Licantrope

6 Pior?! Impossível


Notas iniciais
Boa tarde pessoas lindas do meu viver! Espero que gostem =P ps.: capítulo betado pela linda da Amy, palmas pra ela, por favor!

Dizem que o primeiro dia numa nova escola é sempre o pior e o mais traumatizante. Quem disse isso não poderia estar mais certo...

Acordei de repente e toda encharcada, enquanto a Amy sorria divertida segurando a varinha apontada para o meu rosto.

– Achei que você gostaria de acordar já aprendendo um novo feitiço. Esse se chama Aguamenti e é ótimo pra acordar amigas dorminhocas. – Ela disse com um sorriso sacana na cara.

Olhei em volta, e percebi que o quarto já estava vazio, as outras garotas já deveriam ter decido. Então, decidi entrar na brincadeira.

– Pelo visto você nem dormiu não é? Com essas olheiras gigantes, esse sorriso bobo na cara... Com certeza um garoto alto, moreno e super lindo te encontrou ontem a noite e deu um jeito naquele seu mau-humor...

– Sophie, querida, você está vendo a minha mão?!

– hum... to sim, porque?! – perguntei ingenuamente

– Porque, se você não calar a boca, você vai ver o que ela pode fazer com esse seu rostinho bonito. – Ela sorriu de modo maníaco e se virou para a porta – Te espero lá em baixo. Levanta logo essa sua bunda gorda da cama e vai tomar um banho! E nem pense em demorar...

Escutei a porta bater, e bem lentamente me dirigi ao banheiro molhando o chão pelo caminho. Abri o chuveiro e deixei a água quente cair pelo meu corpo. Terminado o banho, passei meu perfume de baunilha, fiz uma trança simples de lado para que meu cabelo não armasse e experimentei secar a franja com um feitiço que tinha aprendido pelos livros. Para a minha surpresa e alegria tinha funcionado perfeitamente. Enrolei uma toalha no corpo e voltei para o quarto para poder me vestir.

Não. Não. Não. Por favor, isso não.

Assim que dei o primeiro passo pra fora do banheiro e vi uma figura morena, com olhos claros bastante divertidos me olhando de cima abaixo.

Minha primeira reação, depois de alguns segundos de perplexidade, foi me encolher e tentar me tampar da melhor maneira possível. Obviamente, a segunda reação foi berrar o mais alto que consegui.

– Potter?! O que é que você está fazendo aqui?! Vire-se e pare de me olhar!

– Nossa morena, não precisa gritar – ele disse debochadamente se virando de costas, para o meu alívio – A Amy desceu com o Thiago e passou na mesa das cobras pedindo para que eu te buscasse pro café. Devo admitir que não gostei muito da idéia, mas depois de ver essas suas belas pernas, confesso que farei isso com o maior prazer.

Corei feito um pimentão, peguei minhas roupas em cima da cama e me tranquei no banheiro novamente. Sem dizer nenhuma palavra, e ainda morrendo de vergonha.

Juntei o máximo de coragem que consegui e abri a porta novamente. O Alvo estava assentado em minha cama, ainda desarrumada, fitando a parede como se ela fosse o ser mais interessante do mundo.

– Vamos logo – consegui murmurar.

O moreno assentiu com a cabeça sorrindo e me ofereceu o braço, como um belo cavalheiro. Entretanto, fingi que não vi o gesto e passei em sua frente.

Andamos num silêncio desconfortável, até que eu o quebrei

– Como é que você sabe a nossa senha? E como conseguiu subir até o dormitório feminino?! Me falaram que nenhum garoto poderia subir até lá.

– Está mal informada então morena. Um garoto pode subir, desde que uma garota o autorize, como a Amy autorizou, pude subir sem problemas. E quanto à senha eu já sabia... Fico mais no salão comunal de vocês do que no meu próprio. Todos já se acostumaram com a minha presença e nem ligam mais...

– Hum... bom saber.

