Lie To Me

2 Capítulo 2: Can I sleep here?


Notas iniciais
Boa leitura ~~

-Vá embora.-Disse o inglês, voltando a abrir o livro e fitar suas páginas meio amareladas, mas Alfred então o tomou de suas mãos e o ergueu acima da cabeça do inglês, que se levantou tentando pegar o livro de volta, sem sucesso graças à sua altura.

-Hey, que livro você está lendo?-Perguntou Alfred, que se divertia vendo o outro pular para alcançar o livro em sua mão.

-Me devolva!-Exclamou o inglês.

-Pule mais alto!-Riu Alfred, até que Arthur se cansou e, sentindo-se humilhado, desistiu, pegou a bolsa que até aquele momento estava caída na grama, e começou a se afastar dali, bufando.-Hey, aonde você vai? Não quer seu livro de volta?

-Me deixe em paz!-Exclamou o inglês, vendo que Alfred agora o seguia, também com a bolsa nas costas e ainda sorrindo alegremente, os olhos azuis atrás dos óculos cintilando.

-Vejamos...-Alfred abriu o livro enquanto andava, folheando as páginas.-Sobre o que é esse livro? “O ósculo perdido”? Mas que porra de título é esse? O que é ósculo? É de comer? Você pode me dar um?

-Cale a boca!-Exclamou o inglês, tomando o livro das mãos do americano, que riu.-Se não sabe o que é “ósculo”, procure no dicionário! E não, não posso lhe dar um.-Então voltou a andar, marchando furiosamente, sempre seguido por Alfred.

-Por que não? Vamos lá, me dá um ósculo, vai!-Alfred riu.-É algo ruim? É algo caro? Para onde você está indo?

-Eu já disse para me deixar em paz!-Arthur exclamou, andando rapidamente até a saída do colégio. Seu transporte, um ônibus como qualquer outro, chegaria em pouco menos de três minutos, e se não quisesse ter que ficar esperando mais duas horas por ele, era bom se apressar.

-Para onde você vai? Para casa? Aonde você mora?-Alfred perguntava rapidamente, uma vez que ambos já estavam na calçada, e tudo que o inglês fazia agora era ignorá-lo.

Jogou o livro dentro da mochila e pôs as mãos nos bolsos, já vendo o ônibus se aproximar rapidamente e então parar bem rente ao meio fio. “Finalmente, paz”, pensou enquanto subia no ônibus, alívio que durou pouco porque assim que se sentou notou a silhueta mais alta do outro se sentando bem ao seu lado.

-O que diabos está fazendo aqui?! Por que está me seguindo, seu imbecil?!-Exclamou, hostil, se afastando mais um pouco para o lado até que estivesse totalmente colado na parede do ônibus, o mais longe possível daquele “cafetão”, como chamava.

-Não estou seguindo você, é que hoje deu vontade de pegar um ônibus, assim, do nada, sabe?-Mentiu Alfred, sorrindo alegremente enquanto tirava a mochila do colo para se sentar melhor.

-E por que você tem que se sentar logo aqui?! Tem várias outras cadeiras livres.

-Aqui é mais ventilado.-Mentiu de novo.

Arthur parou e o fitou então, demoradamente, deixando bem claro o olhar de quem suspeita estampado em seu rosto. Sabia que tinha alguma coisa ali, por trás, afinal, ninguém se aproximaria de si tão de repente, pelo menos não sem ter alguma malícia.

E claro que sabia que Alfred, todos os dias ia para casa num carro importado com motorista particular e tudo mais ao que tivesse direito. Virou então o rosto para a janela, vendo a paisagem passar.

-Hey, Arthur, seu nome é Arthur mesmo?-Perguntou Alfred, notando a súbita indiferença do outro.

-É.-Respondeu apenas, sem tirar os olhos da paisagem passando rapidamente.

