Lie To Me

1 Chapter 1: Hi!


Notas iniciais
Essa fanfic é puramente ficcional e AQUI pessoas paraplégicas podem dar. E o Ósculo Perdido NÃO existe. Nem o colégio, nem o Sebastian, nem ninguém. E a Susanna também não.

BOA LEITURA SEUS LINDOS ~~

Arthur estava batendo impacientemente a caneta em sua carteira. De que outra forma poderia eu começar essa história senão, não do começo, mas um pouco depois dele? Arthur, estudante que já completava um ano naquele colégio, esquisito segundo alguns, mal-educado segundo outros, mas com certeza um dos melhores alunos do colégio.

Inglês, cabelos loiros, olhos verdes, aparência não tão dramaticamente bela, mas pessoa sã alguma diria que ele era feio. Não, feio não, talvez, quem sabe, um pouco hostil, sempre carregando consigo um carranca, uma expressão de descaso para todos os outros ao seu redor. Parecia não se importar com ninguém a não ser ele mesmo.

O sinal tocou e ele se levantou, pegando sua mochila, sua prova e a entregando ao fiscal, finalmente saindo daquela sala que ainda estava lotada de alunos na metade de suas provas. Não aguentava ficar perto daquela gente.

Mas a história na verdade não começa com um Arthur atravessando o pátio e indo se sentar sob a copa frondosa de uma árvore, abrindo sua bolsa para tirar um livro qualquer enquanto esperava seu transporte, que sempre chegava no mesmo horário, o que significava que teria que esperar algumas horas. Não, a história começava um pouco mais além, há algumas dezenas de metros dali, no campo de futebol americano.

Líderes de torcida agitando seus pompons animadamente, treinadores se esgoelando de tanto gritar, times enfurecidos e jogadores suados e cansados povoavam todo o campo verde aonde dois times brigavam por um lugar no campeonato estadual, e mesmo sendo uma das primeiras disputas do ano e tampouco sendo importante, olhando por cima, a euforia era tanta que os times literalmente quase que trocavam tapas.

Sem falar do público, dos torcedores, os próprios estudantes que também cantavam hinos e músicas, rezando para que seu time preferido ganhasse. Patriotismo, vontade de vencer, o heroísmo e aquela sensação de ter conseguido ser “o melhor”. Tudo tão tipicamente americano.

Um som soou por todo o campo, os torcedores se levantaram da arquibancada e gritaram loucamente, porque seu time tinha acabado de ganhar, enquanto outros torcedores simplesmente se levantavam em silêncio e caminhavam em direção à saída do lugar.

O time ganhador, do colégio estadual Liberty, agora erguia seu principal jogador, sua estrela desse e de todos os outros jogos passados, o orgulho do futebol americano e conquistador de todas as meninas que agora suspiravam dramaticamente: Alfred F. Jones.

O jovem Alfred, tipicalíssimo americano, agora comemorava com todos os outros mais uma partida ganha e também o fato de que, graças a ela, não precisou fazer prova alguma naquele dia, diferente de grande parte de sua turma, e claro, de Arthur, que ainda estava no pátio, lendo e ignorando todos os gritos que vinham do campo e do lado esportivo do colégio.

“Bando de idiotas... Gente sem educação... Só fazem comer e comer e dizer o quanto são melhores uns do que os outros... O que eu estava pensando quando vim para cá...”, pensou o inglês, tentando voltar a se concentrar em seu livro, mas a comitiva de comemoração estava agora atravessando toda a área esportiva do colégio e chegando ao pátio.

Era um grupo de provavelmente cinquenta pessoas: O time, as fãs, os torcedores e gente que apenas estava se deixando levar diante de tanta alegria e animação.

Pararam e se reuniram todos em volta de uma mesa que normalmente serviria para comer ou fazer tarefas, mas que agora servia também de cadeira para o time, entre eles, o mais adorado, Alfred, que era atacado por todas as suas tietes enlouquecidas.

-Alfred! Você foi muito legal!

-Alf, posso pegar no seu cabelo, posso?

-Alfyyyyy!! Eu te amo, Alfyyy!!

-Hey, calma, se acalmem! O herói está aqui e tudo que fiz foi apenas meu trabalho!-Exclamou o loiro de olhos cristalinamente azuis, sorrindo simpaticamente enquanto tirava os óculos de grau da mochila e os colocava.

-Kyaaaa!! Você fica tão fofo com esses óculos!-Gritaram as meninas juntas, o que fez o loiro rir.

Todo aquele barulho estava tirando a concentração que Arthur tinha, o que por deveras vezes o fez levantar o olhar, repreendedor, e ver todas aquelas “meninas com roupas diminutas se atirando para apenas mais um gostosão que provavelmente vai repetir o último ano duas vezes antes de passar, porque essa gente tem tendência a ser burra mesmo”.

Arthur voltou a fitar seu livro, tentando esquecer aquelas pessoas, mas os gritos que elas provocavam era difíceis de não serem escutados.

