Liberty- One Shots
53 Capítulo 53- Stefan, Katherine & Damon.
Notas iniciais

POV Misto. (Katherine e Stefan)
Não podia ser; agora Katherine estava mesmo de volta, isso ia dar problema. Fui para a casa do prefeito Lockwood e ajudava por lá. Logo a vejo e sabia que não era Elena. A afastei de Matt e a levei para fora.
— Não se deve tratar uma dama assim, Stefan. Não aprendeu?- Questionei.
— Você? Dama?- Questionei irônico.
— Sim.- Disse.
— Só se for séculos atrás.- Disse.
— Cala a boca.- Disse.
— O que? Não posso falar da sua idade?- Questionei.
— Não dei autorização para você falar da minha vida.- Disse.
— E eu dei para você entrar na minha e bagunçar tudo aqui?- Perguntei.
— Eu não entrei na sua vida, somente vim matar a saudade dessa cidade tão... acolhedora. Fora que tenho um "namorado" que veio para cá. Então isso não tem nada a ver com você.- Disse.
— Namorado? Coitado.- Disse.
— Pense o que quiser. Está na minha hora agora.- Comecei a sair dali.
A segurei.- Sua hora? Hora de que?
— Não é da sua conta.- Disse.
A coloquei contra uma arvore.- O que você quer aqui?
Ri.- Isso é irônico. Sabia que eu e Damon transamos contra uma arvore?
— E nós num lago, que acho bem mais confortável.- Porque eu estava lembrando disso?— O que você quer?
Sorri e inverti nossa posição, colocando-o contra a arvore.- Você não está em posição de fazer perguntas.
— Você não aparece por nada. Apareceu uma vez apenas para se divertir comigo e com Damon para depois fingir uma morte e sair ilesa de tudo.- Disse.
— Sabe Stefan, eu fico me perguntando porque diabos eu não matei você e Damon.- Passei a mão sobre o coração dele.- Vocês são tão... chatos agora.
— Talvez ainda tenha esperança de que sejamos seus brinquedos.- Disse.
— Pode ser.- Me aproximei dos lábios dele.- Ou estou somente esperando o momento em que essa morte será ainda prazerosa.
— Então porque não o faz? Nunca teve que pensar para tirar obstáculos do seu caminho.- Disse.
— Porque vocês ainda me serão uteis.- Rocei meus lábios nos dele e o soltei, me afastando.- E como vai sua namorada? Sua fantasia sexual não é vê-la de cachos?- Perguntei brincando com o meu.
— Ela é bem melhor que você. Sabe, sem fingir sentimentos é bem melhor.- Disse.
— Ah, eu não duvido que ela seja boa. Afinal, ambas somos Petrovas. Fora que o Damon me beijou pensando ser ela, então...- Falei.
— O que?- Perguntei.
Sorri.- Ai está, o ciúmes novamente. Estou vendo que o ciclo se repetirá novamente. Agora com outra.
— Elena não é você que gosta de brincar com as pessoas.- Disse.
— Claro que não. Ela irá te deixar pelo Damon. Será simples assim.- Falei.
— Nunca.- Disse.
— Quer apostar?- Questionei.
— Esse é o seu prazer, não é? Onde chegar provocar a discordia.- Disse.
Sorri.- Até mais, Stefan.- Dei um tapinha no peito dele e sai.
Katherine! Aquela mulher sempre me deixou doido, mas não ia deixar isso acontecer agora. Ela não tem mais poder nenhum sobre mim, não tem. Sai de lá a procura de Elena.
POV Misto. (Katherine e Damon.)
Stefan me avisou do encontro com Katheriine e depois eu desliguei. Ela estava aqui, devia ter sido ela que eu beijei. Não fiquei mais por ali e fui caminhar um pouco. Eu sabia a verdade agora, tinha sido enganado, mas mesmo assim uma parte idiota minha estava feliz dela estar perto. Nem pensar, não vou ter nada com ela. Segui para casa e notei alguém na sala.- Sabia que isso é invasão?
— Sabia que não me importo?- Rebati.
— Vá embora. A não ser que queira explicar a sua presença.- Disse.
— Que tal saudades?- Questionei.
— De quem?- Perguntei.
— Ai você vai ter que adivinhar.- Sorri.
— O que quer Katherine?- Perguntei.
— Nada.- Disse.
— Você nunca quer nada.- Peguei um whisky.
— Eu sei e isso não é da sua conta.- Disse.
— Passa a ser quando você está dentro da minha casa.- Disse.
— Não é sua e sim do seu sobrinho que você matou, coincidentemente.- Falei.
— Eu sou um Salvatore, a casa é da família, logo minha também.- Disse.
— Se iluda com isso.- Sorri e me levantei.- Bem, pelo jeito não sou bem vinda, então estou indo embora.
Bloquiei a passagem.- Não tão rápido.
— Você sabe que eu posso arrancar seu braço em um segundo, não é?- Questionei.
— Se quisesse já tinha o feito.- Disse.
Peguei o braço dele, torcendo-o e fazendo ele se ajoelhar.- Você duvida?
— Sim.- Disse arfando.- Por algum motivo não quer chamar atenção.
— Eu te criei Damon, até essa sua arrogância você pegou de mim. Eu sei tudo que você é capaz de fazer ou que pensa em fazer. Então não ache que você me surpreende com algo.- Disse tudo isso no seu ouvido e apertei mais o braço dele.- Então eu sugiro que você me trate com mais respeito ou você vai ver seus pais mais cedo do que pensa.
— Respeito? Como se merecesse algum.- Disse.
— Você e seu irmão que experimentem serem arrogantes de novo. Vocês irão sofrer mais do que os judeus nas mãos de Hitler.- O soltei.
— Oh, ela lembra da história. Achei que tantos séculos estavam te deixando caduca.- Botei meu braço no lugar.
Suspirei.- Não sei porque perco meu tempo. Adeus.- Abri a porta e sai.
POV Damon.
Vadia. Terminei minha bebida e tomei mais uma pensando no que não devia pensar. Eu amava ela. Como cheguei ao ponto de nunca perceber nada? Apertei o copo na minha mão e senti uma presença atrás de mim.- Voltou com educação.- Falei sem olhar.
— O que?- Stefan perguntou.
— É você. Esquece.- Disse.
Ele franziu o cenho.- Ok. Vim pegar uma roupa. Vou dormir na Elena hoje. Katherine está a solta por ai.
— Não diga.- Sequei meu copo.- Ela continua a mesma.
— Pois é. Ainda pior, diria.- Ele disse.
— O que temos que saber é o que ela quer aqui.- Disse.