-E você sabe o meu, não sabe? Eu te disse há pouco tempo atrás, não é possível que não saiba.-Alfred disse, rindo um pouco enquanto fitava a expressão do inglês.

-Por que não faz um pouco de silêncio, para variar? E espero que saiba voltar para sua casa sozinho, porque...

-Ah! Eu não sei! Nunca andei de ônibus antes, sabe?-Alfred sorriu totalmente despreocupado.

-Você o quê?! Seu idiota! E como vai voltar para casa?! Ah, esquece, não é problema meu, aliás, tomara que você se perca mesmo... Idiota...-Arthur resmungou, sem entender como o outro poderia continuar sorrindo tão alegremente mesmo estando basicamente perdido ali.

-Ah, qualé, Arthur! Você não vai deixar seu amigo sozinho, vai?-Alfred murmurou, empurrando o outro como numa brincadeira.

-A culpa é sua por subir no ônibus sem pensar, e outra, quem disse que sou seu amigo?

-Mas Arthur, eu te considero um amigo.

-Você acabou de me conhecer. Só porque entrou no ônibus comigo não significa que somos amigos.

-Mas...

Então Arthur se pôs de pé de repente e, passando por cima das pernas do outro, caminhou até a saída do ônibus, que parou sem que pedisse. Como pegava aquele transporte todos os dias, até o motorista já lhe conhecia, inclusive acenou para ele quando o inglês estava saindo e, para a alegria dele, as portas se fecharam antes que Alfred lhe seguisse.

Quando o ônibus voltou a se mover seguindo pela rua, o inglês arriscou um sorriso que dizia “eu ganhei, sou demais” e começou a caminhar pela calçada quando ouviu o barulho do ônibus parando novamente.

Virou o rosto para trás como quem espera ver um fantasma, e lá estava ele, Alfred, descendo do ônibus e agradecendo ao motorista, e então imediatamente vendo Arthur e correndo atrás do mesmo.

Claro que a única coisa que o próprio inglês fez foi por-se a correr o mais rápido que podia dali, tomando logo o caminho que levava até seu apartamento, o que até tornava a cena um tanto engraçada, com Alfred seguindo o outro e correndo também, ambos em plena luz do dia e numa calçada aonde vez por outra tinha outros caminhantes.

Só que Arthur não era chegado a fazer nenhum esporte, e por isso, logo começou a cansar, diferente de Alfred, o atleta, então foi perfeitamente natural que o americano logo alcançasse o inglês, só que, talvez pelo hábito de tanto jogar futebol americano, aonde se faz tudo para agarrar a bola, ao se aproximar de Arthur, Alfred, sem pensar, pulou em cima do outro, fazendo com que ambos caíssem no chão e que o de olhos azuis ficasse por cima, logicamente, sorrindo, embora um tanto ofegante.

-Saia de cima de mim!-Exclamou Arthur, empurrando o outro de todas as formas que podia.

-Hey, calma!-Riu Alfred, segurando as mãos de Arthur com as suas e olhando nos olhos do outro, um verde que lhe lembrava os campos da casa de veraneio aonde costumava a passar as férias.-Não vou te roubar nem nada, Arthie! Posso te chamar de Arthie, não é?

-Levante-se! Agora!-Gritou o outro para o americano, que parecia se divertir ainda mais.-Se você não se afastar nesse exato momento, eu juro que vou fazer um escândalo e você vai ser preso por assédio sexual!

-Hey, calma, sério, Arthie! É que eu não sei voltar para casa...

-Ligue para seu motorista, sua anta!

-Não sei o telefone dele.-Mentiu, rindo.

-Então morra!-Gritou o outro, tentando se levantar, mas claro que sem sucesso algum. Então respirou fundo e começou a gritar da forma mais desesperada que conseguia.-Socorro! Socorro! Tem um cara querendo me estuprar! Socorro...!

