Life Blood
4 A visitante
Notas iniciais
21 de Outubro de 1890
O barulho passos agitados percorriam os corredores, o clima de medo e tensão era pesado, todas as freiras corriam para um lado e para o outro entrando em seus quartos e se trancando, elas sabiam que não deveriam ter despertado aquele poder, nenhum humano deveria brincar com aquilo e nem mesmo a proteção que elas diziam ter podia protegê-las agora.
– Corre Marrie. Dizia a mais velha segurando uma criança pelos braços enquanto corria.
– Eu não posso Madre, não aguento mais.
– Você precisa, vamos!
As duas então entraram na gigante cozinha do convento empurrando um tijolo da parede uma porta secreta se abre revelando uma pequena sala, não cabia muito mais que três pessoas lá dentro, escura e já empoeirada pelo tempo.
– Aqui é seguro... Vamos, vamos.
– Não entendo Madre, porque estamos fugindo.
– Minha criança, há coisas no mundo que são criados pelos demônios para nos assombrar... Quero que prometa que nunca vai deixar essas criaturas entrar em sua mente.
– Prometo Madre. Dizia a garota abraçando a Madre Superiora.
De repente todos os gritos e correria haviam parado e o silêncio tomava conta do lugar, a Madre pode escutar vagarosamente solados batendo do lado de fora do esconderijo onde ela estava com a criança, eles se aproximavam cada vez mais até que em certo momento o silêncio toma conta novamente.
– Tsc Tsc Tsc... Sinto seu cheio. Uma voz ecoava do outro lado da parede.
A parede então era quebrada revelando uma figura alta, de finas vestes negras, sua pele pálida destacavam ainda mais seus olhos avermelhados, ele olhava para a criança e expressava um breve sorriso maldoso.
– Deixa em paz seu monstro. A Madre erguia o crucifixo que carregava em seu pescoço e apontava a frente da criatura.
– Sua magia não funciona comigo velha.
A criatura então pega a Madre pelo pescoço e arrasta para trás deixando a criança apavorada em um canto sem reação, conforme ela ia se afastando a Madre gritava aos prantos:
– DINNAH, CORRE!! CORRE DINNAH... DINNAAAAH!!!
08 de Agosto de 2014
Já havia de passado um dia após o ataque que Dinnah teria sofrido, aquele, que ela não mencionava o motivo ou quem havia feito tal atrocidade com ela, Genevive e Matthew procuravam não entrar muito no assunto para não dar a impressão de que estavam querendo se meter, os três agora estavam com sua rotina normal, se é que podiam chamar a vida que levavam de normal.
Genevive estava trabalhando no Angels ainda aguentando os clientes chatos, Dinnah ainda matava hora de serviço para fumar nos fundos do bar, Matthew já se sentia confortável para sair à noite, pois conseguia controlar sua sede com mais facilidade do que antigamente, ele estava encantado com a arquitetura e o estilo das ruas, até então não teve tempo para andar calmamente e apreciar as maravilhas do futuro. A noite ainda ia ao Angels ficar com as garotas, mas o principal motivo disso era que Genevive não queria deixar Matthew e Dinnah sozinhos, a lembrança da noite passada a perturbava de tal modo que a deixava impaciente, talvez fosse porque pensava em Matthew como um irmão mais novo, ou porque ela sabia que Dinnah só estava usando ele para satisfazer seus desejos, ela pensava nisso quase o dia todo e só não sabia o motivo ainda.
– Ei Gene, não estão chamando na mesa três. Dizia Henry colocando um copo vazio sobre a bandeja da garota.
– Sim, sim, já vou Henry.
– Tem alguma coisa te incomodando não é?
– Não é nada, só que dormi mal esses últimos dias.
–Eu te conheço desde que vim morar aqui Gene, sei que tem algo de errado, você sabe que se quiser conversar comigo eu estou sempre aqui.
– Você é um fofo Henry, mas estou bem, obrigado por se importar.
Ela saia para atender as mesas e Henry continuava a preparar seus drinks no balcão até que chega Matthew e se senta com um sorriso no rosto.
– Vish Matt, esta feliz assim é? Só pode ser mulher, ou dinheiro, se for à segunda opção pode me dizer como.
– É a primeira, algumas coisas aconteceram.
– Nem precisa me dizer o que. Falava Henry se aproximando de Matt. Ela era bonita?
– Maravilhosa. Dizia ele ao mesmo momento em que Dinnah chega e coloca a mão em seus ombros.
– Posso falar com você? É em particular.
– Claro Dinnah, precisa de algo?
– É particular não ouviu? Não pode ser aqui, vem, vamos ao escritório lá nos fundos, o chefe não vem hoje.
Os dois iam até lá, quando Matthew entra ele começa a falar.
– Então, o que era urg..
Dinnah o interrompe o beijando e jogando contra a mesa que havia no centro da sala.
– Espera um pouco Dinnah.
– Não quero esperar, vem logo.
Ela arrancava a camisa dele e logo montava em cima de seu corpo, Matt se deixava levar pela sensualidade e ferocidade dela, jogava todas as coisas de cima da mesa para o chão e a deixava apoiada com as mãos por cima da mesa e começava os toques e beijos nos lugares mais íntimos, gemidos e movimentos, os dois se calando com beijos e colocando a mão na boca para que ninguém escutasse os barulhos.
Enquanto isso Genevive continuava a servir as mesas até que ela sente um ar frio percorrer seu corpo, então ela olha para a porta e vê uma senhora entrar, a mulher já de certa idade tinha seus cabelos brancos amarrados escondidos com um chapéu preto, seu largo vestido longo também preto quase arrastava o chão, ela se senta em uma mesa e fica aguardando Genevive vir atendê-la.
– Boa noite. Posso anotar seu pedido?
– Oh, é claro minha criança. Mas antes preciso ver Dinnah.
– Ela esta no intervalo e volta daqui a um minuto, a senhora a conhece?
– Digamos que a conheço de um convento.
– Convento? A Dinnah? Acho que se confundiu senhora
– Tenho certeza que não minha jovem, mas vou esperar para vê-la pessoalmente.
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