Life
47 Two Minutes
Notas iniciais
Thallerman- Quarto 5F — Tarde- 13:06
Cat e Robbie estavam brincando de pega-pega. Apesar da brincadeira ser bastante infantil, eles estavam se divertindo bastante.
Brincavam pelo corredor onde o quarto de Jade e Cat se localizavam. Ela empurrou a porta levemente.
– Ai Robbie, para! — A ruiva gargalhava enquanto se sentava na cama.
– Porque paramos aqui? — Ele perguntou ainda de pé.
– Vim só pegar isso. — Ela pegou seu celular e foi até a porta. — Jardim? — Cat falou sugestivamente.
– Quem chegar por último é a mulher do padre! — Robbie gritou e Cat abriu a porta rapidamente, gritando como uma criancinha assustada.
–-
Jardim da Thallerman- 13:15.
Eles se sentaram na grama. Robbie ficou encostado em uma das quatro vigas, que sustentava um quiosque. Cat deitou em suas coxas, e pegou uma margarida apodrecida, que estava no chão do jardim.
– Temos que falar sobre aquilo ... — A ruiva falou timidamente e encarou Robbie rapidamente.
– Sexo? — Ele inadgou.
– Não... Sobre o beijo. Eu não me senti bem depois de ter fugido, sabe... E eu percebi que aquele beijo não significou nada... Você é da Melanie. Vocês combinam. E eu não irei atrapalhar o seu namoro. Se quiser, podemos ser amigos... — Ela se atrapalhou nas palavras, e encarou silenciosamente sua flor. — Sabe... Eu fiquei como esta margarida... Me sentindo podre. Depois do beijo, percebi que era uma idiota e só estava afastando você da Mel... — Catherine suspirou. — Acho melhor eu ir embora.
– Não, Cat... Eu sou a margarida apodrecida aqui. Eu que estava fazendo um jogo dos sorrisos com vocês duas. Tentei pegar as duas, mas apenas as perdi, e ainda me odeiam. Eu percebi que, depois daquele beijo, eu não amo a Mel. E sim a você. Só você. — Robbie acariciou os cabelos de Cat. Ele deu um selinho rápido nos seus lábios macios. A ruiva se levantou bruscamente, e o fitou com raiva.
– Não, não! — Ela vociferou. E saiu correndo.
Sorriu maliciosamente...
O plano estava dando certo.
* * *
Num quarto escuro da Thallerman...
– Me diga quem é você! — Allie gritou baixo e tentou se locomover. Estava presa a parede por cordas. Cordas bem amarradas.
A garota retirou sua máscara. E soltou um beijo no ar.
– Surpresa, Morrison? — A morena pronunciou cerrando os dentes.
– Não, Shay ... — Allie sentiu ânsia de vômito só de pronunciar o sobrenome da garota. — De você eu espero tudo. Ainda mais contra mim. — Carly concordou com a cabeça.
– Então ... Você sabe que eu não atuo sozinha... — Carly estralou os dedos.
– Sim, sua comparsa é a Missy.
– Na verdade, a Missy foi embora. Los Angeles. — Allie revirou os olhos. — Mas... Eu tenho 5 novas amigas que irão me ajudar. Meninas! — A morena gritou e cinco garotas apareceram na porta do quarto.
– Tori, Lucy, Jhenny, Emma, Nanda? — A garota revirou os olhos novamente. — O que vocês vão fazer? Dançar sua coreografia boba do treino na minha frente e me torturar por cinco minutos com a dancinha? Me poupe... Shay, você devia se juntar a aliadas mais fortes... — Allie falou com voz firme e um pingo de sarcasmo.
– Vamos ver se elas são fracas... — Carly estalou os dedos e as garotas entraram.
– E o que vão fazer comigo? — Ela balbucinou. Estava com medo.
Todas as seis riram sarcasticamente, esfregando as mãos uma as outras.
– N- N- Nã-Não! — Foi a última coisa que Allie gritou, antes de cair num sono profundo...
* * *
Thallerman — Quarta — 07:32
Sam abriu tranquilamente seu armário e pegou um bolo gordo de baixa caloria que estava lá. Também pegou alguns livros, já que havia ficado de recuperação em algumas matérias e precisava estudar.
Abaixo do seu livro de química, viu um papel amarelado. O abriu. Concerteza deveria ser alguma besteira escrita na aula.
'' Samantha. Você é uma shipper Bade ( Beck + Jade) ... E quer os juntar, eu sei. Você está feliz com o Freddie ; a Carly com o James... A Cat ainda está se resolvendo com o Robbie, mas... Eles estão numa certa amizade colorida. Não querem assumir que se amam. Você quer seus dois amigos juntos, não?
Me encontre no jardim, hoje, as 9:00.
KNH. ''
– Okay... Eu vou estar lá, KNH... Mas se for brincadeira, vai ter que se ver com a minha meia de manteiga... — Sam sorriu maliciosamente, e fechou a porta do armário. Continuou comendo seu bolo gordo.
Em alguns metros de distância ...
Uma garota comemorou.
* * *
–... Ah, é você denovo. — Mel vociferou e cruzou os braços. — Este lugar se chama setor feminino, só as MENINAS podem entrar aqui, a não ser que você seja gay. — Ela sorriu divertidamente.
– Não... Eu não sou gay. Eu quero falar com você. — O garoto encarou a loira.