— Algo para ela, com certeza.- Ele disse.
— Tem alguma coisa nessa história, ela precisa de algo. Por isso nunca fica em um lugar.- Falei.
— Damon, vamos deixa-la em paz. Faremos algo só se algo afetar alguém do nosso ciclo. Caso contrário, melhor esquecer que ela existe.- Ele falou.
— O que vai acontecer logo logo.- Disse.
— Não seja pessimista.- Ele disse.
— Espere então.- Disse.
— Bem, vou pegar a roupa e sair.- Ele subiu.
POV Misto. (Damon e Katherine.)
Ele foi e no outro dia eu acertei o que disse; Katherine transformou Caroline em vampira. Parece que ela começava a sair da toca e quando eu saia do Grill a vi encostada na parede.- Passeando?
— Vendo a noite.- Disse.
— Hmm... Sei.- Disse.
— Pois é.- Disse.
A olhei. As roupas atuais caiam bem melhor do que as de época.- Não precisava ter mandado o recado pela Caroline.
— Preferia que fosse por você?- Questionei.
— Só achei que a escolha foi interessante.- Disse.
— Minhas escolhas sempre são interessantes.- Disse.
— Ai eu penso; com tanto vampiro na cidade para quê você quer mais uma?- Perguntei.
— Você vai ter que descobrir.- Disse.
— E não estou longe. Sabe, você deixa rastros.- Disse.
— Sério? Diga-me então.- Disse.
— Como se isso fosse acontecer.- Falei.
Sorri.- Ok então.- Entrei no grill.
A segui e não me importei de ser visto. Tinha conseguido umas coisas, mas queria saber de tudo.
Me sentei em um banco no balcão.- Uma tequila.- Pedi ao garçom.
Ele serviu.- Sozinha?
— Não mais.- Sorri e indiquei a tequila.
— Verdade, ela é ótima.- Ele disse.
— Com certeza.- Disse.
— Seu namorado não liga?- Ele perguntou.
Ele estava dando em cima dela ou era impressão minha?
— Não tenho namorado. Não exatamente.- Disse.
— Você é parente da Elena?- Ele perguntou.
— Sim, sou.- Disse.
Cara de pau, pensei.
— Posso te oferecer mais alguma coisa?- Ele perguntou.
Mordi meu lábio.- Hã... amendoins.
— Vou pegar para você.- Ele disse.
— Obrigada.- Disse.
Eu sabia que não deveria, mas fui até onde ela estava.- Um whisky.
— Me seguindo?- Perguntei.
— Eu venho aqui quase todo dia.- Disse.
— Sei.- Disse.
— Se o Matt não estivesse de folga ele confirmaria.- Disse.
Sorri.- Eu ainda morro com os olhos azuis dele.- Comi dos amendoins.
— Sério? A loira que transformou concorda.- Disse.
— Como se ela fosse páreo para mim.- Disse.
— Ela é divertida.- Falei.
— E...?- Questionei.
— E sabe bem o que faz.- Não ia dizer que o sexo com ela não tinha igual.
— Que bom então. Devia voltar para ela.- Bebi da tequila.- Ao invés de ficar beijando a namorada do seu irmão. Fura olho você, não?
— Ela eu não sei, mas você respondeu. Porque?- Perguntei.
— Respondi o que?- Questionei.
— Não se faça de inocente.- Disse.
— Inocente? De longe eu sou inocente.- Disse.
Ri.- Com certeza não é.
— Pois é.- Disse.
Tinha pegado a garrafa.- Vai?
— Não. Pode ter verbena.- Disse.
— Eu estou bebendo caso não percebeu.- Disse.
— Você ainda não bebeu dela, só pegou.- Bebi da minha tequila.
— Com medo de mim?- Perguntei.
— Só me precavendo.- Disse.
Botei para mim e tomei.
POV Misto. (Katherine e Stefan.)
Alguns dias se passaram e aquilo se tornava entediante. O baile passou e fiquei sabendo de Elijah na cidade. Fiquei sumida um tempo com Mason. Não precisava de um original na minha cola. Depois que os boatos dele por perto passaram, voltei a cidade e me instalei na pousada que tinha por ali.
Estava vindo da casa da Elena e reconheci os cachos a minha frente.- Katherine.
— Olá Stefan.- Disse.
— Ainda aqui?- Perguntei.
— Pois é.- Disse.
— Decidiu ficar?- Questionei.
— Não por muito tempo.- Disse.
O pior é que ela tinha mexido comigo, desde que a vi tinha lembranças de nós.- Então já fez o que veio fazer?
— Ainda não.- Disse.
— Plano difícil então.- Disse.
— Nem me fale.- Falei.
— Deixa eu adivinhar; é algo para salvar sua pele?- Questionei.
— Sempre.- Disse.
— Não esperaria menos de você.- Disse.
— Ainda bem.- Disse.
— Se você não fosse tão egoísta poderia ter ajudado você.- Falei.
— E quem disse que queria?- Questionei.
— Já teria resolvido.- Disse.
Suspirei.- Não seja metido.
— Verdade.- Disse.
— Só isso? Posso ir?- Perguntei.
— Sabe, você já foi mais divertida.- Disse.
— Sério? Que bom.- Disse.
— Mas agora está chata.- Falei.
— Não estou aqui para te agradar.- Disse.
— Ainda bem, se não seria mais chato ainda.- Disse.
Suspirei. Eu estava exausta de discutir com eles.- Ok, achem o que quiserem então. Eu não estou pedindo a opinião de vocês.
A peguei, a colocando contra a parede. A rua estava vazia mesmo.- O que você quer? Depois de tudo que fez que te recebesse de braços abertos?
Balancei a cabeça.- Vocês preferiam estar mortos? Junto comigo? Isso faria você feliz, Stefan?
— Como se você me quisesse com você.- Porque estava discutindo isso com ela? Amava Elena. Os sentimentos por Katherine estavam enterrados... Ou não?
— Se você não acredita em nada que eu digo, porque eu tenho que falar com você? Me solte por bem ou vai soltar por mal.- Disse.
— Que confiança você me dá para acreditar em você?- Perguntei.
— Não te devo nada.- Disse.
— Ah deve, você mentiu para mim.- Disse.
— Sobre?- Perguntei.
— Tudo. Prometeu que seria uma vida boa, que estaria ao meu lado e tudo o que fez foi pensar em você.- Disse.
Suspirei.- Ok, chega.- Empurrei ele.- Vá para o inferno, Stefan. Você e Damon. Estou cansada das acusações de vocês.- Sai dali.
