Life Changes
6 Capítulo 6 - A Chantagem
Notas iniciais
Paige deixou algumas coisas no ar não é? O que será que vai acontecer agora com os dois?
Enjoy it!
Plágio é crimeeeeeee!
JACOB PDV
Quinze dias se passaram depois da festa do Timoty. Ele e Paige estavam o tempo todo juntos e por mais que eu quisesse me aproximar era impossível. Só conseguia conversar com ela de vez em quando e mesmo assim quando ela deixava. Parece que ela pegou umas matérias avançadas e estava fazendo trabalhos para poder se adiantar. Ou seja, o tempo era escasso. E eu ainda me perguntava o que ela queria naquela noite. Ou o que faria para ter o favor de troca.
- Sim tia eu entendi. – ela estava falando ao telefone quando eu cheguei em casa, morto de cansado – Eu tenho que ver quem eu vou levar (...) Não estou namorando ele de novo (...) Não posso mais me divertir? – ela ficava fazendo gestos para o nada e eu estava morrendo de rir olhando-a de costas para mim – (...) Tia, eu sei, eu vou arranjar alguém... – foi então que ela virou para mim – Acho que já sei quem.
Aquele olhar não era muito meigo e muito menos inocente. Parecia olhar de quem ia aprontar.
- Boa noite. – ela abriu um sorriso muito largo e eu fiquei desconfiado.
- Fala logo, o que você quer? – ela deu um sorriso meio de canto de boca, balançou os pés e me olhou novamente.
- É que vai rolar uma festa em Ontário, coisa de amigos da família, meus pais não estão no país e minha tia pediu para eu ir...
- Quer que eu vá com você? – terminei a frase dela e os olhos brilharam.
- Como adivinhou? – ela foi chegando perto e eu me desvencilhei indo para a área de serviço.
- Não, não e não. Conheço essas festas muito bem e elas sempre saem nos jornais, por que não leva o Timoty? – falei com um tom de desprezo na voz e ela se fez de indiferente.
- Não quero ninguém enchendo o meu saco! – ela se sentou em cima da maquina de lavar e não me deixou colocar a camisa na maquina junto com o resto da roupa que ela tinha separado.
- Mas vocês não voltaram?
- De onde você tirou um absurdo desses? – ela me olhou espantada e depois concluiu – Ele não falou nada para ninguém não é?
- Que eu saiba não. Na verdade ninguém entende realmente o relacionamento de vocês – falei desinteressado.
- E você gostaria de entender? – ela continuou sentada e me olhando intensamente.
- Na verdade não! Você nem tem falado comigo direito esses dias. – peguei o resto da roupa e levei para cima dela. Pode sair daí, por favor? – pedi com sinceridade e ela fez que não com a cabeça. Parecia uma criança de cinco anos.
- Não, até você dizer que vai comigo.
- Eu não posso, tenho muitas coisas para fazer.
- Então quer dizer que se não tivesse iria?
- Não disse nada disso, está tirando conclusões por si mesma.
- Você deixou subtendido e... – cortei a frase com a minha mão na boca dela.
- Não vou e ponto. Leva o Tom.
- Ele também vai me perturbar para ficar quieta. E eu quero me divertir. O que não vai faltar é homem e mulher bonita por lá. – ela saiu de cima da máquina e eu fingi que não tinha escutado a ultima frase. Coloquei as roupas na maquina e assim que a liguei e virei, ela estava me olhando impaciente.
- Já disse que não vou e já tenho três namoradas para me preocupar com mais mulher! – quando eu ia saindo da área de serviço, ela segurou o meu braço.
- E pode não ter nenhuma se eu contar para elas que as está enganando!
- Você não tem nada a ver com isso! – me irritei.
- Posso não ter agora, mas vou ter no futuro!
- Qual o seu problema garota?
- Pedi como amiga, já que não quer me ajudar vou por conta da chantagem!
- Leva um dos seus amigos! – ela fez que não com a mão.
- Se vira, você vai comigo, custe o que custar!
- Duvido que conte a alguma delas. – desafiei e ela parou no batente da porta.
- Duvida mesmo e amanha você é um homem castrado! – ela piscou e foi para dentro do quarto dela.
O que ela tem na cabeça? Agora ficou maluca de vez? Fui andando atrás dela já bufando de ódio e ela me olhava divertida.
- O que foi? Não sabe brincar...
- Tudo bem, eu vou com você, quando é? – iria fazer o jogo dela.
- Sexta-feira agora ok? – ela mandou um beijinho, pegou uma saca de lixo e saiu do apartamento. Fui para o meu quarto bufando de ódio.
