Libido

3 Capítulo 2


Notas iniciais
Obrigada pelo apoio de cada um. Apesar dos pedidos não tive como colocar um capítulo maior, desculpem :// Sobre atts: Tenho outros projetos de fanfics porém tentarei manter com esse, a atualização de libido é mais complicada porque ela tem um teor erótico tudo aqui vai ser o MAIS real possível, e isso com ou sem pratica tem que ser estudado para ser expresso. Desculpem qualquer coisa.

Eu encarei a ruivinha, que se sentou ao lado do noivo. Foi realmente estranho ver David tendo um compromisso desse tipo com alguém levando em conta que nunca havia o visto com uma mulher por mais de três meses, não que ele fosse mulherengo apesar de ser uma das piores pessoas que eu conheço porém percebi que compromisso não era exatamente o que buscava.

O jantar correu num ritmo bom, até que James resolveu "quebrar o gelo" e naquele momento quis quebrar a cara dele.

"E então, Rebeca não nos disse seu sobrenome e nem no que trabalha. Assim fica difícil te integrar na família, cunhadinha"

Ela riu um pouco e limpou a boca levemente com o guardanapo antes de responder meu marido.

"Bem, é O'Connell e eu trabalho em uma livraria. Quando jovem fiz uns filmes independentes mas percebi que minha paixão era letras e ingressei na faculdade" deu um sorriso direcionado ao loiro ao seu lado e eu quis enforcar aquela Barbie Ruiva e com seu último comentário a palavra PORNÔ para descrever os filmes que tinha feito estava na minha língua.

Claro que não tenho problemas com pornografia, inclusive acho o sexo uma das melhores coisas empatado com o poder, mas ver a cara horrorizada de Ruth e David puto comigo seria memorável porém engoli o meu veneno junto com o vinho e dei um sorriso falso para minha nova companheira na família.

"Beca tem uma livraria em Londres" Beca?? David interviu na conversa, sorrindo comedido para a noiva. Não era um sorriso de quem se estava apaixonado e isso me fez perguntar qual era o motivo do noivado repentino: Uma gravidez talvez?

"Hum.. interessante" falei, analisando de novo a Barbie ruiva que tinha jeito de falsa puritana, as sonsas são as piores. Seu cabelo ruivo emoldurava um rosto bonito, seus olhos eram de um verde opaco mas ainda sim bonitos e suas sardas eram um quê final na beleza europeia, era oficial: Eu queria esgana-la mas seu sobrenome não me era estranho "Eu conheço seu sobrenome de algum lugar querida, e nem tente dizer que estou louca. Lembre-se que sou sua companhia feminina junto com Ruth no meio desses dois loucos" tentei soar simpática porém pelo olhar que meu cunhado me lançou deveria estar igual a uma leoa cercando sua presa, ou talvez ele me conhecesse tão bem que sabia o que eu estava fazendo.

Rebeca mordeu o lábio inferior e abaixou a cabeça em falsa vergonha "Não está louca Regina, minha família é dona de uma rede de restaurantes famosos e meu pai é o maior acionista, Jamie O'Conell"

"Jesus!" Exclamei com mais avidez do que queria ao lembrar da fortuna de sua família "Você parece o tipo de garota que foge da influência dos pais, é das minhas" disse, soando mais dócil e ela pareceu entrar no meu jogo e apertou minha mão de forma delicada.

"Obrigada, Regina"

"De nada querida, é bom desempatar para o time feminino" dei meu melhor sorriso.

"Temos George, querida, ainda estamos empatados" James argumentou e levou um olhar repreensivo da mãe.

"Ele não é da família" David colocou, deixando o ambiente pesado e principalmente a noiva incomodada.

"E então" comecei a focar a atenção em mim "faz muito tempo em que se conhecem?"

Ela abriu um sorriso bobo e eu me controlei pra não revirar os olhos "Ah, o conheço faz oito meses. Namoramos por cinco até que ele me pediu em noivado e eu aceitei"

"Vocês estão noivos a tanto tempo?" minhas sobrancelhas arquearam e mudei o foco do meu olhar para David "Sua família não deve estar nada feliz de saber somente agora" acusei ainda de que forma velada.

"Ah não, David foi visitar meu pai em Cambridge¹ e fazer o pedido oficialmente" Rebeca me explicou e eu tentei lembrar quando ele poderia ter feito isso, e minha mente brilhou de um final de semana que em que meu cunhado sumiu completamente do mapa "E vocês?" meu olhar se dirigiu para James e depois para Ruth "Não estão chateados?"

Minha sogra ficou um tanto tensa mas não tirou o sorriso de satisfação pela nova nora do rosto "Eu já sabia, Regina querida e James também por alto que meu menino estava em um relacionamento."

Ah, que bonito meu próprio marido não me conta o que sucede na família.

"E como seus pais reagiram?" tentei aprofundar meu interrogatório.

"Super bem, eles tiveram certeza que David é o homem da minha vida" ela me disse, antes de tocar o rosto de David e beija-lo.

Eu queria vomitar

***

Eu estava puta. Queria ver a Barbie ruiva jogada no chão com um dos meus saltos afundados em seu coração. Ela tem um jeito incrivelmente bom, irritante.

O idiota do meu cunhado havia ido chamar um táxi enquanto nos deixou na companhia de Rebeca, e eu me afundava em um vinho que estava pouco interessada em saber o nome e a safra, me deixar bêbeda era sua função e estava cumprindo-a bem, não importa de onde fosse.

