Life
1 Amar
Notas iniciais
Espero que goste flor.
Desculpem os erros.
-Papai se vai contar a historia de como vocês se casaram?
-Já não a contei antes?
-Mais queremos ouvir novamente.
-Esta bem! Tudo começou há dez anos trás...
Todo o ministério estava enlouquecido com a noticia que a pouco chegara, a heroína de guerra Hermione Jane Granger estava grávida, não uma gravidez qualquer e sim inseminação, algo novo no mundo bruxo e que estava ajudando a crescer mais vida a cada ano que se passava depois da guerra.
O que mais deixava a todos ansiosos não era sua gravidez e sim o pai, qualquer um que tenha completado os estudos em Hogwarts no mesmo ano que ela podia ser o pai e boatos corriam de que ela havia escolhido alguém de fora da casa que estudou.
A mim particularmente aquela noticia não afetava muito, afinal, ela nunca me escolheria como pai do filho ou filha dela, nunca nos demos bem.
Claro que fazer aquela doação ao novo projeto do ministério para repovoar o mundo mágico não foi idéia minha, perder aquela aposta pro Blás não foi nem um pouco divertido, agora não a muito que fazer.
Sem a ajuda do trio de ouro eu estaria preso a esta altura, graças ao testemunho dos três eu estou trabalhando no ministério e reconstruindo minha vida, minha mãe morreu na guerra e meu pai recebeu o beijo dois meses depois dos julgamentos.
-Draquinho. – Ouso Pansy chamar escandalosamente ao entrar em meu escritório.
-Olá Pan.
-Você vai a minha casa hoje a noite não é?
-O que tem na sua casa hoje?
-Uma festinha, só para os íntimos, pra comemorar a gravidez da Hermys.
-Hermys?
-Hermione Granger. – Ela falou como se fosse obvio.
-Desde quando vocês são amigas?
-Desde a guerra. Ela me ajudou no meu “relacionamento” com o Rony.
-E vocês tem um relacionamento?
-Mais ou menos. – Ela suspirou sentando a minha frente. – Ele tem uma idéia para o futuro diferente da minha. Não foi sobre isso que vim falar com você.
-Eu sei. Você quer que eu vá a sua casa comemorar a gravidez da sua amiga. Você já parou para pensar que ela pode não me querer lá?
-Seu bobinho, foi ela quem me pediu para te chamar.
-E porque ela faria isso?
-Isso eu não sei. Tentei a fazer falar e não consegui. Ela é muito teimosa.
-Ela deve ser mesmo muito teimosa mesmo para você não conseguir arrancar nada dela.
-Voltando ao assunto principal, ela me pediu para te convidar, achou que se ela viesse você recusaria.
-Ela esta certa. Eu vou, já que não vai me deixar em paz até eu dizer que sim.
-Ótimo! Blás já disse que ira também. – Ela se levantou. – Tenho que ir, muitas coisas para preparar.
-Esta bem. Estarei lá às sete.
-Começa as nove Draquinho. – Disse da porta.
-Odeio quando me chama assim.
-Eu sei. – Respondeu fechando a porta.
Minha mente começou a divagar sobre as razões de Hermione Granger para me convidar para a comemoração de sua gravidez e nada que eu pensasse fazia sentido, nunca fomos próximos, no ultimo ano em Hogwarts não brigávamos mais, até nos cumprimentava-mos e não passava disso.
Devo admitir que ela estivesse linda naquele tempo e as poucas vezes que estivemos no mesmo lugar pude perceber que havia ficado mais linda ainda.
Horas depois...
Realmente era algo pequeno, somente os amigos dela e alguns sonserinos que no sétimo ano estavam mais próximos dela.
-Obrigada por ter vindo.
-Fiquei surpreso por ter me convidado.
-Se souber meus motivos vai entender.
-E que motivo seria esse?
-Bem, é difícil explicar em tão pouco tempo e hoje não é dia para isso. – Ela me entregou um papel. – Este é o endereço da minha casa, venha me visitar amanha e lhe contarei tudo.
Abri o papel e fiquei surpreso.
-Este não é o endereço da casa dos Black?
-Sim. Eu a herdei do Sirius, não sei bem porque ele me deu ela. Vivo lá desde a guerra. – Sorrindo ela disse. – Vou indo, tenho que falar com os outros antes que Pan surte e venha me procurar. Vemos-nos amanha?
-Sim.
A festinha correu tranqüila e pouco antes de acabar fui embora, a única coisa que conseguia pensar era no que ela poderia querer me contar. Fui dormir aquela noite pensando nisso e assim que acordei logo fiz minha higiene pessoal, comi algo leve e fui a casa dela.
Ela estava linda, com um leve vestido lilás e os cabelos soltos. Com um sorriso gentil ela me pediu para entrar.
-Deseja comer algo?
-Não obrigada. Devo dizer que estou curioso para saber o que tem para falar.
