Leão do Inverno

9 Livro Um — Capítulo VIII


Notas iniciais
● Fanart Wintercest by TSatgni: fav.me/d7wnzyb Notas da Toki: Oi oii xeeentiii *---* Atrasamos, mas não faz mal... Melhor que deixa vcs com mais curiosidade! 66' O cap de hj tá uma delícia! Aconselho ler enquanto toma um copo de coca-cola, pq coca é tutu de bom. Abrir uma coca é abrir a felicidade! Boa Leitura. ------------------------------------------ "Você diz que precisa de mim, depois você me derruba, mas espera. Você diz que sente muito, não imaginava que eu me viraria e diria que é tarde demais para se desculpar. Eu me arriscaria outra vez, levaria a culpa. Levaria um tiro por você. E preciso de você como um coração precisa de uma batida, mas não é novidade. Eu te amei com um vermelho fogo, agora está se tornando azul, e você diz "Eu sinto muito" como um anjo.O céu me fez pensar que era você, mas eu receio que seja tarde demais para se desculpar." — ONE REPUBLIC, Apologize.



OLIVIA

Ele se movia rápido sobre seu corpo, dentro dela. A respiração pesada de Harry Mollison batia contra seu rosto, as gotas de suor escorrendo pelas bochechas muito coradas, se embrenhando na barba escura.

Olivia Gold sentia-se tonta. Ele a apertava com muita força e grunhia de forma animalesca. Quando Harry estocou fundo pela última vez, derramando-se dentro dela, ela acordou, suada, ofegante e nauseada.

O quarto estava desfocado e ela precisou se jogar na direção do banheiro rapidamente para não vomitar nos lençóis.

A lembrança vívida do corpo de Mollison no seu, o gosto da saliva dele, dos lábios rudes e da barba grosseira eram tão opressores que faziam seu corpo estremecer em repulsa.

Como ela fora idiota a ponto de dormir com Harry?! Céus, nós crescemos juntos, ela pensou, horrorizada, sentando-se ao lado da privada com as mãos nos cabelos e uma vontade sufocante de chorar. Eu o vi cutucando o nariz e enfiando o dedo na boca. Qual é o meu problema?

Se Alex soubesse, com toda a certeza lhe daria um sermão de horas.

E pensar em Alex só fez o desespero agitar-se em seu interior junto à outra onda de náusea. Sua primeira relação sexual devia ser algo memorável, único e maravilhoso. Não desastroso.

Via voltou a debruçar-se sobre a privada, sentindo o fluxo intenso de vômito subir por sua garganta, agarrou os cabelos com as mãos suadas, sentindo-se fria.

Quando tudo acabou, resolveu tomar um banho. O céu estava escuro, com nuvens baixas e agourentas – péssimas condições de voo. Talvez eles adiassem a viagem para Berlim, então. Talvez ela pudesse ter mais alguns dias com Alex.

Certo, vamos, a quem estou tentando enganar? Gold apoiou a testa na janela, encarando a Eaton Mews South, deserta àquela hora da manhã. Ela não vai ficar. E se ficar, não será por mim.

Ela sabia que não seria capaz de dizer adeus. Não conseguiria vê-la indo, e permanecer no mesmo lugar, estática. Portanto, ao invés de se vestir e seguir para a Arkwright Road, voltou para sua cama, afundando-se nos travesseiros e deixando que o cansaço psicológico lhe consumisse.

ALEXANDRA

Às 10h47min Alexandra Winter já se encontrava de pé, algo muito incomum para um domingo.

Encarava fixamente a enorme mala aberta sobre sua cama quando suaves batidas na porta tiraram-na de seu transe. A passos lentos, encaminhou-se para a entrada e girou a maçaneta para encontrar uma miniatura de seu pai dando-lhe um acolhedor sorriso.

Seu pai. O pensamento a enojou por poucos instantes. Aquela cena nunca mais a deixaria em paz. Só a lembrança lhe deixava nauseada.

Desgrenhou os fios loiros de Thomas, devolvendo-lhe o sorriso e abrindo espaço para que ele entrasse.

— Achei que talvez precisasse de ajuda para arrumar suas malas – ele falava em um tom baixo e triste.

Alex não disse nada, mas garoto sabia que aquilo era um “Sim”.

