Liberdade
5 Na casa parte 2
Notas iniciais
E então a realidade me bateu como um tapa na cara, como pude deixar isso acontecer? Ah okay, se bem que não deu para resistir ele tão perto de mim assim... Acho que me esqueci que não sou uma dessas vadias...
–Ever? Trás minha toalha ai. Esta em cima do sofá. — falou
Quê? Como assim? Quem ele acha que sou? A empregada dele?
– vai logo Ever. – dessa vez ele gritou
– tá já vou – gritei também.
Peguei a toalha e joguei para ele que estava dentro do banheiro.
E o cretino saiu apenas de toalha... Se bem que é bem difícil resistir quando ele esta assim, e eu posso ser feliz pelo menos uma vez nesse inferno de vida. Olhando assim para ele percebi porque as meninas ficavam tão assanhadinhas, também né? Tá eu não sou de ferro.
– concentre- se em mim Ever. – ele ordenou com a voz rouca. Meu coração praticamente saiu pela boca. E quando eu percebi já era tarde de mais, ele já estava em cima de mim. Tentei dar um passo para trás porem a parede bateu nas minhas costas. Ele sorriu de um jeito malicioso, nossos rostos a pequenos centímetros. Olhei de um lado para o outro a procura de alguma brecha, mas tudo que vi foram seus braços ao meu redor.
–Gustavo me deixa sair falei – mas minha voz saiu num sussurro.
Ele desceu uma das mãos e a apertou na minha cintura. Minha respiração acelerou e eu olhei para ele.
– shiuuu! Você esta pensando de mais – ele sussurrou no meu ouvido e colocou um dedo na minha boca.
De repente me senti muito consciente que ele estava só de toalha na minha frente.
–Gustavo... – tentei falar, mas saiu quase como um gemido, então tentei empurrar, mas foi como empurrar uma parede.
– Qual é Ever! – ele entrelaçou nossas mãos e passou pelo seu peitoral. Engoli em seco – Vai dizer que não liga pra isso? Que não tá sentido nada?
–Na- não- gaguejei num fio de voz, eu não estava conseguindo resistir. Ele desceu nossas mãos para o seu abdômen, as nossas bocas a centímetros o olhar dele na minha boca e eu não resisti e o beijei.
E foi um beijo tão intenso, nossas línguas se entrelaçando numa caricia sensual, ele colocou as duas mãos na minha cintura apertando e me trazendo para mais perto dele. Minhas mãos foram para o seu cabelo depois para suas costas arranhando lentamente, ele aumentou a intensidade o beijo ficou mais urgente, minhas mãos foi para sua barriga ele as pegou a colocando em cima da minha cabeça, me beijando mais urgente até que faltou-nos o ar e ele mordeu meu lábio baixando minhas mãos e então um celular tocou. Resmungamos Radioactive — Imagine Dragons encheu o quarto e eu fui atender o celular, era Hanna.
– Hey, Hanna! – falei tentando me concentrar na conversa e não nas mãos de Gustavo.
– CADÊ VOCÊ? – Hanna gritou -... – estava tentando me concentrar, mas Gustavo estava mordendo e lambendo o meu pescoço, não era culpa minha que não estava ouvindo nada. – Seus pais vão lhe matar... Já são 02h30min da manhã.
– Puta merda- pulei e desligo.
– Que foi? – Gustavo que ainda estava mordendo o meu pescoço me perguntou entre uma mordida e outra.
– Eu tenho que voltar pra festa, pra voltar pra Hanna se eu não dormir na casa dela hoje eu tô na rua – falei me desvencilhando dele.
Ele me prendeu perto dele e falou.
– Nada disso você vai dormir aqui – olhei para ele- eu durmo no sofá- falou.
– Okay, tô morrendo de sono mesmo- e quando terminei de falar bocejei.
Ele pra provar seu ponto, pegou uma colcha e foi dormir na sala. Deitei-me na cama dele e logo peguei no sono...
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