Licantropia: Cebola, o Lobisomem

5 Capitulo 5 – Como quebrar a Maldição ?


O dia seguinte amanheceu estranho. Estava frio, muito frio, a chuva caia forte, uma densa neblina cobria todo o bairro. Mônica não havia conseguido dormir direito naquela noite, pois não parou de pensar no que acontecera com seu namorado. Nos poucos minutos em que ela conseguiu dormiu, foi atormentada por terríveis pesadelos que envolviam ela e o Cebola como Lobisomem, e alguns tinham toda a turma. O pior dos pesadelos foi um em que ela era morta pelo seu próprio namorado em estado de Lobisomem, no meio da floresta. No sonho ela dormia e Cebola aparecia em seu quarto, a pegava e ia arrastando-a pela casa, pela cidade, até chegar na floresta. Ela passava por muitas pessoas enquanto era arrastada, gritava por socorro, mais parecia que ninguém a ouvia. Nem sua própria mãe a ajudava. Quando ela chegava na floresta, Cebola a jogava em um canto e a dilacerava, sem piedade.

Mônica – É melhor eu parar de pensar nisso! – Disse enquanto enxugava as lágrimas com a manga de seu pijama. Ela levantou-se e foi até o banheiro, tomou um banho, escovou os dentes e vestiu um casaco e uma calça.Desceu até a cozinha, falou com seus pais e sentou-se para tomar café. Seu celular toca.

Mônica – Alô ?

Magali – Mônica, a gente ta aqui na porta do Museu esperando você pra ir atrás do Cebola.

Mônica – Tudo bem, estou indo agora! – Mônica levantou-se correndo e saiu de casa, sem ao menos dizer aos seus pais para onde iria. Quando chegou ao museu, todos a esperavam dentro da Picape do Professor. Cascão, Magali e Franja estavam lá. Ela entrou rápido no carro e o Professor dirigiu até a entrada da floresta.

Professor – Ele provavelmente veio para a floresta.

Franja – Ele com certeza veio para cá, vejam as pegadas. – Ele apontava para o chão, onde havia muitas pegadas de lobo que começavam lá atrás e se entendiam até o interior da floresta.

Cascão – Com certeza é ele.

Magali – Vamos logo, o que estamos esperando?

Todos correram, seguindo as pegadas, correram muito rápido, até que chegaram a um ponto onde outras pegadas se misturavam as pegadas que eles seguiam.

Magali – Aii isso não é bom.

Eles olharam em volta, haviam muitas marcas no local, marcas de garra no chão, nas arvores, havia bastante sangue por ali.

Professor – Aparentemente houve uma batalha por aqui, parece que foram lobos, e com certeza Cebola deve ter feito parte desta batalha.

Mônica – Cebola! – Novamente uma lagrima escorria de seu olho.

O Professor examinou bem o local, e viu que as pegadas continuavam.

Professor – Vejam, as pegadas continuam ali, e dessa vez tem muitas, todas na mesma direção.

Franja – Talvez tenha sido uma perseguição.

Professor – Provavelmente. Vamos!

Eles novamente começaram a correr, seguindo as pegadas, eles viram muitas marcas de sangue pelo caminho. Chegaram na estrada.

Franja – As pegadas terminam aqui.

Cascão – Esta errado Franja, tem uma que continua ali, veja! – Ele apontava para o outro lado da estrada.

Franja – Boa Cascão.

Eles atravessaram a estrada e continuaram a seguir as pegadas, até que chegaram ao local onde Cebola estava.Ele estava deitado no chão, nu, muito machucado e com muito sangue no local. Um pouco acima dele estava a vaca que servira de alimento para ele.

Mônica – Cê! – Ela correu e abraçou o namorado, sem se importar se iria se sujar com todo aquele sangue.

Magali – Ele comeu uma vaca?

Cascão – Se liga Magali, quando ele se transforma ele vira um completo lobo, e a vaca é carne, carne alimenta.