– Porque morena?! Não vai mais freqüentar o salão da grifinória, só por medo de me encontrar lá? – perguntou sorrindo com o canto dos lábios

– É uma hipótese... – respondi sarcástica

Chegamos ao salão comunal já lotado e as garotas do fã clube do Potter me olharam com raiva e descrença, mas depois tudo voltou ao normal assim que ele deu uma piscadinha pra elas e voltou a se sentar na mesa verde e prata.

Fui pra mesa da Grifinória e me assentei ao lado de uma sonolenta Rose. Nem sinal da Amy, pelo visto ela vai correr de mim o dia todo hoje. Tenho certeza de que ela tinha tudo isso programado.

Comi pouco, já que odeio fazer refeições de manhã. Tomei alguns goles do suco de abóbora e descobri que aquela coisa não era tão ruim assim. Recebi meus horários, e a primeira aula era aula de herbologia com o visse diretor Nerville, na estufa três, com a Corvinal.

Pelo que sabia, a Corvinal era a casa dos alunos mais inteligentes e capazes de Hogwats... Ótimo... Vou ser humilhada já no primeiro dia. Não sabia quase nada sobre as plantas, nunca as achei tão interessante quanto feitiços e transfiguração.

Saí com a Rose do castelo, e me arrepiei com o vento frio que se passava lá fora. Caminhamos por alguns metros até a estufa e esperamos o professor do lado de fora. Os outros alunos foram chegando aos poucos. Inclusive a Amy.

Assim que a Rose a avistou a chamou pra perto de nós. Me inclinei até ela, como se fosse cumprimentá-la e sussurrei da forma mais aterrorizante que consegui:

– Isso vai ter volta, querida

No mesmo instante o professor chegou e abriu a sala. Todos entramos e, para a minha felicidade, tive que fazer dupla com um corvinal bem esquisito... Tinha o cabelo claro, cortado rente à cabeça, a maioria dos dentes tortos, usava óculos fundo de garrafa e vestes bem maior que seu numero... Pelo menos era boa gente, fez quase todo o trabalho sozinho com as plantas.

Assim que a aula acabou tivemos que sair correndo para as masmorras, que, devo ressaltar, eram bem mais longes do que eu esperava. Aula com a Sonserina. Teria que me controlar para não corar na frente do Potter.

Assim que cheguei tive uma sensação desagradável. A sala era sombria, toda escura, sem janelas e possuía um leve cheiro de mofo no ar. Assentei-me com a Rose, ela seria meio que um porto-seguro para eu não fazer nada errado.

O Professor chegou de repente, e piorou o mal-estar da sala de aula. Ele era velho, carrancudo, com uma cara de poucos amigos.

– Duplas Sonserina com Grifinória, sem exceção. – Ele disse com a voz rouca, um tanto quanto sombria.

A Rose bufou, se levantou e foi se assentar com o Malfoy que lhe acenava freneticamente, fazia coração com as mãos e batia no banco ao seu lado. No fundo, no fundo, eu acho que ela gostava dele, por mais que implicasse com o loiro aguado.

Fiquei esperando alguma cobra vir se sentar comigo e adivinhem quem é que estatelou a bunda no banco ao meu lado?! Palmas pra você que disse que foi o Potter.

Mantive o silêncio enquanto as outras duplas se ajeitavam. A maioria ali com cara de tédio e raiva. Exatamente como a minha. O professor, com um aceno de varinha colocou a poção no quadro, e eu quase tive um ataque cardíaco quando vi o quão complicada ela era.

Comecei a picar as coisas enquanto o Potter as jogava no caldeirão. A mistura, que era pra ficar num tom de azul claro estava cada vez mais verde, e borbulhando de forma bastante suspeita. Me aproximei para ver a fragrância se estava de acordo com o descrito e aquela coisa nojenta simplesmente explodiu na minha cara. Fez bum. Foi pros ares.

O professor me lançou um olhar de poucos amigos enquanto o moreno irritante ria descaradamente da minha cara lambuzada.

– Potter?

– Oi?

– Corre, porque quando eu te pegar não vai sobrar nenhum espermatozóide seu pra contar história.

Notas finais
Reviews?!