– Já disse... Não temos nada para conversar. Eu cansei de fazer parte do seu jogo. Game Over, e pronto. E foda-se o resto.
– Não... Por favor, eu só preciso de dois minutos seus.- Ele passou a mão pelos cabelos de Mel, que se afastou.
– Dois. — Mel pronunciou levantando dois dedos para ele.
– Sendo sincero... Eu me redescobri quando fui largado por todos. Vi que realmente eu estava agindo de forma errada. Vi que o jogo dos sorrisos estava completamente errado. Não se conquista uma garota assim. E eu também percebi que você é a garota que se encaixa perfeitamente no meu coração. Eu não amo mais ninguém no mundo que você, Melanie... — Robbie se aproximou dela, e a mesma se afastou. Ficou nisso até eles chegarem no final do corredor, onde não havia mais lugar para Mel andar para trás.
Ele a envolveu lentamente e pousou seus lábios contra os dela.
Mel o empurrou. E deu um tapa nele.
– Você não merece perdão, filho da puta! — Mel gritou, chamando a atenção de algumas meninas que estavam em seus quartos.
–-
– Cat! — A loira gritou, tendo em vista a menina que estava no fim do corredor.
– Mel! — A ruiva gritou de volta.
– O Robbie me beijou! E ainda disse que me amava! — Melanie gritou, histérica. Ela andava de um lado para o outro, e Cat tentava manter a calma.
– Ele também me beijou! Ele é um Falso com f maior! — Cat também passou a andar de um lado para o outro.
– Você cumpriu com o plano, não é? — Mel parou de andar e respirou fundo, contando até 10.
– Cat assentiu — Eu não te decepciono. — A loira sorriu. — Agora só falta a parte mais podre... No baile de máscaras. Quem mandou meter quem não devia, hein Robert? — A ruiva fez graça, o que fez ambas rirem.
– E ele irá pagar muito, muito caro...
* * *
Quarta- Quarto 20C — 08:15.
Carly e Sam estavam em seu quarto conversando tranquilamente quando alguém abre a porta com força. A morena, arregalou os olhos, e a loira, fitou a mulher com raiva.
– O que é que você quer? Denovo? — Sam perguntou com raiva e a mulher sentou-se na cama de Melanie.
– Vou levar minha filha. — Disse grossa e pegou uma mala. A abriu, e procurou no guarda-roupa das três as roupas de Mel.
– Você não acha que é idiotice da sua parte? O ano já está acabando. Sua filha perderá o baile, e a formatura, na qual está tão anciosa. Já até compramos os vestidos. Você quer estragrar mais um sonho da sua filha? — Carly perguntou enquanto de aproximava de Sam, que estava de pé.
– Não falei com você. — Pam respondeu rispidamente e começou a colocar as roupas de Mel na mala.
– Você não pode levar ela á força! — Sam gritou. — Ela está muito mais feliz aqui!
– Pouco me importa da felicidade dela, só estou protegendo minha filha de certas pessoas... — Ela falou num tom baixo.
– Olha aqui Pam... Se eu fui algo que não deu certo, o problema não é meu... Eu não posso fazer nada se você é minha mãe... — Carly deu um passo para frente, se aproximando de Pamela.
– Já não disse que não falei com você? — Ela olhou para Carly, que estava com os olhos marejados. — E outra ... Você está envenenando a Mel contra mim. Você é uma filha indesejada que ninguém queria... Sacou? — A loira fechou a primeira mala de Mel, e já estava pegando a segunda, quando a mesma chegou no quarto.
– Não fala com ela assim! — Sam gritou.
– O que está acontecendo aqui? Porque você tá aqui? — Mel a encarou com raiva, indo para perto de suas irmãs.
– Estamos indo embora. — Disse sem ao menos olhar para a cara delas.
– Daqui eu não saio! Você não pode me obrigar! Mesmo que eu seja sua filha, você NUNCA — A loirinha deu ênfase a última palavra dita — Nos deu atenção, NUNCA nos mostrou os valores da vida, NUNCA nos mostrou como é ter uma família de verdade, e nesses três meses no Texas eu aprendi isso. Aprendi a plantar o que a gente colhe. Aprendi a amar as pessoas. — Nessa hora, Carly passou a chorar descontroladamente, e Sam a abraçou. — Aprendi a gostar mais da minha irmã. Eu estou vivendo minha vida pela primeira vez do jeito que eu quero. E não, você não vai interferir nisso! Eu só saio daqui morta! — Mel vociferou e abraçou as duas.
Pam ficou estática em seu lugar, apenas parou de arrumar as malas.
– Certo, vamos lá... Eu vou embora da vida de vocês com uma condição... Que nunca mais me procure para qualquer coisa que venha acontecer com as três. — Pam falou num tom baixo e pegou sua bolsa.
– Nós nunca precisamos de você mesmo ! — Sam exclamou e as outras duas riram. — Agora bye bye, mamãe... — A loira falou com um pingo de sarcasmo.
Pam bufou. E saiu do quarto com raiva.
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– Então, gente... Eu estava pensando... Que tal irmos a Candyland? — Mel interrogou enquanto se sentava na cama de Sam.
– Podemos levar o James? — Carly perguntou, animada.
– E o Freddie? — Sam também perguntou, enquanto acariciava os cabelos de Carly.
– Não gente... Só nós três. — A loira suspirou.
– Só se for agora. — As três saíram correndo de seu quarto, e partiram em direção a Candyland.
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