Life
6 Sorvete
Notas iniciais
Pov's Pierre
– SORVETE! SORVETE! — A louca da Sam gritou me fazendo frear bruscamente.
– Você é doida? Quer matar a gente? — Disse a encarando.
– Ai nem tanto. Eu quero sorvete. — Ela disse apontando pra uma sorveteria que tinha um pouco na frente do carro. Eu reverei os olhos.
– Vamos lá então. — Disse parando o carro mais perto da sorveteria.
– EBA, eba. Sorvete. — Ela parecia uma criança de 5 anos,se bem que eu acho que ela é uma criança.
– Ta, ta. Agora fala mais baixo que este é um local publico e eu não quero passar vergonha com um gnomo berrante do meu lado.
– Hey. — Ela disse me dando um soco no braço. — E não sou um gnomo e muito menos um gnomo berrante.
– Tanto faz. Só tente ser normal, por favor. — Eu disse entrando na sorveteria enquanto ela resmungava atrás de mim.
Pedimos os sorvetes, ela de flocos e sensação e eu só de flocos, porque flocos é o melhor que tem.
Nos sentamos em uma mesa la na sorveteria, enquanto eu chupava o meu sorvete como gente a gnomo (gostei desse apelido) estava pior que uma criança.
– Não sabe agir como gente grande não? — Disse a olhando de soslaio.
– Qual é o problema? Você é chato pra caramba e eu não fico perguntando se você não sabe ser legal. — Ela disse sorrindo. O.k, ela é boa em respostas rápidas.
– Ta bom, que seja. Que tal um quiz de perguntas e respostas? — Disse sorrindo pra ela.
– Que tipo de perguntas? — Ela disse mais interessada no assunto.
– Sei lá. Perguntas tontas. Curiosidades que temos um sobre o outro. — Disse olhando pro meu sorvete.
– Ta bom. Cinco perguntas pra cada um. — Ela disse olhando para o sorvete dela que estava quase inteiro enquanto o meu estava acabando. — Você começa. — Ela disse.
– Hmm... Você já namorou? — Eu perguntei. Foi uma das únicas perguntas que me passou pela cabeça.
Ela deu uma gargalhada e respondeu.
– Não. E você? — Ela disse ainda sorrindo.
– Já. — Eu respondi e já perguntei novamente. — Sente saudades do Brasil?
– Hey eu tenho direito a fazer uma pergunta. Ela disse meio que indignada.
– Você já fez. — Disse sorrindo de lado. Ela nem é lerdinha.
– Ah é. — Ela fez uma pausa pensando. — Sim, eu morro de saudades do brasil. Eu amo aquele país. — Ela disse sorrindo.
– É o Brasil deve ser realmente lindo. — Disse a vendo sorrir como boba.
– É sim. Maravilhoso.
– Vamos para casa. Já é tarde. — Disse olhando o visor do celular.
– Mais eu não terminei meu sorvete. — Ela disse fazendo bico.
– Porque você é lerda. Vamos logo. — Disse puxando-a.
– Você é chato. — Disse vindo atrás de mim. Como sempre lerda.
Entramos no carro e ela disse:
– O.k, agora eu pergunto. Hm... Qual sua cor favorita? — Dessa eu tive que rir. Pra que fazer uma pergunta dessas? Só podia ser essa gnomo também né?!
– Para de rir e reponde logo desgraça. — Ela disse fingindo um tom bravo mais com um sorriso de canto.
– O.k, parei. Minha cor favorita é Azul marinho. — Disse olhando para frente para não bater o carro.
– O.k, agora sou eu. — Disse a olhando de soslaio.
– Vá em frente. — Ela disse olhando pela janela as ruas passarem.
– Você se lembra de mim? De quando eramos pequenos? — Não sei porque mais ela instantaneamente me olhou e depois olhou para frente, como se estivesse lembrando-se.
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