— Merda!- Soquei a parede. Eu tinha que ficar indiferente a ela, mas toda vez que estava por perto é como se o ressentimento aparecesse, mascando o que sentia. Não, não. Katherine já me ferrou uma vez, não vai fazer de novo.
Voltei a pousada e tinha decidido que iria embora daquela cidade amanha. Era preferível viver fugindo de Klaus do que ficar aqui. Fora que era arriscado ficar frente a frente a ele.
POV Misto. (Damon e Katherine.)
Bati na porta, acho que era ali.
Abri e suspirei.- O que você quer?
— Cala boca.- A peguei e a beijei.
Me surpreendi e o afastei.- O que é isso? Você ficou maluco? Entrando no meu e me beijando assim?
— Não era o que você fazia no meu quarto, várias vezes?- A prensei contra parede.
— Digamos que são épocas diferentes. Naquela época você não era um idiota que ficava me tratando como a pior pessoa do mundo sendo que você não é um exemplo.- Disse.
— Por que? Sente falta de como te tratava? Como a coisa mais importante que tinha e que você largou como um vestido que não quis mais?- Eu tinha decidido ir falar com ela no impulso. Sim, um pouco de bebida ajudou, mas depois dos dias que tive percebi que mesmo odiando sentir, não tinha acabado com os sentimentos por ela.
— Não. Aquilo era chato.- Disse.
— Uma verdade, afinal.- Se descobrir a verdade dela era ruim, ouvir tudo dela era pior, mas eu precisava disso.
— Agora me solta e sai daqui.- Disse.
— É isso que você quer?- Imbecil, vai embora.
— Sim.- Disse.
A soltei, deixando minha cabeça baixa.- Para que você fez tantas promessas sem intenção de cumprir? Diversão?
— Não é da sua conta.- Disse.
— Que inferno Katherine! Quantas vezes você vai foder a minha vida?- Perguntei.
— Eu não estou fazendo nada! Vocês que não me deixam em paz! Se quer que eu suma da sua vida simplesmente não me procure, simples. Deixa de ser um bebê chorão. Ninguém gosta de homem chorão.- Disse.
A encarei.- Vá se forde e depois para o inferno que é o seu lugar.- Sai dali antes que fizesse mais besteira.
Revirei os olhos. Caras chatos esses dois. Reclamam e eles que procuram. Tirei minha roupa e fui para o banho.
Sai de lá e me sentia o pior babaca do mundo. Para que fui atrás dela? Para que falei as coisas? Katherine sempre mexeu comigo, desde a primeira vez que a vi, mas estava na hora de terminar isso e esquece-la de uma vez por todas.
Quando o dia amanheceu, arrumei minhas coisas e sai da pousada. Peguei um táxi para ir embora daquela cidade.
POV Misto. (Katherine e Stefan.)
Damon tinha passado a noite fora e não quis ir na Elena, não depois da conversa com a Katherine e minha cabeça ficar uma confusão. Sai e ia dirigir. Mesmo evitando as lembrança da outra época, elas vinham e estavam me deixando doido. Eu tinha que resistir. Passei por um táxi... Katherine. Dei meia volta e o fechei.
Respirei fundo.- Santo Deus.
Desci do carro e a tirei dele.
— O que você está fazendo?- Questionei.
Num impulso, a beijei. A boca dela era como lembrava.
O afastei.- O que vocês querem? Parem de me beijar! Eu estou cansada disso e desse lenga lenga seu e do seu irmão.
— Não era isso que você queria? E não sei o que o Damon anda fazendo.- Disse.
— Eu não quero nada que seja seu! Me deixem em paz em de uma vez!- Exclamei com raiva.
— Não dá para entender você!- Disse.
— Me esquece!- Voltei ao táxi.
Ela não queria nada.- Sua atitude comprova que tudo o que fez e falou um dia era mentira.
— Pense o que quiser.- Disse.
— Pois é, você não se importa. Idiota é quem pensa em você.- Virei as costas voltando para o carro e seguindo pela estrada.
Entrei no táxi novamente, compeli o motorista para esquecer o que viu e ele seguiu o caminho.
Me senti mal pelo ocorrido e pedi tempo a Elena. Ela não entendeu, mas não podia ficar com ela estando confuso. A deixei e fui para casa. Alguns dias passaram e eu e Damon fomos buscar sangue no hopsital da cidade vizinha para não desfalcar demais o da cidade. Chegamos lá e logo reconheci a cascata de cachos.
Senti uma presença atrás de mim, mas resolvi nem olhar para trás. Sempre que fazia isso, eu era ofendida de algum jeito ou sentia uma incrível vontade de matar. Então continuei caminhando e entrei em uma loja.
POV Stefan.
O pior era que íamos no mesmo sentido dela.- Damon, você a viu?
— Sim. Não tinha como não ser ela, principalmente porque entrou em uma joalheria.- Ele disse.
— Velhos hábitos não mudam.- Disse.
— Não mesmo.- Ele falou.
— Nunca perguntei; o que você fez a ela?- Questionei.
— Eu?- Ele perguntou.
— Sim, ela que disse.- Disse.
— Só fiz perguntas.- Ele disse.
— Imagino as suas perguntas.- Disse.
— Nada demais.- Ele disse.
— Sei.- Entramos no hospital e precisamos compelir alguns enfermeiros para não falarem nada. Pegamos e saímos de lá. Meu telefone tocou e era Elena, desliguei.
— Ignorando a namorada?- Ele questionou.
— Você sabe que estamos dando um tempo.- Disse.
— E porque? Até esses dias vocês estavam na fase "lua de mel".- Ele disse.
— Como se eu fosse dizer a você.- Disse.
— Ok então.- Ele falou.
Tentava não falar, mesmo que ele fosse a unica pessoa que entenderia a minha cabeça no momento.- E você?
— Solteiro.- Ele respondeu.
— Qual o objetivo agora? Depois da missão Katherine.- Disse.
— Missão Katherine?- Ele perguntou.
— Tira-la da tumba, reencontra-la...- Disse.
— Bem, primeiro essa missão não deu certo e agora não sei.- Ele falou.
— O que tem naquela mulher? Porque não a tiramos da nossa vida de uma vez?- Questionei.
Ele sorriu.- Você sabe muito bem o que ela tem.
— Sei? Foi você que foi para a arvore com ela.- Ri também, apesar de não acreditar estar tendo essa conversa.
Ele riu.- Fazer o que? Não dá para aguentar muito tempo com ela por perto. Aquela mulher exala sexo de todos os poros.
— Verdade.- Disse.
— Pois é.- Ele disse.
