Life

48 Capítulo 47


Notas iniciais
Gente, mil perdões pela demora, mas parece que, quando não sou eu e meu cansaço supremo, é a internet que me sabota! aff! rsrsrsrs
Eu estou postando agora - sim, raridade postar pela manhã - pq quero postar outro mais tarde, na hora habitual.
Obrigada a todos pela paciência.. rs
Boa leitura!

Estava numa loja de roupas, escolhendo um vestido. O mundo não tinha nada de vampiros, e guerra e extinção, nem anjos também. As pessoas a minha volta riam e conversavam normalmente, mas eu sentia uma angústia dentro de mim que não sabia explicar.

Peguei um vestido bonito, pois tinha um jantar à noite com um homem. Estranho... quem era ele? Eu não sabia seu nome, mas sentia meu corpo tremer só de lembrar de seu rosto e de seu toque em minha pele.

Entrei no provador e tirei a blusa. Encarei o meu reflexo no espelho e tive uma sensação de dejavú. Senti um frio na barriga. Desabotoei a calça jeans e a tirei. Virei-me pra pegar o vestido que pendurei no gancho do provador e senti uma presença atrás de mim. Virei rapidamente e vi uma figura dentro de espelho, me encarando. Era grande e forte e trazia na mão uma espada acobreada.

Ele levantou o objeto de forma agressiva e eu senti medo. Tentei sair do provador, mas estava trancado. A criatura disse alguma coisa pra mim num idioma que não reconheci e vi o objeto cortante baixar velozmente em minha direção. Abaixei-me, encolhida no canto com os braços diante do rosto esperando a dor do golpe... que não veio. Senti um calor intenso e uma luz que vinha do espelho. Um vulto dourado afastou meu algoz e parou em seu lugar.

Eu estava ofegante, o coração descompassado. Olhei novamente pro vidro prateado e vi outra figura nele. Não via seu rosto, mas o cabelo longo se perdia de vista... eu já o conhecia. Foi ele quem me disse onde encontrar alguma coisa importante, mas que eu não conseguia lembrar o que era.

- Vá. Seus sonhos estarão seguros. Volte para Raphael.

...

- Manuella? Manuella?

Senti suas mãos quentes sobre mim e acordei assustada. Estava numa cama, deitada sobre o travesseiro ensopado de suor. Olhei pra cima e vi um par de olhos brancos me encarando com preocupação. Raphael segurava meus ombros e parecia um pouco abalado.

- Está bem? – ele perguntou.

Afirmei com a cabeça.

- Onde estamos?

- No abrigo. A base militar que alcançamos tem um quartel subterrâneo e um complexo de laboratórios onde eram desenvolvidos experimentos militares. Você está num dos quartos dos oficiais que pernoitavam aqui.

Encarei-o meio zonza, com tanta informação.

- Todos estão bem? – perguntei sentando na cama e sentindo uma puta dor no braço e ombro.

- Sim. – ele falou afastando-se um pouco.

Eu o olhei. Estava com os coturnos e calça camuflada. A blusa de manga branca tinha um tecido fino e estava suja de sangue e levemente suada. O cabelo castanho claro, meio molhado, contrastava com os olhos únicos e brilhantes. Senti o coração acelerar e quando ele me encarou, desviei o olhar.

Reparei em meu braço, onde haviam várias feridas, e lembrei do que aconteceu durante a noite. Lembrei do ataque deles e de ter rolado no vidro. As marcas dos dentes do vampiro estavam no meu ombro e a ferida estava feia.

- Eu retirei os cacos de vidro, mas precisava de você acordada pra poder te curar.

Voltei a encarar o dono da voz que me arrepiava.

- Como assim?

Então ele foi até uma porta que havia na parede oposta. Era uma porta de correr, completamente camuflada na parede. Enquanto ele sumiu, eu reparei melhor a minha volta. O quarto era pequeno e modesto, mas tinha tudo o que alguém precisava. A cama era confortável, encostada na parede. Havia algumas prateleiras vazias e um armário simples, além de uma cômoda e uma escrivaninha. Tudo muito organizado e planejado ao ambiente, bem ao estilo militar. Reconheci minha mochila no canto, perto da porta de saída.

