Life

41 Capítulo 40


Notas iniciais
Oi gente! Eu ia postar fds, mas como foi dia das mães, fiquei enrolada... por falar nisso... FELIZ DIA DAS MÃES!! Pras mamães que acompanham a fic e pras mamães de todos que curtem meu trabalho :)
Bom, esse cap tá tranquilo... devo conseguir postar mais um hj, vamos tentar... rs
Boa leitura!!!

Júnior não veio me procurar novamente, nem durante a noite, nem no dia seguinte, e eu fiquei seriamente preocupada com o motivo dessa distância. Minha mente imaginava cenas bizarras de Alex ameaçando Júnior com aquele facão... Céus.

Depois que o efeito do anestésico passou, eu senti uma dor filha da mãe e tinha umas fisgadas que ardiam sempre que eu tentava me virar rapidamente. Alex teve que me escorar até a casa dele porque eu também tinha ferrado o tornozelo e nem sabia. Eu estava me sentindo uma inválida, ou, no mínimo, uma garotinha mimada. Que porra.

Foi pouco antes da hora do almoço que cheguei até a casa de Alex, que insistiu pra que eu ficasse ali ao invés de sozinha em meu quarto. Ele me ajeitou confortavelmente em sua cama e disse:

- Bom, eu tenho que ir... resolver os últimos acertos pra viajem. Não vou demorar e quando voltar, te trago o almoço. Vai ficar bem?

- Claro, já estou pronta pra outra! – falei brincando, enquanto ajeitava o travesseiro em minhas costas – Que saudade da internet e da televisão agora...

Ele riu e se aproximou. Sustentou meu rosto com ambas as mãos, que logo deslizaram para trás, e segurou minha cabeça. Nem precisou me puxar pra frente, pois meu corpo fez isso involuntariamente.

Nos beijamos longa e deliciosamente. Era sempre assim com ele, mas acabei parando de um jeito forçado quando senti o ombro doer ao tentar abraça-lo.

- Vai com calma... – ele disse com a voz grogue de desejo – não quero que sinta dor.

Eu parei e recostei nos travesseiros ainda sentindo dor.

- Vai ficar uma cicatriz aqui, não vai? – perguntei olhando para o curativo que escondia um corte mediano e vários pontos recentes.

Alex sorriu enquanto se ajoelhou na cama ao meu lado. Ele baixou o rosto e beijou meu pescoço de forma sedutora.

- Vai ficar ainda mais linda... – ele sussurrou no pé do meu ouvido.

Ok, eu acho que nunca me acostumaria com as sensações que ele me causava. Senti meu corpo inteiro tremer e eu sabia que não era de frio.

Alex voltou a beijar meu pescoço, mas dessa vez alternava com mordidas leves e carícias com o nariz. Céus, aquilo era quente. Ouvi um gemido baixo escapar de minha boca.

- Alex...

Eu o empurrei sutilmente, pois se ele me mordesse mais uma vez eu não sabia do que seria capaz. Relutante, ele se afastou. Vi os olhos semicerrados e a boca úmida me encararem com paixão. Sem pensar, eu o puxei pra mim e o beijei ferozmente.

Alex correspondeu e senti suas mãos urgentes me subirem pela cintura. Num impulso ele se projetou pra frente devagar e foi deitando sobre mim lentamente. Seu sexo latente em meu ventre me desesperava... até o cheiro dele me enlouquecia. Senti a pressão do corpo dele sobre o meu e seus sons guturais que tanto me excitavam. Alex estava aceso e eu pronta para recebe-lo novamente.

Sua boca desceu devagar para meu colo, onde os dedos ágeis desabotoavam a camisa branca, expondo meu sutiã azul escuro. Minhas mãos rapidamente envolveram seus bíceps contraídos e o arranhei com uma certa força que o fez me morder o lábio com certa intensidade. Soltamos juntos um gemido de prazer.

Minhas mãos alisaram o abdômen e se encaminharam até a barra da blusa, mas então senti uma pontada no ombro que me fez parar.

- AI! Merda! — Reclamei da dor aguda.

