Life
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Notas iniciais
Sorveteria Candyland- Tarde- 13:32
– Tá... Sem sorvetes e mais conversas. Fique quieto e me deixe falar. Não me interrompa. Não expresse emoções como ' Não concordo com isso' ou ' Isso não vai dar certo.' Meus planos são fácies de ser entendidos, e sempre são certo. — Carly olhou para James arqueando uma sobrancelha. Ele a olhava meio abobalhado, só não sabia o porquê.
– Dá pra parar de se achar e irmos logo ao ponto? — James saiu de seu transe e perguntou impaciente.
– Você terá que mandar esta mensagem para o Freddie — Disse Carly apontando para o visor de seu celular. — Lhe darei um chip com um número confidencial, e aí nunca saberão que é você, e nem dá para ligar pro número.
– Gostei de ver Carlinha... — James sorriu travesso e passou as mãos no queixo da morena, que sorriu docemente. Sim, ela havia gostado do ato. E parecia que a doce Carlotta Shay poderia estar voltando. Eram poucos e pequeníssimos sinais que faziam esta diferença.
– Então... Eu irei fazer um desenho arquitando isso. Por enquanto, temos isso — Ela mostrou um pequeno papel com iniciais escritas com caneta preta e rosa. Estavam enfileiradas e embaixo havia uma frase, descrita em números.
– O quê significam essas coisas?- Perguntou James meio confuso ao olhar tudo aquilo.
– Essas iniciais significam alguma coisa. Por exemplo, esse S*F — Ela apontou para as iniciais- Significam Sam & Freddie. E essa frase em números é a chamada 'Criptografia'. Você não deve conheçer, mas eu sim. Se já teve aqueles celulares com o teclado em números, cada número pertencia a três letras, por exemplo, o número 1, pertencia as letras A, B e C. O 2, as letras D, E e F... Assim por diante. Sacou? — Carly perguntou.
– Mais ou menos... É que é meio estranho. — James continuava confuso com toda aquela história. Carly riu baixinho.
– Com o tempo você se acostuma. Usaremos isso para nos falar.
– Só têm isso para o plano? — O moreno perguntou.
– Acha pouco eu ter criado isso? Sabe que eu fiquei horas dentro do quarto tentando achar uma maneira de nos falarmos com coisas estranhas sem que ninguém soubesse e ninguém decifrasse? — Carly bufou- Eu perdi horas nisso, cara. Mas eu ainda não terminei. Agora, vem a minha parte do plano. Vou fazer com que Freddie fique louquinho por mim, e esqueça de Sam gradativamente. Para isso, você têm que fazer o quê eu mandar, e sempre irá consolá-la quando tiver sozinha, eu irei avisar por mensagem, e responda como o número 7 , significa estou indo. Entendeu?
– Ok. Entendi. — Ele assentiu levemente com a cabeça. — Mas o quê significa o número 7?
– Eu gosto do número 7. Deixe isso quieto. — Carly deu de ombros. -Agora você também têm que saber bolar um plano legal, porque só eu não dá e... Porque está olhando pra mim desse jeito? — Carly perguntou porquê viu que James olhava fixamente em seus olhos. Parecia que a beleza da morena fazia seus olhos castanhos se fixarem em seu rosto angelical, em sua pele alva, seus olhos castanhos claríssimos, seu rabo de cavalo até a altura dos ombros,e sua boca perfeitamente contornada por um batom vermelho provocante e ao mesmo tempo tímido. Foi para mais perto dela, e ambos se conectaram apenas pelos olhos. James fechou os dele, e foi em direção a boca da morena, mas recebeu um leve empurrão de Carly e um palavrão da mesma. Ela saiu dalí apressada e atravessou a rua, indo para a Thallerman. Ele permaneceu do mesmo jeito, apenas abriu os olhos. Estaria se apaixonando por Carly? Ou apenas seria uma ilusão? Afastou estes pensamentos enquanto viu que ela havia deixado sem querer um pequeno papel com o trecho de um livro. Como assim Carly tinha trechos aleatórios de livros aleatórios dentro de sua bolsa? O pegou no chão e leu em voz baixa.
