Life
12 Bolo colorido
Notas iniciais
– ÔÔ MANHE VAI QUEIMAR TUDO. — Essa sou eu desesperada porque minha querida mamãe esqueceu o bolo (que demorou séculos para acertarmos a receita) no forno. Meu Deus todo o meu sacrifício foi pro ralo.
– DESLIGA ESSE FORNO SAMANTHA. Aí meu bolinho colorido vai virar carvão. — A claro que eu vou desligar esse negocio com esse monte de botão, aham é só eu achar o botão certo no meio de mil botões iguais (exagerei agora).
– EU NÃO SEI DESLIGAR ESSA BAGAÇA AQUI MÃE. — Qual é?! Eu nem sei onde fica as panelas, vou saber deligar um fogão?
– Pega as luvas ai, que eu desligo o forno. SAI DA FRENTE. — Olha, além de eu tentar salvar o bolo colorido dela, ela quase me mata me empurrando. E o pior, eu ainda amo essa mulher.
– Olha Sam, o bolo ta lindo. — Disse minha mãe colocando o bolo em cima da mesa.
– Acho que não está tão lindo assim mãe. — Disse virando o bolo para ela ver que uma parte havia sido queimada.
O.k, o que importa é que sim, nós conseguimos salvar o bolo colorido (parte dele na verdade) e modéstia parte ficou uma delicia graças a mim é claro (mentira, foi graças a mulher do youtube).
O bolo estava delicioso e dessa vez não precisamos chamar bombeiros ou os vizinhos para nos socorrer (acredite isso já aconteceu muita vezes).
Eu e minha mãe passamos a tarde e a noite toda juntas.Depois de limparmos toda a bagunça que ficou a cozinha, tomamos banho e fizemos uma maratona de filmes que teve pausa somente para pegarmos a pizza que pedimos (gordas nunca) e continuamos até de madrugada lá vendo filmes melosos como sempre fazíamos.
...
– You're a banga banga banga banga banga
I wanna pledge a bet
Before the night is over
Girl, I'm gonna make it that
So, promise if I make you mine
So, promise if I make you mine...
– Mais que porcaria é essa? — Resmunguei enfiando minha cara no travesseiro. Não se pode nem dormir mais nessa casa. Oh Deus vou matar esse celular irritante.
– Já levantei já coisa. — Disse me sentando na cama e pegando o celular para ver que horas eram. Agora eu me lembrei que eu tenho aula e estou atrasada. F.e.r.r.o.u.
Levantei correndo (sim eu quase cai no meio da bagunça, mas cheguei viva) peguei uma roupa no meio do caminho e me tranquei no banheiro.
Só digo uma coisa: Eu tomei um banho de gato e estou morrendo de fome.
Sai de casa e estava arrumando minha bolça no braço pronta pra sair correndo e ouço um ser dizer:
– Entra ai Samantha. — Olhei para o lado e o matador-sem-noção estava me chamando para ir com ele para a escola, de carro. Como a pessoa linda e preguiçosa que eu sou nem pensei duas vezes e me joguei no banco do carro. Sim, essa é a melhor segunda-feira da semana (mentira porque eu já acordei atrasada).
Olhei pro Pierre esperando a comida. Mentira pelo menos eu tinha certeza que comida ele não tinha no carro, ou tinha? Se concentra Sam. Continuando eu olhei para o Pierre que estava com o cabelo todo bagunçado e a camiseta branca toda macetada (esse é dos meus) e eu reparei que estávamos combinando as roupas. Pois é, olha a que nível chegamos. Medo.
– Como foi o domingo Samzinha? — Por que esse deus grego tem que abrir a boca? Você não leu nada demais nessa frase acima (sorriso colgate para vocês).
– Não me chame de Samzinha. — Eu disse já emburrada me afundando mais no banco como uma garotinha mimada.
– Awnn mais que garotinha mais fofa que você é Samzinha. — O.k, cade a minha licença para matar animais? Eu vou matar esse garoto se ele não parar.
– Eu vou te bater se você me chamar de Samzinha novamente. — Disse enfatizando a porcaria do Samzinha. Está decidido a partir de hoje me chame de Samantha mais não me chame de Samzinha.
– Tudo bem Samzinha. Vou para de te chamar de Samzinha. — Eu mereço um animal desces perto de mim Deus? É claro que não.
Chegamos na escola e antes que eu pudesse xinga-lo sai do carro e bati a porta com força (eu ainda quebro essa porta) e fui rumo ao prédio cuspindo fogo. Mesmo a uma certa distancia eu pude ouvir o Pierre gritar que me mataria por ter arranhando a porta do seu carrinho querido, eu só dei um sorrisinho e fui para a sala de aula. Quem mandou me provocar.
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