Alex se afastou imediatamente e seus braços já me amparavam.

- Desculpa. – ele disse ofegante.

- Não... tudo bem eu só... não posso fazer droga nenhuma com o braço.

Minha expressão era de dor e vi Alex um pouco preocupado.

- Eu vou falar com os médicos e pegar algo pra você não sentir tanta dor, OK?

Ele me acariciou o rosto e beijou minha bochecha enquanto saía amarrotado da cama. Eu não o queria deixar ir... que saco.

- OK. – respondi cabisbaixa enquanto voltava a recostar nos travesseiros.

Os trinta minutos seguintes foram totalmente entediantes. Sem Alex, sem ninguém pra conversar e absolutamente nada pra fazer. Eu queria ter um livro comigo... ou um X-Box.... bons tempos aqueles...

Comecei a sentir um pouco de fome e deitei na cama para esperar por Alex. Pouco tempo depois, eu caí no sono...

...

Eu estava em uma loja, com um vestido lindo nas mãos. Estava feliz, pois iria sair com Alex pra jantar em um restaurante muito concorrido no centro da cidade. Peguei a peça e senti a maciez do tecido entre os dedos e, em seguida, fui até o provador.

Tirei a blusa e tive uma leve sensação de dejá vu... eu tinha a certeza de já ter vivido aquele momento... estranho. Virei pra pegar o vestido e quando voltei a encarar o espelho havia uma figura enorme ali, de pé, dentro de espelho, me encarando.

Gritei. Deixei o vestido cair no chão e colei as costas na porta, tentando abri-la com as mãos trêmulas. O trinco nem se movia. Eu estava com medo, sabia que aquela figura estranha com roupas de metal iria me fazer mal. A sensação de dejá vu era constante.

Eu não via o rosto, mas via o corpo grande e forte; a armadura que vestia era como a dos cavaleiros medievais e tinha uma lâmina grande na mão... uma espada.

A criatura se moveu e levantou o objeto cortante em minha direção. Era bonito... dourado e brilhante. Era como se tivesse luz própria, reluzente em seu esplendor. O objeto prendeu minha atenção de um jeito magnético e eu estava tão hipnotizada que não me movia.

A criatura cortou o ar de forma lenta e foi como se o espelho estivesse se rasgando em dois, como se fosse um tecido frágil sendo cortado pela lâmina dourada que deslizava para baixo graciosamente. Enquanto aquele véu espelhado se partia ao meio, uma voz em minha cabeça me disse:

“No caminho para a cura, onde o sol se esconde no céu, está a libertação. Dimitte.”

- Manuella! Manuella!

A voz de Alex me acordou.

Ele estava sobre mim, com os olhos assustados.

- O ... o que houve? – perguntei sem entender.

Ainda estava tremendo e assustada com o pesadelo.

- Você estava se debatendo, pedindo ajuda. – ele respondeu – O que houve?

Alex sentou na cama e me puxou pra ele com cuidado. Meu ombro ardeu um pouco. Deitei em seu colo ainda confusa.

- Eu... eu sonhei que tinha alguma coisa me atacando, sei lá... foi bem estranho. – falei enquanto me aninhava contra ele.

Alex me abraçou forte e senti o calor de seu corpo me confortar.

- Tudo bem... foi só um pesadelo, você tá segura. – ele falou beijando minha testa.

Depois disso e tomei um comprimido de analgésico que ele me trouxe e saboreei o almoço na mesa junto a Alex. Ele me contou que estava quase tudo pronto para partirmos e que os soldados já haviam sido escolhidos. Tudo foi muito bem planejado, pois teríamos que levar muita gente e muita munição para podermos alcançar a base de Lauriê, sem, no entanto, prejudicar as defesas de Naska. Os cientistas também viriam, mas apenas alguns deles, e nós levaríamos apenas o necessário na viajem. Seria uma longa e perigosa jornada.

Alex e eu retirávamos os pratos da mesa quando ele falou:

- Júnior também vem conosco.

Continuei a caminhada até a pia, perto do fogão.

- Que bom. Ele é um bom soldado. – falei indiferente.

