Life Goes On

3 Monitor e Monitora


Notas iniciais
Oi! Eu estou atrasada, eu sei e peço desculpas, mas acabei me enrolando. Mas whatever, vamos para o que interessa, né non? Eu quero agradecer a todos pelos comentários e pelos favoritos. Vocês são tão fofinhos! Essa fanfic é muito importante pra mim, então fico muito feliz em ver que ela ainda consegue conquistar leitores desse jeito. Obrigada mesmo. Não vou falar muito pra não encher o saco de vcs. Vamo logo partir pro capítulo, pq vcs devem estar doidos pra ler. HAHAHHAAHA Boa leitura. :)

Os minutos pareciam se arrastar enquanto Draco esperava, com grande impaciência, que McGonagall aparecesse no escritório com sua parceira de monitoria. Draco ainda nem conhecia a sujeita, mas já começara a criar vários sentimentos ruins contra ela por fazê-lo esperar daquela maneira. Até mesmo Dumbledore, que saíra para visitar alguns amigos em outras pinturas, já estava de volta e agora cochilava tranquilamente em seu quadro. Sentado na cadeira, Draco batia os dedos de modo ritmado no braço da mesma, sentindo-se completamente entediado e louco para dar o fora dali.

Já começava a considerar a ideia de levantar e sair à procura da Diretora quando ouviu McGonagall finalmente entrar no escritório outra vez.

— Obrigada por nos esperar Sr. Malfoy, – a Diretora disse, apesar de Draco não ter se dado ao trabalho de encará-la enquanto a mulher caminhava. – Por favor, sente-se Srta. Granger.

A frase da mulher pegou Draco desprevenido e ele virou-se abruptamente em direção à porta num movimento instintivo. Parada à entrada do escritório, parecendo tão chocada quanto o próprio Draco, estava a Sabe-Tudo Granger. Por um momento seus olhos castanho-dourados fixaram-se nos olhos azul-prateados de Draco, mas a grifinória logo desviou o olhar.

“Oh Merlin, isso só pode ser brincadeira.” Ele pensou amargurado.

— Por que demorou tanto, Granger? Por acaso não sabe o que significa pontualidade? – Ele perguntou naquela voz arrastada, demonstrando todo o seu desagrado que a mera presença da garota lhe trazia. – Não acredito que esperei este tempo todo por você!

Porque, sinceramente, ainda não estava mesmo acreditando que de fato esperara aquele tempo todo por causa daquela sangue-ruim. Ou melhor dizendo, aquela nascida-trouxa.

— Não começa, Malfoy. Eu não quero estragar minha noite discutindo com um ser desprezível como você! – Hermione rebateu sem cerimônias.

— Podem parar agora mesmo com as provocações! – McGonagall disse num tom alto o suficiente para fazer Dumbledore despertar de seu cochilo. – Não quero saber de briga entre vocês dois, especialmente quando estiverem na frente dos outros alunos. Comportem-se como os Monitores-Chefes que são e deem exemplo.

O silêncio se fez presente na sala, enquanto McGonagall esperava que um dos alunos fizesse qualquer protesto à bronca.

Eles não disseram nada.

— Bem, — ela prosseguiu. – Chamei-os aqui, primeiramente, para congratula-los pelo cargo que alcançaram. Ser nomeado Monitor-Chefe é uma honra concedida a poucos, por isso devem se sentir orgulhosos de estar entre este rol tão seleto.

Hermione pigarreou.

— Algum problema, Srta. Granger?

— Me perdoe se estou sendo indiscreta prof. McGonagall, mas como é que ele foi nomeado Monitor-Chefe? – Hermione perguntou fazendo uma careta de desgosto ao se referir ao sonserino ao seu lado.

— Está querendo dizer o que com isso, Granger? – Malfoy perguntou irritado.

— Você é um ex-Comensal, não faz sentido você ser nomeado Monitor-Chefe!

A resposta insolente da garota deixou Draco extremamente irritado. Quem ela achava que era para falar com ele naquele tom de voz?

Contudo, antes que Draco pudesse dizer qualquer coisa, McGonagall interferiu na discussão.

— Srta. Granger, esta sua atitude me deixa decepcionada. – A diretora disse de modo severo. – O Sr. Malfoy pode ter cometido muitos erros, mas durante a guerra provou que todos somos capazes de mudar quando estamos decididos a tanto. Se voltar contra Voldemort, da maneira que ele fez e na situação em que se encontrava, seria loucura para a maior parte das pessoas, mas ele teve coragem e bravura o suficiente para fazê-lo, pois sabia que era a coisa certa a se fazer. Acho que ele nos deu motivos o suficiente para acreditarmos que está realmente disposto a rever seus valores e seria injusto não darmos a ele este voto de confiança, não concorda?

A resposta da Diretora pegou Hermione desprevenida e a menina ficou de queixo caído por alguns instantes. Ela olhou de soslaio para o garoto ao seu lado e avistou o sorrisinho presunçoso nos lábios dele. Seus dedos se fecharam em volta do braço da cadeira ao ponto do sangue se esvair de seus nós. Como Hermione queria arrancar aquele sorriso metido do rosto do Malfoy! Mas ainda assim se controlou; não lhe daria a satisfação de tirá-la do sério.