Entre uma animada conversa, os dois iam jogando peça por peça dentro da mala e mal tinham colocado metade das roupas quando a mesma já estava transbordando.

— Devíamos ter dobrado as roupas, não acha? ­

— Katherine com certeza teria um colapso nervoso se visse o estado disso ­– ambos partilharam uma gargalhada e tiraram todas as peças para recomeçar o processo, dobrando-as cuidadosamente.

Muito tempo se passou e, enquanto Thomas terminava de ajeitar a segunda mala, Alex colocava em uma mochila coisas básicas, como seu notebook, alguns livros e sua maquiagem.

Novamente alguém bateu a porta. A garota pediu a Thomas que verificasse o invasor, enquanto ela mesma dobrava as últimas peças.

Christian estava ali para avisar que a senhora Winter os convocava para o almoço. Alexandra sugeriu que Tom fosse à frente, assim poderia ficar na companhia de seus pensamentos.

Winter encarava o objeto aberto sobre sua cama como se fosse um poço. O poço onde se afundaria junto com seu passado, suas lembranças, suas lágrimas e seus sorrisos. Cada peça de roupa, cada calçado. Cada blusa xadrez e jaqueta de couro, todos com significados diferentes. Enterrados na mala junto com a antiga Alex.

Certo, algo sussurro em seu interior, Superamos o nível da mediocridade. Vendo sentimentos em roupas? Patético.

Quando voltasse a abrir aquela mala, nada mais significaria algo. Seriam apenas roupas. Suas emoções seriam apagadas. O passado, ela seria obrigada a esquecer. O dia em que retornasse seria outra pessoa – a pessoa de Belle, talvez. Isso era um recomeço.

Pensar em Anabelle Parker a fez sentir-se vazia e, a cima de tudo, cruel. Não teria a chance de dizer adeus, de se despedir decentemente. Apenas partiria, porque não havia motivos para a médica acompanhar sua simples paciente no aeroporto.

As coisas estavam tão complicadas.

E ainda tinha Sam... Não queria imaginar como seria despedir-se dela.

“ATENÇÃO PASSAGEIROS DO voo AF1781 da Air France com destino a Paris. Embarque nos portões três e quatro. Passageiros do voo AF1781...”.

Alexandra Winter sentiu seu estômago pesar quando a voz sutil ecoou pelo Heathrow Airport depois do toque da campainha.

Seu coração martelava o peito enquanto encarava suas botas sujas. Sua mãe fungava, abraçando forte seu pai – “não se esqueça de ligar quando fizer a escala, querido. Não se esqueça!” –, e Samantha parecia se agarrar a Thomas como se dependesse disso para não atirar-se na direção de Ethan – ou dela.

Olivia apenas enviara um “Sinto muito”. Não esperava vê-la ali, de verdade. Ela não sabia lidar com os afastamentos.

Foi estranho para Alex quando Katherine a abraçou. Algo extremamente forçado, ela não podia negar. Recebeu um beijo na testa e um abafado “cuide-se”, mas ambas sabiam que se perder pelas vielas de Berlim e nunca mais retornar seria o final sinceramente esperado.

Tom a abraçou com força. Ele estava claramente contendo o choro. Para um garoto de quase treze anos, chorar naquelas condições era humilhante.

A gêmea Winter mais velha bagunçou seus cachos dourados, rindo, e, após depositar um beijo em sua bochecha, viu-se frente a frente com seu reflexo.

Samantha estava vermelha e trêmula, com lágrimas molhando todo o rosto de porcelana. Alexandra sentiu-se prestes a desmoronar.

Consolá-la era o que mais desejava.

— Você não precisa ir – Sam repetiu, soluçando.

Apenas esforçando-se muito, sua irmã evitou largar as malas e desistir de tudo.

— Eu não tenho nada aqui – Alex respondeu, seca, tentando não olhá-la diretamente.

— Você tem uma vida! Você tem amigos, sua família...

A pianista atirou-se nos braços da atleta, envolvendo-a pelo pescoço, numa busca desesperada por contato. Mantiveram-se assim por vários momentos, com o coração batendo um contra o peito da outra, até que a mais jovem se afastou lentamente, e, olhando a irmã de perto, sibilou:

— Você ainda tem a mim – escorregou os dedos pelas bochechas pálidas de Alex, e um arrepio intenso rasgou a garota de dentro para fora. Podia sentir o hálito dela invadir seus pulmões, quente e fresco.