Arthur, mesmo completando já um ano naquele colégio, não tinha amigos. Ele poderia ter colegas, pessoas com as quais fazia trabalhos se não pudesse fazer só ou então pessoas com as quais apenas trocava uma palavra ou outra, mas não amigos.

Digamos que seu sotaque, que logo lhe delatava, acabou lhe rendendo um apelido e uma imagem preconceituosa. Os outros alunos achavam que ele era chato, irritante, grosso e egoísta por não falar com ninguém, e ele não falava com ninguém porque geralmente lhe taxavam de “inglês nojento” mesmo.

E talvez fosse pelo fato de andar só ali que ele também era chamado de esquisito e até “misterioso” por várias meninas, já que ninguém se aproximara o bastante sequer para saber se ele tinha pais ou não, se era rico ou não, coisas do tipo.

Diferente de Alfred, a estrela, o deus grego (segundo algumas meninas), o orgulho esportivo e simpatia em pessoa. Todos sabiam que ele tinha um pai e uma mãe e que também tinha uma gorda conta bancária, já que ambos seus pais tinham posses consideráveis.

Acostumado a sempre ter tudo em suas mãos e a ser o centro das atenções, Alfred adorava toda aquela babação. Se ganhassem o campeonato estadual, seu sonho estaria realizado.

Porém, tinha uma outra coisa que Alfred não tinha. Todas as meninas, até as professoras, se ele pedisse, se ele sussurrasse em seus ouvidos, elas cairiam ao seus pés, exceto uma. Essa única exceção era o sonho de consumo de quase todos os garotos, e dos professores, daquele colégio: Susanna.

A garota mais bela, voluptuosa e sexy de toda a região, se duvidar. E a única que realmente prendia a atenção de Alfred, uma vez que ele passara toda sua vida tentando ficar com ela, mas ela nunca lhe deu um pingo de atenção. O que só o fazia querê-la cada vez mais.

Susanna era relativamente alta, com os cabelos longos e negros, naturais, caindo pelas costas. Os olhos eram de um azul claro que se contrastava com as madeixas, e seu corpo não era daquela magreza excessiva das modelos, mas de um corpo bem feito, cheio no busto e na bunda, o que fazia, literalmente, os garotos babarem por ela.

Já era de conhecimento que ela vivia “dando” por aí, mas isso nunca diminuiu sua fama.

De qualquer forma, esta mesma Susanna agora entrava e atravessava o pátio em direção à estrela do colégio, Alfred, cujos olhos estavam pousados em sua blusa decotada que só faltava expor até os bicos dos seios.

Ela se aproximou do jogador e colocou ambas as mãos em seus joelhos, uma vez que ele estava sentado sobre a mesa, e jogou o busto para frente buscando vulgarmente aumentar o tamanho dos seios já grandes.

-Belo jogo, bonitão.-Murmurou ela, sorrindo e expondo os perfeitos dentes brancos, diferentes dos lábios lotados de batom vermelho.

-Você gostou? Eu deveria ter feito um ponto e dedicado somente pra você.-Disse o loiro, balançando uma das mãos numa ordem muda para que todos se afastassem dali, e foi o que o time e as tietes fizeram sem contestar nada. Apenas se levantaram e foram embora, deixando os dois sozinhos.

-Você faria isso por mim?-Perguntou ela, aproximando mais seu rosto e diminuindo o tom de voz para que ficasse um tanto rouco.

-Claro que sim... Sou seu herói, esqueceu?

-Meu herói.-Ela riu.-Não é meu ainda. Você me quer?

-Quero sim...

-Me quer muito?-Ela perguntou, subindo em seu colo e abrindo as pernas para que cada uma delas ficasse em um dos lados dele.-Se eu te mandar fazer uma coisa e se eu também disser que serei sua caso consiga, você faz?

-Não preciso nem pensar duas vezes.-Disse o loiro, trazendo-a mais para perto mesmo que agora quase todo mundo no enorme pátio os observasse.

Exceto Arthur, que continuava lendo seu livro.

Susanna sorriu então e saiu de cima de Alfred, levando uma mão até o rosto do loiro e passando o dedo indicador por seus lábios.

-Tem uma pessoa que me tratou muito mal...-Ela disse.

-Quem? Ninguém pode te fazer mal e sair impune...!

-Você sabe... Aquele cara...

-Que cara?!-Exclamou o loiro, agora também de pé, disposto a destruir qualquer coisa para ela, que agora olhava em seus olhos com uma expressão tão triste e magoada que parecia desabar em prantos a qualquer momento. Tudo falso, claro.

-O inglês...-Murmurou ela.

Caros leitores, é nesse momento que a história dos dois personagens principais começam a se entrelaçar de verdade.

Uma vez Susanna foi até a biblioteca com o objetivo de dar em cima do bibliotecário, uma das pouquíssimas pessoas com as quais Arthur “trocava palavras”. Não era um amigo, e como eu disse, era mais um colega, um conhecido.

