Life Changes

9 Capítulo 9 - Amigos...?!


Notas iniciais
Mais um capítulo para animar a vida de vocês...
Enjoy it!
E como sempre minha notinha especial: Plágio é crime!!!!! auhashusahusahuhsauusa

JACOB PDV

Acordei com uma dor de cabeça enorme. Notei que tinha alguém ao meu lado e me assustei com o que eu vi. Paige estava encolhida nos meus braços. Calma ai, o que aconteceu ontem que eu não lembro direito? Levantei um pouco a cabeça e vi uma garrafa de vinho meio vazia e dois copos vazios também. Acho que fizemos uma festa particular, só pode.

Ela se mexeu na cama e puxou o meu braço para ela de novo. Por algum motivo aquilo estava me deixando mal. Devagar, puxei o meu braço e saí da cama. Levantei ainda meio atordoado e sem entender nada, porque só estava de bermuda. Fui tomar um banho. Algo iria ser explicado depois que ela acordasse.

PAIGE PDV

Acordei com o barulho do chuveiro e fiquei olhando para a cama. Como eu vim parar aqui? A ultima coisa que eu lembro é que eu estava bebendo com o Jake... Ai, ai, dor de cabeça dos infernos.

Olhei para dentro dos lençóis e estava usando minha camisola dos Lakers. Levantei com a cabeça explodindo e fui em direção ao banheiro. Jake estava saindo e ele abriu um sorriso tão meigo que me fez sorrir de volta.

- Acho que essa cara é de dor de cabeça não é? – ele me perguntou todo carinhoso e eu estranhei.

- Minha cabeça esta explodindo. – falei meio sem graça e ele riu.

- A minha também está. Vou na cozinha ver se pego um remédio pra gente ta? Toma um banho e espera um pouquinho... – ele foi saindo de perto de mim e eu segurei o seu braço.

- Jake, lembra de alguma coisa que aconteceu ontem?

- Sinceridade? Depois de virmos para cá, não.

- Ok.

Ótimo, perfeito. Ele não parecia ter mentido para mim, o que é realmente péssimo. Já que nem ele se lembra do que aconteceu. Joguei-me embaixo do chuveiro e fiquei um bom tempo assim... Minutos depois, as lembranças foram voltando a minha memória. Viemos sim para o quarto, conversamos, nos beijamos, provocamos um ao outro, como sempre, e... Pensa, Paige, Pensa!

Lembrei, não fizemos nada. Eu apaguei! Isso mesmo, eu dormi! Agora eu to lembrando que ele me acordou de novo para trocar de roupa e eu lembro mais ou menos de ter colocado essa camisola no banheiro. Ufa! Achei que realmente tinha acontecido algo, mas não!

Será que ele vai ficar muito decepcionado com isso?

JACOB PDV

Quando cheguei na cozinha, levantei a cabeça e vi que no relógio marcavam nove horas da manhã. Resultado: não tinha ninguém acordado a não serem os empregados. A cozinheira preparou um café da manhã para duas pessoas e prometeu levar para o quarto. Tomei o meu remédio e pedi para que ela levasse o da Paige. Fui para a área de fora da casa e os empregados estavam arrumando tudo. Foi então que as lembranças voltaram a minha mente. Quarto, vinho, conversas, provocações e... A Paige dormiu no meu colo. Ta explicado porque eu não lembro de nada, se tivesse acontecido alguma coisa, com certeza eu lembraria.

Ela me olhou meio tonta, dormiu, eu a acordei, levei para o banheiro, ela se trocou e logo em seguida eu me troquei. Quando eu ia dormir, ela me puxou pra perto dela e por isso acordamos daquele jeito. Que saco...

Bom, pelo menos eu a beijei. Já é o primeiro passo.

Subi e a encontrei encostada na poltrona com uma toalhinha cobrindo o rosto. Fui por trás e comecei a massagear as têmporas dela e ela riu.

- E então, se lembrou do que aconteceu? – perguntei meio apreensivo e ela assentiu.

- Lembrei sim... – ouvimos a batida na porta – Pode entrar. – a empregada entrou com nosso café da manhã e ela abriu os olhos.

- Srta Paige, a única coisa que eu não consegui foi o seu suco de goiaba. Parece que seus primos acabaram com ele.

- Não tem problema Sarita, obrigada.

Ela saiu do quarto e nos sentamos em frente a mesa e começamos a tomar nosso café. Ficamos em silencio por um tempo e depois quando ela me olhou, abaixou os olhos parecendo envergonhada e ri.

