Fecho a porta de casa e suspiro. Estou cansada.

– Ever!

– Oi.

– Onde você estava?

– Na casa da Hanna.

– Bom.- disse Margarida, minha mãe.

Subo as escadas correndo, tomo um banho, coloco uma roupa e vou dormir.

[...]

Acordo com um barulho estranho. Olho no relógio, já é de noite. Nem precisarei dormir muito esta noite.
Desso metade das escadas e me deparo com a cena.
Meu "pai" e minha "mãe" gritando.

– Você não pode fazer isso.- Minha mãe diz

– Posso e vou. — E esse é Francisco, meu pai.

– Você não pode mandar ela pra Russia.

– Essa menina não serve para nada.

– se você a mandar pra Russia não receberemos o dinheiro dela.

–Exato. Vou pensar.

Sem quere caio da escada. E eles se viram.
Em um momento o celular estava na minha mão, no outro Francisco o joga pela janela.

Eu olho para ele com nojo e subo as escadas. Pego as chaves de casa, coloco um biquíni, o relógio e uma bolsa com roupas e dinheiro. E saio de casa.