Life
44 Capítulo 43
Notas iniciais
tô passada... acabei de ver que Life possui agora DEZ recomendações!!!! o/o/o/o/o/o/o/o/o/o/
Gente, Life se igualou a Signatum e está quase chegando ao mesmo número de recomendações de Salvation. Isso me deixa muito feliz porque mostra o quanto meu trabalho está agradando vocês. Eu escrevo com muito amor, escrevo porque me sinto viva fazendo isso, me sinto feliz, e quando vejo o retorno de quem me acompanha eu sinto que tudo valeu a pena, sinto meu ânimo renovado e uma inspração sem fim. Mto obrigada a TODOS vocês, que tanto me alegram com suas palavras de incentivo e, por que não dizer, pela amizade de vcs, pois, no fim, eu me sinto amiga de todos com quem tenho o prazer e a honra de interagir.
Mto obrigada!
E dedico este cap à Beta e à Maria carolina, pelas lindas e sinceras palavras!
Boa leitura!!!
Eu estava indo pro lugar de Júnior, do outro lado do acampamento, quando ouvi o barulho vindo do mato. Segundos depois, senti o cheiro deles. Apertei a pistola na mão e corri até a barraca mais próxima, onde estavam Lisa e o pai dela.
- O que é isso? – ela perguntou apavorada.
- Lisa, sai da barraca, pega sua arma e fica atenta, tem vampiros por perto! – falei rapidamente, ajudando o senhor Robert a sair.
Os grunhidos aumentaram, estavam nos cercando por todos os lados. Ouvi os primeiros tiros e gritos e o barulho da Luta de Alex contra as criaturas.
Vi os pares de olhos brilhando negros na floresta. Nossa fraca iluminação, que antes servia para disfarçar, agora era prejudicial. Os malditos tinham plena vantagem sobre nós e parecia não serem poucos. Vi a árvore próxima se mover devido ao peso das criaturas que saltavam sobre ela. Atirei em sua direção. Lisa estava ao meu lado e atirava sem a menor precisão. Dr. Robert, ao contrário, estava do outro lado e eu via que acertava os tiros exatamente na cabeça dos malditos, era bom, muito bom.
- NÃO SE ESPALHEM! FIQUEM JUNTOS! – ouvi um dos soldados gritar.
Nós atirávamos contra as criaturas, que não paravam de surgir. Os cientistas tinham se agrupado no centro do acampamento e nós estávamos protegendo-os. Eu não via mais Alex, mas sabia que estava destroçando os vampiros do outro lado.
Minha munição acabou e troquei o cartucho o mais rapidamente que consegui. Quando me preparava para atirar, ouvi o grito de Lisa. Vi dois vampiros se aproximando e ela não conseguia atirar porque estava paralisada de medo. Mirei no que estava mais próximo e meus tiros acertaram o peito e pescoço. Robert conseguiu acertar o segundo, que caiu pra trás com o impacto da bala na testa. Corri em direção a Lisa, que ainda estava paralisada. O vampiro que acertei estava debilitado, mas continuava a caminhar na direção dela.
Senti a presença de um maldito ao meu lado e atirei. Senti o sangue gelado atingir meu braço e o grito de dor da criatura bem no meu ouvido. Nessa hora, Robert estava puxando Lisa para longe do maldito que queria agarrá-la. Atirei na direção do vampiro, que caiu se estrebuchando no chão perto dos dois.
- VAMOS, TEMOS QUE SAIR DAQUI! TEM MUITOS DELES CHEGANDO! – gritei para todos.
Eu e Robert escoramos Lisa e logo vi Marcos ao nosso lado. Ele nos deu cobertura e seguimos para mais perto dos demais.
Nesse momento, uma luz forte se acendeu no mato, iluminando a todos nós. Os vampiros urraram e fumaça cinza saía de seus corpos desesperados. A claridade repentina me ofuscou a visão, mas pude finalmente perceber quantos vampiros nos cercavam.
Os tiros recomeçaram, estávamos com a vantagem. A luz vinha do caminhão, que estava camuflado no mato. Alguém deve tê-lo alcançado e ligado o veículo junto com o gigante refletor acoplado à luz UV. Era uma de nossas defesas e veio bastante a calhar. Com dificuldade, olhei na direção do caminhão e vi a silhueta de uma batalha lá em cima. De repente, ouvimos um grito muito alto e metade da luz foi boqueada. Havia sangue escorrendo pelo holofote.
- MEU DEUS! – Lisa gritou, agarrando-se ao pai.
Eu entreguei um municiador a Robert e preparei minha pistola.
- DOUTOR, FIQUE AQUI! – falei pra ele, que se preparava novamente para o combate – MARCOS!