" Fique comigo, e eu sempre estarei com você. "
– De Ellie para Noah.
Carly gostava de filmes românticos? Será que haviam mais trechos de livros dentro de sua bolsa? Era só um segredo desvendado dos milhares de Carly Shay.
* * *
– Cat? Posso falar com você? — Robbie foi para o pequeno quartinho de limpeza da Thallerman. Sabia que a ruiva se escondia lá quando queria se distanciar da vida e do mundo. Abriu a porta devagar e a ruiva fechou os olhos rapidamente por se espantar com a luminosidade vinda de fora. Mas assentiu lentamente e o moreno sentou-se ao seu lado.
– O quê faz aqui? — Perguntou Cat rudemente.
– Terminei com Lucy. — Robbie olhou para a ruiva, que trocava olhares com o chão para evitar contato visual com ele.
– O quê importa? — Disse ela rude novamente.
– Eu quero você. — Ele puxou rapidamente a garota e deu um beijo molhado nela. Cat correspondeu no começo mas logo saiu de seu transe e empurrou o garoto fortemente. Ela se levantou com raiva.
– É sério cara como você pode? Eu não sou bonequinha de pano nem uma puta pra você ficar trocando de mulher toda hora. Seja mais consiente nos seus atos. Sabe, eu até pensei quê você era legal, era cavalheiro. Mas não. As aparências enganam e eu sou vítima disso. O amor não é um joguinho, que a cada vez que você joga os dados, muda de casa... — Desabafou Cat praticamente gritando. — Sabe Robbie... Eu pensei quê você era diferente... — Ela abriu a porta e saiu correndo. Derrubou algumas lágrimas. Mais algumas. Ainda eram poucas para o quê ela iria sofrer nas mãos dele...
* * *
– Ação. — A morena falou fazendo gesto com as mãos para que Jhenny entendesse. Ela assentiu, e deixou um bilhete dentro de cada armário, o de Emma e de Lucy, que eram um ao lado do outro. Depois foi até o armário de Nanda e colocou outro bilhete em seu armário. O armário de Tori era estranho e não haviam buracos. Era a parte mais difícil: ir até os três quartos especiais da Thallerman e colocar o bilhete no quarto de Tori. Logo lembrou-se de Sofia, e pediu para que ela desse a Tori no nome de Carly. Agradeceu a garota e voltou para o local. Agora seria a vez da morena. Foi aos três banheiros e pinchou na porta dos sanitários as letras ' L.T.V ' , que significava Líderes de Torcida Vagabundas... Escreveu em baixo as letras ' A.L '... E saiu sorrindo alegremente.
* * *
– Você me pareçe com alguém que conheço... Ah, sim. Sei quem você é. E terá de ficar no quarto delas. — Theresa conversava com uma garota. Ela vestia um vestido rosado, com babados e um bolero pequeno, também de cor rosa.
– Tudo bem, qual o quarto delas? — A garota falou se levantando.
– Quarto 20C. Siga em frente, vira a esquerda, depois a direita, e aí empurre a terceira porta, que é o corredor C, e é o último quarto. Não se perca. Foi bom conversar com você. Bem vinda. — A garota assentiu e empurrou suas malas. Theresa acenou com um sorriso e a garota saiu.
* * *
Carly estava no quarto arrumando algumas coisas no seu canto quando ouviu alguém bater na porta bem de leve. Ela estava segurando alguns livros com as duas mãos e seus cabelos estavam bagunçados, sua roupa amassada e não estava usando maquiagem. Abriu com dificuldade a porta e os livros cairam em seus pés quando viu a garota sorrindo docemente.
– M-Melanie? — Balbucinou assustada.
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