Life Changes
4 Capítulo 4 - Café da Manhã
Notas iniciais
Como será que as coisas vão ficar depois daquela tensão hein?
Plágio é crime hein!!!
JACOB PDV
Andei pelo quarto e fiquei pensando em como conversaria com ela. Afinal estávamos pelo efeito da bebida também e eu não sei se a atitude dela teve esse tipo de influencia. Se não, seria mais fácil. Eu acho... Como ela responderia a um pedido desses?
Saí do quarto e fui andando para a cozinha. Ao lado a mesa do café da manhã já estava posta e ela estava cantando na cozinha.
- Acordou feliz não é? – quando eu falei a comida caiu no chão. O susto que ela tomou foi enorme.
- É costume seu falar com as pessoas assim? – ela me olhou meio irritada e eu estava quase rindo.
- Desculpa se você é tão desligada. – ela me olhou com mais raiva ainda e eu comecei a rir. Mas a cara piorou – Desculpa.
- E agora o que vamos comer?
- Que tal tomarmos café da manhã num restaurante? – ela me olhou um pouco mais calma, respirou fundo...
- Acho melhor não. – opa, recusou convite meu?
- Por quê?
- Primeiro, porque eu tenho que limpar isso aqui e, segundo porque não tem nada para o Tom comer, então tenho que dar um jeito.
- Se isso é um problema... – peguei o telefone e liguei para um restaurante que já nos conhecia. – Oi And, preciso de sua ajuda! Será que você pode mandar um café da manhã bem caprichado pro meu apê? (...) Sim, é para o meu, não os outros da lista (...) O que eu moro com o Tom, And... – ela me olhava desconfiada e depois balançou a cabeça – Então, isso mesmo, completo. Para uma pessoa. – ela ia falar quando eu a parei com a mão – Tudo bem. Valeu.
- Mas o que está fazendo?
- Primeiro, consegui o café da manhã do Tom, segundo, vou te ajudar a limpar as coisas aqui e, terceiro, você vai tomar café da manhã comigo no restaurante. Querendo ou não.
- E o que te faz pensar que tem direito a tomar decisões por mim?
- Olha, eu quero conversar com você. E aqui não vai dar certo, principalmente porque é sexta-feira e daqui a pouco aparece um monte de amigos nossos por aqui.
- Sempre tem festa aqui na sexta?
- Não vou dizer que é uma festa, mas sempre aparece alguém.
- Por que não diz logo que tem sempre alguma namorada sua que aparece por aqui?
- Também, mas hoje é dia de armar jogadas do time para domingo.
- Ah tá. – ela entendeu finalmente – E eles aparecem aqui de manhã?!
- É porque demoramos muito para isso, e lógico, se demorarmos, não vamos para as festas mais tarde.
- Entendi.
Limpamos a bagunça que “fizemos” e saímos para tomar o tal café da manhã. Quando chegamos ao restaurante pedi uma mesa reservada, já que o local estava cheio.
- Parece que todo mundo gosta de tomar café da manhã por aqui.
- Aqui é bem movimentado.
Quando sentamos a mesa, ela me olhou um tanto intrigada, muito mais desconfiada do que eu imaginava.
- Creio que me trouxe aqui para conversar algo importante. – e mais uma vez aquele olhar misterioso.
- Sim... – engoli em seco novamente. Seria mais fácil se eu tivesse bebido – O machucado melhorou?
- Como? – ela não entendeu, depois se recompôs – Melhorou um pouco sim, mas não acho que seja isso o motivo da conversa.
O garçom apareceu e quase dei um abraço nele. Pedimos o que queríamos e logo em seguida outro garçom veio com um carrinho e ofereceu uma variedade de sucos. Cada um pegou o seu e ela me encarou novamente. Dei um gole grande e resolvi falar logo.
- Eu queria conversar sobre ontem a noite.
- Sabia. – ela continuou calmamente tomando o suco dela e depois colocou o copo na mesa – Pode falar.
- Nós bebemos e...
- Você se arrependeu de tudo o que aconteceu...
PAIGE PDV
Droga, ele iria dizer que se arrependeu e que não queria saber de mim. Ótimo começo para um fracasso. Teria que pegar pesado.
- Na verdade eu não me arrependi de nada. – ele continuou e me fingi de surpresa – E me deixa terminar de falar, antes de tirar suas conclusões. – assenti – Eu quero saber se você gostaria de ficar comigo.
- Como? – ok, rápido demais.
- Não estou te pedindo em namoro, na verdade seria até um absurdo eu pedir isso.