- Está rindo de que? – ela continuou olhando para o prato.

- A forma como está evitando me olhar.

- Eu não estou fazendo isso Jake. – ela continuou não me encarando.

- Então porque não me encara? – ela levantou a cabeça e me fitou.

- Melhorou?

- Muito melhor assim.

- Jake, olha... – largou o talher e começou a falar.

- Paige, sabemos que não aconteceu nada alem da conta ontem ok? Só vamos aproveitar que vamos ficar aqui ate amanha e nos conhecer realmente. Afinal se fizemos isso era porque queríamos uma chance não é?

- Não Jake, não funciona assim... – ela se levantou e fui atrás dela.

- O que te incomoda?

- Eu sei de todas as suas namoradas, eu sei como você é, e que não consegue se prender a ninguém.

- E você também não. Admite que você também queria ficar comigo, mas não aceitou nada porque ficou com medo.

- Eu não aceitei aquilo que você me pediu porque era um absurdo. – ela voltou a se sentar e lá fui eu atrás dela de novo.

- Paige, tudo bem, aquilo foi idiota. – falei fazendo gestos e ela esboçou um sorriso – Mas isso aqui é realidade. O que eu sempre falei é verdade, nós nos sentimos atraídos. E acredito que no momento é o que vale. Se formos maduros o suficiente e com certeza você não vai querer ficar comigo, que tal aproveitarmos esse final de semana e depois ficamos apenas na lembrança?

- Não sei Jake, eu tenho que pensar, isso é muito rápido.

- Então porque me trouxe? Fala a verdade, o que te fez me trazer aqui? – precisava então saber o motivo real daquilo.

- Tudo bem, eu sinto uma atração por você. – ela disse por fim e respirou fundo – Mas não quero que nosso relacionamento passe para nada mais do que isso. Eu te conheço bem demais...

- Não conhece mesmo. – me aproximei dela e a beijei. Ela não fez mais questão de resistir. E era muito melhor assim, pelo menos estávamos sóbrios e sabíamos o que estávamos fazendo.

Dessa vez fui mais carinhoso e doce com ela. Levantamo-nos automaticamente e logo em seguida caímos na cama sem desencostar os lábios. Ela já tinha dado espaço para que eu pudesse acariciar suas costas e estava com os braços em volta do meu pescoço e suas mãos bagunçando meu cabelo. Paramos de nos beijar por um segundo e nos fitamos com anseio e satisfação. Parecia que já sabíamos o que o outro queria e isso estava perfeito.

- Paige, os meninos estão na piscina, estão esperando por vocês. Se não trouxeram roupa de banho, tem umas nas gavetas... – a tia dela adentrou o quarto sem nem bater, toda elétrica, parecia ainda estar sob o efeito da festa – Desculpa, não queria ter interrompido.

- Não tem problema tia, o que aconteceu? – ela se desvencilhou de mim e procurei não bufar. A tia dela era muito legal e bonita para eu ficar com raiva.

- Desculpa a falta de educação, mas é que eu estou morrendo de dor de cabeça e cada batida que eu ouço parece uma martelada. Por isso não bati...

- Bebeu muito não foi tia? – Paige tentava se controlar, mas a própria tia riu.

- Acho que sim, mas pelo menos eu lembro de tudo o que eu fiz, e de todo mundo que eu falei. Deve ter sido porque no final eu misturei as bebidas.

- Pode ter sido.

- Então, já estão avisados. Quiserem, podem voltar para o que estavam fazendo... – ela estava saindo quando se lembrou de algo – Jake, o gelo chegou com a toalha?

- Não, mas não tem problema. – eu agradeci mesmo assim – Fica tranqüila, não ficou roxo. – quando olhei para a perna, lá estava o roxo.

- Realmente Jake, nem está roxo, está azul... – Paige fez uma brincadeira e a tia dela riu.

- Vou pedir para trazer a noite. – ela saiu e nos deixou sozinhos.

- Vamos nos arrumar? – ela estava com um sorriso meigo e parecia que estava feliz.

- Podemos terminar primeiro o que estávamos fazendo? – a puxei para perto de mim e beijei seu pescoço.

- Teremos muito tempo para terminar isso Jake. – opa, ela disse isso mesmo? Olhei-a e mesmo parecendo brincadeira, podia ver no olhar dela que era sério. Ela passou as mãos carinhosamente pelo meu rosto e me deu um selinho – Agora vamos descer!