Quando a conversa entre os restantes na mesa se enveredou para algo sobre caridade decidi dar um chega, dei meu melhor sorriso de desculpas e disse que ia ao toalete.

Me afastei da mesa a fim de procura-lo, até o encontrei voltando para nossos lugares. De forma rápida e ríspida o segurei pela gravata verde, o puxando para um canto escuro do prédio. Me impressionei com meu feito, ainda que soubesse que grande parte foi causada pelo fator surpresa.

"Que porra é essa?" David me perguntou enquanto eu o coloquei contra a parede e me inclinei em direção a ele, colocando as mãos ao seu lado.

Passei a língua para umedecer meus lábios, sabendo muito bem que meu controle não duraria muito.

"Olha só" comecei em uma oitava mais baixa pressionando meu corpo junto ao dele "Se você acha que aquela garota vai entrar na editora por meio seu pau, vá sonhando! Não trabalhei por anos pra ver essa coisinha sem sal ascender" rosnei e de repente senti algo duro contra meu estômago. Minha mente demorou pra assimilar a possibilidade...

Ele não podia estar de pau duro

Ou estava?

Mas antes que eu pudesse pensar nisso, ele me afastou e inverteu as posições, me deixando assim contra a parede.

"Regina" ele suspirou, puto da vida comigo e exalando uma masculinidade feroz que me deixou um tanto extasiada "Cala a boca! Não precisa se preocupar com isso"

"Por que não?" arqueei as sobrancelhas e sorri, evitando olhar para baixo para comprovar se ele realmente estava excitado. Precisava manter isso no campo profissional.

"Porque quando nos casarmos, vou pra Londres me juntar a ela" me disse antes de se virar e me deixar confusa.

***

Eu queria matar Regina, degolar aquele pescoço magro minhas próprias mãos como fazem com as galinhas. Às vezes desconfio que aquela mulher seja algum tipo de castigo divino para tudo de ruim que já fiz e irei fazer na minha vida.

Fiquei excitado e ela sentiu, apesar do contato ter sido rápido demais para comprovar qualquer coisa.

Se não foi Deus que a enviou, ela era a personificação do diabo e toda sua crueldade por me tentar pecar com a luxúria.

Deixei Rebeca no hotel, ela voltaria no dia seguinte para Londres e não quis vir para meu apartamento para evitar eventuais atrasos. Então voltei sozinho, ligando as luzes e procurando pelo meu gato que acreditava que eu era seu bichinho de estimação.

Ele era um bicho meio ranzinza assim como eu, estava indo para a terceira idade e gostava de ração. O encontrei enrolado no meu sofá.

Típico.

Fui até a despensa, procurei a ração para gatos e a coloquei para ele que comeu de bom grado.

Depois de alguns minutos busquei minha cueca e uma blusa para dormir, mas antes de dirigi ao banheiro para lavar-me e depois que me arrumei torci para Hipnos² me buscar.

***

Acordei agitado. Aqueles olhos castanhos me fintavam e me devoravam, estavam presos na minha mente e de forma nenhuma queriam sair. Levantei da cama em um sobressalto, meu corpo estava tenso pela minha mente alertar o quão errado era sonhar com ela mulher.

Percebi depois de alguns segundos que eu estava duro. Ótimo, agora nem mesmo posso controlar minha ereção por conta daquela mulher insuportável. No escuro caminhei até o banheiro, me despi e entrei no chuveiro afim de me calmar.

Liguei a água fria, e ela bateu forte em meu corpo sem pena. Fechei meus olhos tentando encontrar uma paz porém minha mente me traiu e fantasiou um cenário aonde só me fazia ficar duro como pedra.

Regina estava nua, seus lábios vermelhos entreabertos e seus olhos me fintando. Ela beijava meu pescoço...

Pus minha mão ao redor do meu membro, e comecei a movimenta-lo.

Ela colocaria a mão em meu abdômen...

Meu movimento continuo se intensificou, pra frente e pra trás.

Me xingaria de filho da puta

Pra frente e pra trás

Aquela língua que me fazia estremecer com palavras, o que faria lambendo a extensão do meu pau?

O senti inchando em minha mão, pra frente e pra trás

Ela se abaixaria, mordiscando como a felina que era meu abdômen e me provocando até que eu implorasse para que ela me tomasse.

Mais rápido, pra frente e pra trás

Riria da minha cara, mas depois de um tempo me chuparia com a mesma avidez que me pragueja.

E com esse pensamento intensifiquei meu prazer de modo que não pude mais me controlar, e então meu esporro espeço se misturou em meio as águas.

Notas finais
Gostaram? ¹ Cambridge é uma antiga cidade inglesa, sede do condado de Cambridgeshire, no Leste da Inglaterra. ² Hipnos é o Deus do sono na Mitologia Grega. Explicações: as expressões pau, boceta e derivados serão SIM usadas. Claro que eu gosto de floreios e também os uso, mas realisticamente não vou colocar algo muito floreado se posso colocar de forma pratica e explicativa. Isso é um experimento para mim, então parte dele é escrever dessa forma. Masturbação: Isso poderia suceder com qualquer personagem, seja de fanfic original, ou de fandom como já vi nesse.´ Não é o esperado pro David porém já foi dito que é UA :)