-Imagino que sim, bem, eu não sei se lembra, mas a primeira vez que nos vimos foi no beco diagonal, você estava olhando uma vassoura na vitrine e eu passava sozinha pela rua.
“Você esbarrou em mim e como um perfeito cavalheiro pediu desculpas, disse que sentia muito e eu o perdoei, conversamos um pouco e então você foi embora, não me disse seu nome, mas não esqueci seu rosto.
Quando nos vimos depois você não foi gentil e quando me chamou de sangue ruim me fez ver que não era aquele garoto gentil que conheci. Os anos passaram e eu foi percebendo aos poucos que você não era ruim porque queria.”
-Creio que tenha sido a única a perceber isso.
-Imagino que sim. Depois da guerra dei meu depoimento ao seu favor por saber que não fez aquilo por vontade própria. Tentei te manter livre e fico feliz por ter conseguido.
“O que me trás ao momento em que decidi ter um filho, não tinha vontade de me casar, ter um filho sempre foi meu sonho. Escolhi o novo projeto do ministério porque quero que meus filhos tenham a chance de viver neste mundo também, conhecer o quão belo é o mundo que lutei para proteger.”
-Eu te entendo.
-Eu te contei tudo isso para que você entenda a razão pela qual eu...
Neste comento a campainha toca.
-Eu não me lembro de ter convidado mais ninguém para vir aqui. – Ela se levanta. – Vou ver quem é.
Caminhou calmamente até a porta e ao abrir foi emburrada para dentro e para minha surpresa Astoria entra.
-Draco querido, o que faz aqui? Esta atrasado para o encontro com a decoradora do nosso casamento. – Ela virou para Hermione. – E você o que quer com meu noivo? Pensa que ele vai querer algo com você só porque o livrou da prisão? Esta muito enganada, ele é meu.
-Astoria pare de escândalo. –Falei me levantando. – O que faz aqui?
-Não te encontrei em casa e o papel com o endereço daqui estava em cima da cama. Vim direto até aqui. – Ela chegou perto e pegou minha mão. – Vamos querido, não temos tempo.
-Espere, eu estou no meio de uma conversa e...
-Não se preocupe, não era nada tão importante quanto seu casamento. – Hermione falou, mas sua voz parecia triste. – Espero que sejam felizes.
-E vamos ser querida, agora fique longe do meu Draco. – Astoria disse venenosa. – Vamos.
Ainda em choque com tudo que estava acontecendo me deixei ser arrastado, já na rua, olhei par trás e pude ver antes de Hermione fechar a porta seus olhos cheios de lagrimas.
Aparatamos em minha casa e acordei de meu torpor.
-O que pensa que esta fazendo? Quem lhe disse que sou seu noivo sua louca?
-Mais meu amor, nossa família fez um acordo.
-Sim, acordo que esta escrito bem claramente que seria desfeito se você dormisse com outro homem antes de nos casarmos e foi exatamente o que fez no nosso quinto ano. – Pude ver seu olhar de choque e sorri. – Você achou mesmo que o Theo não me contaria? Garota ingênua. Agora vá embora.
-Se é isso que deseja. Vou embora de vez da sua vida e quando ver o que deixou ir já não terá mais volta.
Ela aparatou e fiquei sozinho em casa e a única coisa em que pensava era no que Hermione Granger estava prestes a me contar quando Astoria interrompeu.
Passei o dia com estes pensamentos me rondando a mente, meus sonhos foram povoados com a imagem de uma certa jovem de cabelos castanhos que me sorria gentilmente e tentava me contar algo, acabei acordando antes que ela pudesse falar.
Nas duas semanas que se seguiram eu tentei entrar em contato com ela, mas nunca a achava. Não estava indo trabalhar e não estava em casa, certo dia resolvi ir até Pan como o ultimo recurso para tentar encontrar ela, se não tivesse resposta, apelaria ao Potter e ao Weasley se fosse nescessario.
O elfo abril a porta para mim na casa de Pan e me informou que deveria esperar na sala, onde ela parecia discutir algo com um certo ruivo.
-Nós vamos e ponto final. – Ela pareceu finalmente notar minha presença e sorriu. – Draquinho, o que faz aqui?
-Vim conversar, mas vejo que esta ocupada.
-Na verdade estou de saída. Conversem um pouco e tentem não se matar, vou subir e pegar minha bolsa.
Sorrindo ela foi subindo as escadas.
-Biblioteca. – Levei um susto ao ouvir a voz do ruivo.
-O que?
-Hermione esta na biblioteca. Sei que é sobre isso que pretendia falar. Ela esta morando aqui.
-Por quê?
-Minha irmã e Harry estão em viagem de Lua de Mel e Pan resolveu cuidar da mione, muitos enjoos, achamos melhor ela não ficar sozinha, como ela não quis ir para casa da minha família, veio ficar aqui por algum tempo.