Eu obedeci não é? Fazer o que... Se tínhamos tempo depois...

Descemos e tivemos uma boa companhia dos primos dela. Tom também estava lá com uma amiga dele, e novamente não tenho a mínima idéia de quem era, e por incrível que pareça, até meu pai estava. Ele ficava o tempo todo conversando com a Cris e logo depois ele veio conversar um pouco comigo, enquanto Paige conversava com a prima ao longe.

- Me diz como a conheceu hein Jake. – meu pai se posicionou bem ao meu lado, de frente para elas.

- Ela é amiga do Tom e está morando com a gente. – E o trabalho? – mudei de assunto.

- Você gosta dela filho? – ele se serviu de um copo de suco e me ofereceu.

- Não, obrigado. – não quis o suco – Pai, eu gosto sim, mas não do jeito que esta pensando.

- Sabe que se a decepcionar vai me arranjar um grande problema não é Jake? – ele me repreendeu e dei de ombros.

- Ela é muito diferente daquilo que parece pai. Ela vive como eu, não tem relacionamentos sérios e compromissos com ninguém.

- Você tem três namoradas.. – ele me advertiu e olhei de canto de olho.

- Detalhes...

- Já falei que isso vai te causar problemas... – senti que o sermão ia começar.

- E você com a prima dela é a coisa mais normal do mundo não é? Porque ate onde eu sei os irmãos dela são bem protetores.

- Eu sou mais velho e quem quis ficar comigo foi ela, Jake, dessa vez eu não fiz absolutamente nada.

- A Paige me trouxe aqui porque ela não tinha coragem de ficar comigo lá em LA.

- Ok, só estou avisando... E mais uma coisa. Se é só um passatempo para os dois, acho melhor você parar de olhá-la da maneira que está fazendo.

- Do que você esta falando pai? – não entendi.

- O jeito que você a olha, nunca o vi olhar assim para ninguém. Isso é jeito de homem apaixonado. Toma cuidado então, senão quem vai se magoar é você.

Meu pai me deixou sozinho e comecei a pensar. Será realmente que eu a estava olhando desse jeito?

- Tom. –chamei-o já que estava perto de mim – Vem aqui um minuto.

- Fala.

- Vou te perguntar uma coisa e quero que seja honesto. – ele assentiu – Como olho para a Paige?

- Com cara de bobão que ganhou na loteria... – ele tomou o suco que estava em sua mão para conter o riso.

- Eu olho assim para minhas namoradas?

- Eu falei pra você que estava apaixonado por ela, mas você não quis acreditar...

- Eu não te perguntei isso... – por que ele precisava ser tão direto?

- Você mesmo falou que ela mexe com você. E isso é verdade, ela tem esse poder, mesmo que sem querer. E não, você nunca olhou para nenhuma das suas namoradas desse jeito, e olha que a Emy não é nada mal...

- Olha o respeito...

- Desculpa... – ele me olhou sem graça, tomou um pouco do suco de novo – E como ficou o lance de vocês?

- Ela falou que me trouxe porque queria ficar comigo sozinha, mas não quer que passe desse final de semana.

- E ela está certa. – Mas hein? Olhei-o confuso e ele revirou os olhos – Somos amigos e por isso eu te conheço muito bem. Coitada das meninas que não percebem que você não é do tipo de cara para namorar. A Paige percebeu. Agora que eu entendo porque ela age assim. E por mais que você não seja o tipo ‘namorado’, elas acabam se apaixonando por você. E ela também sabe disso. Por isso é precavida.

- Sinceridade sempre não é Tom? – dei um sorriso desanimado e ele respirou fundo.

- Cara, pensa pelo lado positivo, você é um cara que consegue ficar com todas as mulheres que quer, assim como eu. Se não está querendo parar tudo e ficar com apenas uma pessoa, então aproveita. Não é todo dia que fica com uma menina como ela.

- Você pensa em parar um dia?

- Olha, eu acho seu pai demais, mas ele voltou a ser safado depois de uns anos que sua mãe morreu. Mas ele também parou, não foi? Tanto que ele ficou apenas com ela e nunca ouvimos ela reclamar de nada. Eu também quero parar um dia. Eu acho que estamos na fase de curtir. Apesar de você ter começado antes de mim com essa vida.

- Falando assim parece um garoto de programa. – falei balançando a cabeça negativamente e ele parou pra pensar.

