Adaptação

Haviam passados quase quatro meses após o acidente, sua casa fora completamente adaptada para ela, haviam rampas, portas mais largas, barras de alumínio em todo lugar, um banheiro totalmente acessível, seu quarto que antes era no andar de cima passou a ser onde era o escritório de seu pai, sua mãe fizera questão de decorá-lo da forma como o antigo quarto de Lucy, mas ela já não queria mais assim, aquele quarto lhe trazia lembranças que ela queria esquecer, então o quarto novo era completamente diferente do antigo.

Lucy fez muitas seções de fisioterapia, ela estava melhorando, Dr. Price já havia dado esperanças reais à família. Lucy era uma guerreira, ela iria superar isso tudo, mas apesar de estar tendo toda essa melhora, Lucy estava diferente, estava tendo acompanhamento psicológico, e mesmo o psicólogo dizendo que surpreendentemente ela estava bem, Lucy agora queria ser chamada de Quinn, Brittany era na maioria das vezes ignorada, e isso assustava seus pais, seu olhar parecia mais distante.

Além disso, ela fora aceita nas Universidades de Oxford e Cambridge para a felicidade dos pais e dela mesma, mas optou por Direito em Cambridge, o que causou estranheza aos pais, uma vez que ela havia insistido com o pai que não tinha vocação para isso.

Quinn, como fez questão que todos a chamassem na escola após retornar, conseguiu se formar como a primeira da turma, mas já não era a mesma garota doce que todos conheciam, ela era diferente agora, um olhar e era suficiente para não lhe dirigirem a palavra, Brittany era seu alvo favorito.

Seu cabelo agora era mais curto, acima dos ombros, facilitava para arrumar numa cadeira de rodas, seus ombros e braços estavam mais fortes, devido aos exercícios de fisioterapia e a cadeira de rodas, seus olhos não brilhavam mais, ela era a mesma, mas completamente outra, se é que me fiz entender.

Ela havia perdoado Brittany, ela entendeu mesmo, mas se condenava a cada vez que olhava a prima com John. Como pôde se enganar tanto? Mas lembrando bem agora, Brittany deu todos os sinais, ela quem não quis enxergar. Britt, sempre dizia que elas eram primas, que um dia aquilo que viviam iria ser estranho e que elas ririam de tudo isso, ela nunca se entregava tanto, ela a amava sim, não havia dúvidas, mas de um jeito diferente, e Quinn foi quem ignorou todos os sinais, mas ainda doía tanto, mas ela tinha fé nela mesmo, aquilo iria passar de um jeito ou de outro, não fosse o tempo, seria ela quem mudaria a situação.

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Rachel, estava agora no último ano do ensino médio, estava se dedicando totalmente à escola, precisava de todos os créditos possíveis para entrar em NYADA.

Havia namorado um garoto de outra escola, Jesse St. James, mas terminaram, pois apesar de serem completamente compatíveis musicalmente e dramaticamente, eles eram melhores como amigos.

Finn Hudson se arrependeu quando ela estava com Jesse, mas ela já o havia apagado do seu coração. Finn, quem é Finn? Ela dizia aos desavisados que teimavam em ligá-la a ele.

Kurt, seu fiel amigo, estava seguindo os mesmos passos de Rachel, eles tinham tudo planejado, no próximo ano estariam juntos em NYADA, morando juntos em um apartamento na cidade dos seus sonhos, Nova Iorque.

Ah, Kurt agora namorava com Blaine Anderson, um garoto de outra escola que Kurt conheceu quando espionava o coral rival.

E uma grande surpresa, depois que Finndiota tirou a maior causadora de bullying de Rachel do armário, e Rachel ficou ao lado dela, Santana Lopez tornou-se mais amigável com Rachel e passou a respeitá-la. Não eram amigas, mas já era um bom começo.

Rachel planejava cada passo que dava, era a melhor aluna da turma no colégio, na escola de dança, na escola de música, e na escola de teatro, ela sabia o que queria e teria.

Rachel só não sabia o que fazer com o romance, ela queria amar e ser amada, mas isso ela não conseguia, talvez ela não foi feita para isso.