DESTINO

Santana Lopez fora anunciada pela secretária de Mike e aguardava a reunião marcada. Ela estava nervosa, não sabia exatamente do que se tratava o cargo, estava ansiosa.

— Senhorita Lopez, me acompanhe por favor. – Pediu, Jake, o assistente de Mike.

Santana seguiu o rapaz, e no caminho se preparou mentalmente para o que seja lá o que for a esperava.

Ela entrou na sala de reuniões enorme, mas não se deixou abalar, mantinha a postura ereta, um caminhar firme e um olhar profissional. Estava vestindo saia lápis cinza chumbo, camisa branca com um leve decote, blazer preto e calçada em um Jimmy Choo preto que Rachel lhe deu de presente de aniversário e ela só usa em ocasiões especiais.

— Bom dia, Senhorita Lopez. – Disse Mike com um tom profissional. – eu sou Michael Chang, mas todos me chamam de Mike, sou o administrador da sede da Fabray Advogados nos Estados Unidos. É um prazer conhecê-la.

— Bom dia, Senhor Chang. O prazer é meu.

— Bom dia, Senhorita Santana Lopez. – Quinn disse girando a cadeira na qual estava sentada, admirando a vista de Manhattan pela janela, de volta ao lugar. Eu sou Quinn Fabray. Represento Russel Fabray aqui nos Estados Unidos. – Dizia Quinn com um belo sotaque Inglês.

— Bom dia, Senhorita Fabray.

— Bem, apresentações feitas, sem mais delongas, vamos ao ponto que lhe trouxe aqui, Senhorita Lopez. – Quinn iniciou a reunião. E Santana no meio de toda a “inquisição”, como ela rotulou a entrevista, notou a revista que Rachel era capa no meio das coisas de Quinn e sentiu o coração inchar de orgulho da sua tampinha.

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— San, é você?

— Não, é o fantasma da ópera. Que pergunta, Berry, que eu saiba só nós duas temos a chave do apartamento.

— Pelo mal humor, acho que nem tudo saiu como você esperava. – Dizia Rachel sem tirar os olhos da televisão.

— Por Dios, yo soy Santana Lopez, todo va según lo que quiero. Baixinha, a vaga é minha. – Santana disse já animada.

— Parabéns, Sannie, eu sabia. – Disse Rachel já abraçando a amiga e lhe enchendo as bochechas de beijos.

Então Santana contou todos os detalhes, sobre suas responsabilidades, seu novo salário altamente pecaminoso, falou de sua chefe, a tal Quinn Fabray, como ela se referiu, mas elogiou o profissionalismo da mulher, contou todos os detalhes, inclusive que tinha quinze dias para resolver sua situação no escritório em que trabalha e começar no novo, e Rachel estava transbordando de alegria pela amiga.

— Rachie, hoje vamos comemorar, é sexta-feira e vamos aproveitar tudo.

— Está bem, San, vou ligar para Kurt e Blaine. O jantar é por minha conta, apesar de com esse novo salário, você poderia praticamente fechar o restaurante só para nós quatro. – Rachel ria e Santana mostrou-lhe o dedo do meio.

— Oh, vamos lá, tampinha, com o que você ganha, você compra o restaurante. E alem disso, avise aos garotos que vamos curtir a noite, quero beber e dançar. Vou tomar um banho.

Os quatro se encontraram num restaurante famoso de Manhatan, o qual Rachel conseguiu a reserva em cima da hora, apenas por ser Rachel Berry, a garota realmente era famosa em Nova Iorque. Jantaram, brindaram e de lá foram a uma badalada boate gay que Blaine indicou, Rachel nem podia reclamar, estava acompanhada de três amigos gays.

Santana estava vestindo um tubinho vermelho justo que abraçava todo o seu corpo, com um casaco preto por cima combinando com os sapatos, maquiagem leve ressaltando os olhos, na opinião de Kurt, estava perfeita. Kurt estava vestindo uma de suas combinações coloridas cheias de estilo, mas que o deixavam sempre bem. Blaine, seguia o usual, calça skinny preta, camisa justa, e gravata borboleta que era sua marca registrada. Rachel, bem, Rachel estava nas palavras de Kurt, uma deusa, com um vestido azul marinho que ia até o meio das cochas, deixando a mostra suas belas e longas pernas, com decote em um ombro só, calçava um par de louboutin prata, maquiagem ressaltando bem os olhos e os longos cílios, estava divina.

— É shorty stack, se você não fosse minha irmãzinha, hoje eu te pegava. – Disse Santana.

— Santana. — Rachel corou indignada e repreendeu a amiga. – Tenha modos, se não fossemos tão amigas, o que eu ainda me pergunto o motivo, você não me “pegaria”, – fez aspas com os dedos – porque você não faz meu estilo.

— Ha! Então você tem um estilo feminino. Eu sabia, Berry, meu gaydar sempre apitou perto de você.

— San, sempre acreditei que a sexualidade é fluida, só nunca me interessei por nenhuma garota, mas não me oporia.