Suspirei.- Eu fui atrás dela. Não devia, mas fiz essa burrada.
— Eu também fui.- Ele disse.
— Você era certo fazer.- Disse.
— Obrigado pelo crédito.- Ele disse.
— Você sempre foi mais cego por ela.- Disse.
— E você tem uma visão ótima, não é?- Ele questionou.
— Pelo menos eu tentei resistir.- Disse.
— Claro. Elena está de acordo.- Ele disse.
Tínhamos parado e estávamos encostados no carro que estava na mesma rua que tínhamos a visto.- Foi por causa disso.
— O que?- Ele perguntou.
— O tempo que pedi.- Disse.
— Eu imaginei.- Ele disse.
— Eu fui atrás dela. Não devia estar pensando direito. Não sei até onde teria ido se ela não tivesse me parado.- Disse.
— Eu sei. Bem fundo dentro dela.- Ele falou.
— Pior que sim! Merda, eu não fiquei louco por ela como você e mesmo assim quando ela aparece...- Eu ficava frustado comigo mesmo.
— Você fica louco e duro na mesma hora. Eu sei como é.- Ele disse.
— Fora que não dá para entender essa mulher.- Disse.
— Nunca deu.- Ele disse.
Enquanto falávamos, ela saiu da loja que estava. Essa era uma de lingerie e ambos a olhavámos. Katherine tinha um fáscinio que só quem já a tinha tido percebia. Eu adorava o fato de como ela era confiante e segura de si.
POV Misto. (Katherine e Stefan.)
Suspirei.- Vocês?
— Não se preocupe, não viemos lhe incomodar.- Disse.
— Menos mal.- Falei.
— Compras?- Damon perguntou.
— Sim.- Disse.
— Que novidade.- Disse.
— Pois é.- Falei.
Ele olhou o irmão, parecendo pensar em algo.- Quer ir beber algo?
— Melhor não.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Porque não confio em vocês.- Disse.
— Aunt. Que pena, conheço um bar excelente aqui.- Ele disse.
— Bom para você.- Disse.
— Não quer, não quer. Vamos embora Damon.- Disse.
— Adeus.- Disse.
POV Stefan.
— Adeus.- Entramos no carro e foi uma uma viagem silenciosa de volta. Eu fui direto a casa da Elena, não podia a deixar esperando assim, porque eu não sabia por quanto tempo eu ficaria assim. Foi uma conversa estranha, mas me sentia muito melhor de ser verdadeiro com ela. Damon e eu as vezes conversávamos mais sobre tudo e estavámos muito melhor. A cidade estava calma então por vezes saíamos de lá. Hoje viemos na cidade vizinha de novo e entramos num bar.- Diz que você vai variar de Whisky.
— Nunca.- Ele disse.
— Não sei como não enjoa.- Pedi uma vodca.
— Assim como não enjoo de sangue.- Ele falou.
— É alimento, é diferente.- Tomei direto da garrafa.
— Só para você.- Ele disse.
— Não comece.- Apontei para ele e pensei.- Seu fi... Babaca, fez questão de desviar minha atenção para eu não lembrar, não é?
— Do que está falando?- Ele questionou.
— É seu aniversário!- Exclamei.
— Você está louco.- Ele disse.
— Não estou nada e para de disfarçar. O Amber traz mais uma rodada aqui, temos que comemorar.- Disse.
Ele suspirou.- Você é pior do que a Caroline.
Para de reclamar.- Começamos a beber e ela foi escolher umas músicas naquelas maquinhinhas. Acabou que estávamos fazendo uma festa. Com direito a todas as garçonetes do bar.
POV Damon.
— Você já está bebado?- Dançava em cima do balcão.
— E vampiros ficam realmente bêbados? Estamos mortos. Eis a questão.- Ele disse.
— O lado bom? Sem ressaca.- Deslizei a mão pela perna da garota que dançava comigo e a mordi.- Delícia.
— A unica parte boa.- Ele bebeu da tequila.
— Ok, você venceu. É meu aniversário, então dividi comigo.- Passei a garota para ele.
— Hã.. não.- Ele se afastou da garota.- Eu não me alimento de sangue humano, você sabe.
— Tenho que te ensinar isso, mas depois.- Bebemos mais, apostamos e rimos. Era estranho, mas uma sensação boa. Depois de compelir todos de lá, saímos e andando pela cidade enquanto ríamos, esbarrei em uma mulher.- Opa, desculpa ai gostosa.- Falei antes de ver quem era.
— Sério? Isso só pode ser Karma mesmo.- Ela disse.
— Foi mal.- Virei as costas para ela.- Stefan, seu organizador de festa de meia tigela, cadê meu bolo?
— Você não gosta de bolos.- Ele disse.
— Então vamos, sei onde podemos nos divertir.- Disse.
— Tudo bem.- Ele disse.
— Tchau Srta. Katherine.- Imitei minha própria voz e fomos embora dali.
POV Katherine.
Revirei os olhos e continuei meu caminho até uma cafeteria/livraria. Você podia tomar café e comer alguma coisa e alugar um livro enquanto isso. Era meu lugar preferido da cidade. Peguei um livro e um café, logo me sentando.
POV Damon.
Fomos para uma boate e dançamos até enjoar. Quando saímos podia jurar que escutei um murmurio.- Escutou isso?
— Sim.- Ele disse.
Estávamos perto de uma praça e os barulhos vinham de lá. Teve um silvo e depois um gemer, era uma mulher.- Vem de lá.
— Vamos lá então.- Ele disse.
Chegamos mais perto e deu para ver pela pouca iluminação.- Katherine?- Ela estava fraca, amarrada numa arvore e com umas flechas banhadas com verbena, podia sentir o cheiro. Procurei e encontrei o atirador. Se gabava, era um caçador.- Eu pego ele, você tira ela dali.
— Pode deixar.- Ele foi até Katherine.
Dei a volta e chamei a atenção dele, antes dele me atingir eu arranquei o coração dele.- Urgh, sangue com verbena.- Larguei ali e fui até eles.- Como ela está?
— Desmaiada. Tem pedaços de madeira dentro dela, melhor a levarmos para casa.- Ele disse.
— Vamos, vou pegar o carro.- Disse.
— Ok.- Ele falou.
Sai e os peguei. A viagem até que foi rápida. Chegamos e a botamos numa cama dos quartos de visita. Busquei algumas bolsas de sangue, ela ia precisar.- Aquele caçador fez um estrago.
— Com certeza fez.- Ele disse.
— Acho melhor tirar a blusa dela, fica mais fácil.- Disse.
— Ok.- Ele rasgou a blusa dela.
— Sempre renda.- Disse.