Magali – Mesmo assim, é nojento.

O professor foi até Cebola e o examinou, verificou sua respiração e seus batimentos cardíacos, ele estava bem. O professor abriu sua mochila, pegou uma manta e colocou em cima de Cebola.

Mônica – Eles esta bem professor?

Professor – Está sim. Esta apenas desmaiado, devemos cuidar dos ferimentos e ele ficará bem.

Franja – Vamos levá-lo embora daqui, esta muito frio.

O Professor abaixou-se e pegou Cebola no colo, todos foram até a Picape e voltaram para a cidade. Eles foram até a casa da Cebola, decidiram que a mãe dele deveria saber de tudo o que estava acontecendo. Ao chegarem, a mãe de Cebola se desesperou, mas o professor conversou com ela e explicou tudo que havia acontecido, enquanto Mônica e o resto da turma subia para limpar Cebola e vesti-lo com uma roupa limpa e quente. Algum tempo depois Cebola acordou, estava deitado em sua cama.

Cebola – Meu quarto? Como vim parar aqui? Só lembro de ter me transformado e corrido, depois disso não me lembro de mais nada.

Cebola levantou-se, mancava um pouco por causa dos novos ferimentos que ele tinha conseguido naquela noite. Eles desceu, e quando chegou na sala todos estavam lá para recebê-lo. Mônica correu para ajudá-lo.

Cebola – Obrigado.

Mônica – Como você está?

Cebola – Bem. Eu acho!

Dona Cebola – Porque você não me contou nada meu filho?

Cebola – Porque nós não tínhamos certeza de nada mãe.

Dona Cebola – E agora? Como você vai se livrar desta maldição?

Cebola – Com sinceridade? Eu não sei! Você sabe de alguma coisa Professor?

Professor – Sim. Passei a noite pesquisando por isso.

Magali – Então como ele deve fazer? Diga logo.

Professor – Bom, para acabar com a sua maldição, só há dois modos. O primeiro é se matando.

Dona Cebola – Não, Isso nunca.

Cebola – E qual é o segundo?

Professor – Você deve caçar e matar o Lobisomem que o transformou!

Cebola – O QUÊ? Mas isso é quase impossível. Pode ser que existam mais Lobisomens do que nós pensamos.

Professor – Sim. É verdade.

Mônica – Espere, naquela noite em que você foi atacado, eu me lembro perfeitamente que o Lobisomem tinha uma enorme cicatriz no rosto. A cicatriz era um corte bem grande..

Magali – E o que tem isso?

Mônica – O que tem é que não devem ter tantos Lobisomens por ai, e encontrar um com uma cicatriz no rosto deve facilitar um pouco as coisas né?

Cebola – Sim. Mas como vocês irão procurar por um Lobisomem? Pode ser arriscado.

Mônica – Eu sei. Mas você pode procurá-lo.

Cebola – Não, não posso. Esqueceu que eu não me lembro de nada quando estou transformado?

Mônica – É mesmo, esqueci disso.

Franja – Mas isso não nos impede em nada.

Cascão – Como não?

Franja – Nós podemos sair por ai durante o dia, ou em noites que não sejam de lua cheia, e procurar um homem que tenha uma grande cicatriz no rosto.

Professor – Sim Franja. Mas isso não quer dizer que vai ser fácil.

Franja – Não vai ser fácil. Mas não é impossível. É melhor do que nos arriscarmos a noite para procurar por um lobisomem.

Cascão – Você esta certo Franja. E se ele nos atacou aqui no bairro, quer dizer que ele deve morar por aqui, e isso vai facilitar um pouco.

Mônica – Então está decido, nós procuraremos esse homem e ajudaremos o Cebola! Quem está comigo?

Ela foi até o mio da sala e esticou a mão para frente, todos foram até o meio da sala e colocaram a mão em cima da dela, selando assim a promessa de encontrar o homem.

Continua no próximo Capitulo.