Liberdade num olhar

21 Capitulo 21


capitulo 21- Decisões

– Jedrek!- Chamou Walenty.

– Cozinha.

Walenty apareceu á porta da cozinha.

– Onde está tua irmã?

– Acho que foi para o prado.

Walenty descontraiu.

– Então Lolek deve estar com ela.

– Porque dizes isso?

– Não o encontro em lado nenhum. Preguntei a todos na aldeia e ninguém o viu. Mas se Belle não aparece é porque está com ela.

– Provavelmente. — Disse Jedrek devagar.

Walenty sorriu e saiu.

– Onde é que tu andas Belle? – Sussurrou Jedrek para o ar.

.........................................................................................................

– Lucas! – Disse o general assim que ele entrou em casa.

– O que foi? – Perguntou Lucas assustado.

Ele sabia que alguma coisa não estava bem. Não encontrara Elliot em lado nenhum.

– Nada. Apenas queria saber se o correu tudo bem. Elliot voltou. Parece que estava mal disposto.

Lucas deixou sair o ar que segurava.

– Hmm, correu tudo bem.

– Óptimo.

Lucas assentiu com a cabeça e ficou a olhar para o pai.

Não pode ser só isto– Pensou.

– Senhor – Disse um empregado. — Marcel Lorca e Thomas Garcia. – Anunciou.

– Mande-os ao meu escritório. – Enquanto o empregado saia virou-se para Lucas. – Devias ir ver como está o teu primo.

É tudo – Pensou Lucas.

– É melhor.

Subiu as escadas olhando para trás.

O que acabou de acontecer? – Perguntou-se espantado.

– Novidades? – Perguntou Marcel sentando-se á frente do General.

– Frescas – Admitiu general.

– O que aconteceu? – Perguntou Thomas.

– Descobri que meu filho tem contacto com um deles.

Marcel caiu para trás da cadeira, alarmado.

– Como isso é possível?

– Pelo que consegui de meu sobrinho, Lucas a conheceu num prado. Ontem passaram o dia todo juntos.

– Não me admira. Sabia que isso podia acontecer – Admitiu calmamente Thomas.

– É verdade. Eu é que não queria acreditar que Lucas podia ser tão fraco ao deixar-se levar por uma miúda. – Disse General cansado.

– É um rapaz novo. Não o culpe – Disse-lhe General.

– Não culpo. Eu é que devia ter sido mais atento. Mas bom, isto tudo pode ser-nos muito útil.

– Como? – Perguntou Marcel.

– Vamos apanha-la e simplesmente pedir que se entreguem. Mesmo sendo criaturas imundas, protegem-se uns aos outros.

– Não sei se Lucas gostará muito dessa ideia – Disse-lhe Thomas.

– Ele vai perceber que aquelas criaturas merecem estar mortas. Mais cedo ou mais tarde ele vai se juntar a nós nesta guerra.

– E quando conheçamos? – Quis saber Thomas.

– Já – Respondeu General sorrindo.

– Lucas, querido, á algum problema? – Perguntou Irene a Lucas.

Quando chegou ao quarto, Elliot não estava, assim como em parte alguma.

– Viste Elliot?

Irene fechou o livro e olhou-o.

– Não está no quarto?

– Não. Nem em lado algum. – Disse sentando-se na cadeira á frente de sua mãe.

– Não te preocupes. Ele é crescidinho. Deve ter-se sentido melhor e ido dar um volta. – Sugeriu Irene disfarçando o nervosismo.

– Talvez.

– Mas e tu? Como estás?

– Bem. Porque todos me têm preguntado isso? Primeiro o pai, agora tu. O que está a acontecer?

– Nada. Apenas nos preocupamos contigo. Mas ainda não me respondes-te.

Lucas suspirou.

– Estou bem mãe. Como podes ver estou inteiro e saudável.

– Nada de novo?

Lucas franziu a testa.

– Não. Porque haveria?

– Não sei. Tenho-te visto tão animado ultimamente. Pareces até feliz por cá estar.

– Isto aqui não é tão aborrecido como pensava – Disse alevantando-se.

Irene suspirou cansada.

– Lucas sabes que me podes contar tudo?

– EU sei – Abaixou-se e beijou-a na cara – mas agora eu tenho de ir procurar Elliot. Xau.

Lucas correu para fora da sala.

Irene descansou a cabeça entre as mãos.

– Senhora? – Perguntou uma empregada – Algum problema?

– Não. Tudo bem. Apenas tenho de decidir a quem acudir.