Life
30 Flash Back 6: Let's Go Thallerman
Notas iniciais
5 anos atrás...
Londres — Mansão Stone — 23:15
Lucy estava sentada em sua cama chorando enquanto segurava um teste de gravidez que marcava positivo.
Seu pai, Simon Stone, andava de um lado para o outro furioso, gritando com a morena de mechas vermelhas. Sua mãe, Kathy Stone, e sua irmã mais velha, Karen Stone, estavam abraçando-a tentando acalma-la.
– Grávida, Lucyana? Grávida? — O pai perguntou com sua voz alterada fazendo a garota estremecer. — Aos 15 anos de idade.
– Papai, eu posso explicar...
– Você vai abortar esse lixo. — Gritou próximo da menina que negou.
– NÃO! — Ela gritou com rancor. Fazendo-o olhar com furia para ela. — Eu já fiz muita coisa por você... Até casei e roubei fortunas contra minha vontade, mas... Abortar? Nunca.
– Você vai abortar esse filho, ou eu mesmo mato os dois...
Ele pegou a morena com força pelo braço e a jogou no chão. Sua esposa correu e ficou entre eles antes que ele jogasse o abajur em cima da garota grávida de 4 semanas. E acabou cortando o rosto da esposa deixando uma enorme cicatriz. Simon furioso, puxou a mulher até seu quarto e espancou-a em toda a madrugada. Enquanto Lucy apenas chorava anraçada a irmã. Amanhã, seu pai a faria abortar seu filho(a), por bem ou por mal.
* * *
Buenos Aires — Mansão Hathaway — 20:15
– Emma... Emma! — Gritou, Vitor Hathaway, pai de Emma. Havia chegado em casa agora e como sempre, cheirando á um álcool insuportável. Oque Emma odiava...
– Pai, de novo? — Perguntou enquanto chegava perto do pai, ajudando-o á sentar no sofá.
– O que tem pra mim jantar?
– Nada... — Emma disse retirando os sapatos do homem e colocando-os para secar no quintal. Estavam molhados de cerveja...
– Como assim nada?
– Nada... Não tem nada.
– Então trate de cozinhar algo para mim sua vadia... — Disse ele colocando os pés na mesinha de centro da sala e ligando no canal de esportes.
– Só tenho 15 anos... E eu nunca tive ninguém pra me ensinar á fazer nada, então, se quiser que eu faça o jantar e nos mate carbonizados, me chame... — Disse a morena, deu uma piscadela e subiu enquanto seu pai vinha atrás dela furioso. Enquanto tentava não quebrar nada já que estava completamente tonto por causa da quantidade enorme de álcool.
– Você é só mais uma vagabunda nessa família. Como a Reagan e sua mãe.
– Aquela mulher não é minha mãe... Vocês querem que eu vire a Cinderela? — Perguntou juntando algumas roupas sujas de sua mãe e irmã que estavam espalhadas na casa.
– Claire é sua mãe sim... Se contente... Quem é sua fada madrinha? — Perguntou ironicamente.
– Talvez a tia Molly... — Molly era a unica irmã de Claire que era normal. Era irmã de mais quatro, porém, é a unica mais normal.
– Claro, talvez eu te mande pra lá... Ai você vira uma vagabunda maior ainda.
– Vagabunda é sua filha adotada e a desgraça de mulher que arrumou. Eu poderia não ter nascido...
– Sua irmã mais nova não é adotada... Chega. — Deu um tapa na morena que cambaleou pra trás e deixou as roupas cairem sob seus pés. — Você vai hoje mesmo pra casa da Molly.
* * *
Dois anos depois...,
Londres — Mansão Stone — 10:00
– Meu bebê vai para o Texas... — Kathy falava emocionada enquanto beijava pela milésima vez a testa da filha...
– Me deseja sorte mãe... Eles tem um programa de talentos e eu vou para a música... Cruzem os dedos.
– Sorte? Você é a maior guitarrista que eu conheço. E tem uma voz... — Disse Karen abraçando a irmã.
– Eu vou sentir saudades... — Disse desfazendo o abraço.
– Eu também baixinha. — Karen disse bagunçando o cabelo da mais nova.
– Tchau mamãe... — Lucy disse abraçando agora, a mãe e a irmã. Viu o pai um pouco longe com a cara emburrada enquanto esperava Karen e Kathy dentro do carro. Lucy deixou algumas lágrimas cairem mas logo as enxugou. Desfez o abraço e sorriu forçado. Depois entrou no táxi. Rumo ao Estados Unidos, Texas, Thallerman.
Enquanto isso, em Buenos Aires, eram 07:00 AM. E uma morena se despedia da tia. Já que depois da prisão do pai, e depois que a irmã foi para um manicômio, a mãe decidiu coloca-la na Thallerman já que a tia não poderia mais cuidar dela por problemas financeiros. E assim ela foi rumo ao aeroporto.
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