Liberdade
2 Piores Medos
Notas iniciais
Hora de ir para casa.
A pior parte do dia, é a hora que eu tenho que enfrentar meus medos, sei que tenho que enfrentar, mas isso não evita o frio na barriga que da quando chego na frente na minha casa.
[...]
Chego em casa e ligo o cronômetro do meu iphone 6 plus, marco três horas, porque é o tempo que eu tenho até ela chegar em casa. Normalmente eu tinha um plano para o primeiro dia de aula, e hoje não é diferente, estudarei todas as matérias, serei a ‘’nerd’’ que sempre fui.
[...] 3 horas depois.
[ Load up your guns and bring your friends. It's fun to lose and to pretend. She's overbored and self assured. Oh, no, I know a dirty word ]
Ah merda… o cronometro já tocou? – resmungo e pego o fone de ouvido e coloco no celular, dou play na 1º musica que aparece e começa a tocar 7 vidas da Pitty. Balanço a cabeça para um lado e para o outro e começo a cantar baixinho, quando escuto o portão bater e minha “mãe” gritar meu nome.
EVERR ! – ela berra – DESÇA JÁ AQUI – berra de novo.
Desço com os fones de ouvido sem quere e os tiro, observo e vejo que o meu pai ainda não chegou, ele nunca chega cedo mesmo..
Ela me da um tapa na cara, dou de ombros e um sorrisinho
O que foi? – pergunto ela me ignora totalmente.
Subo de volta para o meu quarto, chegando lá, deito-me na minha cama e choro.
Aos olhos de quem vê a cena, pode pensar que é infantilidade mas não.
Choro porque a vida é injusta e eu não tinha ninguém para me apoiar nas horas que eu mais precisava, porque ninguém liga para mim, porque ninguém pelo menos olhava na minha cara sem o fingimento, e eu me sentia muito mal. Coloquei de volta os fones e mascara da Pitty começou a tocar me descrevendo. O rosto de Gustavo veio a minha mente e sem querer eu sorri, pela primeira vez um sorriso sincero.
E com isso eu dormi.
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