Notas iniciais
Espero que apreciem a leitura e desculpem pelos erros. Estou animada com esse capitulo e espero que comentem. Nos vemos lá embaixo.

Estava sentada na relva que forrava a colina feito um tapete verde e macio, apreciando os primeiros raios de sol acariciarem sua pele. Havia levantando cedo como de costume, sua falecida mãe lhe ensinou que uma mulher deveria se levantar cedo para cuidar de seus afazeres domésticos, mas seu pai dizia que antes de dar início a um novo dia devia-se apreciá-lo antes. Seguindo a orientação de ambos, ela se levantava antes do nascer do sol, no entanto seguia até aquela colina para apreciar o raiar do sol e somente depois dava início ao seu dia.

O lago próximo refletia o sol enquanto tremulava com a brisa fresca trazendo-lhe tranquilidade, ela se levantou decidida a dar início a seus afazeres, bateu no vestido afim de tirar as folhas que se prenderam nele e seguiu de volta ao povoado. Pelo caminho comprimento algumas pessoas que assim como ela já davam início ao seu dia e sorriu ao ver seu pai parado no batente da porta de sua casa.

Seus dois irmãos menores ainda dormiam, então, preparou o desjejum enquanto seu pai a observava sentando a mesa. Assim que finalizou o preparo, serviu seu pai e seguiu para acordar seus irmãos. O dia seria longo, seu pai e irmãos seguiriam para o campo enquanto ela seguiria para a casa da família a qual servia.

No trajeto que a levaria até o centro do povoado, muitas pessoas estavam ajudando com a preparação do casamento que aconteceria dali algumas horas, tendas coloridas estavam sendo montadas na área próxima ao Templo aonde seria celebrado a união, uma mesa longa forrada com uma toalha clara de linho que seria usada para servir o banquete matrimonial além de alguns vasos com flores do campo que tinham sido usados para enfeitar as mesas.

Era curioso, que algumas pessoas munidas de um falso entusiasmo fingiam ajudar, somente para fofocarem sobre o casal que celebrariam sua união. A mulher pertencia a uma família abastada e iria contrair matrimônio com um homem que havia chegado a pouco tempo na região, muitos o chamavam de feiticeiro e alguns iam mais além e o nomeavam de “Demônio”, mas ela não.

“ Havia levantado cedo, e como de costume após sua higiene matinal seguiu silenciosamente para fora da casa rumo a “sua” colina. Os primeiros raios solares já despontavam no céu e àquela hora da manhã já era possível notar que o dia seria quente.

Seguiu distraidamente e assim que alcançou o cume próximo a frondosa Oliveira o avistou no lago. Se assustou, e sua primeira reação teria sido de correr de volta para casa, mas suas pernas pareciam não querer o mesmo pois continuou imóvel, o máximo que conseguiu foi se ajoelhar enquanto tentava controlar a respiração acelerada. Ele saiu do lago, sua pele úmida e dourada parecia brilhar a luz do sol que já despontava no céu, os cabelos negros passavam de suas orelhas e escorriam ao longo de seu pescoço, ele usou as mãos para agitá-los e assim tirar um pouco da água presa neles. Estava sem a parte superior de suas vestes revelando seu físico atlético que a fez imaginar qual seria sua ocupação. As pernas desenhadas pelo tecido fino e encharcado que as cobria, fez com que ela sentisse sua face em chamas, mas foi quando ele se virou que ela acreditou que seu coração seria capaz de saltar de seu peito. Ele certamente era o homem mais lindo que já virá. Sentiu borboletas se agitarem em seu interior ao ver duas esmeraldas reluzirem no lugar de seus olhos “Lindo”, seu coração gritou.

Ela nunca tinha sentido algo assim e se não estivesse ajoelhada certamente suas pernas a trairiam e cairia no chão, sua respiração falhava e seu coração atrasou algumas batidas, sentia um arrepio percorreu todo seu corpo que parecia febril. Era tão intenso quanto inexplicável, era a primeira vez que o via e mesmo assim seu coração parecia reconhece-lo de alguma maneira, o que seria isso que sentia?

—Cam. – Um segundo homem apareceu, tinha a pele igualmente bronzeada e cabelos dourados. Teve certeza de que não tinha sido vista e suspirou pesadamente em alivio.

—Dani. – Ele abriu um amplo sorriso ao se deparar com o outro, ela imaginou que deviam ser amigos, pois o olhar cumplice que trocaram mostrava isso. – Já estou escrevendo seu contrato de casamento.

—Daqui a poucos dias nos casaremos. – Ele parecia feliz devido seu olhar reluzente e sonhador.

Ela suspirou pesadamente e sentiu como se mãos firmes apertassem seu coração, ele era o noivo da Lilith. “

Seu coração sempre acelerava com a simples menção do nome dele “Cambriel”, sua mente repetia insistente do momento em que acordava até quando sua cabeça repousava no travesseiro, no entanto, aqueles olhos esmeraldas a perseguiam até mesmo em seus sonhos.

Ouvia os rumores que circulavam pelos quatro cantos do povoado, mas sempre que se recordava dele não se sentia capaz de amenos considerar tais acusações, ele não se parecia com um demônio como todos repetiam, e não vinha somente de sua aparência angelical, mas o coração dela trazia toda a certeza que precisava. Ele não era um demônio.

As mulheres mais velhas instruíam as mais novas com os preparativos, ela havia auxiliado com a decoração do templo e agora ajudaria a noiva. Lilith era certamente uma das mulheres mais lindas do povoado, seus cabelos cor de fogo chamavam a atenção assim como seus lindos olhos azuis cristalinos, nada comparado com sua aparência comum.

Lilith estava visivelmente feliz, tanto que começou a cantarolar um cântico sobre o amor e aquilo parecia sufoca-la. Ajudar a preparar a mulher que se casaria com “ele”.

Por que seu coração acelerava e doía com esse pensamento?

Começou a cantarolar junto dela tentando afastar aquela dolorosa e crescente sensação, enquanto prendia pequenas flores nas tranças grossas que pediam pelas costas da noiva, enquanto Lilith girava o buquê em sua mão em um movimento nervoso.

—Como ela pode se casar com um ser como ele? – Falou alguém do lado de fora da tenda.

—Ele é um demônio. – Outro retrucou. E assim como ela, Lilith havia ouvido os comentários.

—Você está encantadora. – Foi sincera. A noiva permaneceu calada por alguns minutos, sabia que se Lilith o amasse, estaria sentindo como se cada palavra de ofensa contra ele fosse diretamente para ela, amenos era isso que sentia em seu próprio coração “Ele não era um demônio”, sua mente afirmava.

—Obrigada Lilian. – Respondeu a noiva sem entusiasmo.

—Se me permiti, poucas pessoas são prudentes o suficiente para saberem o momento de se calarem. Não os dê ouvidos. – Finalizou deixando um sorriso doce curvar seus lábios. Ela mesma não dava ouvidos a todas aquelas tolas acusações. A outra lhe sorriu em respostas antes de se levantar e seguir para fora da tenda.

Lilian suspirou profundamente secando uma lágrima que ameaçava correr por seu rosto, e saiu a tempo de ver Lilith seguido pela margem do rio até uma árvore. Era ele, tão lindo quanto naquele dia. Seu estomago revirou e seu coração disparou, seu primeiro amor iria se casar.

Notas finais
O que estão achando? Sejam minha luz no fim do tunel e comentem. Beijos meus amores.