Ele riu.- Sempre.
— Vamos deixar de taradisse e tirar isso dela.- Disse.
— Ok, vamos lá.- Ele enfiou a mão dentro do estomago dela, procurando a madeira.
Ela reagiu e eu a seguerei.- Ei, calma.
Ela somente gemeu de dor.
Ela já tinha fodido com a minha vida de várias formas, mas meu coração se apertou ao ver ela assim. Só a mantinha ali enquanto Stefan procurava e tirava cada pedaço de madeira do corpo dela.
— Pronto.- Ele disse.
Ela se mexeu, começando a acordar.
POV Misto. (Damon e Katherine.)
Peguei uma bolsa de sangue.- Kath, tome.- Botei na boca dela.
Logo senti o sangue e me retrai ao senti-lo gelado na minha boca.
— É o que tem, não deu para arrumar alguém para você.- Disse.
Suspirei e bebi dali mesmo.
Ela ganhou um pouco de cor e tomou das outras. Confesso que queria ficar ali, com meu braço em volta dela e a cuidando.
Me ajeitei um pouco na cama.- Como me acharam?
— Estávamos voltando da minha festa e ouvimos os sons.- Disse.
— Obrigada então. Eu provavelmente estaria morta agora.- Disse.
— Mas não está. Se quiser tomar banho, fique a vontade. Deve ter alguma roupa aqui e descanse.- Stefan disse.
— Vou aceitar o banho e roupa é o de menos.- Me levantei.
— Claro que não. Vai querer mais sangue?- Perguntei.
— Desse não.- Disse.
— Bem, eu vou tomar um banho também. Estou cheirando a...- Ele começou.
— Tequila com vodca e aquela ruiva ou era morena?- Questionei.
— As duas.- Ele riu.
— Parece que se divertiram então.- Tirei o sutiã e entrei no banheiro.
Não olhe, não olhe, eu não sou forte assim. Olhei, na verdade cheguei até a porta do banheiro.- Claro, esse topetudo inventou de comemorar meu aniversário então tivemos que fazer em grande estilo.
— Topetudo? Valeu.- Ele disse.
Ri.- Seu topete é fofo, Stefan.- Tirei a calça que usava.
— Fofo?- Ele questionou.
— Claro que é.- Puta merda. Fica firme, não ceda.
— Sim. Ainda mais quando se bagunça.- Tirei a calcinha.
Ele também tentava se manter firme.- Podem parando.
— Ele fica bravo. Bem, você está bem então eu vou tomar banho.- Disse.
— Eu também. Qualquer coisa chama.- E ambos saíram.
Ri e tirei as jóias que usava. Entrei no banho e me limpei bem. Estava cheia de sangue. Quando terminei o banho, me enrolei em uma toalha e fui procura-los.
POV Misto. (Katherine e Stefan.)
Tinha tomado banho e sorri me vestindo. Foi divertido com Damon, não me lembro de termos uma noite assim. Era como ter meu irmão de volta. Botei uma calça e desci para tomar um café.
Escutei um barulho na cozinha e fui até lá.- Hey, onde fica as roupas? Ou uma camisa de um de vocês serve.
— Nos quartos lá em cima.- Tentei ignorar ela de toalha e umida.
— Ok, valeu.- Subi.
POV Misto. (Katherine e Damon.)
Estava saindo do banho. Foi uma noite divertida. Estava de cueca enquanto pegava uma calça e a porta do meu quarto foi aberta.
— Oh, porta errada. Desculpe.- Disse.
— O que tá procurando?- Perguntei.
— Roupas.- Disse.
— Vê ali na cômoda, nas gavetas de baixo.- Disse.
— Ok.- Fui até onde ele disse, procurando.
Coloquei uma calça e me joguei na cama, mexendo no celular e rindo das fotos que tiramos.
— O que foi?- Perguntei.
— Nada, só rindo das fotos de hoje.- Disse.
— Ah sim e achei. Vou ir me vestir.- Peguei as roupas e sai.
Suspirei. Tinha conseguido. Resistir a ela era um desafio e eu ia conseguir. Acabei ficando por ali e dormindo. Pela manhã por incrível que pareça Katherine ainda estava lá. Peguei um café e me sentei na varanda, gostava de ficar ali.
POV Misto. (Katherine e Stefan.)
Me acordei, me vesti e desci. Fiz um café para mim e fui me sentar na sala.
— Bom dia.- Disse.
— Bom dia.- Falei.
A olhei.- Vai ficar?
— Por um tempo, se não incomodo.- Disse.
— Não vejo problema.- Disse.
— Só não me confunda com sua namorada, Damon já o fez.- Sorri.
— Não tenho mais namorada.- Disse.
— Sério? Porque?- Questionei.
— Algumas coisas. Preferi não a prender a mim.- Disse.
— Ah sim, entendo. Agora ela pode ficar com o Matty. Ele é tão... sexy.- Mordi meu lábio e bebi do café.
— Isso você que está dizendo.- Disse.
— Ele é.- Falei.
— Não faz meu tipo.- Disse.
— E qual o seu tipo?- Perguntei.
— Mulheres.- Disse.
Ri.- Você é tão fofo, Stefan. Quando você é vampiro, não se existe mais gênero.
— Oh, existe sim.- Disse.
— Bem, eu já transei com mulheres. Não foi uma maravilha, mas ela era jeitosa até.- Dei de ombros e comi do sanduíche.
— Isso não me é de total estranho, já estive no meio de duas.- Dei de ombros.
— Oh meu Deus Stefan, estou chocado!- Ele fez cara de espanto.
Ri.- Stefan Salvatore no meio de duas mulheres, isso é estranho. Fora que elas deviam ser muito desinibidas. E eu pensando que você tinha sido meu pupilo mais quieto.
— Posso surpreender.- Disse.
— Realmente.- Me levantei e fui até a cozinha.
— Duas?- Ele questionou.
— Não me olha como se não tivesse feito.- Disse.
Ele riu.- Três.
Voltei a sala.- Acho que vou ir comprar umas roupas. Essa daqui é muito sem graça.
— É normal.- Ele disse.
— Como assim?- Perguntei.
— É uma roupa normal, não sem graça.- Ele falou.
— Se você gosta, tudo bem. Até mais.- Sai.
POV Stefan.
— Ela vai ficar?- Ele perguntou.
— Sim.- Disse.
— Essa eu quero ver como vai ser.- Ele disse.
— Porque?- Perguntei.
— Nós dois com ela aqui.- Ele disse.
— O que tem?- Questionei.
Ele riu.- Nada.
— Fala.- Disse.