Alex depositou a louça na pia e me encarou sério.

- Ele está apaixonado por você, sabia?

- Eu sei, mas você não tem que se preocupar com isso. – respondi virando em sua direção.

- Não tenho? – ele perguntou ainda sério.

- Alex... – dei um passo a frente e estiquei a mão. Acariciei seu rosto gentilmente e sorri ao sentir sua barba por fazer me fazer cócegas na mão.

- Desculpa... eu não quero ser o chato ciumento. Nunca achei que fosse agir assim, na verdade. – ele disse parecendo encabulado, o que o deixou ainda mais lindo – É que... simplesmente me tira do sério saber que ele vai sempre estar em cima de você.

Sorri novamente.

- Eu sei que não tenho direito nenhum sobre você, mas é que eu não controlo muito minhas ações quando o assunto é você Manuella.

- Quem foi que disse que você não tem direito sobre mim? – perguntei encarando os olhos coloridos.

Alex não respondeu, pareceu surpreso demais pra isso. Ficamos um tempo nos encarando e eu sentia que aquele momento mudaria tudo entre nós. Não era só uma questão de dívida por ele ter salvado minha vida, não era uma questão de segurança, nem mesmo de controle. Era simplesmente aquilo que eu sentia por ele que o fazia ter direito sobre mim.

Ele me enlaçou a cintura e me puxou pra si. Não dissemos nada, pois nada precisava ser dito além do óbvio.

Levantei os braços com cuidado para abraçar seu pescoço e fiquei grata ao analgésico por me permitir fazer aquilo. Sem tirar os olhos dos dele, cheguei o mais perto possível de seu rosto sem o tocar. Eu vi tanta coisa em seus olhos, coisas que não se traduziam em palavras, coisas que eu também sentia no peito.

O que aconteceu depois foi simplesmente o que nós dois queríamos. Sua boca na minha, minha pele junto a dele. Alex não deixou nem um minuto de me adorar, não deixou nem um minuto de me amar.

Quando estava com ele na cama, sentia o meu mundo completo, sentia que nada do que passei pudesse me fazer mal novamente, nem que ninguém fosse me machucar de novo. Eu sentia toda a paixão de Alex, toda a necessidade de seu corpo e todo o carinho que tinha por mim e aquilo simplesmente era o meu novo começo.

Gemia baixinho enquanto ele me invadia com suavidade e arranhava sua pele sempre que me invadia sem cuidado, só sentindo todo o prazer e o êxtase que, de todas as formas, Alex me dava. Só ele tinha esse direito, só ele me tinha de todos os jeitos.

Envolvi sua cintura com as pernas e levantei o quadril para senti-lo mais fundo. Alex me atendeu sem demora e seu corpo sobre o meu me dominava por inteiro, entrando e saindo de mim num ritmo forte e alucinado. Senti seu braço envolver meu pescoço e ele me puxou pra si enquanto continuava a me penetrar do jeito mais intenso e gostoso possível. Cravei os dentes em seu pescoço e o apertei contra mim, sentindo o corpo tremer violentamente quando atingi o orgasmo.

Ele gemeu em meu ouvido, um som de dor e prazer intensos, e eu sabia que tinha chegado ao clímax também. O meu corpo latejava, sentindo Alex ainda em mim e, aos poucos, fui sentindo o torpor no corpo inteiro. Deixei-me relaxar sob seu corpo e o abracei com carinho, aninhando sua cabeça entre meus seios.

Alex estava ofegante, de olhos fechados, me abraçando também, enquanto permanecia deitado sobre mim. Eu podia ficar ali deitada com ele pra sempre e sabia que seria feliz se isso acontecesse. Nesse instante, Alex levantou a cabeça e me olhou profundamente. Seus olhos azuis esverdeados ainda embriagados pelo êxtase.

- Eu te amo. – ele disse.

- Eu te amo. – respondi.

Alex voltou a deitar suavemente entre meus seios e o apertei contra mim sem me importar com o passar do tempo, nem com o mundo a minha volta.

Notas finais
Reviews???