PAIGE PDV
Já que ficar andando pra tudo quanto é canto com o Timoty não estava surtindo efeito eu teria que jogar sujo. Liguei para as meninas e contei do meu plano. A única que não tinha atendido a ligação era a Emy, mas como era a que sempre aparecia por aqui, quando ela aparecesse eu contava do plano. Voltei para dentro do apartamento e para o meu quarto. Era capaz de passar pela sala e ser almejada por algum raio laser vindo do lindão.
JACOB PDV
Ouvi a campainha e fui atender. Quando olhei no olho mágico era a Emy.
- Fala meu amor. – minhas frustrações acabariam ali – Veio me ver? – cheguei perto, mas a única coisa que recebi foi um selinho.
- Desculpa Jake, mas hoje eu vim aqui para falar com a Paige.
- Como? – estava incrédulo, como uma namorada minha preferia alguém que conhecia há dias ao namorado gostoso?
- Ah bebê não fica me olhando assim não. – ela me deu outro selinho – Depois quando eu voltar sou só sua está bem? – ela então foi andando para dentro do quarto da Paige e fechou a porta.
Fui para a cozinha e peguei a primeira garrafa de uísque a vista. Tomei no gargalo mesmo porque estava nervoso. Meu telefone começou a tocar e notei que era a Úrsula.
- Alô – falei irritado e acho que ela sentiu.
- Que isso amor, pensei que fosse me tratar com mais respeito. – ela falou decepcionada do outro lado.
- Desculpa, mas é que estou estressado!
- Estava pensando se você não queria que eu fosse ai para desestressar, que tal?
- Não dá amor, o Tom vai trazer uns amigos aqui pra casa e vai ficar a maior bagunça. – tentei desviar do assunto e notei que a Debby também estava me ligando. Que deu em todas elas para me atormentarem? – Minuto.
- Fala meu amor, saudades! – ela falava tão animada que até eu me animei.
- Também estou... – tentei passar naturalidade e ela estranhou.
- Há algo de errado Jake?
- Nenhum meu amor, está sozinha em casa?
- Estou, porque?
- Aquela massagem está disponível?
- Para você sempre!
- Estou indo então. – troquei as ligações e voltei para a Úrsula – Desculpa, foi o Tom me perguntando sobre a conta do condomínio.
- Tudo bem, então não dá hoje?
- Oh meu amor, hoje não, tudo bem? Amanhã a gente se fala. Beijos.
- Te amo bebê. – porque elas sempre falam com aquela voz de criança e dizem eu te amo?
- Eu também. – desliguei antes que ela me forçasse a dizer que a amava também.
Fui ao quarto da Paige e bati na porta. Falei para elas que iria encontrar com uns amigos meus da turma e depois ligaria para a Emy. Dei um beijo nela e um tchau para Paige que me olhava divertida. Safada!
PAIGE PDV
- Não acredito que você fez isso. – Emy me olhava espantada.
- Tive que recorrer a isso já que as duas amiguinhas não conseguem manter o fogo no lugar. Entra. – tinha alguém batendo na porta.
- Desculpa interromper o papo feminino... – Jake saiu entrando e rimos.
- Pode entrar, apesar de já ter entrado. – falei deitando na cama.
- Só para avisar que vou sair com uns amigos meus, volto mais tarde ta? – ele começou falando olhando para mim e depois desviou para Emy.
- Tudo bem amor, depois a gente conversa. – ela se levantou e deu um selinho nele, depois ele foi embora.
- Voltando ao assunto... – ela se sentou ao meu lado – Elas duas não sabem dizer não a ele. Preciso ficar então sozinha para ver no que vai dar.
- Não entendo, parece que sou a única que vai ajudar?
- Alô. – atendi ao telefone logo em seguida e quando vi que eram elas, coloquei no viva voz.
- Ele disse que não viria para cá porque está com uma festa particular do Tom, está sabendo de algo Paige? – tentei conter a risada.
- Bom... eu... – Debby estava gaguejando, sinal de que ele estava indo para a casa dela – Ele não me disse nada.
- Ok, meninas, ele está saindo com uns amigos dele. – falei para a Úrsula não querer fuzilar a Debby pelo telefone, porque do jeito que ela estava com raiva, era bem capaz dela atravessar o telefone para a casa dela – Está tudo bem.
- Mas eu acho... – Emy se manifestou – Que vocês deveriam ajudar mais! – ela piscou para mim e eu a deixei levar a conversa.
- O que você quer dizer? – Úrsula estava mais calma.
- Resumindo: ele não pode perceber que vocês estão loucas para ficar com ele. Dêem um jeito de sair, de passear, de curtir sem ele, ignorem-no. Senão a Paige nunca vai conseguir fazê-lo ficar a fim dela.
- Já tive que partir para o recurso amizade porque ele esta acostumado a mulheres atiradas.
- E atração por ela, ele já tem.
- Mas o que você queria ficando com o Timoty de novo?
- Eles não se gostam e isso seria um ótimo plano, porque assim ele ficar frustrado. Mas ele tendo com quem aliviar o estresse, as coisas demoram a fluir.