Minha camiseta estava rasgada e quase que totalmente vermelha.

- Vai precisar tirá-la.

Raphael estava de pé, com duas toalhas brancas na mão.

- O que quis dizer com aquela coisa de anjos? – perguntei a ele, tentando não encará-lo novamente.

Raphael se aproximou e deixou as toalhas ao pé da cama. Ele chegou mais perto e ficou de pé na minha frente.

- Vampiros são seres sem alma. O que você vê são apenas cascas vazias, sombras do que já foram um dia. – ele começou.

“Os anjos não são tão diferentes dos homens. Nós sentimos emoções, pensamos por conta própria. Cada um de nós tem sua própria personalidade, sua própria essência. Nem todos amam os homens. Muitos deles sentem inveja e raiva de vocês por perceberem o tamanho do amor que nosso Pai tem pela sua espécie.”

“Quando a praga dos vampiros se dissipou pelo mundo e devastou a raça humana, muitos comemoraram. Eles não sabiam que eu havia descido e me juntado a vocês. Provavelmente só souberam depois, depois que viram que, de alguma forma, ainda havia esperança. Isso causou sua ira. Então eles desceram para me caçar, para tentar impedir que eu despertasse, porque se minha consciência fosse separada da de Alex, eu teria o poder da decisão.”

- Então aquele vampiro que te seguia antes, que armou tudo aquilo pra nós... era uma anjo? – perguntei.

- Sim.

- Mas você disse que pra vir até nós teve que aceitar a missão, teve que haver o sacrifício do velho xamã, não é? Como eles conseguem fazer isso?

- O sacrifício do xamã foi somente o que me motivou a descer. Foi em respeito a ele que aceitei a missão, mas sua morte não foi o que me permitiu mesclar minha essência à de Alex. Somente o Pai pode permitir isso. – Raphael respondeu.

- Então eles simplesmente... vêm à Terra e... entram nos corpos dos vampiros?

- Sim. Vampiros não possuem alma, seus corpos nada mais são do que cascas vazias que são facilmente manipuladas. Anjos, em sua forma plena, não conseguem entrar em contato físico com os humanos, mas se assumem o controle de um corpo forte e habilidoso como o de um Ser da Noite, eles podem ser letais.

Eu o encarei calada, tentando processar informações que nem ao menos acreditava serem verdadeiras.

- Preciso tirar sua blusa. As feridas em seu ombro estão feias e são profundas, mas posso curar você.

Senti novamente o coração descompassar com sua voz e o branco de seus olhos me fitando. Olhei para a ferida dolorida e levantei os braços o máximo que consegui. Senti as mãos suaves e quentes de Raphael percorrem as laterais do meu corpo até alcançarem o tecido.

Ele retirou a blusa gentilmente, me deixando de sutiã. Senti seu olhar em mim e meu rosto esquentou. Virei pro lado, encarando um ponto qualquer na parede.

- Gosto quando fica vermelha.

Eu não o encarei, mas senti o rosto ferver. Raphael estava pegando as toalhas que havia trazido. Uma delas estava úmida e gelada. Ele a encostou em minha pele, no local da mordida. Senti um incômodo forte e muita dor, pois o local estava sensível.

Eu não sabia o que estava sentindo. Raphael e Alex eram tão iguais e tão diferentes. Minha mente não sabia como explicar e meu coração... não sabia como distingui-los. Olhei-o de esguelha enquanto ele limpava meu braço e ombro mais uma vez. Senti um arrepio ao ver seu corpo tão perto do meu. Seus músculos, seus lábios, e o brilho inconfundível de seus olhos.

Imediatamente senti culpa e uma confusão horrível... um sentimento pesado de que estava traindo Alex em pensamento.

- O que foi? – ele perguntou.

Não respondi. Como uma tola, virei a cabeça para o outro lado.

- Como vai me curar? – perguntei de repente, tentando não pensar na confusão que sentia.

