo uma repetição. Era tudo uma questão de tempo, mas como Thomas me avisou, será que iria sofrer?
- Zacky… — Ele continuava a olhar para mim. – Isto é tudo uma repetição?
O seu olhar tornou-se confuso.
- Vais voltar a magoar-me?
- Não, espero que não. Era a última coisa que queria na minha vida.
Subiu o seu tronco para ficar à minha altura. Passou suavemente os dedos pelo meu cabelo, puxando com a mesma calma o meu rosto para perto do seu. Não precisei de esperar que os seus lábios tocassem nos meus, fui mais forte que isso. Peguei no seu rosto, tocando eu nos dele. Aquele beijo era mais calmo que o costume. Talvez melhor que o costume. Queria mantê-lo, não queria que acabasse nunca.
Mas Zacky parou-o.
- Desculpa.
- Desculpa, porque?
- Não devia estar assim contigo. Gosto muito de ti, Juliet.
- Eu também gosto muito de ti. – Respondi-lhe, e beijei-o sem pensar nas consequências.
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