Marcos veio comigo e, aproveitando a distração dos vampiros com o incômodo da luz, atiramos na cabeça dos desgraçados, um a um, fazendo seus corpos podres caírem no chão, contorcidos e inúteis.
Percebi que o número deles foi diminuindo, até que apenas alguns debilitados restaram.
- VAMOS! TEMOS QUE SAIR DAQUI! TEM MUITO SANGUE, ELES LOGO VIRÃO AOS MONTES!
Encarei Dornelles, que gritava do meio do acampamento. Ele estava certo, teríamos que entrar naquele caminhão e seguir em frente, ficar ali seria suicídio.
- VAMOS! VAMOS!
Todos gritavam ao mesmo tempo e rapidamente um dos soldados subiu no caminhão e o ligou. O veículo pesado e barulhento saiu do mato e alcançou a estrada. Não desfizemos as barracas. Pegamos as mochilas e jogamos com muita pressa no caminhão. Eu corri até a moto de Alex.
- ALEX! ALEX!
Eu gritava por ele, mas não o via em lugar nenhum.
- Vamos, Manuella, temos que ir! – Marcos falou urgente.
Marcos ligou a moto e passou as chaves da moto de Alex pra mim. Júnior subiu na garupa dele e preparou as armas. Eu liguei a moto e acelerei, seguindo Marcos e o caminhão que disparava na velocidade máxima e iluminava a estrada com o holofote.
Nós seríamos seguidos, com certeza, e Alex havia ficado pra trás... ou de repente, estivesse morto no meio do mato a essa altura.
- Alex, seu desgraçado, você não pode estar morto! – eu gritava para mim mesma enquanto pilotava a moto em alta velocidade.
O caminhão seguia na frente com os soldados de pé na caçamba, mirando suas potentes armas para todos os lados. Marcos acelerou a moto e ultrapassou o veículo lento e eu o segui. De repente, na estrada, vi um vulto atravessar nosso caminho, cruzando a estrada de um lado a outro. Marcos desviou para a esquerda e eu para a direita, no reflexo.
Parei a moto, e quase capotei com a violência da frenagem. Meu coração batia forte no peito, quase saindo pela boca. Vi o caminhão seguir viajem e a moto de Marcos dar a volta. Quando olhei para a direção do vulto, vi que era o corpo morto de um maldito. Senti meu sangue gelar quando senti a presença de alguma coisa se aproxima pelo outro lado e quando virei, havia um par de olhos brancos e brilhantes perto de mim.
- ALEX! – falei quase que sem ar pelo susto.
Ele veio andando rápido, com o facão pingando sangue negro. Seus olhos fixos em mim. Ele se aproximou de mim e sentou na garupa da moto, passando a mão livre no facão, retirando o excesso de sangue.
Acelerei com tudo e alcancei os demais... a noite estava apenas começando.
...
Eu os destruía um a um. Lá atrás, os soldados abriram fogo e eu comecei a cortar suas carnes podres. Enquanto eu os dilacerava a única coisa que sentia além do ódio pelas criaturas era satisfação. Era como se a minha missão na vida fosse fazer aquilo, matar cada um deles.
Ou ouvi os tiros e gritos dos humanos, mas ouvi ainda mais urros vindos da mata escura e sabia que havia muitos deles chegando. Sem pensar duas vezes eu corri, na intenção de impedir que aquele bando os alcançasse, pois caso contrário, os soldados não resistiram. No fundo, eu tinha uma inquietação. Deixar aquele grupo pra trás me fazia sentir como se estivesse abandonando algo importante.
Deixei de lado tais pensamentos e deixei apenas o frenesi me consumir, avançando cada vez mais no mato, a procura de mais vampiros para matar. Dei de cara com um grupo grande que vinha do sul, paralelo à estrada principal. Foi um confronto e tanto. Eram muito de uma só vez e eles conseguiram me machucar bastante. Mas parecia que algo dentro de mim estava ainda mais alerta, com uma urgência ainda mais pulsante em impedir que eles passassem por mim.
É claro que não consegui parar a todos, mas a maioria teve o corpo dilacerado pela minha lâmina que começava a perder o fio, de tanto uso. Isso não me impedia ou atrapalhava em nada, apenas fazia os corpos deles ficarem mais arrebentados depois que eu os cortava ao meio.
Não sei quanto tempo fiquei ali, batalhando sozinho contra as criaturas da noite, mas percebi que os tiros iam diminuindo gradativamente. Ou eles estavam sendo eliminados, ou o grupo estava vencendo. Não importava, eu precisava continuar.
