Life
18 Roubando um chocolate
Notas iniciais
– SAMANTHA ACORDA. — Minha mãe berrou enquanto eu colocava meu all star.
– Já to aqui mãezinha. Não precisa acordar os vizinhos também ta?! — Disse pegando uma maçã.
– Já ta pronta? Que hora você levantou Sam? — Ela disse enquanto pegava uma maçã também.
– Ih mãe, levantei uns cinco minutos mais cedo só. — Disse indo para o quarto pegar minha bolsa.
Na verdade eu não dormi, só cochilei por uns cinco minutos. A culpa toda é do Pierre. Aquele filho de uma mãe (diva) que não sai da minha cabeça. Gente não consigo nem dormi por causa de um garoto, que coisa é essa?
Vamos esquecer isso, vamos esquecer o Pierre e tudo mais.Vamos focar nos estudos. Isso ae. Peguei minha bolsa e desci pra ir para a escola antes que o Pierre aparecesse. Vou ter um treco se olhar para ele. Mas vamos esquecer ele. Isso esquecendo.
– Tchau mãe. Até mais tarde e não me abandone aqui de novo. — Disse dando um beijo no rosto dela e indo para a porta.
– Hey filha, você não vai esperar o Pierre? — Ela perguntou aparecendo na sala.
– Tchau mãe. — Fechei a porta, coloquei o fone e sai andando.
...
Cheguei na escola faltando cinco minutos para o sinal bater. Credo gente, eu sai realmente cedo de casa. Fui até o meu armário para pegar os livros e encontrei a May no caminho.
– Hey babe. — Ela disse me abraçando.
– Ai May. Me solta, eu vou morrer. — Disse enquanto ela me apertava e balançava.
– Pronto sua chata, ta livre já.
Peguei os meus livros e fechei o armário. O sinal bateu e fomos andando para a sala.
– Hey temos trabalho para fazer. — Ela disse enquanto sentávamos.
– Beleza. Vamos em casa hoje. — Disse e o professor entrou dando bom-dia.
...
– Hora do lanchinho. — Disse empurrando a May pra fora da sala.
– Ai sua vaca. — Ela disse e me empurrou no meio do povo que estava saindo da sala e passando pelo corredor.
– Hey Sam. — O Asutin disse me segurando pra que eu não caísse.
– Mayte sua égua. E ae Aus. — Disse me ajeitando e dando um beijo na bochecha dele.
– Oi Austin. — A May falou do meu lado me dando um soquinho que eu retribui com muito amor (só que não).
– May. — Me virei para ver quem era o ser que tinha feito a May parar de me dar soquinhos e adivinhem, era o peguete da May o Nicholas.
– Casal bonito. — Austin disse enquanto eu via minha amiga se agarrar ao Nicholas.
– São bonitinhos. — Realmente eles formavam um lindo casal.
Olhei para o Austin e ele estava me olhando com um ponto enorme de interrogação na cabeça. Vishi o que esse louco ta pensando?
– O que tu ta pensando ai filho? — Disse batendo na cabeça dele.
– Nada. — Ele disse me empurrando. Olhei para a May e ela ainda estava se pegando com o Nicholas.
– Vem Aus. Hora do lanchinho. — Disse empurrando ele junto comigo para o refeitório.
Sai na frente dele e peguei um pão com presunto e mussarela e um suco de laranja. Nos sentamos em uma das mesas dentro do refeitório e eu ataquei o meu pãozinho.
Estava lá de boa com o restinho do meu suco e com o Austin falando de como a nossa professora de Física é chata e eu concordando, porque realmente aquela velha é chata. Eis que eu vejo o filho da mãe (diva) entrar no refeitório e olhar na minha direção e logo depois focar o olhar no Austin que estava do meu lado com os braços em volte de mim.
Caramba que olhar é aquele que ele esta lançando pro Austin? Vishi treta. Austin tirou seus braços de perto de mim e eu terminei o meu suquinho. Pierre estava chegando perto de mim e eu vi uma barra de chocolate na mão dele. Cara ainda to com fome.
– E ae Pierre. — O Austin disse enquanto o Pierre parava na minha frente segurando aquela coisa dos deuses na mão.
– E ae cara. Por que não me esperou pra vir para escola? — Ele perguntou enquanto me olhava e eu encara o chocolate pensando em uma forma de te-lo para mim.
– Porque eu não quis. — Foda-se, peguei o chocolate da mão dele e sai correndo.
– SAMANTHA. — Ouvi ele gritar e o sinal bateu logo em seguida.
Comi o MEU chocolatizinho e entrei para ter as minhas ultimas três aulas.
...
– Vamos May. Eu to com fome. — Disse puxando ela pra saída da escola.
– A gente vai andando? — Ela perguntou enquanto eu a empurrava.
– Não, não amor. Vamos voando. — Disse revirando os olhos.
– Hey vamos com o Pierre. Olha ele ali. — Ela disse me puxando. Droga, o plano não é esse Mayte. O certo é ficar longe dele, a não ser que ele tenha chocolate, dai damos uma trégua.
– E ae Pierre. Vamos embora? — Mayte cara de pau. Ele a olhou com um ponto de interrogação na cabeça e depois olhou pra mim.
– Vamos logo. Vocês tem tempo para se olharem depois. — May disse me empurrando para o carro. Mas esse povo adora me empurrar, vou falar pra você viu?!
– Quando vão assumir o namoro? — May disse enquanto Pierre parava o carro em um sinal. Eu arregalei os olhos e afoguei com a minha própria saliva. Mayte eu vou te matar sua vaca.
A May começou a me estapear e eu fui melhorando. A encarei com o meu pior olhar e a filha da mãe ainda sorriu.
– E então, quando será? — Eu vou mata-lá.
– Quando ela quiser. — Ele respondeu.
Meu Deus eu vou morrer.
Fale com o autor