— Ok, Berry. Agora cale a boca e vamos curtir. – Santana saiu arrastando os outros três para o bar.

— Blaine, que lugar incrível. – Santana disse. – E há mulheres incríveis também. Você me surpreendeu.

— Oh, Santana, um elogio seu? Ganhei o ano. – Blaine brincou.

— Não se sinta, engomadinho, chega de conversa, vamos beber.

Santana tirou do nada 8 doses de tequila, limão e sal, e os quatro tomaram duas cada um para começar a aquecer.

— Agora vamos dançar um pouco. – Disse Rachel enquanto já caminhava balançando os quadris para a pista de dança.

Depois de algum tempo, Rachel foi ao banheiro, enquanto Blaine buscava algumas bebidas para todos, deixando Kurt e Santana dançando.

Alguém esbarrou, ou melhor quase derrubou Santana, e Kurt já imaginava a cena que a latina causaria, mas para sua surpresa não ocorreu, a latina ia abrir a boca para com certeza incorporar lima heights, quando engoliu em seco.

— Senhorita Fabray.

— Lopez. Me desculpe, eu escorreguei em alguma coisa e acabei me desequilibrando. Bom encontrá-la por aqui, eu vim com Mike, mas ele já está indo embora, e eu particularmente ainda não tenho muita intimidade para ficar sozinha na noite de Nova Iorque, mas está tão divertido. – Soltou uma Quinn aparentemente já de pilequinho sem ao menos respirar.

— Sim, sim, fique por aqui, estou com uns amigos, este é Kurt Hummel. Os outros logo aparecem. Kurt, esta é Quinn Fabray, minha mais nova chefe. – Então Kurt entendeu o motivo pelo qual, Santana mordeu a língua.

— Oh, não, não, parceiras de trabalho, Lopez, nada de chefe, teremos responsabilidades do mesmo nível. Prazer, Kurt.

— Muito prazer, Quinn, posso chamá-la assim, certo?

— Claro.

— Uau, San, você não disse que sua chefe era tão linda. – Disse Kurt, analisando Quinn dos pés a cabeça. – Quinn estava com um vestido solto branco, fita preta que o para acinturar, e decote V, sandália preta, e olhos bem marcados ressaltando o belo verde.

Neste momento Blaine chegou acompanhado de uma garçonete, trazendo várias bebidas que não conseguiu trazer sozinho. Colocaram em uma mesa próxima a eles. Santana apresentou-o a Quinn e estavam ali dançando, conversando e rindo muito. Santana conhecia um outro lado de Quinn que a estava surpreendendo.

— Onde está a Hobbit? – Santana perguntou. – Já faz muito tempo que ela disse que ia ao banheiro, será que ela desceu pela descarga, eu já a avisei pra tomar cuidado, de tão pequena ia acabar descendo pelo ralo.

— Cale a boca, Santana, a fila do banheiro estava enorme. – Disse Rachel irritada.

Quinn estava babando nas pernas que via se aproximar – Deus, eu morri e estou no paraíso – ela pensava, foi subindo o olhar e analisando cada detalhe do corpo a sua frente, como se fosse uma presa e ela a caçadora.

Santana tossiu e Quinn desviou o olhar para ela.

— Deixe-me apresentar o meu hobbit. – Rachel grunhiu. – Quinn, esta é Rachel Berry. Rachel, esta é Quinn Fabray.

Quando as duas cruzaram os olhares, todas as certezas estavam ali, naqueles dois pares de olhos, os cor de chocolate que enfrentavam aqueles verdes cheios de pontinhos dourados, elas haviam se encontrado. Quinn havia decidido que estava no céu e havia encontrado seu anjo, Rachel acreditava estar dormindo e tendo mais um sonho.

— Garotas, está tudo bem? – Kurt perguntou após uns bons cinco minutos em que Rachel e Quinn se encaravam, os outros três estavam achando a interação tanto quanto estranha.

— Sim, Kurt. – Rachel respondeu. – Me desculpe, Quinn, certo? Muito prazer.

— Nunca estive melhor, Kurt. – Quinn respondeu sem desviar o olhar de Rachel, e esta por sua vez, corou sob o olhar profundo de Quinn.

— Okaaay. Estamos por aqui se precisar, Rachie.

Kurt não teve tempo de falar mais nada, Quinn simplesmente estava puxando Rachel para o andar de cima, deixando pra trás ele, Blaine e Santana sem entender nada.

— Elas se conhecem? – Perguntou Blaine.

— Engomadinho, não que eu tivesse conhecimento. – Respondeu Santana.

— Eu também não sei nada a respeito. – Kurt respondeu.

— Certo. Vamos voltar a nos divertir, aquela garota ali é linda e eu vou aproveitar. – Santana falou já indo encontrar a garota a que se referia.

Kurt e Blaine voltaram a dançar. Enquanto isso uma Rachel atordoada seguia uma Quinn para algum lugar na boate.