Mas antes que ele gritasse mais, Alfred colocou sua mão sobre a boca do outro, ainda segurando ambas as mãos do inglês com a outra mão, e aproximou mais seu rosto para sussurrar:

-Hey, sério, Arthie, se você prometer me ajudar, eu te solto, okay?

Sem poder falar e nem se mexer, o inglês apenas fitou o outro por vários segundos e então assentiu. Alfred sorriu um pouco mais e se pôs de pé, espalmando as roupas para tirar a poeira da calçada, e esses segundos foram o bastante para que Arthur se levantasse e voltasse a correr em direção do seu apartamento, fugindo do outro.

E pior que dessa vez deu certo porque Alfred não conseguiu alcançar o outro a tempo, e tão logo Arthur entrou correndo no prédio, gritou para o porteiro não deixar o outro entrar, e realmente, o porteiro barrou sua entrada e Arthur se viu vitorioso mais uma vez.

Alfred até tentou passar por cima do porteiro, mas este media mais de dois metros de altura e os músculos eram tão grandes que poderia facilmente competir no halterofilismo, então o americano voltou para a calçada e se sentou no meio fio, pegando o telefone na bolsa para ligar para o seu motorista quando, por um acaso do destino, descobriu que o mesmo estava sem bateria.

Não passavam táxis por ali, e tampouco havia uma cabine de telefone público por perto. Não sabia qual ônibus pegar, e na verdade, mal sabia decorado o endereço de onde morava porque até então, nunca precisou se preocupar com aquele fato. Deixou a mochila jogada ao seu lado e, sem saber o que fazer, apenas esperou ali.

Arthur, muito feliz naquele momento por ter se safado de um louco perseguidor que só poderia estar querendo seu puro corpo, uma vez que nem dinheiro e nem influência ele tinha, adentrou seu apartamento no terceiro andar e deixou sua mochila sobre a mesa de centro da sala.

Era um apartamento bastante humilde, com uma televisão velha na sala, assim como um sofá usado e uma mesa de centro, além de um pequeno aquário sobre uma mesinha ao canto, com curiosos peixes azuis dentro.

A cozinha era pequena, quente, tendo apenas o mais indispensável, como uma mesa colada na parede, alguns armários que guardavam pouca louça, uma vez que ele, mesmo naquela idade, morava só, uma geladeira que frequentemente desligava sozinha, um micro-ondas e um fogão.

Na sala, tinha um corredor que levava ao único banheiro do apartamento e também ao único quarto, este, graças aos céus, perfeitamente ventilado, sendo também o cômodo mais bem conservado do lugar.

Arthur passou na cozinha, comeu alguma coisa rapidamente e começou a despir o uniforme do colégio. Lá fora já começava a escurecer, uma vez que saíra do colégio por volta das três da tarde. Aproximou-se da janela da sala, que também deixava bastante vento entrar e não pode evitar em você Alfred sentado no meio fio ainda, agora frequentemente olhando para os lados, com medo de ser assaltado ou sequestrado.

-Bem feito, quem mandou ser idiota assim?-Arthur reclamou, afastando-se da janela e indo até o banheiro tomar um banho. Despiu-se totalmente, dobrando cuidadosamente a roupa e a deixando em cima da pia, e então se aproximou do boxe e ligou o chuveiro, a água gelada relaxando os músculos tensionados.

Tomou um banho bastante lento, e quando saiu, vestia apenas o roupão e tinha também uma toalha nas mãos, secando os cabelos loiros. Voltou até a sala, ligou a televisão num canal qualquer apenas que não continuasse aquele silêncio incômodo e, mesmo sem querer, inclinou-se em direção da janela apenas para ver Alfred ainda sentado na calçada.

-Não tenho culpa de ele estar ali, aquele imbecil... Por que ele não liga logo pra alguém vir buscá-lo? Hmph.-Resmungou, sentando-se no sofá e passando de canal em canal, entediado porém inquieto.