— Eu não tenho nada aqui – Alexandra respondeu, ainda mais ríspida, fitando-a com dissimulada indiferença.

Queria ergue-la nos braços e dizer que ficaria. Gritar que a amava e beijá-la até seus lábios doerem. Mas não podia, e se odiava ainda mais por isso.

Aberração.

— Eu amo você, Alex – Samantha murmurou, voltando a abraçá-la com força. Os lábios grossos estavam pressionados contra o pescoço da mais velha, e isso era uma tortura absurda para ela. – Eu amo você demais.

“... voo AF1781 da Air France com destino a Paris. Última chamada para o voo AF1781. Embarque nos portões três e quatro. Passageiros do voo AF1781...”.

— Alex, precisamos ir – Ethan pousou a mão no ombro da filha, e o toque provocou uma intensa onda de aversão.

— Boa noite, Alexandra – Sam sussurrou, beijando a bochecha de sua gêmea.

— Desculpe? – A mais velha franziu o cenho, confusa.

— É só que... Não quero dizer “adeus” – a pianista baixou os olhos, corando em meio às lágrimas. – Não é uma despedida de verdade. Voltaremos a nos ver, certo?

A ginasta acenou afirmativamente com a cabeça, com medo de verbalizar qualquer resposta.

Ethan lhe ajudou a carregar o carrinho na direção da funcionária uniformizada, e, antes de sumirem pelo corredor, acenaram para a família que deixavam para trás.

Próxima parada, Paris. E depois, Berlim.

Alexandra Winter respirou fundo, apavorada.

SAMANTHA

“— Você ainda tem a mim – Samantha escorregou os dedos pelas bochechas de Alexandra. Suas respirações se confundiam, o mundo parecia um borrão disforme a sua volta e nada além do calor do corpo de sua irmã importava.”

Ali, no escuro de seu quarto, Samantha Winter pensava, sentindo um tremor estranho se apoderar de seu corpo, no quanto desejou ter beijado Alexandra de novo.

Seu despertador tocou.

Sete da manhã.

Treze de dezembro, segunda-feira.

Temperatura: 2ºC e caindo.

Oito dias que Alexandra se fora, e o vazio no peito de Samantha era suficiente para sugar qualquer vontade de sair da cama, ou de comer, ou de respirar...

Honestamente ela não esperava sentir tanto. Sabia que seria difícil. Nunca ficara muito tempo sem sua gêmea. Mas era como se, clichês a parte, alguém lhe tivesse arrancado um pedaço. Como se estivesse faltando algo.

E, como sempre, pensar na distância a fez chorar. As lágrimas escorreram por suas bochechas, umedecendo os travesseiros. Tapou os olhos, sentindo-se fraca. Estava tão confusa e sua única certeza era que precisava de Alexandra ali, agora.

Apanhou o celular. Não havia mensagens dela e tentou não sentir-se tão ofendida por isso. No entanto, ao deixar o quarto, uma estranha sensação de abandono fazia seu estômago pesar.

— Sam? – Sua mãe perguntou, quebrando o silêncio constrangedor da mesa de café da manhã.

— Sim?

— Não vai comer? Pedi que Jane comprasse bolinhos de limão frescos especialmente para você.

Samantha encarou o bolinho cheio de creme de limão no prato. Sentiu a bile na garganta.

— Não estou com fome, mamãe – e, para evitar explicações, forçou-se a se por de pé. – Preciso pegar algumas coisas ainda. Com licença.

Enquanto se encaminhava para a escola, a complexidade de seus pensamentos a assustou. Eles estavam tão desordenados que ela mesma se via exausta ao tentar soltar o nó que ali havia.

A princípio, estava se odiando intensamente por sofrer daquela forma. Até porque não era de seu feitio deixar que os problemas lhe consumissem, fossem eles quais fossem – até mesmo sentimentos indescritíveis pela irmã.

Depois, passou a odiar Alexandra. Pois ela era a culpada de todas as suas frustrações. Primeiro, lhe roubava um beijo pecaminoso, confundindo tudo o que ela acreditava ser correto. Depois, partia dessa forma, levando na mala toda a paz que Sam buscava desesperadamente.