Ele parou de limpar o ferimento e retirou um canivete pequeno de um dos bolsos da calça. Com ele, fez um pequeno e leve corte na palma da mão direita. Vi o sangue brotar vermelho vivo.

- Você me permite? – ele perguntou, estendendo a mão vermelha com o próprio sangue.

Eu simplesmente sacudi a cabeça em afirmação, mas não imaginava o que faria.

- Meu sangue pode curar você, mas eu precisava do seu consentimento.

Dizendo isso, ele colocou a mão cortada sobre a ferida em meu ombro, exatamente no lugar da mordida. Doeu um pouco o toque e me sobressaltei, mas o calor que emanava dele foi tão reconfortante e bom que, com o tempo, aliviou minha dor.

Raphael esfregou levemente a mão ensanguentada em meu ombro e depois deixou a mão escorregar lentamente por meu braço. O rastro vermelho cobria as inúmeras feridas causadas pelo vidro, mas eu não estava vidrada em seu sangue... era seu toque que me alucinava. Era tão absolutamente familiar.

Ele estava perto e eu não pude evitar olhar praqueles olhos brancos que me inebriavam. Ele permaneceu me fitando, daquele jeito bom e sério que era, ao mesmo tempo, terno e provocante.

Senti meu corpo se inclinar em sua direção muito sutilmente, e parei, sentindo mais uma vez o calor em minha face.

Sua mão finalmente alcançou meu pulso e terminou o caminho, mas não me soltou. Foi a vez do corpo dele se aproximar de maneira sutil. Aquilo não estava certo.

- O... o sonho que tive... eu sonhei com anjos antes, não foi? – perguntei encarando-o seriamente, tentando disfarçar meu constrangimento.

- Sim. – Raphael respondeu, soltando meu pulso e permanecendo bem perto – Meus irmãos te avisaram onde estava a Gladius e pela sua agitação ao dormir provavelmente hoje sonhou com eles novamente, não?

- Sim – respondi lembrando do sonho – Mas foi com mais de um. Eu já sonhei com ele antes... o... primeiro, tentou me machucar. Ele tinha uma espada como a sua e já me cortou uma vez com ela. Por isso acordei assustada.

Raphael pereceu ficar tenso, mas logo acrescentei.

- Outro... outro anjo apareceu depois e impediu o primeiro de me machucar. Acho que foi o mesmo que me disse onde sua... espada estava.

- Sim. Os anjos que são contra vocês vão tentar me abater de todos os jeitos. Eles vão tentar machucar você e nos sonhos você fica vulnerável aos ataques deles. Mas eu sei que Uriel, Gabriel e Miguel te protegerão quando eu não puder fazê-lo. Foi um deles que te ajudou hoje.

Franzi o cenho... essa coisa todo era tão absurda...

- Não pode me ajudar quando estou dormindo?

- Não. Estou preso a esse corpo, não posso te ajudar, mas eles podem.

Respirei fundo e vi, com espanto, que a mão de Raphael já não sangrava mais. Estava completamente curado do corte e meu braço estava fazendo o mesmo. O sangue dele estava curando minhas feridas.

- Isso... isso é inacreditável. – falei surpresa, olhando minha própria pele se regenerar.

- Você devia ter mais fé, Manuella... nem tudo que existe pode ser comprovado dessa forma. Devia acreditar mais em coisas que vão além da ciência.

Encarei Raphael profundamente.

- Estranho alguém como você defender uma garota como eu. Sabe que não tenho fé em nada além do que vejo. – falei enquanto recostava na parede ao lado da cama, afastando-me o máximo possível dele.

Raphael sorriu discretamente e era um sorriso lindo.

- Eu acho que é isso que chamam de ironia. – ele disse.

Houve silêncio. Eu queria perguntar tantas coisas a ele, queria poder ter as respostas que ninguém jamais teve, mas era difícil. Perguntar coisas pra Raphael significava admitir que toda essa coisa realmente era real e aceitar isso não fazia parte de mim.

- Por que os matou?