De qualquer forma, Arthur passava grande parte do tempo livre, no colégio, lendo na biblioteca, então era normal que ele já conhecesse o bibliotecário, então, quando ele viu Susanna atravessando a enorme sala e se aproximando do outro com todo aquele seu porte de, perdoem a palavra, “puta”, o inglês se sentiu um tanto inconformado, contrariado e incomodado com tudo aquilo.

Então ele fechou o livro que lia, se pôs de pé e se aproximou dos dois com todo aquele seu porte inglês, dizendo baixo, mas num tom alto o bastante para que os dois, o bibliotecário, que tinha uma expressão entre o medo de Susanna e a surpresa diante da intervenção de Arthur, e a “puta”, que parecia querer matar o loiro agora, ouvissem.

“Bibliotecas não são motéis. Se está ansiosa para praticar qualquer ato imoral, ou na sua língua, 'dar na esquina', eu sugiro que se retire pois sua intromissão atrapalha o raciocínio de alguém inteligente e o odor desse seu perfume barato causa dores de cabeça. Por isso, dê o fora.”, disse Arthur.

E tão logo, Susanna, que até aquele momento nunca tinha sido destratada por um homem em sua vida, saiu marchando dali tão furiosamente que parecia querer espancar o primeiro que visse na frente, deixando Arthur e o bibliotecário, um jovem japonês chamado Kiku, de volta no silêncio agradável da biblioteca.

E depois disso, ela considerou Arthur seu pior inimigo.

Então, voltando ao presente, quando ela disse “o inglês” para Alfred, que reconheceu Arthur sentado sob a árvore à vários metros de distância dali, o herói a afastou para o lado e começou a marchar em direção ao de olhos verdes. Dar uma lição naquele cara seria facílimo, mas então sentiu uma mão segurando seu pulso, o que o fez parar.

-Não quero que você bata nele.-Susanna disse, trazendo Alfred mais para perto.

-E o que quer que eu faça?

-Homens se vingam deixando cicatrizes no corpo, que depois param de doer. As mulheres se vingam deixando cicatrizes na mente, que doem até a morte. Quero se se aproxime dele e descubra todos os seus pontos fracos, e quando ele mais confiar em você, quero que o abandone e o deixe no chão, e que diga que eu sou muito melhor que ele. Quero que o mate por dentro, entendeu, meu herói?-Susanna sorriu, passando a mão pelo maxilar do outro.

-Por que não simplesmente bater nele?

-Porque aí não teria graça.

-E se ele não quiser falar comigo?

-Você vai dar um jeito... Faça o seguinte: Enquanto andar com ele, não fale abertamente comigo senão ele pode suspeitar. Você pode até fazer ele se apaixonar por você, não me importa. Quero apenas vê-lo de joelhos no chão.

-Se apaixonar? Por mim? Eu não acho que ele seja gay...

-Se ele não sente tesão por mim, é porque ele provavelmente é.-Susanna disse então, se afastando de Alfred e apontando discretamente para Arthur, que ainda lia, alheio a toda situação.-Bem, vou embora. Você tem meu e-mail, então qualquer coisa, me contate. Ah, você tem até o final do semestre para conseguir, e se não conseguir, não precisa mais falar comigo. Até mais, meu herói!

Então ela saiu caminhando em seu salto alto até saída do colégio, a minissaia quase deixando suas roupas de baixo à mostra... Ou quem sabe não tivesse roupa de baixo alguma.

Alfred a viu se afastar até que ela desaparecesse de sua vista. Não a amava, mas todas as fantasias que tinha, era com ela. Todos os sonhos “suspeitos” que tinha, ela estava lá. Era mais uma questão de finalmente consegui-la do que se apaixonar por ela. Mais uma questão de orgulho do que sentimento de verdade.

Então pousou o olhar em Arthur, que agora trocava seu livro por outro que pegara na mochila. Alfred, enquanto tirava todos os acessórios que usava para jogar futebol americano assim com a camisa suada, em pleno pátio, atraindo todos os olhares femininos (e, okay, alguns masculinos), sorriu.

Aquele sorriso animado que geralmente tinha, mas que escondia alguma coisa.

Vestiu outra camisa, uma limpa e seca, que sempre levava dentro da mochila e então guardou todas as suas coisas, caminhando pelo pátio até parar bem em frente a Arthur, que percebendo a sombra, fechou o livro e ergueu o olhar.

-Oi! Eu sou Alfred F. Jones! Qual seu nome?!-Perguntou animadamente enquanto sorria um tanto falso, esperando não ser tão falso a ponto que o outro descobrisse.

Bem, aquilo poderia até ser divertido.

Notas finais
Bem, esta é a minha primeira long-fic USUK, então paciência comigo, okay?

Enfim, chaps serão postados toda sexta ou sábado, mas nunca passando disso.

E ARTHUR, WHY SO TSUNDERE?? Não me batam HUHUAHUAUHAUHUAH Fazer o Arthur um gentleman educado não me pareceu muito certo.

ACEITO REVIEWS! //apanhamuito. Vocês podem dizer se gostaram, se não gostaram ou se querem que eu vá pro inferno por postar algo assim ~~

KISSES E ATÉ PRÓXIMO CHAP ~~