Foi então que senti um baque forte contra o corpo, bem no momento em que arrancava a perna de um dos malditos. Olhei para o vampiro que me derrubou. Era alto, careca e de corpo atlético. Logo, mais e mais criaturas surgiram, tentado se aproveitar da minha falha momentânea. O vampiro que me derrubou subiu em uma árvore próxima e ficou apenas olhando minha luta contra os demais. Enquanto eu cortava, e estripava os corpos, conseguia ver o brilho de seus olhos malditos sobre mim, como se estivesse admirando sua obra.
Quando não havia mais vampiros de pé, olhei para o alto. Minha visão vermelha conseguiu captar suas feições. Ele grunhia pra mim, mostrando os dentes afiados que pingavam sangue. Eu me preparei para seu ataque.
O vampiro saltou da enorme árvore e pousou no chão a minha frente com naturalidade. Seus músculos estavam tensos, seu foco totalmente em mim. Eu estava preparado, esperando seu ataque para poder revidar. Senti meu corpo doer e sabia que tinha vários cortes pelo corpo, das garras e dentes afiados que me feriram durante o combate. Sabia também que os vampiros das redondezas seriam atraídos pra lá rapidamente.
O maldito sorriu, ainda me encarando friamente, com a expressão vazia e sem vida que tinham. Ele me lembrou aquele outro, o vampiro que me seguia e que tive o prazer de matar no último encontro. Aliás... se eu mesmo não tivesse cortado aquele demônio em pedaços eu poderia dizer que era o próprio. A expressão nos olhos, o ar de desafio. Minhas suspeitas se confirmaram quando ele abriu a boca fedorenta para falar.
- É bom te verrr de novo, Salvadorrr.
Sua voz saía arrastada e estranha, mas eu conseguia compreender o conteúdo das palavras, mesmo estando em frenesi.
- Eu matei você. – ouvi minha própria voz sair grave de meu peito enquanto nos rodeávamos em uma dança perigosa.
Ele riu.
- Não... você matou meu corrrpo apenasss, mas eu nunca serei dessstruído...
Apertei o facão nas mãos, sentindo o sangue borbulhar. Eu não compreendia o que estava havendo.
- Não vai conseguirrr... – ele disse antes de saltar em minha direção, com as garras de fora.
Agachei, levantando o facão em sua direção. O vampiro astuto desviou da lâmina e cravou as garras em meu braço, pegando impulso em meu próprio corpo para girar no ar e me acertar com os pés. Gritei com a dor. Voei longe, batendo a cabeça no chão com força.
Ele riu em minha direção, parando em posição de ataque. Levantei e limpei o líquido morno que escorria da boca e do braço. Catei o facão no chão e corri em sua direção. O vampiro correu de encontro a mim e eu sabia o que tinha que fazer. Instantes antes dele me alcançar eu me joguei no chão e deslizei, meio de lado, sentindo a terra e as folhas secas resvalando sob mim. Ao mesmo tempo, senti o facão rasgar a carne do vampiro, fazendo um corte profundo no abdômen e sentindo o sangue jorrar em mim.
Ele gritou e eu sabia que devia voltar e terminar o serviço antes que ele se recuperasse. No entanto, senti uma movimentação ao meu lado e outro vampiro estava em cima de mim. Lutei com ele brevemente, arrancando-lhe a cabeça que rolou na floresta escura. Quando olhei pra frente, o vampiro ferido já havia sumido.
Respirei fundo, suprimindo a vontade de seguir o desgraçado, mas aquela necessidade em estar com o grupo de soldados foi mais forte. Eu sabia que ele queria me levar pra longe deles, novamente.
Então corri para a estrada, na tentativa de seguir o barulho do estrondoso veículo, que estava perto. Vi a luz do holofote se aproximando e um ronco familiar do veículo menor, quando um maldito me atacou por trás. Num giro rápido, cortei a garganta do desgraçado e cravei a lâmina em sua barriga, deixando a cabeça pendurada jorrando sangue negro e gelado. Com o pé, empurrei-o com ódio e seu corpo atravessou a estrada até a mata do outro lado. Ouvi o som alto dos veículos freando e desviando e senti no ar aquele cheiro familiar... Manuella.
Manuella... era esse o nome.
Vi o veículo pequeno mais próximo e a pessoa que o guiava estava assustada, me encarando com espanto. Manuella...
Caminhei em sua direção, limpando o excesso de sangue sujo de meu facão e fiquei feliz ao sentir seu cheiro. Sentei atrás dela, no pequeno veículo e apurei os ouvidos. Eu sabia que a noite estava apenas começando.
Notas finais
>> ah! como fiquei assim, mto mto feliz com isso, vou tratar de terminar o próximo cap pra postar ainda hj! :D
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