E, no final, toda a cólera fora substituída por um vazio incômodo.

Ao ser deixada pela mãe a frente da grandiosa Westminster School, percebeu que estava exatamente como aquela manhã de segunda-feira: fria e cinza.

As horas passaram absolutamente apáticas, como todas as outras desde a semana anterior, até que, no último tempo, Victoria Wall adentrou a sala de cálculos e trocou algumas palavras com o Senhor Jones, e, assim que o sinal soou, o homem se aproximou da carteira de Samantha enquanto ela enfiava roboticamente seus materiais de volta na mochila.

— Senhorita Winter? – Ele chamou, ajeitando os óculos.

— Sim, senhor?

— A Senhorita Wall, secretária da nossa psicóloga, Doutora Parker, trouxe-lhe isto – o homem puxou de sua prancheta uma folha com várias anotações impressas. – Antes de ir para casa deve passar na sala da Doutora.

Sam ficou estática, encarando o papel. Não fez menção de recolhê-lo até o homem chacoalhá-lo a sua frente.

— Por que eu precisaria-

— Eu não sei, Senhorita. Mas acredito que seria bom para você conversar com Anabelle – ele disse, cautelosamente. – Não me parece verdadeiramente bem desde a última semana, com todo o respeito, é claro.

— Claro – a pianista concordou vagamente com a cabeça, fitando a folha.

Anabelle Parker era a psicóloga de Alexandra há dois anos, e todas as vezes que sua gêmea se referira a mulher fora com uma explícita adoração. Por algum motivo estranho, agora isso a deixava desconfortável.

Suspirando, sentou-se na sala de espera, observando a decoração neutra do lugar enquanto Victoria Wall anunciava sua chegada para a médica escondida atrás da grossa porta escura.

O relógio sobre a mesa da secretária marcava três e dez. Sua cabeça doía um pouco, e tinha certeza que detestaria qualquer assunto que fossem tratar.

A porta se abriu e Victoria saiu acompanhada por uma loira deslumbrante. Sam nunca tinha reparado em como a psicóloga era linda. Em todos os seus encontros casuais pelos corredores, a pressa nunca lhe permitira deixar os olhos perderem-se pelas curvas sugestivas, ou pelos olhos verdes e lascivos.

Ela era linda, e isso só fez o incômodo de Winter ganhar espaço.

— Samantha? – A loira se aproximou, depois de alguns momentos encarando-a com uma expressão indecifrável. – Sou Anabelle Parker, a psicóloga da Westminster.

Anabelle lhe estendeu a mão e, um pouco incerta, Sam a apertou.

— Venha, por favor. Vamos conversar na minha sala – pediu, com o sotaque americano acentuado.

A morena a seguiu, e, ao penetrar o cômodo com decoração do século XIX, sentiu-se muito suscetível. Acomodou-se no lugar sugerido pela médica: uma cadeira estofada a frente da longa mesa de madeira que as mantinha separada, e, assim que a loira tomou seu devido acento, um estranho clima se apossou da sala.

— Você provavelmente de estar se perguntando o que faz aqui – Anabelle começou, sorrindo. Apesar de toda a simpatia sugerida, a pianista conseguia sentir sem esforço o olhar intenso da estrangeira atravessar seu corpo.

— Na verdade sim.

— Sua mãe me ligou ontem à noite, e me explicou que você está muito distante nos últimos dias. Ela disse-me, também, que acha que isso pode ser efeito da partida da sua irmã para a Alemanha – Parker falava muito calmamente, o sorriso ainda nos lábios. – Você e Alexandra nunca ficaram tanto tempo longe?

— Não – a resposta veio com certa dificuldade.

— Nós podemos conversar sobre isso, se você quiser. Vou adorar ajudá-la.

— Não preciso de ajuda.

Winter respondeu rispidamente. A ideia de alguém vasculhando sua mente era assustadora. Suas bochechas coraram, a garganta fechou. Sentiu as lágrimas aflorarem, mas proibiu-se de chorar.

— Mas talvez seja bom compartilhar seus sentimentos – a loira pareceu não se importar com a grosseria da mais jovem.