— Das duas uma; ou vamos matar ela ou vamos parar na cama dela.- Ele disse.
— Não estou com vontade de mata-la, então...- Disse.
Ele riu.- Depois eu que sou fraco.
— Não estou falando nada.- Disse.
Ele terminou o café rindo.
— O que foi?- Perguntei.
— Estou procurando o cara que me chamou de burro por ainda sentir algo por ela.- Ele disse.
— Engraçadinho. O que posso fazer?- Perguntei.
— Nada.- Ele disse.
— Pois é.- Disse.
POV Misto. (Katherine e Stefan.)
Ele estava certo, mas não podia mais lutar com isso. Se ela chegasse aqui agora, disposta, eu a faria minha sem problemas. Mas ela dificultava. Nos dias que ela está aqui, ela provoca sensualização, mas se me aproximo, ela se afasta e isso tá me deixando doido. Agora tinha descido e ao passar pela cozinha, ela está olhando a geladeira com uma camisola que me dá uma visão completa.
Sorri ao sentir a presença de Stefan e me virei.- Hey, bom dia.
— Bom dia.- Disse sorrindo e nem me preocupando em esconder o volume na minha calça.
Mordi meu lábio inferior.- Vou fazer ovos mexidos com bacon. Quer?
— Quero.- Disse.
— Ok.- Me virei e comecei a fazer.
Cheguei junto dela.- Não quer ajuda?
— Claro, seria ótimo.- Disse.
— Em que?- Perguntei.
— Vai fritando o bacon.- Disse.
— Só nisso?- Perguntei.
— Sugere alguma coisa?- Questionei.
— Eu?- Passei o braço ao redor da cintura dela.- Posso pensar em muita coisa.
Sorri.- É? Tipo?
Beijei o pescoço dela.- Acho essa bem atraente, você não?
Me arrepiei.- Com certeza é.
A virei e a peguei, colocando em cima da mesa e fui para beija-la.
Coloquei meu dedo sobre os lábios dele.- Por mais que eu queira, melhor não.
— O que?- Ela queria me deixar maluco, só pode.
— Eu sei que eu machuquei você e Damon no passado e não quero fazer isso novamente. E como antes, eu não irei conseguir escolher entre vocês.- Disse.
— Deixamos escolhas para depois.- Sem dar espaço para ela recuar, a segurei e a beijei.
Retribui o beijo.
Não ia mais ficar obedecendo ela. Eu a queria e a teria.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.
A trazia para mais junto de mim e minha mão subia pela coxa dela.
Parei o beijo, descendo do balcão.- Não Stefan, eu não posso.
— Katherine...- Disse.
— O que?- Perguntei.
A segurei e puxei pela mão, a predendo a mim.- Você não quer mesmo ir.- Beijei o pescoço dela.
Suspirei pesadamente.- Eu não quero. Mas eu não posso fazer isso com você e Damon. Não novamente.
— Não somos os mesmos.- Passei minhas presas, arranhando seu pescoço.
— O que está sugerindo com isso?- Perguntei.
— Você nos conhece, mas nem tanto.- Disse.
— Ah é? Então diga- me.- Disse.
— Só digo no meu quarto.- Falei no ouvido dela.
Mordi meu lábio.- Ok.
A levei para meu quarto, encostei a porta e logo depois jogando Katherine na cama.
— Ok, fale agora. Não vai me deixar curiosa.- Disse.
— Falar? Falar o que?- Desci minha boca pelo pescoço em direção ao colo.
Virei ele na cama, ficando por cima dele.- Stefan, eu estou falando sério. Eu não posso transar com você. Não assim. Depois eu machuco vocês e ai vocês ficam me jogando na cara. E eu gosto de vocês, mais do que deveria.
Subi as mãos pela cintura dela.- Está me deixando louco assim.
— Eu estou vendo que você está louco.- Disse.
— E mesmo assim vai me deixar desse jeito?- Perguntei.
— Não me faça me sentir culpada, Stefan.- Disse.
— Você que está querendo ir.- Baixei uma das alças dela.
Suspirei.- Você é insistente. Mais do que eu me lembrava.
— Eu disse que mudei.- Disse.
— Estou vendo.- Disse.
Voltei a mão em sua perna.- Vamos Kathrine, eu estou louco por você. E Damon nem está em casa para discutir algo.
Me inclinei sobre ele e o beijei.- Desculpe, terá que esperar mais um pouco.
Suspirei frustado.- Ok.- Disse a contra gosto.
Acariciei o rosto dele.- Não fique assim. Em breve você me terá, prometo.
— Deixamos todo o café lá, vamos.- A levantei do meu colo.
— Tudo bem.- Disse.
Descemos e fomos para a cozinha.
POV Misto. (Damon e Katherine.)
Tinha saído e me alimentei um pouco. Katherine estava me enlouquecendo, o que não era novidade. Arrumei uma garota e durante o sexo, só o rosto dela vinha a minha mente, como me provocava em tudo o que eu fazia. Cheguei em casa no fim da tarde e não vi ninguém até passar pelo quarto dela. Ah, ótimo. Ela estava de roupa de casa, curta claro, de bruços. Parei na porta, a observando.
Senti uma presença e me virei para olhar.- Hey Damon.
— Atrapalho?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Tudo bem aqui? Está quieto.- Me sentei na cama.
— Está tudo bem sim. Stefan está no quarto.- Disse.
— Ok. E você? Gostando da nova estadia?- Subi a mão por suas costas.
Olhei a mão dele.- Estou sim. Espero não estar atrapalhando.
— Que nada.- Subi até a nuca, tocando ali.
Me arrepiei.- Que bom.
Me aproximei, trocando minha mão pela minha boca.- Ter você aqui é um prazer.
Me virei de lado.- É?
— Quase completamente.- Disse.
— Quase?- Perguntei.
— Sim.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Falta uma coisa.- Disse.
— O que?- Perguntei.
— Ter você.- A beijei.
Retribui o beijo.
Me colei mais nela e intensifiquei o beijo.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava seus cabelos.
Acabei por me deitar junto dela e minha mão correu o seu corpo que eu conhecia bem.
Parei o beijo delicadamente.- Damon, não vamos transar agora. Se é isso que pensa.
— Kath, não faça isso. Não depois de dias me deixando doido.- Beijava o pescoço dela.
Me arrepiava aos beijos dele.- Acredite não é por querer. Mas eu não posso transar com você sendo que gosto de você e Stefan. Disse isso a ele hoje.
Isso era uma boa forma de me fazer parar.- Disse?
— Sim.- Disse.
— Não posso dizer que seja uma novidade.- Falei.
