Life Isnt a Word, Is a Felling
33 Capítulo 25. The Little Things Give You Away
Capítulo 25. The Little Things Give You Away
Musica: http://www.youtube.com/watch?v=3FMn2oYWBIw
Acordei feliz. Uma felicidade que não encontrava a dias. Porém o risco de Zacky ter outra era de 99%.
Tomei um duche, e vesti umas calcas azuis escuras com uma camisola de branca de lã. Estiquei ainda o cabelo. Por fim, dei comida ao Jack.
Cheguei à escola, e todos voltaram a olhar para mim de uma forma de admiração.
— Uau Juli. Estás linda! – Comentou Anne.
- Estou normal. – Resmunguei, mesmo sabendo que me tinha esmerado.
- Não, não estás. – Confirmou Catarina.
- Catarina, o Zacky volta hoje. – Anne voltava com a mesma conversa.
- Importam-se? – Pedi.
As duas calaram-se por imediato, rindo-se de seguida.
- Então Anne, muitas saudades do Matt? – Perguntei para mudar de assunto.
- Tens dúvidas? Ele é tão importante. Ainda ontem me ligou. Disse que chegavam à tarde. Dá para ir para tua casa Juli?
- Sim. Catarina também vens?
- Tenho de passar por casa antes, mas sim.
- Então eu vou contigo. Deves, quer estar com o Thomas não é, Juliet?
Olhou-me com um ar amargo. Por mais que dissesse que gostava do Thomas não queriam acreditar.
Não tínhamos aulas, e dentro do anfiteatro da escola estava uma grande festa. Porém nenhuma de nós queria lá estar, por isso deitamos nos no campo de futebol a apanhar o pouco sol invernal que ali havia.
- Todas temos namorados. Faltas tu, Cat. – Comentou Anne.
- Estou bem sozinha.
- O irmão do Jack, não é nada de se deitar fora. – Sugeri.
Era verdade. Relembrei Robert, com os seus 17, giro. Era óptimo para Catarina.
- Sim, eu lembro-me dele há um ano atrás. – Disse Anne.
- Agora está bem melhor. – Acrescentei, sob um sorriso malicioso.
- Oh parem lá. Isso é falta dos vossos queridos e depois eu que vos ature.
Rimo-nos todas. Era bom estar ali com elas. Como uma paz interior.
A escola passava rápido, e fim da tarde chegou. Como sempre o Thomas esperava-me no portão.
- Estás linda!
- Obrigada.
Beijou-me de forma delicada, e menos ansiosa que costume. Ainda não tinha acabado com ele e era o dia do Zacky chegar, penso que estava mais seguro.
Fomos até casa, como nosso habitual. O meu medo começou a instalar-se, mas ainda não estava ninguém em casa.
Deitamos nos no sofá. O rádio passava o Almost Easy, musica que trazia recordações indesejadas.
Sentia as minhas pernas a tremer, e o meu coração batia mais forte. Era perigoso permanecer naquela casa.
- Podemos ir dar uma volta? – Pedi-
- Porque?
- Não me sinto bem aqui.
- É a tua casa. Mas okay.
Penso que ele se habituara ao meu comportamento subitamente estranho. Quando éramos apenas amigos, eu não me comportara assim.
Saímos, e estávamos ao fundo da rua da minha casa. Ele pegou na minha mão, e beijou-me. Continuei, prolongado ao máximo. Estar de olhos fechados, ajudava-me a perder o medo.
- Matt! Despacha-te!
Ouvi a sua voz. Parei aquele beijo de imediato, mas era tarde demais. Os olhos de Zacky, olhavam-me com o mesmo ódio que eu olhava para ele antes de ele partir.
- Ei Zacky então…- Matt bateu-lhe nas costas para ele andar. – Oh.
Zacky virou a cara, seguindo em frente. Matt olhou para mim, com ar de piedade para comigo, e sussurrou algo do género “Depois falamos…”.
Apressei-me a voltar para casa. Queria ver o meu pai.
Estavam todos na sala a conversar sobre os concertos, o que tinha corrido melhor e pior. Entrei a medo, e olhei para o meu pai. Este viu-me, e levantou-se, abraçando-me.
- Juliet! Estás linda, querida!
Retribui o abraço.
- Tive saudades pai.
- Também eu. Senta-te aqui connosco.
- Espera pai, vou só despedir-me do Thomas.
O olhar de Zacky era cada vez mais frio. Ele sentia nojo de mim, como eu sentia dele.
- Adeus Thomas. Adoro-te.
Queria apenas lhe dar um beijo rápido, mas ele beijou-me prolongadamente no momento em que Zacky passou para a cozinha.
- Adeus.
Apressei-me a ir em direcção à cozinha. O medo fazia-me andar mais.
- Hey…
- Hum, precisas de alguma coisa Haner?
- Queria um copo de água.
Um copo de água? Que raio estava eu a pensar. Eu queria o a ele. Não era a água que me tirava a sede, era ele.