— Eu aprecio sua disposição, mas não creio que possa me ajudar.

Eram tantas as dúvidas de seu ser que Samantha Winter não acreditava que uma estranha pudesse fazê-la entender melhor as coisas.

— Certo – Parker disse depois de um tempo avaliando-a. – Pode ir, então. Mas amanhã terei algum tempo livre depois do almoço. Era o horário que costumava atender sua irmã às terças.

Acenando com a cabeça, Samantha apressou-se em sair.

Durante o resto do dia não conseguiu ficar em paz com sua própria mente. Desejou perguntar para Esther Navas, durante o tempo que passaram andando pelo shopping, como era sentir-se atraído por alguém da própria família, mas não tinha certeza de que a garota poderia esclarecer suas dúvidas, ou não julgá-la, caso descobrisse o que realmente estava insinuando.

Não que ela estivesse atraída por Alexandra. Porque ela não estava. Não podia estar, de forma alguma.

Era apenas a confusão que se instalara em sua mente. Um tumulto criado pela própria Alex, que agora estava inteiramente bem e confortável, há milhas de distância.

— Esther – Sam começou, enquanto terminava seu milk shake. – Como foi para os seus pais quando descobriram sobre você e Eliot?

A garota a encarou, pensativa. Seus grandes olhos tão negros quanto os longos cabelos a fitavam, avaliadores.

— Eles ficaram surpresos. Mas não se importaram, muito – ela disse, sugando o restante do conteúdo de seu copo. – Afinal, não somos irmãos nem nada do tipo. Só primos.

— Sim, claro.

— Mas por que está perguntando isso? – Navas arqueou uma das sobrancelhas.

— Curiosidade – Winter replicou, rapidamente.

Em casa, a proximidade de Katherine começava a sufocá-la. Era como se, agora que seu pai não estava mais presente, Sam fosse o centro do universo para a decoradora.

A pianista tentava não irritar-se com toda a atenção depositada sobre si, mas era impossível. Estava a menos de uma hora em casa, e sua mãe batera a porta cinco vezes, para ter certeza de que ela não precisava de nada.

Com os fones de ouvido no volume máximo, a garota viu-se subitamente bisbilhotando a página pessoal da irmã numa rede social.

Ela já havia alterado sua localidade para Berlim, e na última semana havia fotos de seu uniforme, com uma legenda aborrecida. Mas o que chamou a atenção de Samantha foi uma foto postada por outra pessoa – Evony Stortzmann – na timeline de sua irmã.

Era uma foto desfocada de Alex cobrindo o rosto com a mão, tirada por outra pessoa. “Você é mais bonitinha quando está tímida.”.

— Então ela já fez amigas – Sam sussurrou para si mesma, encarando a foto.

Que ótimo. Isso significava que uma semana em outro país a estava deixando mais sociável.

Evony Stortzmann.

Você é mais bonitinha quando está tímida.

A TERÇA-FEIRA ESTAVA tão cinzenta quanto à véspera, porém a temperatura se tornara negativa.

O estômago de Samantha Winter protestava de fome, mas ela não sairia dali tão cedo.

Uma loira atravessou rápido a sala decorada de acordo com o século XIX. Tinha o rosto enfiado num maço de papeis e um café fumegante nas mãos.

— Doutora Parker? – Sam levantou-se rápido da poltrona, corando.

Anabelle assustou-se, parando de chofre e quase derramando o conteúdo de seu copo plástico.

— Oh. Senhorita Winter – mais uma vez o olhar intenso fez a pianista sentir-se desarmada. – Aconteceu algo?

Minha irmã me beijou – ela foi embora – estou surtando – Evony Stortzmann – Mais bonitinha –

— Ainda podemos ter aquela conversa? – Perguntou, mordendo com força o lábio inferior.

Notas finais
Notas da Toki: Então, é quase natal, já estamos com 2°C (8) Quem dera 2°C aqui. Tá um calor do carai e.e Não chove nessa porra e a única chuva que dá dura 5 minutos no máximo _|_ Ps: Calor excessivo, falta de chuva e de coca me afetam. Xandrinha tá na Alemanha... Adoro a Alemanha, man *-* Bjs, bjs seus gatos *3* Obrigada por ler.