Libido
17 Capítulo 15
Notas iniciais
James não respondeu, somente tomou minha boca de novo enquanto explorava meu corpo em toques firmes. A barba que nascia timidamente arranhava a pele do meu rosto, do mesmo jeito que pequenos calos em suas mãos arranhavam meus quadris.
Aquele momento era como estar numa realidade paralela, sem problemas e sem culpa, aonde éramos rei e rainha das nossas vidas, mas não éramos. Porém eu poderia fingir.
Fingir que aonde ele me tocava, seu irmão não havia me tocado. Fingir que aonde seus olhos me devoravam, seu irmão não cobiçou também.
Mas os arrepios que transpassavam não eram mentira, eram reais. Minhas pernas trêmulas por causa de seu cheiro, eram reais. E em cada pedaço de realidade eu iria me segurar.
Senti a ânsia dele por mim, com a força que implantou em puxar-me para sua direção.
“Eu senti sua falta” sussurrou contra a minha boca, antes de partir para o sul do meu corpo, mordendo-me no queixo.
A voz rouca me deixou entre a paralisia e o tremor, reagi em reflexo, arranhando-o na nuca, explorando as suas costas.
James apertou minha bunda e levantou uma das minhas pernas para que meu núcleo fosse de encontro a sua ereção, que estava protuberante contra o tecido da calça,
“Caralho, você é gostosa pra cacete” suspirou, logo depois mordendo-me no pescoço, fazendo com que a saliva fria contrastasse com minha pele quente.
“Você também, querido” gemi, arfando e segurando com mais força seu tronco.
“Prefiro quando você me chama de gostoso” falou não em crítica. Seus lábios tocaram cada centímetro de pele que ele queria. Possessivo e quente, o que fez meu centro latejar.
“E eu prefiro quando me fode” repliquei em provocação, pois meus pensamentos, apesar de todo o tesão, estavam indo para uma direção que eu não queria.
Ele não me respondeu, se afastando um pouco para logo depois pegar minha outra perna, assim levando-me em direção ao sofá e me despondo ali.
Engoli a seco, quando James voltou em minha direção, tirando minha calça. Seus olhos me comiam, devoravam mas eu somente conseguia pensar que não queria rápido, forte ou intenso. Eu somente queria algo calmo que desse para minha mente algo para se agarrar à sanidade. Como pisar em um terreno plano e não subir o Monte Everest como estava sendo com David nos últimos dias.
“James” gemi, assim que sua mão tocou na minha pele, em um misto de sensações contraditórias “Eu não quero assim”
O vi franzir o cenho, confuso com minhas atitudes inexplicáveis nos últimos momentos. Nosso relacionamento sempre tão preto e branco, estava numa área cinzenta que ele não sabia como agir.
“Mas você sempre gostou assim, baby” tentou impor seu ponto, assim como seu pau que parecia cada vez mais endurecido, com ânsia de estar dentro de mim.
Fechei meus olhos momentaneamente para não sucumbir aos seus desejos e passar por cima do meu. Após algumas respirações breves, finalmente consegui me colocar forte novamente.
“E agora eu quero de outro jeito”
Pareceu que meu marido entendeu o que eu queria transmitir, ainda que a contragosto. Seus braços fortes me pegaram como quando nos casamos e entramos pela primeira vez naquele apartamento. Era nostálgico, entretanto não me trazia mais uma onda de felicidade como antes.
Não passou-se muito de tempo para que chegássemos ao quarto e com a mesma velocidade, James me colocou na cama para que pudesse tirar suas roupas.
Observei seu corpo, as nuances de seus músculos. A queimação conhecida no estômago e a sensação de estar inundada entre minhas pernas me invadiram e foram a certeza que eu não poderia ser passiva naquele momento, porque aquilo não era eu. Todo o caos ao meu redor não fora causado por mim e sim por uma versão insana.
Após James retirar toda sua roupa, tirei minha blusa e ainda em meus saltos caminhei até ele. Beijei sua boca, logo depois de descer o caminho de seu corpo, beijando-lhe no ombro direito.
Toquei seu membro e meu gesto reverberou por toda sua anatomia, fazendo reflexo na sua respiração.
A rigidez de sua masculinidade pulsava em minha mão, e eu gostei disso. Gostei ainda mais quando sua mão esquerda segurou meu rosto para que pudesse olhá-lo nos olhos e seu polegar direito começou a traçar o contorno da minha boca.
“Você deveria saber que não se deve brincar comigo” sussurrou e fechei meus olhos momentaneamente, tentando reagrupar meus pensamentos.
“E nem você comigo” respondi antes de morder seu polegar para logo depois lambê-lo, em prelúdio do que faria com seu pau.
Era engraçado estar em uma posição de vantagem com James, conseguida com pouca luta mesmo depois de tanto tempo. Meu corpo não estava tão vulnerável, meus poros não estavam tão dilatados a ponto dos meus pelos se arrepiarem como ele, minha pele não estava tão desnuda e eu iria brincar com isso até onde pudesse.