-Eu quero ser seu amigo...-Disse um personagem do desenho no canal aonde Arthur colocara, o que o fez mudar de canal novamente.

-Um amigo não abandona outro amigo...

Mudou de canal.

-Mamãe, eu arranjei um amigo!

Mudou de canal mais uma vez.

-Temos que ser leais aos nossos amigos sempre!

Mais uma vez.

-Precisamos de amigos, de conhecidos que nos conhecem tão bem ou até mais que nós mesmo, porque senão, não conseguiremos viver...

-Okay, okay, okay, eu já entendi!-Arthur exclamou, desligando a televisão e indo até o interfone para dizer ao porteiro que deixasse Alfred entrar. Então ele foi até a janela e, ainda de roupão, gritou para o outro, atraindo a atenção de todo mundo na rua.-Hey, seu idiota! Vou deixar você entrar, mas se você fizer algo de errado, eu chamo a polícia, ouviu?!

Alfred se virou, ouvindo o outro gritar, e se pôs de pé, novamente sorrindo e então entrando no prédio. O inglês não demorou a ouvir algumas batidas na porta, e a abriu, a carranca estampada no rosto.

-Puxa, Arthie, não achei que você tivesse um coração tão bom assim!-Riu o americano, adentrando o apartamento rapidamente e não deixando de notar o quão era pequeno e pobre em comparação a mansão aonde morava.

Alfred jogou-se no sofá, os olhos curiosos deixando bem claro o quanto ele estava surpreso com o apartamento do outro, que foi até o quarto e aproveitou para trocar de roupa, vestindo um pijama decente, daqueles conjuntos listrados, e então voltando para a sala calçando pantufas de coelhinhos brancos.

-Hey, Arthie, você tem alguma coisa pra comer aí? Cara, eu tô morrendo de fome!-Alfred exclamou, tirando os sapatos e os deixando jogados sob a mesa de centro, fazendo com que uma veia saltasse na testa de Arthur, já morrendo de gastura.

-Hmph, vou ver se tem.-Arrastando-se, morrendo de arrependimento por ter deixado aquele filhinho de papai e mal-educado entrar em sua casa, foi até a cozinha e abriu a geladeira. Tinha um resto de peixe que jantara no dia anterior. Esquentou no micro-ondas e também fez um pouco de chá para si. Tinha que se acalmar porque senão era provável que além da polícia, chamasse o hospício para si também.

Voltou para a sala e entregou o prato contendo o peixe re-esquentado e então se sentou no sofá ao lado do outro, assoprando o café e tomando em goles curtos. Alfred comeu uma garfada, fez uma careta e então engoliu, olhando para o outro como se tivesse provado a pior coisa do mundo.

-O que você colocou aqui?! Tá horrível!-O americano gritou.

-Não tenho culpa se não sou um chefe de cozinha. Nem todo mundo cozinha bem, desculpe!-Exclamou o outro sarcasticamente, tirando o prato das mãos de Alfred e voltando na cozinha para jogar tudo dentro da pia, com raiva.

-Você não tem hambúrguer aí? Nem milk-shake? Batata frita?

-Não tenho!-O outro gritou da cozinha, voltando a encher sua caneca com chá.-Essas porcarias só fazem mal.

-Não fazem não, senão quase todas as pessoas do mundo estariam mortas.

-Olha, se você acha tão ruim, por que não cozinha para si só, hã?!-Arthur exclamou, voltando até a sala e sentando-se novamente no sofá, o rosto vermelho de tão irritado. Alfred o fitou por alguns segundos, em silêncio. Não sabia fazer nem um ovo mexido, imagine um hambúrguer, mas lógico que não iria admitir.

-Não precisa ficar com raiva.-Alfred disse. Arthur bufou e ligou a televisão, mudando de canal freneticamente.

Então disse:

-Tem um telefone ali no canto. Pode usar para ligar para os seus pais ou seu motorista, segurança, empregada, seja lá o que for. E ande logo, tenho que dormir.