- Tudo bem eu vou maneirar. – Úrsula bufou, mas concordou.
- Eu também. – Debby falou finalmente – Tenho que desligar porque minha prima está aqui e eu vou à casa dela gente.
- Tudo bem. – Emy me olhou e entendeu quando eu quis dizer que ele estava lá.
- Assim não dá. – ela estava deitando ao meu lado e eu encostei a cabeça de vez.
- Você é realmente apaixonada por ele Emy? – fui logo direta.
- Acho que não mais, eu era e muito, mas depois que eu descobri essa sacanagem toda, meus sentimentos mudaram. Agora só quero vingança. Por que a pergunta?
- Porque não acredito que as outras duas estejam fazendo isso por vingança. Elas acham que ele vai se tocar e mudar e logo em seguida vai escolher uma delas.
- Bom, deixa isso pra depois, agora me conta como está sendo com o Timoty?
- Emy, você sabe da historia toda, ele é um Jake da vida, mas eu terminei com ele antes de me machucar.
- Se era tão apaixonada como consegue ficar com ele agora?
- Por que assim eu me aproveito da situação e me vingo dele! Já que eles se odeiam tanto, que tal matar dois coelhos de uma vez?
- Verdade. – estávamos rindo quando a porta se abriu.
- Opa, festinha, quero participar também. – Tom se jogou na cama em cima de nós duas – Cadê o Jake?
- Saiu com uns amigos ai. – falei antes da Emy.
- Pensei que fosse ficar com você. – ele olhou surpreso para ela que riu.
- Hoje a noite é das meninas! – ela respondeu animada.
- Entendi. Tem comida para jantar Paige?
- Deixei tudo na geladeira, só esquentar no microondas. – ele me deu um beijo na testa e se levantou.
- To indo. To morrendo de fome.
- Voltando ao assunto... – Emy falou assim que ele saiu pela porta – Como vai conseguir enganar o Tom? Ele vai descobrir que o Jake foi com você.
- Não se preocupa, tudo vai dar certo!
JACOB PDV
Cheguei de manhã no apartamento apenas para tomar um banho e trocar de roupa para ir para a faculdade, quando dei de cara com ela no meu caminho.
- Bom dia. – Paige estava indo para a mesa de café com uma garrafa quentinha e pronta – Com fome?
- Muita. – sentei ao lado dela na mesa e Tom não estava por perto.
- Onde está o cabeçudo? – falei e logo em seguida coloquei um pão na boca.
- Saiu mais cedo para resolver não sei o que. – me engasguei – Está tudo bem? – ela me serviu um copo de suco, que eu tomei rapidamente.
- Que milagre é esse? Ele nunca levanta cedo. – estava surpreso, de verdade.
- Todo esse drama porque ele saiu cedo? – ela continuou comendo enquanto eu ainda estava me recuperando – Pelo menos é bom para acertarmos como vamos juntos para Ontário sem o Tom saber.
- Ainda isso? – tomei o resto do suco.
- Olha, eu não tenho tempo para nada, daqui a pouco o Timoty vem me buscar e eu quero saber como você vai fazer.
- Me diz uma coisa, porque você terminou com ele antes?
- Não interessa. – curta e grossa – Você é muito curioso sabia? – ela fez um ar de reprovação e eu dei de ombros.
- Eu falo para ele que vou para a casa do meu pai. Tenho que falar com ele, essas coisas.
- Tudo bem. – ela se levantou, pegou as chaves e foi indo quando cheguei a tempo.
- Me diz apenas uma coisa – ela me encarou e nos olhamos por alguns segundos.
- Diga.
- Nós vamos ter que nos beijar nessa tal reunião? – falei com malicia e ela sorriu.
- Talvez, por quê? – senti uma certa tensão quando ela me respondeu. Aproximei-me mais um pouco dela e nossas respirações chegaram a descompassar. Aproveitei o momento de abertura que ela tinha me dado para sentir o cheiro do seu perfume e de como ela poderia ser vulnerável se eu treinasse mais seus pontos fracos, e me afastei como se nada tivesse acontecido.
- Por nada! Só para ter certeza.
Ela bufou e bateu a porta com força. Fácil, mole até demais. Não seria difícil usar essa distancia de nossa rotina para ficarmos juntos e sem culpa.
Os dias foram se passando e as minhas namoradas sempre estavam ocupadas. Isso estava ficando estranho porque elas nunca ficavam ocupadas ao mesmo tempo e para mim. Tentei tirar essa idéia maluca da cabeça de que estavam me evitando e contei para o Tom que iria ver o meu pai e claro contei mais algumas coisas que ele precisava saber. Paige arrumou as coisas e me encontrou no aeroporto.
- Pronto? – ela estava com um sorriso lindo, devo admitir.
