O que aconteceria agora que ele descobriu?

- Não acredita? tirei fotos suas quando você entrava e saia da quadra.

- Onde estão essas fotos? — Ela perguntou, mal acreditando que fosse verdade.

- Na minha casa. Esteja lá hoje as 20:00 horas se não quiser que eu as entregue a polícia.

Ele disse, dando um leve sorriso e se afastando dela. Após sua saída, ela lembrou que precisava respirar. "Ele tinha que estar lá logo naquela hora?! Caralho!" gritou consigo mesma. Naquele momento se odiava por não ter percebido a presença dele.

Apesar de ser jovem e mais legal que os outros professores, com Megan ele nunca se deu bem e agora ela começou a perceber que além de anti pático, era um chantagista. Brigaram já no primeiro dia de aula por discordância no uniforme de educação física. Daí por diante, já era visível a todos que os dois não se suportavam. Agora que ele havia descoberto que ela havia causado o incêndio que matou um aluno, sua vida tomaria um rumo complicado. Vestiu-se e saiu do vestiário.

Ao chegar em casa passou direto pela sala sem falar com ninguém e subiu para seu quarto. Na sala estava seu irmão mais velho e o melhor amigo dele, com quem ela também não se dava bem. Apelido Knox, quem ela se referia como drogado. Nunca se deram bem, desde o princípio da amizade dele com o irmão dela.

- Será que aconteceu alguma coisa? — Disse Sam, o irmão dela, levantando e subindo atrás dela. Knox permaneceu sentado com o controle do video game na mão. Sam bateu na porta do quarto de Megan e entrou em seguida. Ela trocava de roupa e mal olhou para ele. — Aconteceu alguma coisa? — perguntou.

- Não, por que? — Respondeu com pressa.

- Você subiu feito uma bala, tá nervosa...

- Eu só estou com pressa, tenho que sair. — respondeu enquanto pegava as chaves do carro. — Volto logo. — E saiu do quarto.

Sam desceu e sentou-se novamente ao lado de Knox. — E aí? — perguntou Knox a Sam.

- Ela só está com pressa. E deu de ombros.

Chegando na casa de Pedro, seu professor, Megan permaneceu alguns minutos dentro do carro, pensando. Enfim, tomou coragem e saiu. Bateu na porta e ele não demorou muito a atender. Não disse nada, apenas gesticulou para que entrasse. Já dentro da casa, ela estava nervosa, suas mãos suavam frio, enquanto ele agia com toda naturalidade. — volto já. — Disse ele enquanto subia, provavelmente para pegar as fotos. Não se passou muito tempo até a sua volta. Ele trazia consigo uma folha imprimida e a entregou. Megan olhou para a foto e se deu conta de que era realmente verdade, ele a fotografou no ginásio.

- Eu fiquei até mais tarde, com permissão do diretor para fotografar o ginásio para reforma. — Ele disse ficando de frente para ela. Ela não tinha o que dizer, todo seu plano tinha ido por água a baixo naquele momento. — Agora eu pergunto a você, o que devo fazer? — ele mantinha um sorriso de deboche. Ela penas o encarava sem dizer nada.

- Chamo a polícia e entrego as fotos? tenho muitas outras... — Disse pegando de volta a foto da mão de Megan e jogando-a na mesinha de centro.

- O que você ganharia com isso? — Perguntou.

- Menos uma criminosa a solta? Você sabe a gravidade do que fez. Os pais do aluno que você matou vão te querer atrás das grades pelo resto da vida. — Ele sorriu. Ela deu um longo suspiro.

- O que você quer? — perguntou olhando-o fixamente. Ele se aproximou, afastando uma mecha de seu cabelo e prendendo-a atrás da orelha. Ela levantou sua mão, a fim de manter a mão dele longe dela, mas foi surpreendida. Rapidamente ele agarrou seu cabelo pela parte de trás, puxando-a para mais perto dele. Ela pôs as mãos em seu peito para evitar que se tocassem.

- Me larga, seu idiota.- Ele tinha o olhar fixo no dela. — Baixa a guarda, eu ainda estou muito afim de entregar você. — Disse ele com rapidez, em seguida, beijando-a. Ela se debatia, tentando afastá-lo, sem sucesso. Ele a mantinha presa. Soltou seu cabelo e agora com uma mão segurava um de seus braços para trás, com a outra, a mantinha perto segurando-a pelo pescoço. Ele deveria ter no máximo 26 anos. Fisicamente, era da altura de seu irmão, mais ou menos 1,80, ela não tinha certeza. Sua pele era clara, seu cabelo castanho e num penteado bagunçado, músculos, o que fazia as garotas do seu colégio irem a loucura.

Levou-a até o sofá, deitando-se por cima dela, tirando qualquer chance de escapar. Ela tentava se soltar e tudo que conseguia era o cansaço. As mãos dele desceram até os botões da calça dela, abrindo-os. Em um movimento rápido, ele soltou seu braço e retirou a calça deixando-a apenas de calcinha. — O que você tá fazendo? Isso é estupro! — Ela gritava.

- De quanto deve ser a pena por invasão, incêndio e assassinato? — Ele descia pelo seu pescoço beijando e acariciando seu seio. — Eu vou gritar até os vizinhos chamarem a polícia! — Ela gritava. Então ele parou e a olhou firmemente. — Você quer acabar com isso? Eu paro agora, chamo a polícia e nós resolvemos isso. — Então ela viu que não tinha escapatória. Ou fazia o que ele queria, ou deixava-o chamar a policia e enfrentaria a justiça por ter matado uma pessoa. Estava perdida. Relaxou os braços.

- Eu sou menor de idade e sou virgem. Você vai se ferrar por isso. — Ameaçou. Ele, bruscamente, tirou sua calcinha e desceu a mão acariciando-a enquanto mantinha os olhos em seu rosto fitando sua expressão. Ela tentava controlar a respiração, com os olhos ainda nele, que a acariciava agora intensamente descendo cada vez mais. Com um dedo introduzido e fazendo movimentos intensos dentro dela, era difícil se controlar e sua respiração estava mais forte. Ele foi para o segundo, conseguindo um gemido baixo, no qual automaticamente identificou que não era de dor, que ela conhecia muito bem aquela sensação e estava gostando. Sorriu mais uma vez, acomodando-se entre as pernas dela. — Não brinca comigo. — Disse penetrando-a e arrancando mais e mais gemidos.


Ainda no carro, já estacionado na garagem de sua casa, não conseguia pensar, não conseguia chorar, só estava lá parada, estática com as mãos no volante. Não acreditava no que tinha acabado de fazer, no que estava acontecendo. Desligou o motor e subiu para seu quarto.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!