- É mesmo... – ele riu – Enfim, resumindo. Todo mundo tem seu tempo. Vai que você conseguiu isso com a Paige? Vai que ela é a garota que você precisava para ficar quieto? E mulher é sempre igual, por mais que elas digam que querem curtir, quando encontram o cara certo, elas param.

- Está dizendo que se eu mudar, e mostrar isso pra ela, podemos ficar juntos?

- Acredito que sim. Nesse ponto ela é igual a qualquer outra mulher.

- Vou pensar.

Tom então se jogou na piscina e logo em seguida os meninos nos chamaram para jogar pólo. Eu não sou muito bom, mas depois que as meninas começaram a jogar ficou mais divertido. E quando a tia dela e o meu pai também estavam jogando. Senti um clima entre os dois, mas preferi ficar quieto.

PAIGE PDV

Conversei muito com Cris e ela me contou porque tinha se atraído pelo Allan. Só minha prima mesmo para gostar de homens mais velhos. Depois de um tempo, reparei que Tom e Jake conversavam olhando pra gente. Deduzi que estavam falando de mim. Mas disfarcei para eles não saberem que eu estava meio que prestando atenção. Meus primos estavam iguais duas crianças brigando na piscina e jogaram água na gente. Logo em seguida eles inventaram de jogar pólo, e eu sou péssima nisso, mas até que foi divertido. Todo mundo acabou jogando, inclusive minha tia e o pai do Jake.

Almoçamos e depois todos dispersaram. Tom foi à casa dos pais e eu dei a idéia de sair para passear com Jake, já que ele nunca conheceu Ontário. Fomos num parque e passeamos pela pista onde tinha um monte de gente, principalmente crianças com os pais. Jake estava um pouco pensativo, mas não largava a minha mão de jeito nenhum. Ate que sentamos perto de uma arvore e eu fiquei encostada entre as pernas dele.

- Sabe, eu sempre gostei de vir aqui quando eu tinha um problema. – vejam e aprendam.

- Aqui realmente é muito bonito.

- Parece ridículo, mas eu às vezes falava com os esquilos, ou então sentava a beira do lago e conversava com os patos.

- Isso realmente é louco. Mas não tinha com quem conversar? – eu estava deitada de lado e meu rosto estava bem próximo do dele.

- Quando eu era nova não confiava em quase ninguém. Eu e Tom éramos amigos, mas ele sempre teve o grupinho dele.

- Pensei que andasse com eles.

- Mas quando eu precisava pensar, eu ficava na minha, bem quietinha.

- Em NY era difícil ter um lugar legal para pensar. Meu maior problema era mesmo a falta da minha mãe. Agora eu estou tranqüilo, mas foi difícil.

- Nunca ligou pelo fato de seu pai sair com muitas mulheres?

- Nesse ponto não. Ela morreu devido a uma fatalidade, ele não precisava se esquivar da felicidade para sempre. – viu como eles contam os segredos deles?

- Isso é legal, nem todo filho aceita isso. – ficamos alguns segundos em silêncio – Desculpa perguntar, mas ela morreu de que?

- Acidente de carro.

- Sinto muito. – essa é difícil.

- Tudo bem. – ele sorriu pra mim meio cabisbaixo e notei como ele ainda sentia a morte dela. Perder um pai ou uma mãe não deve mesmo ser fácil. Para melhorar um pouco o clima, dei um beijo nele.

- Se toda vez que eu ficar com essa cara você me beijar, eu vou esquecer rapidinho dos meus problemas.

- Vamos almoçar? – ele chegou num ponto que ainda não queria ter chegado. Ele notou que eu fugi do assunto e ficou pensativo de novo.

- Vamos.

Fomos a um restaurante tranqüilo e conversamos bastante sobre nossas vidas. Depois que ficamos era mais fácil ter uma conversa mais íntima. Continuamos depois passeando um pouco pela cidade e voltamos para a casa da minha tia. Dessa vez, ele estava dirigindo, quando colocou a mão dele em cima da minha, que estava no meu colo. Acabei apertando a dele na minha involuntariamente.

JACOB PDV

Algo me dizia que ela não queria que as coisas acabassem assim tão cedo. Ela me contou algo que parecia ser importante para ela. A conversa com o Tom é que não saía da minha cabeça. Será que eu realmente tinha achado alguém assim tão especial? Não pode, não tem como. Eu a conheço há tão pouco tempo...

Mas quando encostei minha mão na dela, ela apertou com uma força comedida. Aquilo ali tinha algum significado?

