Leão do Inverno

33 Livro Três — Capítulo VII


Notas iniciais
HOLA! Como vão vocês? Desculpem pela demora, foi culpa do ENEM (não perguntem como eu fui, por favor. Mas muito obrigada a todo mundo que desejou boa-sorte nos comentários *-* ) EVONY CHEGOU SAMBANDO, porém por pouco tempo. Não, ela não vai morrer, calma. Capítulo dedicado especialmente a Duda, que foi quem fez ele finalmente sair, indiretamente. E a Black, cujo comentário eu ainda não respondi, mas responderei a altura, como ela merece. ME BEIJA. Boa leitura *u* ------------------------------------------------------------- "Quem é você hoje? Você será o sol ou a chuva? Quem é você amanhã? Você me fará sorrir ou me trará arrependimento? Quem você será quando eu estiver perdida e sozinha? Quem você será quando não tiver ninguém lá? Quem é você hoje? Porque eu continuo a mesma. É tão estranho como a mesma pessoa pode te fazer feliz e te trazer tanta dor. É tão estranho como a mesma pessoa pode fazer você amar até doer. Onde nós vamos? Eu preciso saber. Quem é você hoje?" — FIFTH HARMONY, Who Are You? (ESSA MÚSICA!!!!!!!!!!!!!!!)



ALEXANDRA

Ela não dormira aquela noite. Por um lado porque vinha tendo dificuldade para pegar no sono, uma vez que seus sonhos vinham em forma de lembranças e a cada noite ela descobria um pouco mais de Samantha – algo que ela desejava e não desejava ao mesmo tempo – e por outro porque sabia que na manhã seguinte Evony Stortzmann estaria ali.

E talvez por isso, por esperar com expectativa em demasia, se decepcionou ao encontrá-la parada à sua porta.

Não foi a aparência de sua ex-namorada que a frustrou, no entanto. Isso continuava adoravelmente impecável. Mas Alexandra Winter esperava sentir algo. Borboletas no estômago, pernas trêmulas ou até mesmo desconforto. Todavia, a sensação que experimentou foi a de reencontrar uma velha amiga.

— O que ela está fazendo aqui?

A voz de Sam interrompeu o que quer que Stortzmann estivesse dizendo enquanto conversavam, tirando Alex de seus devaneios tortuosos.

Tanto Alexandra quanto Evony ficaram sem reação, desconcertadas com a entrada súbita. O tom de indignação deixava claro que a pianista não estava feliz em vê-la, e pelo modo como a loira franziu os lábios ao pousar seus olhos nela, a reciprocidade do sentimento tornou-se nítida.

— Bom-dia! – Stortzmann, talvez percebendo a falta de atitude de sua ex-namorada, colocou-se de pé e cumprimentou, com um sorriso obviamente artificial, a garota parada à porta.

— Bo-Bom-dia, Sam – Alexandra conseguiu dizer após vários instantes olhando a irmã nos olhos. – Bem, Evony está em turnê com o Beauties on the Beat em Londres, e eu a convidei para ficar aqui em casa, enquanto estivesse na cidade.

Uma coloração avermelhada começou a se espalhar pelo pescoço e bochechas de Samantha enquanto ela abria e fechava a boca, parecendo buscar palavras.

— Foi adorável da parte dela – Evony disse, interrompendo o que quer que a pianista estivesse tentando dizer. – Mas eu não pude aceitar, infelizmente – acrescentou, e neste ponto Sam piscou os olhos várias vezes, direcionando sua atenção para a loira. – A passagem por aqui é realmente rápida, e estamos sendo patrocinados pelo hotel onde ficaremos hospedados, ou seja, precisamos dormir lá.

E, quando a expressão de Sammy pareceu suavizar, Stortzmann adicionou, com um sorriso malicioso.

— Por isso vamos passar o dia juntas que eu veja tudo o que não vi antes.

Da cidade. Tudo o que ela não viu da cidade – por algum motivo a futura psicóloga sentiu necessidade de explicar exatamente o que iria mostrar. Não que Samantha tivesse algo a ver com o que Evony veria ou não, mas...

Sam, que mantivera-se calada depois de sua introdução entusiástica, simplesmente analisou-a por alguns momentos. Em seguida, simplesmente saiu, deixando Alex e sua ex-namorada sozinhas uma vez mais.

— Deuses, ela continua me odiando – Evony riu, tornando a sentar-se.

A mais velha das gêmeas Winter encarava sua xícara de café, esforçando sua mente para recordar a ocasião onde Sam conhecera Evony, mas era tudo um familiar buraco vazio, sem nenhum sinal de lembrança ou explicação.

— Evony – ela levantou os olhos para a dinamarquesa. – No tempo em que passamos juntas na Alemanha, você se lembra de eu ter comentado alguma vez sobre o motivo de não conversar com a Sam?

Stortzmann, que já estava familiarizada com o drama de amnésia seletiva pelo qual Alexandra vinha passando, negou com a cabeça, bebericando seu café.

— Você não tocava no assunto. Você quase não veio à Londres depois que se mudou para Berlin, nem mesmo nas comemorações de fim de ano. Você ficou os três anos sem ter nenhum tipo de contato com ela, nem mesmo por mensagem.

