Lianne Prince - Número 13
4 Nico Di Ângelo
Notas iniciais
(N/A: PODE VOLTAR PARA AS NOTAS INICIAIS AGORA MESMO! Se você já leu aproveite o capitulo!)
Acordei cedo e fui para a praia, lá é um bom lugar para pensar. Me sentei e figuei vendo as ondas quebrando. Parece que foi a um ano atras que eu estava no orfanato com medo da Jane, sará que eu vou ter que voltar para lá? Espero que não, agora o acampamento é o meu lar. Tentei me lembrar da minha mãe e do meu pai, mas não consegui. A única coisa que me lembro é o meu ultimo dia com eles. Eu devia ter feito algo, devia ter gritado por ajuda, mas eu não fiz nada. Fiquei parada enquanto um desconhecido levava meus pais para longe de mim, para nunca mais voltar. Percebi que já estava chorando, não me importei, não tinha ninguém para me ver chorando. Foi só falar. Um garoto se sentou ao meu lado e eu sequei as minhas lágrimas rapidamente.
Oi, aconteceu algo?
Não, nada.
Você mente mal.
Voltei a chorar. Droga. Eu estava chorando na frente de um estranho. Pelo menos ele não ficou rindo de mim, ao contrario, ele alisou o meu cabelo de maneira confortadora. Parei de chorar e olhei para ele. Ele tinha cabelo preto, olhos pretos e pele palida. O menino estava vestido de preto mesmo com esse calor todo. Ele parecia... Emo. Aco que já ve ele antes. Percebi que ele também estava me encarando, o que ele pensava? Sou loira, tenho olhos azuis e pele palida. Estava com um short e uma camisa amarela da cor do sol. Eramos tão diferentes.
Meu nome é Nico, Nico Di Ângelo.
Sou Lianne Prince, mas todos me chamam de Treze.
Por que você estava chorando?
Porque perdi todas as pessoas que eu amo.
Conheço bem essa sensação.
Percebi que ele estava contendo as lágrimas, eu juro que tentei fazer o mesmo, mas não consegui. Ficamos sem falar nada até eu me controlar, depois eu quebrei o silêncio com uma pergunta um pouco indiscreta.
Quem você perdeu?
Minha irmã, e você?
Meus pais.
Ah.
Aproposito, Nico, que horas são?
Onze e quarenta. - falou ele depois de olhar para o relogio
Ah, otimo, perdi o café da manhã.
Vamos, se não você vai perder o almoço também.
Fui com ele até o pavilhão e quando chegamos já tinham algumas pessoas fazendo o prato. Não pude deixar de notar que Nico foi se sentar na mesa de Hades, sabia que já tinha visto ele em algum lugar! Me sentei na mesa de Hefesto ao lado de Leo (N/A: ela pode escolher onde senta já que não é filha de nenhum deus).
Oi Leo.
Oi Treze, não te vi na hora do café da manhã.
É que eu fui para a praia e perde a noção do tempo.
Ah, conheceu o Di Ândelo? - ele falou com raiva
O Nico? É, ele estava lá comigo. Aconteceu alguma coisa?
Não, porque você não vai lá sentar com o Di Ângelo?
Leo! O que aconteceu?
Não sei, vai perguntar para o Nico vai ver ele sabe!
Quer saber? Vou mesmo! Bom apetite Valdez!
Me levantei com raiva e fui me sentar com o Nico. O que deu no Leo? Por que ele foi tão grosso comigo? Falei um oi para ele e ele me respondeu provavelmente achando estranho o meu comportamento.
Oi, o que aconteceu?
É o Leo, ele tá muito estranho hoje!
Fiz meu prato e nos fomos fazer a oferenda. Joguei parte da minha comida para Poseidon por me ajudar a relaxar hoje em frente ao mar. Voltei para a mesa de Hades e fiquei comendo e conversando com Nico. Descobri que ele é legal e que temos algumas coisas em comum, por exemplo: gostamos de Green Day. Ele me falou sobre uma missão que ele foi, que foi nela que a irmã dele morreu e eu contei sobre o dia da morte dos meus pais — consegui não chorar ao contar para ele. Nico contou que passou um tempão em um cassino e eu falei um pouco sobre o orfanato. Quando percebemos, eu já sabia de praticamente tudo sobre ele e vice versa.
Ei, Nico, que horas são?
Uma e quarenta e cinco.
Droga, eu preciso comprar um relogio. Vamos treinar?
Vamos.
Fomos primeiro lutar com espadas, Nico lutava bem (le-se: melhor que eu), mas ele se distraiu e eu ganhei. No arco e flecha eu era melhor que ele, mas estava procurando o Leo e por pouco não acertei a cabeça de um campista inocente que estava passando. Depois fomos ao estabulo ver os cavalos, pois eu ainda não tinha ido lá.
'Oi'
Falou alguma coisa Nico?
Não, por que?
'Fui eu que falei'
Me virei para o lugar de onde vinha a voz e arregalei os olhos, era um cavalo! Estou ficando louca! Me ajudem! S.O.S! Calma, Lianne, deve ser só um campista escondido tentando pregar uma peça em você. Olhei para os lados e não vi nenhum campista.
'Estou aqui'
N-nico? Você também ouviu isso?
Isso o que?
Essa voz.
Só ouvi os cavalos.
E eles falaram algo?
Cavalos não falam.
'Falam sim!'
Arregalei os olhos isso não era uma alucinação, era? Otimo. Estou ficando doida! Ninguém merece... Falei para o Nico que já estava bom de cavalos por hoje e me despedi dele. Segui sem rumo por algum tempo e quando vi, já estava na quadra de volei. Leo estava sentado vendo o jogo, me sentei ao seu lado e fui bem direta.
Você está com raiva de mim?
Não. - ele falou e depois suspirou — Me desculpe por hoje, não sei o que deu em mim (N/A: eu sei muito bem o que deu em você) (N/Leo: ah, cala a boca)
Tudo bem.
Vamos no campo de morangos?
Vamos.
Fui até lá guiada pelo Leo, pois ainda não tinha decorado como chegar à alguns lugares. Na verdade eu só sabia como chegar na praia, no pavilhão e no meu chalé. Quando chegamos lá nos sentamos em um banquinho e Leo olhou para mim, senti o meu rosto esquentar.
Posso fazer uma pergunta?
Já está fazendo.
Posso fazer outra pergunta?
Pode.
Eu estou gostando de uma garota, será que ela gosta de mim?
Como eu vou saber? Pergunta pra ela. - falei com raiva
Já perguntei.
Posso saber o que ela disse? - será que eu estava com ciúmes?
Ela falou assim: Como eu vou saber? Pergunta pra ela.
Fale com o autor