Subimos as escadas e parecia que não tinha ninguém na casa. Chegamos ao quarto e ela correu para ver o celular. Ela disse que o Tom tinha deixado uma mensagem de que não iria hoje porque tinha encontrado uma amiga dele. Esse ai ta saindo pior do que a encomenda.

(Sum 41 – With Me)

Ela foi tomar banho e fiquei vendo algumas coisas no meu telefone. Senti o cheiro do outro perfume dela alguns minutos depois e ela saiu do banheiro de roupão.

Não resisti. Quando ela se sentou perto do espelho para pentear os cabelos e ela os jogou para o lado, um lado do roupão caiu dos ombros dela e eu fiquei louco. Cheguei de fininho e comecei a beijá-la. Primeiro na ponta dos ombros. Ela deu um sorriso tranqüilo e fui subindo os beijos para perto do seu pescoço. Voltei para suas costas e logo a seguir o cabelo dela estava do outro lado. Desci delicadamente o roupão e deixei a mostra os dois ombros. Mas ela foi mais rápida e segurou para que ele não caísse totalmente. Dei um sorriso maroto e beijei novamente seu pescoço e fui descendo os beijos delicadamente pela coluna dela, até chegar na cintura e a respiração dela se alterar.

- Jake... – ela tentou falar, mas só o gemido com o meu nome foi o suficiente para me deixar nas alturas.

- Sim... – a encarei pelo espelho e ela já estava vermelha. Linda!

- O que está fazendo? – ela me perguntou mesmo isso?

- Estou aproveitando o momento... – mordisquei sua orelha e vi seus pelos todos eriçados – Relaxa... – falei bem perto do seu ouvido e o corpo dela ficou todo mole, a mercê de mim.

Levantei-a pela cintura e voltei a beijar seu pescoço. Ela acabou virando para mim e me encarou com os olhos fumegantes. Seus lábios formaram um sorriso e ela colou o meu corpo ao dela. Não tinha mais espaço possível entre eles. Ela puxou a minha nuca e me beijou de forma voraz. O roupão dela continuou desleixado e eu não me agüentei mais. Puxei ainda mais a cintura dela para mim – como se isso fosse possível – e continuamos nos beijando até que perdemos o ar.

- E então, vai realizar os meus desejos? – minha voz era rouca e ela sentiu a vibração.

- Todos!

Horas depois ela estava dormindo nos meus braços. Ainda não tínhamos jantado, mas ninguém veio nos incomodar. Meu celular não tinha parado de tocar, mas desde que cheguei aqui ele estava no silencioso. Nem percebi que não tinha dado atenção as meninas. Eu estava abraçado a ela, mas ela mudou de posição e ficamos cara a cara.

- Acho que alguém pegou no sono. – beijei seu nariz e ela se encolheu.

- E nós não jantamos com meus primos.

- Sua tia está em casa? – perguntei meio apreensivo, existem famílias que são um pouco conservadoras.

- Provavelmente não, deve estar com as amigas socialites dela. Estou falando do Billy e do Morty.

- Casalzinho... – falando neles – Podemos entrar?

- NÃO! – demos um berro ao mesmo tempo. Fui para o banheiro e ela colocou o roupão. Aproveitei e fui tomar um banho.

PAIGE PDV

- Desculpa priminha, não queríamos atrapalhar o momento... – Morty começou a fazer piada e já estava ficando com raiva.

- O que vocês estão fazendo ai dentro? – Billy empurrou a porta e enfezei de vez.

- Quer mesmo que eu te explique? – falei com deboche e ele não gostou.

- Estamos indo para uma boate, querem ir conosco? – Morty mudou de assunto antes que saísse briga.

- Nem jantamos ainda...

- Tem certeza? – agora que fez piadinha foi o Billy.

- Galera, parou! Faz o seguinte, se arruma, janta e encontra com a gente na SSX. Ok? – Morty novamente parou o banho de sangue que estava por vir e no final acabamos caindo na gargalhada.

- Tudo bem. – fechei a porta e eles desceram.

Quando me virei para o quarto, comecei a pensar no que tinha acontecido. Se eu fosse apaixonada por ele, posso dizer que aquilo teria sido o momento perfeito. E olha, Jake seria o cara perfeito se não fosse tão safado. Meu telefone começou a tocar e eu vi que as meninas estavam desesperadas.

- Alô. – falei normalmente.

- O QUE ESTÁ ACONTECENDO QUE VOCÊ NÃO ATENDE? – Debby e Úrsula gritaram ao mesmo tempo.