-Mas ainda não são nem 12 da noite!

-Você não precisa dar satisfação a ninguém, não precisa dormir cedo e nem precisa trabalhar nos finais de semana, mas por que eu estou lhe dizendo isso? De qualquer forma, ande logo.-Arthur resmungou, apontando para o telefone.

Alfred se pôs de pé e discou o número do telefone de sua casa, mas ninguém parecia atender nas primeiras chamadas, até que a empregada atendeu. Porém, ele nada disse. Tinha certeza que poderia convencer Arthur a deixá-lo dormir em seu apartamento, e dormir na casa do inglês podia até aproximá-los mais...

Claro que não estava pensando em fazer nada de errado, queria dizer, ele não era gay nem nada do tipo, claro que não, mas era uma forma de conhecer Arthur melhor, e como só teria uns quatro meses para descobrir seus segredos mais sórdidos e entregá-los a Susanna, por que não começar mais cedo?

Por isso, desligou o telefone e voltou-se para o inglês fazendo a melhor cara de preocupado que tinha, mentindo:

-Meus pais viajaram ontem a noite, e ninguém está em casa agora, Arthie.

-É impossível que você não tenha empregados a sua disposição.-O outro comentou, sem acreditar.

-Mas é! E você não vai me jogar no meio da rua, vai, Arthie? Por favor?-O outro implorou, agora sorrindo amarelo.

-Tenho certeza que você pode pagar um hotel para si mesmo.

-Mas eu não tenho dinheiro! E de qualquer forma, eu já estou aqui e...

-Tudo bem, tudo bem!-Arthur exclamou, novamente irritado.-Você pode ficar, mas vai dormir aí no sofá, e amanhã de manhã você vai embora daqui, queira ou não, entendeu?!

-Valeu, Arthie!-Alfred agradeceu, sorrindo magnificamente enquanto o inglês ia até a cozinha lavar a xícara de café e voltava, indo em direção ao quarto, novamente aparecendo e entregando ao americano um edredom e um travesseiro.

-Vou dormir agora. Se quiser ligar a televisão, ligue, mas não deixe o volume alto demais.-Arthur disse quando já ia para o quarto.

-Okay! Boa noite, Arthie!-Alfred exclamou, vendo o outro adentrar o corredor e então desaparecer na penumbra das luzes já apagadas. Afundou no sofá, abaixando um pouco o volume da televisão, enquanto se enrolava no edredom por causa da noite fria.

Fungou um pouco. O edredom tinha um cheiro bem doce, parecia até lavanda, bem agradável. Riu baixinho. Era engraçado como Arthur era arrumado, organizado. Toda o apartamento, mesmo pequeno e um tanto gasto, era perfeitamente adorável.

Fungou mais um pouco. Arthur nem parecia suspeitar de todo o plano por trás daquela aproximação. Não era que desgostasse do inglês, aliás, não tinha nada contra ele realmente, apenas não se importava com o que ia acontecer, afinal, era só um tipo de brincadeira, não era? Não ia bater nele, nem roubar, ia só contar alguns fatos seus, e ainda por cima, teria a menina mais bonita provavelmente de toda a região.

Sorriu, deitando-se então no sofá. Pelo menos teria algo divertido para fazer nos próximos tempos.

Notas finais
COMO PROMETIDO, CONSEGUI POSTAR DENTRO DO PRAZO ~~
O que é um grande feito, vindo de mim, haha ~~
Espero que tenham gostado e fiquei muito feliz com o "ibope" do primeiro chap, então espero por vocês nesse também okay?
Kisses!

P.S> Toda vez que você deixa de mandar uma review, uma das estrelas que o Alfred viu no céu quando criança morrem instantâneamente. Você não quer que ele chore quando olhar pro céu, quer? MANDE REVIEW, NEM DÓI E VOCÊ DEIXA UM ALFY FELIZ ~~ //apanha.