Liberdade

5 As ideias contrárias


Notas iniciais
Nyah voltou

Não era uma das melhores fugas que eles tinham planejado de última hora. Mas foi o que aconteceu. As roupas rasgaram-se ao pular as cercas e ao correrem deixaram cair algumas das suas armas no chão.

Não muito longe da casa do nobre Heitor, Grover e Amice se escondiam ao lado de um campo de cevada rústica tão alto que poderiam alcançar entre 2 a 3 metros, assim poderiam se sentir seguros até a manha seguinte.

Com um fedor de suor e cabelos com cheiro de óleo, não tinham muito tempo antes que os encontrem ou que eles mesmos queiram ser encontrados. Grover começou cortar a cevada para ter um espaço maior para se movimentarem, soltou sua túnica cor de ferro e mexeu um pouco em sua franja ruiva.

Amice tirou quatro varetas feitas especialmente para aqueles momentos em que não podem ser achados, mas precisavam ter algo para se alimentar, o que acontecia muitas vezes.

Encaixou as varetas no chão e estendeu uma toalha velha e encardida por cima de uma panela velha, começou a cozinhar algumas batatas em fogo baixo. Quando terminava de assa-lás disse finalmente:

– Esse campo nos da segurança, mas vamos ficar nos coçando antes da nossa fuga.

Grover continuava entretido em sua faca, que na maioria das vezes sua função era cortar amaras de cordas na qual eles fossem presos, ou abrir fechaduras de trancas com o mesmo objetivo: Fuga.

– Você sabe o que fazer em relação aos nobres? – Pergunta ele finalmente.

– Venha comer.

Olhou com espanto para as batatas na pequena panela de ferro ao seu lado, não havia nem percebido a fumaça passar por ele. Sentou-se ao lado e enfiou um garfo em duas batatas e mordiscou-as mesmo queimando em sua boca, com tudo que passou a comida era uma benção naqueles dias. Ela apagou o fogo com o calçado.

Quando Amice não o respondeu ele deu um grunhido alto e a encarou. Logo Amice enrugou a testa com raiva e o encarou de volta.

– Me responda direito!

– Acalme-se, eu vou aceitar sua proposta.

Seus olhos escuros escureceram ainda mais. Ela largou sua batata e começou a analisar tudo que havia acontecido e o que faria a seguir.

– Mas nós somos apenas ladrões, não guarda costas – a palavra “ladrões” parecia ácido em sua boca, mas era verdade.

Mexendo devagar no caldo deixado pelas batatas, Amice apenas olha para ele com a mesma raiva, mas com um pouco de divertimento maligno.

– Só quero o dinheiro.

Os dois se olharam com carinho, mas relutância, sabiam que não era verdade.

O que os mentiam juntos era suas longas conversas, sua opiniões um dia diferente, um dia iguais. Havia discussões que demoravam meses para ser decididas. Cada um conhecia o outro mais do que eles próprios. Amice olhou para o céu avermelhado o sol começava a descer no horizonte, sua luz provocava sombras fazendo escurecer o campo.

Eles não podiam mais acender o fogo.

A noite começou com uma lua cheia no céu estrelado, o ar estava úmido e limpo, a cada hora começava a esfriar o clima ao redor.

Os dois passaram a noite pensando nos seus problemas e os problemas que compartilhavam juntos.

O passado começava a voltar em suas mentes em quanto dormiam, podia ser um pesadelo mas era apenas as memórias do passado.

Notas finais
Postar! Postar! Já vou postar!