— Algo mais? – McGonagall perguntou olhando para a jovem bruxa.

Hermione negou com um movimento de cabeça.

— Muito bem, — a diretora continuou. – Além das congratulações, gostaria de discutir alguns pontos acerca do cargo dos senhores. Além das funções normais de um Monitor, os Monitores-Chefes são responsáveis pela montagem do esquema de rondas e pela supervisão dos outros Monitores. Vocês precisam elaborar a tabela de horários e o esquema de distribuição das áreas do castelo, além de certificarem-se de que os outros Monitores estão cumprindo com as obrigações deles.

Draco quase soltou um suspiro de tédio. Toda aquela conversa estava deixando-o com muito sono, principalmente se levassem em consideração a quantidade de comida que consumira durante o jantar.

A seu lado, Granger ouvia com atenção ao discurso entediante da Diretora. Draco revirou os olhos. Aquilo era tão típico da Granger que o irritava.

— Para finalizar, gostaria de esclarecer só mais um ponto muito importante, — McGonagall disse. – Este ano estamos começando o que eu acredito ser um dos momentos mais importantes da história desta escola. Com Voldemort morto, temos o momento perfeito para tentar acabar de uma vez por todas com essa raiva secular existente entre as Casas dos senhores. Ela já nos causou problemas demais e eu gostaria muito que os senhores colaborassem para que essa raiva se tornasse, pelo menos, uma rivalidade saudável. Acredito que se nos esforçarmos, podemos realizar este trabalho juntos, mas preciso da colaboração dos dois.

O sangue de Draco pareceu congelar em suas veias. Qualquer traço do sorriso presunçoso que anteriormente adornava seu rosto sumiu completamente em questão de segundos.

A diretora só podia estar de brincadeira com ele. Ele, Draco Malfoy, trabalhando em conjunto com a Granger? Não, definitivamente aquilo não aconteceria de jeito nenhum. Não havia qualquer possibilidade.

Antes que Draco pudesse abrir sua boca para protestar, contudo, McGonagall continuou.

— Tendo esta questão em mente, este ano optamos por preparar um dormitório em separado para os Monitores. Vocês precisarão de tempo para trabalharem e estou ciente que muitas vezes é difícil encontrar um local apropriado, por isso disponibilizaremos este espaço.

— Os outros monitores já estão sabendo desta mudança na regra? – Hermione perguntou.

— Sim, eles já foram informados. Curiosamente, nenhum dos monitores por enquanto demonstrou interesse em deixar o salão comunal de suas respectivas casas.

— Espera, quer dizer que se aceitarmos, só teremos eu e Granger no dormitório? – Draco perguntou indignado.

— Se nenhum dos outros monitores demonstrar interesse em mudar de dormitório, sim. Serão apenas vocês dois.

Àquela altura, Hermione engasgou-se diante do absurdo sem tamanho que era aquela história. Ela não podia dividir um dormitório com aquela doninha albina, o que Harry e Ron pensariam? Além do mais, a fama de Malfoy era terrível! A ideia de ficar sozinha num dormitório com ele definitivamente não era muito atraente a Hermione.

— Está tudo bem, Srta. Granger? – McGonagall perguntou em meio ao ataque repentino de tosse da aluna.

Draco soltou uma risadinha sarcástica.

— Não se preocupe, Professora. A Granger só está emocionada com a ideia de dividir o dormitório comigo, — ele disse, sorrindo cinicamente para a garota. – Mas eu te entendo Granger. Quem não ficaria emocionada com uma notícia dessas, não é mesmo? Principalmente se levarmos em consideração o tipo de amigos que você tem.

— Ora, não diga absurdos, Malfoy. Eu ainda não perdi o juízo, — ela respondeu de modo ríspido, lançando um olhar de censura para o sonserino. – Me desculpe, Professora, mas eu não vou dividir um dormitório com essa coisa! Sabe-se lá o que ele pode fazer contra mim.

Draco grunhiu. Como se ele fosse tentar fazer alguma coisa com aquela garota. Draco podia estar passando por um momento difícil em sua vida, mas também não estava desesperado a esse ponto.

— Com medo de mim? – Ele perguntou ironicamente.

— Como se você oferecesse algum perigo a alguém, sua fuinha!

McGonagall suspirou, cansada. O ano letivo ainda nem começara direito e a diretora já estava começando a se arrepender de ter escolhido aqueles dois como Monitores-Chefes. Sabia que eles não se davam bem, mas McGonagall realmente pensou que depois da guerra terrível que tinham enfrentado aqueles dois pudessem deixar um pouco de lado suas diferenças.

Pelo visto, estava errada.

— Tem certeza que não quer usar o dormitório da monitoria, Srta. Granger? – Ela questionou. – Seria bem mais cômodo na hora de efetuar os trabalhos do cargo.

— Certeza absoluta. – Hermione garantiu. – Prefiro ficar no dormitório da Grifinória com os meus amigos.