Essa pergunta estava em minha cabeça, em minha garganta, desde o momento que descobri que Raphael era quem lutava contra os vampiros, que havia sido ele que tinha me salvado no galpão e ido atrás de Olavo e dos outros. Bom, eram os dois, mas Raphael devia estar mais no comando do que Alex naquele momento e isso pra mim era confuso.

Ele me encarou, sabia do que eu falava.

- Justiça divina. – ele ironizou.

Raphael pegou a toalha úmida mais uma vez e veio limpar meu braço vermelho. Gentilmente e ele retirou o sangue e eu não vi mais nenhum ferimento ali. Nem mesmo a marca da mordida em meu ombro existia mais.

Ele foi até o pequeno banheiro e lavou a toalha. Eu levantei, ainda espantada com o processo de cura acelerado. Quando ele retornou, parou no meio do caminho. Seus olhos percorreram meu corpo de um jeito diferente... com desejo.

Ele se aproximou e eu tentei controlar minha respiração. A vontade que eu tinha era de pular em seu pescoço e beija-lo, aperta-lo forte contra mim... mas isso era tão errado. Eu era uma pessoa horrível.

A toalha gelada passeou por mim novamente, mas ele logo parou. Eu encarava o chão, respirando controladamente, mas o arrepio em minha pele não podia ser disfarçado. Eu ficava pensando nas coisas que vivemos, em todas as vezes que vi o brilho de seus olhos por detrás dos de Alex e de todas as coisas que me fazia sentir. Alex disse que ele estava apaixonado por mim, mas seria verdade? De repente, aquilo era algo que eu precisava saber, se tornou vital.

- Alex disse que... que você sente algo por mim e por isso lutava contra ele.

As palavras saíram lentas e eu não consegui encara-lo. Ele ficou em silêncio, a toalha parada em meu pulso, sua mão quente segurando meu braço. Por um instante que pareceu uma eternidade, eu pensei que ele não diria nada. Quase me arrependi do comentário idiota que fiz, mas então ele se moveu. A toalha escorregou lentamente para o chão e a mão quente de Raphael segurou meu rosto, virando-me em sua direção. Nunca havia encarado o branco de seus olhos tão de perto, de forma tão serena.

Senti meu corpo ceder a ele e meus olhos me traíram quando desviaram para sua boca, que se aproximou devagar.

- O que eu sinto por você é simplesmente algo que eu nunca senti antes. Eu não sabia o que era amar antes de te conhecer.

Não sei bem o que as palavras dele me causaram porque Raphael me beijou com tanta intensidade e paixão, que eu saí de mim. Eu esqueci onde estava, esqueci meu propósito e acho até que não lembrava de meu próprio nome. Tudo o que eu sentia, tudo o que eu sabia, era minha paixão por aquele toque quente e o brilho branco de seu olhar.

Seus braços me envolviam e as carícias de suas mãos incendiavam meu corpo. Senti as mãos dele se embolarem em minha nuca e a língua me explorar de um jeito avassalador. Eu o apertava contra mim e sentia o desejo me consumir por inteiro e era tanto que minhas mãos não se satisfaziam em seu corpo.

Raphael me levantou sutilmente e me arrastou pra trás, deitando-me na cama. Senti o peso de seu corpo sobre o meu e fiquei sem ar, deliciosamente sem fôlego. Então ele se afastou apenas o suficiente para me olhar, apoiando os braços fortes ao lado do meu rosto e me enfeitiçando com os olhos brancos.

Ele encarou meu rosto, meu cabelo, e abaixou devagar para me beijar, agora de um jeito mais suave e profundo. Quando sua mão acariciou meu seio sobre a lingerie, eu arfei. Raphael dedicou-se a beijar meu corpo, cada pedaço de pele exposta se tornava uma instigante tortura. A barriga, o colo, o pescoço... As mordidas suaves e o leve arranhar de sua barba por fazer me deixavam alucinada. Eu já senti isso antes, sempre me sentia assim quando estava com ele... ou com Alex... ou com ambos. Meu mundo estava de cabeça para baixo, ainda assim, eu não queria que ele parasse. Mas parou.

