Life Gets Harder.
1 Faíscas corpo a corpo, faíscas olhos nos olhos
Eu chamo-me Maria e sou portuguesa, vivi até os meus 14 anos em Portugal, tenho família brasileira e neste momento vivo em São Francisco, California.
Nas férias de Natal, fui para São Paulo, para casa dos meus tios passar as férias de natal e o Natal, claro, como não os via á muito tempo fizeram uma festa por terem a sobrinha preferida em casa, eu e a minha prima saímos de casa, claro. E fomos para o shopping às compras.
Na america, as aulas acabavam mais cedo, do que aqui por isso hoje estava tudo na escola e a minha prima como eu chegava hoje teve uma desculpa para não ir às aulas.
Estavamos no meio do shopping e a minha prima tinha ido ter com uns amigos de família e tinha-me deixado lá sozinha, fui então andar a vaguear por lá até que quando estava a entrar numa loja bati contra alguém!
- Ó meu deus, desculpe! Não estava a ver! – Olhei para cima, era um rapaz com os seus 15 anos, ele era lindo, era loirinho com o cabelo para o lado e tinha uns lábios... nossa! Tinha um homem gigante atrás dele como se fosse um... guarda-costas.
O rapaz ficou a olhar para mim, e a tapar os ouvidos, meu deus. Ele é normal?
— Estás bem?
- You don’t gonna scream? (não vais gritar?) – Ele era americano? Porque é que eu haveria de gritar?
- I’m sorry, why should I scream? (Desculpa, porque é que eu devia gritar?)
- What? You don’t know me? (O quê? Tu não me conheces?) – Ele devia mesmo ter batido com a cabeça, eu acabei de ir contra ele.
- Omg, are you ok? Did you hit with your head? (Estas bem? Bateste com a cabeça?)
- I’m sorry, but really you don’t know me? I’m Justin Bieber. (Desculpa, mas não me conheces mesmo? Sou o Justin Bieber.)
Fiquei a pensar já tinha ouvido esse nome em algum lugar mas não me recordava de onde…
Ele tapou de novo os ouvidos
— Hey, I won’t gonna scream. I really don’t know you! And why should I scream? (eu não vou gritar, eu nem te conheço, porque é que haveria de cantar?)
— “Baby, baby, baby, uuhh”- Ele estava a cantar, é mesmo melhor eu me afastar dele.
— I’m sorry, but really are you ok? (estás mesmo bem?)
— Yeah, I am… but… I’m sorry… Hum, here is your Blackberry… (sim, estou… mas… desculpa… está aqui o teu Blackberry).
Nem me tinha apercebido que o tinha deixado cair, quando ele mo deu tocou-me na mão e deu-me faíscas. E como se ele tivesse sentido o mesmo, ficou a olhar-me nos olhos, e eu senti confiança. Ele tinha uns olhos lindos, aquela cor de mel cheia de bril.. ah? o que é que eu estou para aqui a dizer?
Enfim, se o Homem atrás dele não se tivesse falado acho que teríamos ficado ali parados para sempre.
- Thanks (obrigado.) – Murmurou.
— No problem, but I’m sorry for that… (não há problema, desculpa por isso.)
- Yeah, don’t worry. (não te preocupes) – E saí da beira dele, para encontrar a minha prima. Encontrei-a numa loja da stradivarius, claro.
- Nem sabes, Joana á bocado apareceu-me um rapaz á frente muito estranho, era giro e era americano ele disse que se chamava… Justin… Bieber, acho, ele era mesmo estranho, pensava que eu ia gritar só por o ver, ahah!
Só depois é que reparei no olhar pasmado dela, ela estava branca.
- Tu o quê? Jus…tin Bi…e..ber? Am..er….icano?
- Sim! O que é que estás praí a falar? Estás branca!
- Maria, tu não sabes quem é o JUSTIN BIEBER? Em que mundo é que vives? O Justin Bieber? É só o deus de todas as adolescentes no mundo! — Ahahah, a sério? É aquele rapaz que estás sempre a falar nas chamadas?
- Meu Deus, tu foste contra o Justin Bieber! Pois, ele está cá para dar um concerto! Claro que ele vinha ao shopping num dia de aulas, como é que eu não pensei nisso?
- Têm calma, Joana! Ele é um rapaz igual aos outros!
Enquanto ela ficou para ali a ‘inventar’ coisas eu senti o meu Blackberry a vibrar, fui ver e reparei que não era o meu telemóvel e que a mensagem era de um Braun qualquer!
- Joana, mexes-te no meu telemóvel? Isto está tudo em Inglês, e ainda por cima estou a receber uma mensagem de um Braun qualquer. Ela tinha ficado outra vez completamente petrificada a olhar para mim, caramba. Em São Paulo nunca ninguém estava normal!
- Dá-me isso!
- Calma! Para que é que o queres?!
- Maria, tu estás com o Blackberry do Justin, omg! Isto parece um filme! O meu filme preferido!
- Eu o quê? Eu não queria ter mais nada a ver com ele, e agora fiquei com o telemóvel dele? – Boa, Maria é mesmo assim! – Tenho de o entregar, Joana!
- Nem penses, podíamos brincar com isso um bocadinho! Por favor!
- Não Joana! Eu não gostava que fizessem isso comigo!
- Oh, és uma cortes! – E ficou amuada.
- Joana, eu não vou andar a brincar com as coisas dos outros! E se tu gostas tanto dele, não devias querer mexer nas coisas dele, como uma bisbilhoteira!
- Eu só queria o numero dele, ou assim…
- Esquece, não te vou dar nada disso.
- És tão sortuda...
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