Life Gets Harder.

6 No céu, na terra, no ar, no fogo


Quando cheguei aos bastidores o concerto tinha acabado e a assistente dele levou-me a ele. Quando cheguei fiquei em frente á porta durante uns 5 minutos, a pensar o que iria dizer e a tentar ganhar coragem para bater. Quando a ganhei a coragem, bati. E ouvi a voz dele, o que me fez sentir calma.
Entrei, ele estava a vestir o casaco.
- Hum, desculpa eu não sabi…- ia a sair quando ele me agarrou pelo braço.
- Não, espera! Olha, hoje queres dormir no hotel?
Olhei-lhe com um ar desconfiado, era obvio! Ele só me queria para isso.
- Hey, hey! Nada disso. Eu estou a dizer, ficamos lá a falar, só a falar, e quando quiseres vais te embora. Ou podes ficar a dormir noutro quarto se já for tarde. Eu disse que te queria conhecer.
Bem, na verdade eu tinha prometido a mim mesma que o ia conhecer isto era a minha oportunidade por isso…
— Está bem.
Ele mandou-me aquele sorriso que eu adoro, o que me fez sorrir de volta. E ficamos naquele ‘transe’ a olhar olhos nos olhos, o que me fez ficar sem ar.
E quando bateram á porta, nós os dois saltamos, quando a assistente dele entrou nós desatamo-nos a rir.
- Meninos? Vamos embora?
- Sim, claro. – Murmurou ele, pegando-me na mão. E senti o fogo a percorrer-me o corpo todo.
Percorremos aquela escuridão toda, com o chão incerto e eu desastrada, muitas vezes, tropecei quase caindo, mas ele segurou-me firmemente e nunca me deixou cair, o que me fez sorrir todas as vezes.
Quando estávamos chegar á porta das traseiras mandaram-nos vestir um casaco gigante e pôr o capuz. Á primeira não percebi mas quando chegamos cá fora percebi. Eram gritos e pessoas a chamar o nome do Justin, e muitos flashes. Entramos na carrinha e arrancamos de imediato.
- Hum, o que é que se passou ali fora? – murmurei tirando o casaco.
- É uma das vantagens de ser “a estrela pop do momento” – disse ele como se sentisse nojo do que disse.

Eu teria de dizer alguma coisa, pois ele baixou a cabeça..
- Hey, nem tudo é mau. Tu tens pessoas que te admiram por aquilo que fazes, aquilo que tu amas fazer, por isso aqueles momentos são insignificantes. Sim? – Murmurei dando um sorriso para o incentivar.
- Claro, Obrigado. — Disse levantando a cabeça.
- "You’re welcome".
-
Tens fome? – perguntou ele.
- Não, eu já comi.
- Comeste o quê?
- Um cachorro e bebi uma Coca-Cola. – E então percebi que não estávamos sozinhos na parte de trás da carrinha. Estava lá o guarda-costas do Justin, claro.
- Verdade, eu próprio vi.
Eu sorri-lhe.
- Bem, eu estou esfomeado mas prefiro comer no hotel.

Depois de muitas gargalhadas sobre comida e sobre os barulhos na barriga do Justin chegamos ao Hotel.
E claramente estavam lá fãs e fotógrafos á entrada e tivemos de ir pelas traseiras, quando chegamos á recepção ele pediu a chave do quarto dele. O quarto do kenny (o segurança do Justin) era no primeiro andar. E o quarto dele era no ultimo, por isso fomos os dois no elevador sozinhos e ficou um estranho silêncio entre nós. Entre olhares e sorrisos tímidos chegamos lá. Quando entramos, é que reparei naquele quarto era gigante, aquilo bem, nem um quarto era. Era uma suite, as paredes amarelas escuras, uma cama gigante, perto do quarto-de-banho, dois armários, um plasma do outro lado do quarto acompanhado por sofás. Era mesmo gigante.
- Não é grande coisa — Murmurou.
- Sim, claro... o meu quarto só cabia aqui 3 vezes.
Ele riu-se da minha ironia.
- Vou tomar um duche. Queres ligar aos teus pais, ou assim? – Disse entregando-me o telefone.
- Sim, obrigada.
Quando ele entrou no quarto-de-banho eu marquei o numero da Joana. Ela falaria com os tios invés de mim…
- Estou?
- Joana? Sou eu. Olha, eu hoje vou dormir em casa da Catarina, podes avisar os tios?
- Sim, claro.
- Obrigada. – Ouvi-a a chamar os tios e a dizer-lhes, eles não pareceram muito chateados.
- Agora nós, Maria!
- O quê?
- Onde é que vais dormir, mesmo?
- Na Catarina…
- Ó cala-te e não me enganes. A Catarina esteve no concerto este tempo todo. Onde vais dormir?
- Ó está bem. Eu conheci uma rapariga e vou dormir em casa dela, nós demo-nos muito bem então ela pediu-me para ficar em casa dela. Os pais dela não se importam.
- De certeza? Quem é ela?
- Sim, eu fico bem. Chama-se Magg, eu já a conhecia. Ela é boa pessoa. Não te preocupes. Vou desligar, até amanha!
E desliguei.
Quando olhei para cima ele estava encostado á parede enrolado numa toalha já molhado. Eu fiquei imobilizada, o corpo dele era firme e com abdominais bem definidos. Ficamos de novo em transe. Até que ele me disse:
- Anda comigo, eu não te mordo. E até que podia prometer que não, mas não sou capaz.

Notas finais
quero reviews, meninas *.*
espero que tenham gostado <3