- Toma. – Estendeu-me o copo.
A minha mão tremia ao segurar no copo, e ele agarrou nela para que a água não saltasse.
- A esmeralda não ia gostar de ver tudo molhado.
Sorriu ligeiramente.
- Então e os concertos?
- Normais. Fans a gritar por mim, e a atirar coisas para o palco.
- Não te meteste com nenhuma? – Perguntei ironicamente. Sem razão, afinal neste momento ele também tinha motivos para me odiar.
- Não, eu sou uma pessoa de palavra. Quando digo “Amo-te”, não é em vão.
- Claro que sim. – Revirei os olhos, em desprezo.
- Juliet, eu… Esquece.
- Diz.
- Esquece-me. – Ordenou.
- Isso era impossível.
- Não digas isso. Tudo é possível. – A sua voz projectou-se seca e rude.
Saiu da cozinha juntando-se aos outros.
Dei por mim, no chão, a chorar. Amava-o. Tinha o magoado, como ele me tinha magoado a mim. Não queria pedir desculpa, pois também não sabia se o conseguia perdoar.
- Juliet! O que se passou? – Matt corria ao meu encontro.
Abracei-o. Sabia que nele podia confiar.
- Zacky… — Gemi entre dentes.
- Juliet, ele gosta muito de ti.
- Gosta? Ele não deu noticias durante um mês, agora chega e diz “esquece-me”.
Matt olhou-me sério.
— Não deu notícias, ou tu apenas limitas-te a não vê-las. Juliet, eu não o sei se passou. Apenas sei que ele passa o tempo apático. Não reage a nada. Só o vi feliz hoje, quando voltou para casa. Depois ele vê-te com o Thomas, queres que ele fique como?
O Matt tinha razão. Não havia muito a fazer.
- Matt… — Anne chamava por Matt.
Ele largou-me com delicadeza e saltou para os braços dela. Beijaram-se intensamente. Mesmo com a diferença de idades, eles era feitos um para o outro.
Foram para o meu quarto, porque aliás era o único quarto vago. O da esmeralda, tinha lá a ela e ao The Rev. Tinham um caso há anos, mas fingiam que nada se passava. O do Syn não permitido lá entrar. Assim cedi o meu quarto.
O Johnny e o Syn entraram na cozinha calmamente.
- Juliet, nos vamos sair. Queres vir? – Perguntou o meu pai.
Abanei a cabeça negando.
Estava como sozinha naquela casa e não podia entrar no meu quarto.
Apesar da mágoa fui para a sala. Zacky estava a ver um programa de culinária. Estranhei, mas sentei-me no outro sofá.
Estava a ganhar coragem para romper o silêncio, mas ele tomou essa opção.
- Porque Haner?
- O que foi Baker?
- Porque o Thomas?
- Porque o Synyster?
Ele parou. Mordeu os lábios.
- Desculpa.
Manteve a cabeça baixa.
- Desculpa? Tu traíste-me, mentiste-te, magoaste-me. Para além disso, com o meu pai! Tu sabes o que é veres o teu pai a trair a tua mãe!? Como o homem que tu amas!? Eu tenho nojo de mim própria. Eu tenho, vergonha de ti. Tenho vergonha do meu pai. Não consigo falar com a minha mãe. A minha própria mãe.
As lágrimas escorriam pelo meu rosto. Ele aproximou-se de mim devagar, ajoelhando-se junto as minhas pernas e pegando-me na mão.
- Eu…
- Vais me dizer o quê? Que me amas e nunca tiveste intenção? Há quanto tempo dura isto, este “divertimento e atracção”?
- Oh Juli…
- E eu, Baker? Eu também era um divertimento?
- Juliet.
Senti medo a continuar, mas agora não havia como parar era um tudo ou nada. O sabor do sangue subia-me a boca. Tinha vómitos. O nojo a ele era o mesmo, mas mesmo assim continuei com a minha mão na dele.
- Eu sou uma miúda não é? A Anne é o quê? Outro brinquedo para o Matt? Eu não preciso de ti para viver. Tenho Thomas.
- Ama-lo?
Suspirei. Ambos sabíamos que não.
- Juliet, entre mim e o teu pai. Bem… Dura há algum tempo. O teu pai e a tua mãe não são casados. – Aproximou o seu rosto do meu. – Eu amo-te Juliet.
Era difícil controlar a respiração assim junto dele. Torna-se impossível. Uma força maior que eu, empurrava os meus lábios no encontro dos dele. Os seus olhos azuis esverdeados, continuavam olhando para os meus. Eu também o amava, mas a minha dor aumentava, assim como o meu desejo. Como poderia recuar nas suas palavras?
Zacky olhou uma ultima vez para mim.
- Acho que tens aí as tuas respostas.
Notas finais
Esta é das minhas partes preferidas da fic (sim já a tenho terminada ), portante de quiserem mais, deixem reviews! Eles são essenciais para qualquer autor(a)
Beijinhos, JulietCraig
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