- Sempre! – sorri do mesmo jeito para ela e fomos pegar o nosso vôo.
Por mais que não fosse demorado, ela acabou dormindo encostada no meu ombro. Quando pousamos e eu reparei nela, fiquei até com pena de acordá-la. Aquela visão linda dos traços alinhados, do nariz arrebitado e daquele cabelo teimando em cair nos olhos era perfeita. Por algum motivo aquela chantagem estava sendo para mim muito convidativa. E tudo o que eu estava sentindo por ela e tentando afastar de mim voltou à tona, e eu sabia que o final de semana seria perfeito para ficar com ela. Ou pelo menos tentar mostrar o meu lado bom.
PAIGE PDV
- Paige. – uma voz ao longe me chamava, e que voz – Paige, pousamos, acorda. – ela sussurrava em meu ouvido me fazendo sorrir involuntariamente. Fui abrindo os olhos e chegando perto daquela voz. Quando tive certeza do que estava vendo, minha cabeça estava encostada nos ombros dele e nossos rostos estavam bem próximos.
- Chegamos? – perguntei num fio de voz, enquanto ele dava aquele sorriso encantador.
- Sim. – ele afastou uma mecha do meu cabelo que queria ficar em cima do meu rosto e acabou passando a mão pela minha bochecha – Já está acordada? Ou ainda esta dormindo mentalmente? – forcei um sorriso, mas a situação era hipnotizante. Ele era perfeito demais! Não tinha como não me meter em situações daquele tipo com ele.
- Será que eu poderia ficar mais um pouquinho assim? – acabei agindo de uma maneira que não estava nos meus planos e ele apenas assentiu.
- Por mim pode ficar assim o tempo que quiser. – a voz dele saiu rouca e chamativa. Olhei para aqueles lábios tão bem desenhados e notei que aquilo ali não ia dar certo.
- É melhor irmos! – sobressaltei e levantei rápido para não piorar tudo.
Ele se assustou, mas não falou nada. Apenas levantou também, pegou as nossas maletas no bagageiro de cima e saímos do avião. Depois de todo mundo. Fomos andando em direção ao desembarque e minha tia nos esperava com um mordomo e com a governanta.
JACOB PDV
Sabe o que é não entender absolutamente nada? Ela estava ali, pronta para receber um beijo, quando de repente teve um estalo e se levantou. Será que ela sentiu tanto quanto eu que aquela aproximação era perigosa?
Chegamos ao desembarque e a tia dela estava esperando. Coroa bonita, hein? Acho que beleza é o forte da família.
- E então minha sobrinha quem é esse rapaz lindo aqui? – ela me deu um beijo, fui cavalheiro e correspondi.
- Jacob Sullivan, muito prazer. – estendi as mãos logo em seguida e os olhos da tia dela brilharam.
- Filho de Allan Sullivan, advogado? – ela parecia surpresa.
- Nunca tinha me tocado disso. Por que nunca me falou? – Paige me olhava surpresa também. Será que tinha se arrependido de me trazer?
- Não achei que fosse necessário. Conhece meu pai de onde Srta...
- Que isso menino, me deixou mais nova com o “Srta” – ela estava toda sorrisos e Paige rindo dela – Estou divorciada e como não gosto de ser chamada de senhora, me chame pelo nome. Sofia.
- Então, Sofia... – ela bateu palmas – Como conhece meu pai?
- Ele já trabalhou para mim algumas vezes.
- Interessante.
- Nunca muda não é tia? – Paige balançava a cabeça negativamente e eu ria.
- E vocês dois? Estão namorando? – nos olhamos surpresos com a pergunta e eu dei um sorriso para ela.
- Estamos nos conhecendo, não é amor? – a puxei pela cintura e ela ficou vermelha como um camarão.
PAIGE PDV
Amor? Como assim? Estou começando a me arrepender de tê-lo trazido comigo. Fiquei vermelha que nem um pimentão e tentei conter a minha vergonha, mas minha tia sorriu.
- Olha que para ela ficar vermelha desse jeito é porque o lance é serio hein? Ela nunca ficou assim com os outros namorados.
- Nunca mesmo? – ele continuou me abraçando e estava se divertindo.
- Será que dá para irmos? Estou com uma fome!
- Então vamos.
O mordomo pegou as malas e fomos abraçados enquanto minha tia ia à frente conversando com ele.
- E então “amor”... – ele precisava mencionar isso de novo? – Está arrependida de ter me chamado? – ele queria brincar com fogo, só pode!
- Nunca !– o olhei intensamente e novamente me vi fitando seus lábios. Paramos de andar e por um momento ele foi se aproximando perigosamente. Nossos hálitos se misturavam e suas mãos já estavam em volta da minha nuca para puxar o meu rosto para mais perto... Parecia que aquilo era inevitável...
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