Abri os olhos e vi Raphael sentado sobre mim, retirando a blusa ensanguentada. Céus, eu iria fazer uma loucura... uma loucura que poderia machucar Alex de um jeito que ele não merecia.

- Raphael... – minha voz saiu nada mais que um sussurro, nem sabia se ele tinha ouvido.

Seu corpo desceu em minha direção e senti sua pele contra a minha. Ele beijava meu pescoço de um jeito que eu esqueci o que ia falar, nada mais importava. Senti minhas mãos luxuriosas percorrerem suas costas e braços e eu queria mais de Raphael, que soltou um gemido de prazer quando acariciei sua masculinidade dura e latente.

Novamente perdi o controle sobre minhas ações, pois tudo o que eu queria era ouvir aquilo de novo. Com um impulso, insinuei que queria virar e ele permitiu. Girei nossos corpos sobre a cama e sentei-me por cima dele, que me acariciava o rosto e me puxava para mais beijos enlouquecidos. Eu estava sem ar e sem forças para rejeitá-lo.

Raphael segurou meus quadris com força e fez pressão para baixo sobre sua ereção. Senti meu corpo implorar pelo dele de forma doentia e descontrolada e rapidamente eu estava retirando seu coturno e a calça camuflada. Ele fez o mesmo comigo e quando voltei a me sentar sobre ele, pude senti-lo ainda melhor, apenas com nossas roupas íntimas como impedimento.

Então eu me dei conta do que fazia e resolvi tentar parar antes que fosse tarde... se é que já não era.

- Raphael, não podemos...

- Shiii...

Ele me pedia para me calar enquanto enroscava as mãos em meus cabelos e se sentava na cama, me ajeitando em seu colo, de frente pra si. Eu não tinha forças para rejeitá-lo. Quando olhei em seus olhos, havia algo diferente, algo além do branco brilhante. Ao redor das pupilas negras havia uma coloração linda, era um azul esverdeado incrível que me tirou o ar. Alex.

- Quem é você? – perguntei com o ar que me restava, em meio a nuvem de desejo que me embriagava.

- Raphael. – ele respondeu com sua voz grave um pouco mais rouca em meu ouvido.

Ele continuou a me beijar, mas aquela cor não saía da minha cabeça. Alex estava ali, em algum lugar, e eu não podia trai-lo dessa forma.

- Por favor... por favor Raphael, não continue. – eu implorei, com a voz embargada – Não posso machucar o Alex assim.

Estávamos ofegantes. Raphael me mantinha abraçada a ele, seu rosto enterrado em meu pescoço. Senti as mãos percorrerem lentas da nuca até a cintura, num carinho gentil. Eu respirava forte e rápido e cada vez que inspirava, sentia meus seios tocarem seu peito quente. Era isso, se Raphael continuasse, eu não pararia, não mais.

Senti seus lábios em meu pescoço e as mãos voltaram para meu rosto. Ele me afastou graciosamente para que nos encarássemos e beijou meus lábios de forma rápida.

- Foi por isso que me apaixonei por você. – ele disse naquele tom grave e rouco que me enlouquecia.

- Me desculpe. – foi tudo o que consegui falar.

Ele sorriu e voltou a me beijar. Eu não resisti, pelo contrário, nos beijávamos de forma única, com paixão e cumplicidade, com calma e carinho. Eu sabia que o amava, tanto quanto amava Alex e sabia que isso seria pra vida toda. Eu sabia que, estando com Alex, eu machucaria Raphael e vice versa e isso, magoaria a mim tanto ou mais que a eles. Estávamos perdidos, os três.

Fechei os olhos e respirei fundo. Ainda estava sentada sobre seu corpo quente, ainda sob o efeito de suas carícias e do desejo que sentia por Raphael. Senti sua mão passear por mim e, com o dedo indicador, ele alisou meu rosto delicadamente, meus lábios e olhos. Estava bom e terno. Quando finalmente tive coragem de encará-lo, vi que quem me acariciava de forma tão delicada, era Alex.

Notas finais
Reviews???