- Então o que você quer? – cruzei os braços intrigada.
- Olha, queria que fôssemos amigos, mas depois de ontem acho que será bem complicado.
- Está querendo sair comigo, mas sem compromisso serio? – olhei para ele abismada, como ele poderia pedir isso pra mim?
- Desculpa estar sendo sincero, mas depois do que aconteceu... — acho que deveria jogar a situação para o lado inverso. Se ele pensa que vai deixar o jogo invertido para ele, está muito enganado.
- Depois do que aconteceu? Assim, se bem me lembro eu estava bêbada e você também. – ele tentou falar e eu o parei com a mão – Achei que fossemos falar do erro de ontem e que não aconteceria mais.
- Como é?
- Somos muito parecidos Jake. É fato que sentimos atração um pelo outro, mas acho que não deve passar disso e...
- Opa, calma ai. – agora foi ele que me parou com a mão – Desde que você chegou que está se insinuando pra mim. Lembro muito bem da boate e de como você me olha...
- Retiro o que eu disse sobre sermos parecidos. Não sou prepotente que nem você.
- Eu não sou prepotente. Só estou falando o óbvio.
- Mas não tem nada a ver. – fiz a maior cara de ofendida e ele se arrependeu – Sinceramente, pensei que fosse melhor do que isso. – levantei e saí do restaurante bem rápido. Cinco segundos depois ele veio correndo atrás de mim.
JACOB PDV
Das duas uma: ou ela é muito esperta e se fez de ofendida para fugir do lance, ou eu estou completamente ferrado e ela realmente não é nada do que pensei desde o inicio. Ou três, sim no meu caso tem que ter a três, e essa é a pior de todas: Ela é maluca. Qual é, ela deu em cima de mim na boate, eu lembro. E ficou com raiva quando eu não falei nada.
Quando ela levantou e saiu andando – leia-se correndo – deixei o dinheiro na mesa do restaurante e corri atrás dela. Nunca pensei que fosse correr atrás de mulher.
- Para onde vai? – cheguei perto e ela se afastou.
- Não te interessa.
- Olha, me desculpa. Não estou acostumado com esse tipo de coisa.
- Você me ofendeu.
- Paige. – virei-a de frente para mim – Pensei que estivesse dando em cima de mim. – ela se virou novamente e eu a revirei – Olha para mim, deixa eu terminar de falar. Desculpa. Não queria ter te ofendido, pelo visto eu viajei quando pensei que estivesse interessadaem mim. Apesarde que parecia isso na boate, pelo menos.
- De repente ontem eu tenha realmente feito algo para você pensar isso. E na boate, desculpa, acho que cometi um erro.
- Mas na boate realmente pareceu que queria ficar comigo.
- Estava te testando. – agora mais essa?
- Como assim me testando?
- Queria saber se todo aquele joguinho quando nos conhecemos era apenas para conseguir me levar para a cama como faz com todas. Como não tinha funcionado, deixei levar.
- Mas ficou com raiva... – não acredito que ela me testou!
- Estava cansada, não estava com raiva. Olha, desculpa, não deveria ter feito isso, mas era a única maneira de deixar as coisas claras para mim.
Eu deveria jogar ela na rua, pode falar. Me testando? Vou fingir que não ouvi isso. Afinal teríamos que conviver juntos.
- Olha, não fiz por mal, ontem eu estava bêbada. Não lembro muito bem das coisas.
- Não... Você é uma mulher sexy, deixa isso transparecer mesmo sem saber. E no começo realmente fiquei meio maluco, não sou o tipo de homem que deixa mulheres escaparem muito fácil.
- E pensou que eu poderia ser seu brinquedinho quando tivesse vontade? – ela sabe voltar o jogo para ela muito fácil.
- Vai me dizer que não sai com homens sem compromisso nenhum?
- Sim, mas nenhum deles mora no mesmo apartamento que eu e não conheço nenhuma das mulheres que eles saem.
- Pensei que por você ter dito que gosta de curtir, que poderia topar aquela loucura. – ela bufou novamente e eu recuei – Desculpa de novo.
- Curtir para mulheres não é o mesmo que para homens. Ate mesmo porque se eu for tomar as mesmas atitudes que vocês, é bem provável que eu seja chamada de galinha para baixo. E para mulher isso não é bom.
- Verdade. – cheguei mais perto dela de novo e ela me olhou de cima a baixo – Amigos? – estendi a mão e ela ainda receosa olhou por alguns segundos. Depois ela estendeu a dela e deu um sorriso.
