Liberdade na Vida
1 Aqueles lindos olhos azuis
Notas iniciais
Luz atravessava as janelas e machucavam os meus olhos me acordando, estávamos muito ocupados para fechar as cortinas a noite anterior. O braço de Jean estavam ao meu redor impedindo-me de movimentar-me sem acorda-lo. Feixes da noite passada vinham a minha mente fazendo-me recordar as palavras duras de meu pai, depois eu e Jean em minha casa já bêbados e as mãos dele no meu corpo. Coloquei o braço de Jean para o lado ouvindo-o murmurar algo totalmente se nexo e me levantei sentindo logo em seguida como a minha cabeça estava pesada me arrependendo de tudo que bebi. Olhei o relógio me dando conta de que já eram 8 horas e eu estava atrasada e se não corresse não chegaria para a minha primeira aula
Troquei-me rapidamente e saí correndo para tentar não chegar tão atrasada, ao entrar na sala todos já me esperavam. Comecei a dar a minha aula e percebi a presença de uma nova aluna com um par grande de olhos azuis, pertencentes a uma loira, com um comprido cabelo cacheado e um rosto delicado. Prossegui com a minha aula observando-a a todo instante e sentindo uma pontada de desejo por aquela menina. Finalizei a aula permitindo que todos saíssem entretanto fiz sinal para a minha nova aluna ficar para que pudéssemos conversar aços.
Como se chama senhorita? – indaguei
Nathalia – respondeu a loira timidamente, enrolando o cabelo com o dedo e mordendo um pequeno pedaço do lábio inferior o deixando ainda mais vermelho.
É aluna nova certo? -perguntei observando-a
Sim senhora, me mudei para Paris este ano – responde a Loira
Muito bom, me chamo Simone e leciono literatura, se necessitar de aulas extras é só me procurar. Au revoir – Me retirei da sala sentindo lindos olhos azuis acompanharem meus movimentos.
Dei aula até a noite, mas nunca tirando aqueles olhos azuis e o rosto angelical da mente. Retornei para casa encontrando um bilhete em cima da mesa onde Jean dizia que iria trabalhar muito pelos próximos dois dias pois estava muito empenhado em um livro e provavelmente não poderia me encontrar. Eu e Jean possuíamos um relacionamento aberto, que já veem acontecendo a alguns anos, por um tempo até tentamos algo mais privado, mas descobri que não tenho vocação para este tipo de relacionamento chegando a conclusão que algo mais aberto que não nos prendesse seria melhor para nós dois. Conhecia algumas mulheres com que ele se relacionava ocasionalmente e as vezes até dividia umas de minhas companheiras com ele. Jean é aquele tipo de homem que deixa qualquer mulher louca, branco, alto com ombros largos ,abdômen definido, olhos verdes e um cabelo castanho claro muito macio. Nós não somos nada parecidos com os casais tradicionais afinal não é sempre que se vê dois intelectuais militantes que vão contra tudo que a sociedade francesa defende, sendo criticados sempre pela burguesia gerando mais constrangimento para a minha família que faz parte de uma aristocracia decadente.
Fui me deitar e embora estivesse muito cansada não conseguia relaxar, não consegui tirar da cabeça aqueles olhos azuis, a forma como ela mexia em seu cabelo e mordia sua boca grande que deve ser tão doce e pura. Não aguentando a pressão e esse sentimento que me dominava fui obrigada a me tocar e só assim percebi o quanto estava molhada e como apenas aquele pensamento havia me deixado excitada e agora assustada.
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