Life Isnt a Word, Is a Felling

4 Capítulo 1. All Nightmare Long


Capitulo 1. All Nightmare Long

Juliet POV

Acordei. Tinha a cabeça extremamente atordoada, e o coração a bater mais forte do que da última vez.

A luz do sol que iluminava toda a pequena cidade era fortíssima, atravessando as entradas soltas dos estores e penetrando nos meus olhos entreabertos.

Deitei novamente a cabeça na almofada molhada de lágrimas, tapando-me para fugir a toda a aquela luz alegre.

Não estava feliz. Aquele pesadelo tinha me deixado de rastos e a minha vida não estava propriamente fascinante. Quis ficar ali para sempre, escondida do mundo.

Olhei para as horas do pequeno visor do meu telemóvel, e ainda era cedo. Ainda com receio, coloquei pé por pé no chão frio do meu quarto. Estava lá tudo. A garrafa de vodka, este de laranja, que ia a meio, fechada e deitada junto aos pés da cama; as minhas calças; o meu adorado casaco; e finalmente, aquela t-shirt, que agora me pertencia, trazendo consigo tantas memórias.

Havia pouco espaço naquele quarto para caminhar mas mesmo assim sai dele e dirigi-me até ao pequeno telefone que estava no hall de entrada. Em cima do mesmo, encontrava-se o típico papel.

“ Juliet, o pai saiu. Não sei quando voltarei, nem mesmo para onde vou exactamente. A esmeralda trata da tua comida. Estou aqui presente, basta pore-lo a tocar. Beijo Amo-te,

Brian Elwin Haner, Jr. (Pai)”

Olhei para o CD que estava ao lado do papel escrito com a sua letra perfeita que completava o seu ser. Não era preciso pô-lo a tocar. Mudar de canal para a MTV bastava para o ver e o ouvir.

Tinha também uma mensagem que não queria ouvir. Porém o desejo do meu coração para ouvir a sua voz foi mais forte, e eu cedi.

“- Querida, como estás? Espero que esteja tudo a correr bem, principalmente as tuas aulas. Sei que ainda agora estão a começar mas tens de te aplicar. Desculpa não ligar mas a diferença horária é demasiada, e tive receio de te acordar. Beijinhos mãe.”

“- Olá Juliet. Preciso de falar contigo. Thomas”

Thomas? Não, não ia falar com ele.

Senti tudo o que a minha vista alcançava a rodar, e os meus pés desequilibravam-se cada vez que tentavam tocar no chão. Deitei-me ali mesmo, no tapete áspero e limpo de tão pouco usado.

Ao fechar os olhos, todo aquele pesadelo daquela noite voltou a mim. Porque razão o meu pai alguma vez mataria a minha mãe? Porque razão mataria eu alguém tão perfeito como o meu maior ídolo?

Não passara tudo de um sonho. Um sonho mau de uma criança crescida, sem o pai para a acalmar quando ela acordasse.

Notas finais

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