- Se você insinuar novamente uma coisa dessas para mim eu juro que te castro. – ela deu um sorriso maquiavélico e dei um sorriso sem graça.
- Mas você não pode negar que houve uma química entre a gente quando nos conhecemos. – pisquei e ela me olhou com descaso.
- Pode ser que sim, você é um homem bonito e atraente. – ela assumiu, finalmente.
- Então quer dizer que você me acha um homem bonito e atraente não é? – comecei a rir e ela fechou a cara.
- Não pense que isso é um sinal para você dar em cima de mim.
Andamos mais um pouco e quando estávamos perto do carro, Timoty apareceu.
- Ora, ora, já ficaram bem amiguinhos hein? – ele piscou pra ela e ela ficou vermelha e sem graça.
- Disse que morava com eles, então tenho que ser amiga não é? – ela foi andando, tentando disfarçar o rubor e depois o abraçou e o beijou.
- Perdi algo por aqui? – tudo bem, a intimidade que emanou dos dois não me agradou nem um pouco.
- Desculpa Jake, nos conhecemos há mais tempo. – ele deu uma piscada pra mim e tentei rir, mas não consegui – Não fica com ciúmes não, afinal ela mora com você.
- Deixa de ser chato Timoty. – ela deu um tapa no ombro dele, na verdade parecia mais um soco e logo em seguida ele riu.
- E ai pensou na festa? Você vai? – fui ignorado.
- Já sabe da festa? Afinal, onde vocês se viram? – falei mais serio do que deveria, e ela que estava rindo, ficou seria.
- Encontrei com ele na faculdade, e porque se importa? – fiquei sem resposta.
- Por nada, fiquei curioso. – dei de ombros e Timoty riu.
- Bom, espero vocês por lá, principalmente você. – os olhos dele mostravam desejo e para não mostrar mais ainda que não gostei da situação, destravei as portas do carro e ela veio andando envergonhada.
- Vamos ver. – ela se despediu ao longe e entrou no carro primeiro do que eu.
- Tchau cara. – acenamos um para o outro.
- A gente se vê.
O rumo de volta não foi muito agradável já que ela não falou nada depois que entrou no carro. Ainda tentei puxar assunto, mas parecia que ela estava muito absorta nos pensamentos. Chegamos ao prédio e já dava para ouvir a gritaria do apartamento.
- Ainda me pergunto como os vizinhos não nos expulsaram daqui. – comecei a rir e ela parou em frente a porta impressionada.
- Isso é uma reunião? Ou estão se matando ai dentro fazendo as jogadas corpo a corpo?
- Liga não, é assim mesmo, depois você se acostuma. – entramos no apartamento e os meninos deram o grito de guerra.
- Acho que ainda vou demorar um pouquinho para me acostumar... – quando entramos um dos nossos amigos a parou e a olhou diretamente.
- Opa você é uma das lideres de torcida do UCLA?
PAIGE PDV
Precisa lembrar disso? Jake já estava me olhando meio de rabo de olho sem acreditar que eu não tinha comentado nada.
- Fiquei apenas três meses e não deu muito certo. – falei meio sem graça.
- Quem esta se surpreendendo aqui sou eu. – ele falou e foi na cozinha pegar cerveja.
- Ela não ficou mais tempo porque a louca da Lindsay ficou com ciúmes e a tirou de lá não é? – Tom apareceu e me salvou – Esquece o Brad, ele é meio louco.
- Cheguei para animar a festa. – Timoty apareceu logo em seguida e pegou a garrafa da mão do Jake. A cara que ele fez não foi nada boa.
- Como assim a Lindsay te tirou? – Brad olhou para mim assustado e eu revirei os olhos.
- Voltou a namorá-la quando Brad? – fui andando para cozinha e ele me seguiu.
- Tem uns três meses, porque?
- Calma ai, não to entendendo nada. – Jake parou todo mundo e Tom se manifestou.
- Seguinte, no colegial a Lindsay quis namorar comigo, mas foi na época que namorei a Paige. O Brad ai ficou completamente apaixonado pela Lindsay. Ela o namorou, mas o largou. Quando a Paige entrou na faculdade, ela foi convidada para ser uma das lideres de torcida, mas como a Lindsay realizou o sonho de se tornar a líder do grupo, conseguiu expulsar a Paige.
- Sabe que eu agradeci depois que saí de lá? – tomei um gole de cerveja e Timoty brindou comigo.
- Isso ai garota.
- Ei, vocês estão falando da minha namorada, e ela mudou bastante! – Brad se sentiu ofendido e todo mundo riu.