— Muito bem, que assim seja então. Não posso obriga-la a fazer algo que não queira. Bem, acho que por enquanto é tudo. Os senhores podem ir aos seus dormitórios.

Sem perder tempo, Draco pôs-se de pé imediatamente. Já estava louco para sair dali!

A diretora era uma boa pessoa, isto Draco jamais negaria, mas Merlin, como a mulher falava!

— Boa noite, Professora, — ele disse, já se encaminhando para a saída e sem sequer dirigir uma palavra à garota ao seu lado.

Depois de também se despedir da diretora, Hermione se retirou e deixou a mulher sozinha em sua sala.

McGonagall respirou fundo, tentando clarear seus pensamentos. Ao que parecia, tinha um pequeno problema com seus Monitores-Chefe e precisaria se preparar para fazer algo a respeito se a situação assim exigisse.

— Só espero não ter me equivocado na escolha, — ela disse para si mesma.

— Não se preocupe Minerva, você não se equivocou, — Dumbledore disse de seu quadro, chamando a atenção da diretora. Ela virou sua cadeira até estar encarando o velho mago. — Na verdade, escolheu perfeitamente bem. Eu mesmo já cogitava a ideia de nomeá-los quando ainda estava no cargo.

— Como pode ter tanta certeza que não me equivoquei, Albus? – Ela perguntou. – Granger e Malfoy parecem não suportar a presença um do outro. Tenho receio de eles acabarem sendo uma grande decepção.

Dumbledore fitou a diretora através de seus oclinhos de meia-lua. Tinha aquele sorriso típico de pessoas que sabem das coisas estampado no rosto.

— Sabe Minerva, às vezes as aparências podem ser enganosas, — o velho disse com sua calma característica. – Apenas observe e você vai ver que não se equivocou. Tanto a Srta. Granger quanto o Sr. Malfoy tem enorme potencial. Se conseguirem deixar algumas diferenças e preconceitos de lado, tenho certeza que farão um trabalho magnífico.

— Espero que esteja certo, — a diretora disse, recostando-se na cadeira. – Eu realmente espero.

~DHr~

Draco falou a senha para a estátua e, assim que ela saiu de seu caminho, adentrou no salão comunal da monitoria. Ao contrário do que imaginara, o local não era nem de longe tão grande quanto o salão comunal da Sonserina, mas o ambiente era de fato bem mais aconchegante.

A lareira disposta na parede frontal do salão fornecia luz e calor ao local e era cercada por sofás enormes e de aparência macia cor de chumbo. Os quadros que adornavam as paredes faziam referência a todas as quatro casas da escola. Uma mesa de centro localizava-se entre a lareira e os sofás e três mesas de estudo, bem como algumas estantes.

E o mais importante: em uma das paredes laterais havia uma enorme janela, por onde a claridade da lua invadia o ambiente e Draco podia ver praticamente toda a extensão do jardim até o lago. Era uma vista, sem dúvidas, bem bonita e muito melhor do que o confinamento sufocante das masmorras.

Draco permitiu-se observar aquela vista por alguns instantes, antes de partir em direção a área dos quartos.

O corredor não era muito longo. Duas portas dispostas em cada lado e, mais ao final, duas portas com placas indicando os dormitórios dos Monitores-Chefe. Draco foi direto até a porta de seu quarto, sem perder tempo espiando os quartos dos outros monitores.

O lugar fora decorado com as cores características da Sonserina; desde as paredes num tom bem escuro de verde, até as cortinas, tapetes e afins num tom de cinza-prateado belíssimo. Uma cama queen-size ocupava o centro do quarto, em frente a uma pequena lareira, e fora forrada com uma colcha preta macia.

A mobília estava disposta impecavelmente pelo quarto. Desde a escrivaninha ao baú de bagunças, tudo devidamente alinhado. A bagagem de Draco já tinha sido levada até lá e formava uma pequena pilha em frente à sua cama, esperando para ser arrumada.

Draco decidiu ignorar a tarefa por enquanto, não estava com muita vontade de arrumar nada naquele momento.

Afrouxou a gravata de seu pescoço e jogou-a em cima da cama de qualquer jeito. Estava morto de cansaço, apesar de ter passado praticamente o dia inteiro viajando e sem fazer muita coisa.

Antes que perdesse o ânimo, pegou uma muda de roupa em seu malão e foi tomar um banho. E que alívio a água quente proporcionou a seus músculos doloridos. Quando deixou o banheiro, seus olhos estavam pesados de tanto sono e o sonserino se jogou na cama, sem se importar nem um pouco com o fato de seu cabelo ainda estar encharcado.

Mergulhou num sono pesado em questão de segundos.

Notas finais
E aí, povo, o que acharam? Fala comigo nos comentários!! Me digam se teve algo de que não gostaram, ou o que vcs gostaram, o que acham da fanfic em geral, esse tipo de coisa. Ah! E antes que eu esqueça, já que a culpa pelo atraso foi minha, semana que vem tem capítulo novo também! Daí depois disso a gente volta ao esquema de 15 em 15 dias. Enfim, vou embora. Valeu pela atenção de vcs. Beijos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.