- Meninas, querem mesmo que ela explique porque ela esta ocupada? – Emy ria do outro lado da linha e não me contive.

- Olha, não tenho como falar agora. – Jake estava saindo do banheiro e sentou ao meu lado beijando o meu pescoço.

- Desliga o telefone, que ainda não terminamos... – ele falou bem perto e antes que ele ouvisse o resto dos gritos, desliguei o telefone para não sermos incomodados.

- Por que não deixamos isso pra mais tarde e vamos pra boate com meus primos? – falei perto de sua boca e ele falou igual criança.

- Poxa, você disse que teríamos todo tempo do mundo. – achei tão fofo que beijei aquele bico e ri.

- Com meus primos aqui fica meio difícil... – a principio, ele não gostou muito não, mas foi se arrumar.

Descemos e jantamos primeiro antes de ir encontrar com o pessoal na boate.

Chegamos e logo entramos. Não era difícil já que eu conhecia um monte de gente. Meus primos estavam por perto e todos os caras olhavam pra mim quando passamos por eles. Jake usou seu senso protetor e passou o braço dele pela minha cintura mostrando que já tinha dono. Coitado. Enfim...

JACOB PDV

O que aqueles caras estavam pensando em olhar para ela daquele jeito? Nem pensar, ela está comigo. Ela foi falar com a prima dela e Tom estava sentado olhando a cena toda.

- Sabia que você com ciúmes é engraçado? – ele deu um gole na bebida e me olhou.

- Onde estão os outros? – mudei de assunto.

- Estão dançando. Mas não muda de assunto não...

- Eles olham para ela como se fosse um pedaço de carne...

- Quando nós dois estamos bêbados também fazemos isso.

- Não enche Tom... – virei o rosto.

- Estou sentindo que alguém quer estender as coisas... – a voz já era melodiosa e implicante.

- Não é nada disso, estamos aproveitando. – dei um sorriso maroto no rosto e ele ficou surpreso.

- Não quero os detalhes, por favor...

- Sem problemas.

Dançamos, cantamos com as musicas que conhecíamos. Ela não bebeu e eu e os meninos fizemos competição pra saber quem ficava mais bêbado. Cris se divertia quando perguntava umas coisas para gente e não falávamos coisa com coisa.

- Pelo visto eles vão ser carregados... – só isso que eu lembro que ouvi. Quem falou? Uma das duas...

PAIGE PDV

Ver quatro homens bêbados era uma comedia sem fim. Eles cantavam as musicas, dançavam igual criança, davam em cima de mulheres comprometidas, momento esse que eu Cris conseguimos impedir que fosse parar em banho de sangue... Bom, eu só lembro de levar as duas crianças para o carro. Tom não tinha como ir para casa porque os caseiros estavam de férias, os pais viajaram e ele perdeu a chave. Qual era a opção? Ir para a minha.

Cris voltou no outro carro para tomar conta dos irmãos e ficávamos nos comunicando pelo viva-voz no telefone. Os meninos começaram a cantar bem alto, agiam igual cachorro colocando a cara para fora e gritando... Quando cheguei em casa, não tinha mais quarto vazio para colocar o Tom. Como a cama era grande cada um dormiu de um lado e eu fui dormir com a Cris.

No outro dia, nós duas acordamos cedo e tomamos um banho de piscina. Depois tomamos um café da manhã bem reforçado e esperamos as moças descerem.

- Paige, você acha que eles não vão estranhar? – Cris me perguntou curiosa.

- Só quando aparecerem que vamos saber...

JACOB PDV

Acordei com uma dor de cabeça fora do comum... Olhei para o lado e não vi a Paige, mas bem longe de mim uma pessoa se mexia. Fiquei meio assustado porque não era exatamente aquilo que eu esperava ver.

Levantei um pouco e quando reparei na outra parte da cama, a pessoa era grande e loira. Mas tinha cabelos curtos... Puxei o cobertor rapidamente e a pessoa se mexeu mais e acordou. Foi quando ela se levantou e vi que não era mulher e sim um homem. QUE MERDA ACONTECEU ONTEM?

- Jake?

- Tom?

Mas o que diabos o Tom estava fazendo ali no quarto?

Notas finais
Olha ainda não me entendi muito bem com a diagramção desse site.... Se estiver muito espaçado ai me desculpem, vou tentar arrumar depois.
E aí o que acharam? As coisas vão começar a se complicar daí em diante... Será que alguém ai se apaixonou? sahushauahu