- Olha, se ela mudou eu não sei, mas que ela tinha ciúmes da Paige ela tinha. – Tom retrucou e todo mundo assentiu.
- Enfim, eu não sou mais líder de torcida e nem quero ser Brad. – dei um sorrisinho para ele e ele riu.
- Sem problemas, mas vai fazer falta.
Eles saíram da cozinha, foram para a sala e voltaram a “treinar” as jogadas e essas coisas. Jake não saiu de lá e ficou me olhando o tempo todo.
- Eu sei que quer falar algo...
- Eu não disse nada.
- Mas eu sei que você quer falar.
- Só estou surpreso. Não pensei que você fazia parte das lideres de torcida.
- Ao contrario do que pensa, nenhuma das minhas amigas eram cabeças avoadas e nem nada disso. A grande maioria não queria seguir isso como profissão.
- Mas na escola...
- Eu gostava, era legal. E eu tinha amigas de verdade.
- Eu fico pensando como nunca te vi.
- Eu torcia por um colégio diferente do seu.
- Verdade, mas tem os campeonatos escolares... Estranho.
- Você conheceu o Tom onde?
- Disputamos uma vez no colégio e nos vimos novamente aqui na faculdade.
- Então... Provavelmente quando vocês disputaram, eu nem deva ter ido. Na época da escola, eu levava muito mais para o lado da diversão do que outra coisa. Gostava de montar as coreografias, chegamos a disputar uma vez, mas tinha quebrado a perna, então não participei. Mas ganhamos.
- E na faculdade?
- Eu torcia pelo time de basquete, já disse que nunca fui chegada a futebol americano. Só na escola mesmo.
- Mas tem as roupas...
- Ganhei muitas... – dei um sorrisinho de canto de boca e ele riu.
- De algum namorado.
- Será que da pra parar de ler meus pensamentos? – olhei para ele, que se assustou.
- Desculpa...
- JAKE, SERÁ QUE DA PARA VOLTAR AQUI? – Tom berrou e logo veio ao nosso encontro.
- Já estou indo... Não precisava gritar se você vinha até aqui.
- Meninos, eu vou dar uma volta enquanto vocês se arrumam por ai.
- Não esquece que temos uma festa para ir à noite.
- E amanha temos a do Timoty também. – ele jogou verde, eu sei.
- Você e o Timoty já conversaram? – Tom apontou para a sala – Verdade, vocês pareciam bem amigos no papo de ainda agora.
- Eu o encontrei na faculdade, conversamos e mais nada. – tentei cortar o assunto, mas pelo que eu conhecia o Tom, o assunto não tinha morrido.
- Ele parece bem animado por ter te visto.
- Não parece nada, licença.
Saí dali correndo. Não queria papo de ex-namorado para o meu lado. Não mesmo.Encontrei com as meninas num restaurante longe do apartamento para que não nos vissem juntas.
- E então o que aconteceu? – Úrsula começou.
- Deu tudo certo? Vocês ficaram? – Debby não parava no lugar.
- Bom, acho que ela pode responder isso devagar não é meninas? – Emy me fez sentar ao lado dela – Afinal ela sabe o que está fazendo.
- Na verdade eu quero saber o que deu na cabeça de vocês para namorarem ele. – elas me olharam como se eu tivesse blasfemado um templo sagrado. Falei algo errado?
- Tem certeza que vai me fazer essa pergunta querida? – Úrsula estava lixando as unhas e logo em seguida levantou o olhar pra mim — Olha Paige, o Jake é o tipo de cara para todas as garotas.
- Mas está na cara que ele não presta. Igual ao Tom.
- O Tom é um gato mesmo, mas, por favor, Paige... – Emy pegou o guardanapo e colocou no colo – Não podemos comparar os dois.
- Olha gente eu não estou aqui para criticar o porque, só perguntei porque ele não tem cara de santo. Assim como o Tom.
- Vamos esquecer isso. Conta o que aconteceu.
Acabei contando como foi o meu encontro com ele no restaurante e do meu plano. Elas não entenderam muito bem, mas a Emy confiou que isso seria o mais provável para melhorar as coisas. Pelo menos assim nós dois iríamos nos aproximar mais.
Fui para a casa mais tarde um pouco e a bagunça estava armada no apartamento. Nem arrumei, liguei para a faxineira e ela disse que apareceria. Fomos para a tal festa que eles queriam tanto ir e nos divertimos bastante. Dancei com os dois, fiz amizade com um monte de pessoas e voltamos bem tarde para o apartamento. Amanhã que seria um problema.
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