Life
22 Flowers
Notas iniciais
– Cat... Por favor, eu preciso falar com você, me atende poxa... — Robbie esperava impaciente grudado ao seu telefone enquanto Cat não atendia. Queria ser perdoado e ficar com ela. Estava arrependido e queria demonstrar isso para Catherine.
Tentou ligar novamente para Cat, mas não foi atendido. Viu o ícone de mensagem no seu telefone, e achou uma mensagem de Cat em tantas outras meninas que já havia mandado.
" Olha, eu sei que é difícil, tá? Também estou sofrendo mais você têm que entender. Não me chame, estou na aula de inglês e você sabe que Rebeca têm olhos de águia. Se você está vagando por aí, o problema é seu. Cuida da sua vida. Estou cuidando da minha. Um grande FODA-SE Robbie Shapiro."
" Calma aí moça, a gente têm que resolver isso, me encontre perto da quadra, hoje, às 14:05, 14:06. Te espero lá :) "
" Tá..."
Ele sorriu irônico e revirou os olhos pensando na expressão de Cat. Saiu do quarto e foi para a aula. Apesar de não ver, estava se apaixonando pela ruivinha gradativamente...
* * *
– Oi amor. — Jade deu um selinho no namorado, e sentou-se ao lado dele , que parecia estar escrevendo palavras soltas. Sua caligrafia era ilegível, e Jade acabou tirando ao papel de suas mãos. — Quê isso aqui? — Ela forçou os olhos, preocurando entender a escrita do garoto. — Porra menta lequina? Hã?
– Para minha pequena. Deixa eu terminar. — Ele se levantou, e ela correu pelo local rindo, enquanto ele corria atrás com raiva. Ele era mais forte que ela, sabia disso. Parou de correr e acabou levando um pequeno empurrão que a fez cair.
– Idiota. — Murmurou enquanto se levantava e ia em direção a ele novamente. — Vai... Deixa eu ler ... — Ela fez um biquinho extremamente fofo e ele resitiu por um tempo, mas acabou cedendo.
– Eu ainda não terminei, tá... — Disse Beck entregando o papel nas mãos da garota.
" Um certo dia, um garoto comprou um ramo de flores com doze flores... Onze eram reais e lindas e uma era apenas de papel. Entregou-lhe a sua namorada que lhe inadgou o porquê da flor de papel. Ele disse que o amor dele por ela vai até a décima segunda flor ... "
– Você fez isso pra mim? — Jade abaixou o papel até a altura das coxas, e levantou seu rosto em direção ao namorado. O mesmo assentiu e ela sorriu levemente. Largou o papel encima da mesa e correu para beijá-lo. Ficou o encarando por vários minutos, até que resolveu se pronunciar.
– A sua teoria estava certa. E o quebra cabeça só está se formando...
* * *
– Não posso mais continuar com isso... Fique você e a Cat, já conversei com ela, que disse tudo bem... Disse que ia ficar. Mas... Ou eu saio do plano ou ele acaba... Não estou aguentando mais esse negócio de ficar guardando segredo. É sério eu tô saindo fora. — Entregou Jhenny com um pouco de medo e a voz cortada. A morena assentia enquanto a loira falava, mas logo saiu do transe e ficou irritada.
– Olha aqui Jenniferzinha... Você não vai sair de nada, entendeu? Senão... Veja as consequências... Eu conto para a Lucy e para a Carly sobre o que você sabe e olha... — Ela estalou os dedos- Você some das líderes de torcida, e vai ser mal falada até o fim do ano... Não quer isso, né Jhenny? — A morena falou com rancor e raiva. Puxou a garota pelos ombros e negou com a cabeça, assustada. — Então... O plano continua. E você também. Líder de Torcida Vagabunda. — A garota saiu do local, e foi andando como se nada daquilo tivesse acontecido.
* * *
– Mel... O que houve com a Carly? — Sam perguntou meio incomodada.
– Eu não sei... Conversava com ela normalmente e aí... Puf. — Melanie fez um gesto com as mãos. — Ela caiu meio que nos meus braços.
– Ela desmaiou denovo... Assim como uma vez num treino... — Pensou Sam em voz alta.
– O quê disse? — Mel perguntou sentando ao lado da irmã e dando um copo de suco para ela.
– Nada, nada... — Disfarçou a garota bebendo um pouco do suco.
– Então... Vocês são um clone? — Perguntou a enfermeira confusa, achando que estava tendo alucinações.
– Não, irmãs gêmeas idênticas. Já ouviu falar? — Sam perguntou irônica.
– O quê Carly têm? — Interrompeu a outra loira.
– A anemia dela está atacada... Se não se alimentar direito pode levar a uma leucemia. O caso é sério. Vocês são de onde? — Perguntou a enfermeira.
– Seattle, mas estudamos aqui na Thallerman. A Carly vive comigo. E agora com ela também. É um internato... — Sam falou mais baixo, e tomou um pouco mais de seu suco.
– Ela sofre também de bulemia... Vocês já viram ela vomitar ou coisa do tipo?
– Não que me lembre... Espere... — Um rápido flash back veio até a memória de Sam.
–Flash Back On-
– Carly, você está bem? Sério cara, eu sei que me odeia mas eu posso te ajudar. — Sam falou com calma, mas batendo na porta com força.
– Eu tô bem, obrigada. — Carly afirmou. Ouviu-se o som da descarga.
– Têm certeza?
– Obrigada por se preocupar. Estou bem. — Carly saiu do banheiro com um sorriso cínico e apertou as bochechas da loira, que entrou no cômodo e o examinou.
– Flash Back Off.-
– Foi isso! Depois que ela almoçava, dava uma saída da mesa das líderes e ia pro quarto. E sempre saía com o celular na mão. Provavelmente porque contava os dias que vomitou ou não e o porquê. Agora entendi tudo. — Sam concluiu sua teoria.
– A mantenha longe disso, está correndo sério risco de saúde. — Alertou a enfermeira.
– Ela não gosta de mim. Tenho que falar com a Missy. Por falar nisso, cadê ela? — Reparou olhando para os lados.
– Teve que ir, tinha um trabalho para fazer. — Respondeu Melanie.
– Com licença. — As garotas assentiram e a enfermeira se retirou.
– Ela não vai com a sua cara? Não entendi. — Mel sentou-se novamente.
– Ela me odeia... Ainda tive a infelicidade de acabar sendo irmã dela... — Murmurou Sam com raiva.
– Nós somos irmãs, Sammy. E vamos recuperar o tempo perdido. — Mel sorriu docemente.
– Ela gosta de você, e não de mim. Entende? Eu e Carly não dá. Ficamos amigas por anos... Não deu certo e não tem como dar denovo. Ela gosta de você, Blue Bee. — Falou Sam com um sorriso enquanto mexia levemente no cabelo da irmã.
– Vamos tentar só mais uma vez. Vamo lá, quem arrisca não petisca. Eu vou ter que ser o elo pra vocês se juntarem denovo, como as três mosqueteiras. — Mel falou fazendo gestos estranhos com as mãos.
– Viaja não, Mel. Por favor. — Sam sorriu levemente e sua irmã também.
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