— Menos mal.- Disse.
Me sentei.- E o que quer fazer?
— Não sei. Mas não quero magoa-los novamente.- Disse.
— Mas eu já esperei demais para ter você.- Beijei o ombro dela.
— Bem, mesmo que isso seja contra todos os meus conceitos, porque você, eu e Stefan não conversamos? Podemos tentar resolver isso de algum jeito.- Disse.
— É a única opção aqui.- Disse.
— Como assim?- Perguntei.
— Conversarmos.- Disse.
— Ah sim.- Falei.
— Então vamos.- Disse.
— Vamos.- Falei.
Bati na porta do Stefan e fomos todos para a sala.
— O que foi?- Ele perguntou.
— Vamos conversar sobre a nossa... situação.- Disse.
— Como você quer?- Ele perguntou.
— Hã... não sei. Vamos ver agora.- Disse.
— Não é tão complicado. Você quer nós dois. A questão é se nós dois conseguimos dividir você.- Disse.
— Exatamente.- Falei.
— Bem, se você não ficar surtando toda vez que eu estiver com ela...- Ele disse.
— Nenhum dos dois podem surtar.- Disse.
— Eu não surto.- Disse.
— Imagina que não.- Disse.
— Ei!- Exclamei.
— É a verdade.- Disse.
— Ok.- Disse.
— Então...?- Questionei.
— Tudo bem por mim.- Ele disse.
— E você Damon?- Perguntei.
— Tudo bem, mas aí de você se a colocar contra mim.- Disse.
Ri.- Ele não vai. Ninguém vai.
— Já vai defender ele?- Perguntei.
— Damon, pelo amor de Deus, não comece.- Disse.
— Sem preferências.- Disse.
— Não tenho preferências.- Disse.
— Contanto que ele se comporte.- Ele disse.
— Ok, vocês são impossíveis.- Disse.
— Eu não sou criança irmão. Podemos dar certo, mas a senhorita não vai embora, não é?- Questionei.
— Não sem vocês.- Disse.
— É uma promessa? E que se acontecer algo você não vai nos excluir?- Ele questionou.
Suspirei.- Sim, é. Eu vou contar tudo a vocês e porque eu não para em um lugar. Mas vocês devem saber que ficando comigo a vida de vocês corre perigo a todo segundo.
— Sem problemas.- Disse.
— Ok então.- Disse.
— É só?- Questionei.
— Acho que sim.- Disse.
— Você sempre quis isso não é?- Ele perguntou.
— Isso o que?- Questionei.
— Os dois.- Disse.
— Vocês estão com amnésia? Eu já tive os dois.- Sorri e subi para o quarto.
Fomos atrás dela.- Mas não assim amor.
— Vocês eram mais possessivos na época, mas ok.- Disse.
— Reclamando?- Stefan perguntou.
— Reclamando de como eram antes? Sim. Ninguém manda em mim e eu não sou de ninguém.- Disse.
— Então acho que está na hora de aproveitar as mudanças.- Disse.
— Sim, está.- Falei.
POV Misto. (Stefan e Katherine.)
— Não tem porque esperar mais.- A beijei.
Retribui o beijo.
A puxei para mim e intensifiquei o beijo.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e acariciava sua nuca.
Subi a mão pela perna dela e a puxei para mim, a desejava mais que tudo.
Parei o beijo delicadamente.- Você não vem, Damon?
Ele se aproximou dela e a beijou.
Retribui o beijo.
Enquanto Damon a beijava, minha boca foi para seu pescoço como lembrei que ela gostou mais cedo.
Me arrepiei ao que ele fez.
Ele a virou totalmente para ele e prendia sua cintura contra a dela.
Corria a boca até seu colo e voltava ao pescoço.
Tirei a camisa de Damon e logo a de Stefan também.
Ele tirou a blusa dela e sorriu por estar sem sutiã.
— O que foi?- Perguntei.
— Você sempre gostosa nua.- Ele disse.
— Só nua?- Perguntei divertida.
— Principalmente nua.- Disse.
Sorri.- Obrigada.
— Agradeça quando tiver vários orgasmos.- Disse em seu ouvido.
Sorri e mordi meu lábio.- Hoje eu me contento com dois.
— Dois só? Você é mais gulosa que isso.- Ele disse.
— É, mas a saudade é mais forte que a gula.- Disse.
— Sente saudades querida?- Perguntei.
— De vocês? É uma saudade de 150 anos. Então os vários orgasmos que nós três vamos ter durante nossa eternidade, fica para a partir de amanha. Hoje eu só quero matar a saudade, sem pensar neles especificamente.- Os empurrei para a cama.
— Seu pedido é uma ordem.- Ele a beijou
A puxei para a cama e passei a tirar o short dela.
Retribui o beijo de Damon e comecei a abrir a calça de Stefan.
Ajudei ela a tirar e Damon deu espaço ficando por trás dela, e eu assumi a frente.
Como Damon estava atrás, beijei Stefan.
Retribui o beijo e me coloquei entre as pernas dela, gemendo com o contato dos nossos sexos.
Gemi também contra os lábios dele e entrelacei meus dedos em seu cabelo.
Não esperei para me afundar dentro dela, mas agora eu era experiente, não um garoto que mal sabia o que fazia.
Gemi e sorri contra os lábios dele.- Você melhorou muito com os anos.- Desci minha mão pelo abdômen dele.
— Você não faz idéia.- Falei no ouvido dela e mordi sua orelha.
Sorri.- Vem aqui Damon. Você não passou 150 anos me amando? Acho que preciso cuidar bem de você.
Ele sorriu.- Olha que posso pensar em muitos jeitos.
— Quais?- Perguntei.
— Sempre teve mãos habilidosas.- Ele disse.
Sorri.- Aproxime-se então.
Ele tirou a calça junto com a cueca e ficou mais perto dela.
Entrelacei melhor minha perna na cintura de Stefan e comecei a tocar Damon.
Não precisava controlar o ritmo, afinal era Katherine, isso era uma das coisas que não me satisfazia com Elena; tinha sempre que me conter.
Gemi e beijei Stefan novamente, não deixando de tocar Damon.
Ele gemia e com o prazer descontraía a sensação de estranheza, relaxando.
Descia minha mão desocupada pelas costas de Stefan e aumentava o ritmo de minha mão em Damon.
Mordia de leve seu pescoço e ritmava junto com ela. Era estranho ver onde a outra mão dela ia, mas era só não me importar.
Subi a minha mão que estava nas costas de Stefan para seus cabelos e entrelacei ali, continuando o beijo.