-Imagino que sim.
-Vá falar com ela. – Ele suspirou. – Sabe, ela não contou a ninguém quem é o pai do bebe.
-Ela sabe?
-Sim! Ela escolheu especificamente quem seria. Não contou a ninguém, disse que só saberíamos se descobríssemos ou se ela contasse ao pai da criança e ele aceitasse os dois ou somente o bebe.
-Estranho ela não contar a vocês.
-Ela mudou depois da guerra. Foram meses até ela conseguir dormir sem precisar de uma poção de sono sem sonhos. Todos nós sofremos com aquilo e acho que pra ela foi pior, afinal, ela deixou toda a segurança de uma vida normal para lutar em uma guerra. – Ele deu um leve sorriso. – Ela sempre foi a mais inocente e depois de tudo aquilo isso sumiu, mas consigo ver agora essa inocência novamente, toda vez que ela toca a barriga, vejo o olhar daquela garota que conheci no trem aos onze anos.
-Porque esta me falando isso tudo?
-Tenho visto ao longo to tempo o seu comportamento perto dela, você é gentil e isso me faz pensar nos seus motivos pra mudar. Para mim você não tem que falar nada, só que talvez ela precise saber. – Ele deu um leve sorriso. – Vá até lá e fale com ela.
-Tio Rony sempre fala isso pra gente. Que devemos mostrar carinho, pra ela saber sempre o quanto é importante.
-E isso é certo. Agora querem que eu continue?
-Sim! Sim!
Tudo que o cenoura falou me fez pensar da manha que estive com ela, em como parecia nervosa e ansiosa para me contar algo.
Abri a porta da biblioteca calmamente e a vi sentada em uma poltrona com um grosso livro no colo, fechei a porta e fui me aproximando lentamente para não assusta lá.
-É um bom livro? – Perguntei.
Ela levantou a cabeça e com um leve sorriso respondeu.
-Defina bom.
-Estive lhe procurando para terminarmos aquela conversa.
-Pan me obrigo a ficar aqui com ela, alem o mais, a conversa que tínhamos não é mais necessária. – Ela me deu um sorrio triste. – Como vão os preparativos para o casamento?
-Não vão. Não irei me casar com Astoria, nunca foi minha intenção. – Me sentei ao seu lado. – Eu já amei uma garota antes e eu já quis me casar com ela.
-E o que mudou?
-A Guerra. Eu fiz todas as escolhas erradas e ela todas as certas, não tenho o direito de pedir que ela me aceite.
-E se ela também gostar de você? Como vai descobrir se ela não ficou te esperando se não tentar?
-Ela vai ter um bebe.
-É casada?
-Não. É livre como um pássaro e gentil como eles também.
-E você criaria o filho dela? Aceitaria o filho de outro só para ter o amor dela?
-Sim. Eu aceitaria feliz.
-Então fale com ela. O Maximo que pode acontecer é ela dizer não.
Sorri com as palavras dela. Quem não se apaixonaria por este anjo doce e gentil?
-Se eu me declarasse para você? Falasse-lhe que te amo há muitos anos e que tentei ter uma vida digna por você, o que diria?
-Eu diria que você sinto o mesmo há muito tempo, que sofri muito quando soube das coisas que fez e por tudo que passou, diria que sei o quanto sofreu e que pretendo te fazer feliz pelo resto da vida. – Seus olhos estavam banhados em lagrimas e eu soube que era verdade.
-Era isso que ia me contar?
-Não. Eu queria te contar que a criança que cresce aqui dentro é seu filho.
-Era eu?
-Sim Scorpius. – Respondi com um sorriso.
-O que aconteceu depois? – Ruby perguntou.
-Nos casamos, seu irmão nasceu e dois anos depois vocês veio ao mundo.
-E agora é a vez da Rose? – Meu filho perguntou.
-Sim. Agora vem a Rose.
-Já não deviam estar todos dormindo? – Vejo minha morena na porta do quarto.
-Mamãe, o papai tava contando a historia de vocês. – Ruby falou enquanto corria para abraçar a mãe.
-Imagino que sim. Vocês pedem ela toda noite.
-Mãe, podemos comer pipoca? – Scorp pergunta enquanto abraça a mãe.
-Podem, vão descendo que eu e seu pai já vamos.
As crianças saíram correndo felizes e cheguei perto da minha esposa.
-Como foi na Pan?
-Tudo ótimo. Ela esta animada com o bebe. Um menininho.
-Isso é ótimo.
A beijei nos lábios como no dia em que nos declaramos, com todo o meu amor e desejo, ao nos separarmos a vi corar e sorri.
-Vamos antes que aqueles dois coloquem fogo na casa.
Notas finais
Novamente desculpem os erros. Espero que tenham gostado e aguardo comentários.
Liza flor, não ficou perfeitamente como pediu. Espero que tenha gostado.
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