Segurei seu rosto com a mão livre, fazendo com que seus olhos se cravassem aos meus. Era uma dança. Um tango que dançávamos sem música. Agora minha mão que antes segurava quase inerte o membro rijo, fazia movimentos para masturbá-lo e com isso pude ver seus lábios emitindo um silvo de prazer quase contido.
Quase como num contra-ataque, ele buscou meus seios, apertando a carne e jogando com o cerne endurecido.
Fiz mais um movimento com a mão, que deslizava por conta do líquido pré ejaculatório que eu poderia dizer que jorrava de sua glande, além do suor da minha pele. Senti seu domínio em meus seios aumentar, com fome e força e para acabar com aquilo, me afastei, tirando minha blusa juntamente com o sutiã, correndo em direção a cama e me sentando lá.
Vi seu corpo atlético se mover até o meu, analisando detalhadamente cada curva até que estava de frente a mim e seu osso pélvico em direção ao meu rosto. Seu pau grosso estava ali, erguido, mas antes que eu pudesse tomá-lo na minha boca, senti novamente o polegar de James em meus lábios, abrindo as costuras para que a glande se embrenhasse em minha boca, e sentisse a umidade da minha língua.
Meu marido direcionou sua masculinidade até minha boca com a mão, quase chegando a garganta. Substituí sua mão pela minha, assim o posicionando da forma que queria, além de masturbá-lo com a intensidade que eu gostava.
A mão que antes agarrava seu pau, agora fora para meus cabelos fazendo com que minha cabeça mudasse de ângulo, dessa forma me incentivando a colocá-lo mais profundo para dentro de mim.
Meus dentes provocavam com alguns arranhões, além do meu movimento de masturbação. O líquido pré ejaculatório se misturava a minha saliva mais e mais, da mesma forma que seu pau ficava mais inchado pelo sangue que se acumulava naquela região.
Após poucos minutos naquele ritmo, senti que seu gozo estava próximo e por isso o tirei da minha boca, fazendo assim seu esporro melar meu rosto e meus seios.
Lambi cada gota que se acumulou ao redor dos meus lábios, sugando aquilo como se fosse a água que eu dependia para viver. Parecia que havia se passado anos da última vez que o provei e foi bom voltar a sentir aquela necessidade.
James não permaneceu inerte pós orgasmo, me jogando na cama. Deitei-me e apoiei os cotovelos no colchão para que pudesse observá-lo. Suas mãos deslizavam em minhas pernas nuas, fazendo caminho até minha calcinha que fora retirada em um rasgo. O material contra a minha pele fez com que eu gemesse.
“Caralho, James” falei, trincando o maxilar.
“Puta merda” ele respondeu assim que colocou dois dedos na minha vagina, sentindo o quão encharcada ela estava. "E eu nem te toquei direito. Essa porra vai parecer um rio daqui a pouco" prometeu e isso fez com que um tremor de antecipação transpassasse meu corpo.
Seus dedos começaram com leves movimentos, enquanto ele me beijava, provando do seu próprio gozo. Logo depois ele abaixou, indo mais a meus seios melados pelo esperma, fazendo caminho para o meu umbigo, aonde ele mergulhou a língua como se fosse meu centro.
Um terceiro dedo fora adicionado mas minha mente fora para outros dedos, outro rosto e outro toque. Quando finalmente dei por mim, soltei um grito mais alto do que pretendia
"MAIS, ME FODE MAIS UM POUQUINHO. ISSO NÃO É NEM A METADE DO QUE EU QUERO"
Aparentemente meu clamor foi atendido com um tanto de fúria. Meu marido tirou os três dedos e os substituiu por seu punho fechado, me socando, me rasgando.
“Agora fala, fala que não é nem a metade” senti seu hálito perto do meu centro ainda na pele quente do meu osso pélvico.
“James, mais rápido” choraminguei, ainda que a dor de ser rasgada de dentro para fora com as estocadas estivesse ali. Aquilo me traria prazer ao contrário dos meus pensamentos em David.
Depois de algumas estocadas e minhas paredes se fecharem, a mão do meu marido escorregou pela última vez na minha boceta e eu gemi frustrada por não ter tido meu merecido orgasmo.
Mas antes que eu pudesse soltar qualquer resmungo, sua língua mergulhou em minhas dobras e segundos depois, me fez gozar.
Observei quando tirou a cabeça de entre minhas pernas, lambendo os lábios como se estivesse matando a sede de dias.
Sem falar nada, me beijou, antes de adentrar em mim.
Seus movimentos eram lentos, como se quisesse transmitir que estava com saudade e isso fez com que a culpa me corroesse.
Seu quadril ia de encontro ao meu em movimentos ritmados. Seu pau me rasgava lentamente, como uma chama que demora a se extinguir.
Arranhei suas costas, quando senti meu orgasmo iminente, fitando seus olhos azuis
Gozei profundamente, ainda que minha mente não estivesse gozando plenamente, pois estava projetando imagens de outros olhos tão azuis quanto.
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