— Eu sempre gostei de como o puxava.- Disse sussurando no ouvido dela.
Sorri.- Que bom.
Agora ia mais forte e fundo.- Sempre gostei. De tudo.
— Você não disse isso quando voltei.- Disse.
— Não lembre aquilo, eu estava com raiva.- Falei.
— Sei.- Disse.
— Não acredita?- Perguntei.
— Não.- Disse.
— Uma hora vai.- Apertava a coxa dela e a outra brincava em seu seio.
— Talvez.- O beijei novamente.
O beijo era intenso, ardente e gostoso. Matava a saudade dela, mesmo que não soubesse que sentia tanta.
Não demorou muito ao orgasmo chegar e foi ótimo, como sempre foi com os dois.
— Eu te amo.- Sorri, ainda por cima dela e a olhando.
— Eu também te amo.- Disse.
A beijei novamente.
Retribui o beijo.
— Você é incrível.- Disse.
— Obrigada.- Falei.
— Você sabe que é.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
— Kath...- Sorri, me deitando ao seu lado.
— O que?- Perguntei.
— Nada.- Falei.
— Ah sim.- Disse.
— Por incrível que pareça, você está melhor.- Disse.
— Eu sei.- Disse.
— Metida.- Ele disse.
— Sempre.- Disse.
— Você é ótima. Gozar com você é fácil.- Disse.
Sorri.- Que bom.
POV Misto. (Damon e Katherine.)
Deslizei a mão pela frente dela.- Está linda.
— Igual as outras.- Ri.
A visão dela e do Stefan era um tanto incomoda, mas não me preocupava. Era minha vez de estar com ela e não ia deixar nada estragar.
Deitei de bruços e me estiquei para pegar minha garrafinha com água que estava ao lado da cama, logo bebendo.
— Água?- Perguntei.
— Sabe qual um truque bom para vampiros? Tomar água. Aumenta o sangue no organismo e você sente menas sede e tem mais controle. Tipo, em humanos faz o mesmo, em nós também. Porque sentimos sede quando o sangue no nosso corpo está acabando e isso é bem rápido.- Disse.
— Interessante, vou testar essa teoria.- Falei.
— Teste sim.- Disse.
Continuei os toques, mas agora minhas mãos percorriam todo o seu corpo.
Sorri.- Cento e cinquenta anos me esperando sair de uma tumba e você não parece tão ansioso assim. Deve concluir que você não virou padre nem nada.- Disse divertida.
— Padre?- Ri.- Consegue me imaginar assim?
— Seria gostoso.- Sorri.
— Não ia preferir um diabinho?- Perguntei ficando de frente para ela.
— Isso você sempre foi.- Stefan disse.
Ri.- Verdade. Mas é legal tirar a santidade dos padres.
— Bem sua cara.- Ele disse.
A virei e comecei beijando do seu pescoço, passando pelo colo, barriga e chegava ao meu alvo.
Sorri.- Senhor Salvatore, o que eu falei sobre somente matarmos a saudade hoje?
— E eu estou matando.- Disse.
— Mas eu não quero matar a saudade desse jeito.- Disse.
— E como quer? Apesar de você sempre ter gostado da minha boca.- Falei.
— Sim, mas isso era meu lado egoísta. Hoje eu quero matar a saudade com você. Não assim. Quero senti-lo de verdade e sua boca fica perfeita na minha.- Disse.
Sorri e voltei a ela.- Isso é fácil de fazer.- A beijei.
Retribui o beijo.
A levantei para que ficasse em meu colo. Claro que estava excitado.
Envolvi meus braços no pescoço dele e acariciava seus cabelos.
Segurava ela pela cintura até que se encaixasse em mim. Gemi. Esperei por tanto tempo ter essa sensação de novo. Claro, não era exatamente como imaginei, mas não vou me apegar nesses detalhes.
Começamos a nos movimentar e minhas mãos desciam pelas costas dele.
— Suas unhas sempre foram más comigo.- Disse.
— Imagina se tivesse garras?- Perguntei.
— Pobre de mim, mas eu me curo rápido.- Disse.
— Ainda bem.- Falei.
— Sim.- Beijava ela, mas também dei atenção aos seus seios. Eu adorava eles. Vi que Stefan passou a beijar as costas dela, não me importei.
Gemi e suspirei pesadamente. Era bom sentir os lábios dos dois. Não sabia qual era o mais macio ou doce.
É, eu amava aquela maluca, ou eu seja o maluco. Ela me usou, me largou, voltou, me magoou, mas mesmo assim eu estou aqui; feliz por estar com ela. Não sei o quanto esse sentimento pode ser profundo, só sei que é, pois ele está aqui; firme e forte.
Beijei-o novamente e minha mão descia pelo seu abdômen.
Enquanto aumentava o ritmo, ela seguia prazerosamente em cima de mim e gostava daquela visão. Quando não estavam colados no meu peito, os seios dela balançavam e seus cachos emolduravam seu rosto, e a forma que caiam a deixava mais sexy.
— Vocês dois ficaram ainda melhores depois de vampiros. Só sinto falta do sangue.- Sorri e o beijei no pescoço.
— Não se pode ter tudo Kath.- Ele disse.
— Mas você pode testar.- Disse.
Fiz cara de nojo.- Prefiro quente, obrigada.
— Vou fingir que não me chamou de gelado.- Disse.
Ri.- Desculpe.
— Quem sabe eu desculpe.- Gemi. Ela gostava de me provocar com os movimentos.- Depois eu vejo isso.
Sorri.- Melhor.- O beijei novamente.
Do jeito que íamos, não demorou mais para ter o orgasmo junto com ela. Essa era a melhor sensação que eu me lembrava.
Parávamos o beijo lentamente.
A olhei e sorri.- Minha Kath.
Sorri de volta e sai do colo dele, me deitando na cama.
Eu desabei de um lado dela, pegando sua mão e beijando. Stefan fez o mesmo.- Só eu acho que isso não deu nem para começar a matar a saudade?
— Concordo.- Ele disse.
Sorri.- Teremos muitos dias para isso.- Como estava no meio dos dois, me aninhei no peito de Damon e Stefan me abraçou por trás.
— Com certeza meu amor.- Disse.
— E vai ser cada dia melhor.- Ele falou.
Depois disso acabei contando a eles algumas coisas da minha vida. As mais importantes, pelo menos. Eu esperava que nós três déssemos certo mesmo, afinal eu os amo. Mesmo que eu tenha tentado matar esse sentimento a cento e cinquenta anos. Pelo visto não tive sucesso, mas estava completamente feliz e tenho certeza que estarei por toda a eternidade.
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