— Céus – Alex afundou o rosto nas mãos, vendo, em sua mente, flashes que já eram familiares e consistiam, basicamente, numa sensação dolorosa e sufocante quando vislumbrava pequenos fragmentos soltos de noites em claro olhando fotos ao lado de Samantha, ou de acessos de choro causados pelo simples pensamento da garota.

— Sim – Evony fez uma careta, aparentemente pensativa. – Mas nas duas semanas que você ficou com ela, depois que deixou Berlin, você simplesmente esqueceu tudo isso. Vocês pareciam melhores amigas quando passamos o réveillon em North Yorkshire.

Após processar a última frase, seu corpo ficou leve de repente. Era como se Evony e suas palavras estivessem se afastando de forma lenta e gradual e todo o cenário a sua volta se transfigurasse num lugar totalmente diferente.

Por que a tratou daquela forma? Ela se ouviu perguntando. Estava claramente na casa de campo da família de sua mãe e parecia já – ou ainda – ser inverno, mas por algum motivo ela conseguia recordar com precisão do calor infernal que sentia.

As borboletas em seu estômago voavam descontroladas e ela tinha um nó estranho na garganta, como se estivesse sufocada não apenas com palavras, mas também com pensamentos – pensamentos que ela não se lembrava, no entanto.

O que ela fez de errado, Samantha? A raiva, bem com a frustração, crescia e borbulhava em seu íntimo enquanto falava. Seus olhos voltados para Sam, o coração escoiceando o peito e um sentimento estranho tomando-lhe desde os pés até o couro cabeludo.

Ou o problema sou eu? Você agiu daquela forma para se vingar do jantar na outra semana e das coisas que eu disse ao seu namorado? Alexandra não fazia ideia de que jantar era aquele mencionado, mas cogitar a hipótese de Sam ter um namorado era nauseante e ela sabia que não gostava dele, fosse quem fosse.

Não. Ela ouviu Sam sussurrar, com os olhos fixos no lago morto; a voz e o tom causando-lhe um tipo peculiar de espasmo. Foi porque eu amo você de um jeito que não consigo explicar nem para mim mesma e não suporto a ideia de outra pessoa lhe tocando.

— Alex? – A voz de Evony Stortzmann foi lentamente trazendo-a de volta à realidade, como se a puxasse para a superfície depois de um mergulho assombrosamente longo. – Alex, você está bem?

A gêmea Winter mais velha piscou várias vezes, ajustando sua visão para aquele ambiente.

As palavras de Samantha ecoavam em sua mente, sem um sentido eminente, mas inquietantes o suficiente para fazê-la desejar subir as escadas naquele exato momento e perguntar o que ela quis dizer com aquilo tudo.

Algo nela, aquele sentimento estranho que recobrara juntamente com a lembrança, expandiu-se e inflou, fornecendo-lhe arrepios que partiram de sua nuca e desceram por sua coluna, explodindo numa sensação jamais experimentada, mas que era absurdamente confusa e só fazia com que ela desejasse estar perto da irmã, nem que fosse apenas para admirar aquele semblante um tanto carrancudo destinado especialmente à Evony.

Aquilo era definitivamente assustador. A forma como sua mente desenhava de forma perfeita os contornos do rosto de Sam, que era o reflexo do seu próprio, ou como seu coração errava as batidas ao lembrar-se das não tão distantes noites que passaram abraçadas.

Desconfortável com todas aquelas percepções e sentimentos, e ainda assim incapaz de espantá-los para longe ou interromper o fluxo deles, Alexandra arrastou Evony pelas ruas de Londres antes mesmo que a cidade começasse a ganhar sua verdadeira vida.

Elas visitaram pontos turísticos superlotados, tiraram centenas de fotos, correram por jardins de folhas caídas e comeram em vários bistrôs diferentes. Já passava das duas da tarde quando Alex finalmente entrou com a loira num dos famosos ônibus vermelhos de dois andares, arranjando um acento no topo descoberto que, graças à fina e típica garoa londrina, estava vazio.

— Eu quero ficar aqui para sempre – Stortzmann disse, maravilhada.

— Eu tenho um quarto só para mim no meu apartamento – Alexandra declarou, tentando flertar com ela, mas falhando de forma miserável pelo simples fato de que algo naquilo não parecia certo. Não com a loira, pelo menos.

— Parabéns, Alex. É uma independência invejável – Evony provocou-a, rindo das bochechas magras que começavam a corar.

Desconcertada, Alex empurrou-a de leve com o ombro, juntando-se na pequena gargalhada.

As minúsculas gotículas de chuva aderiam à pele pálida da dançarina, adicionando um ar ainda mais celeste em toda sua aura angelical.

Com uma delicadeza quase surpreendente Alexandra curvou-se na direção dela, beijando sua bochecha, depois seu maxilar e recebendo um suspiro em resposta. Com as mãos um pouco trêmulas e uma sensação estranha no estômago que ela julgou ser nervosismo depois de tanto tempo sem tocar outra mulher e insegurança por ter passado por tantas dores psicológicas, a mais velha das gêmeas Winter tirou os cabelos platinados de Evony de seu pescoço, resvalando seus lábios pela pele quente e delicada.

Ela mordeu e depois chupou devagar, sentindo os dedos da loira apertarem sua coxa.

— Alex, não-

— Sentiu saudade? – Ela sussurrou, esforçando-se para sentir algo que não desconforto.

— Você é uma vadia, sabia? – A dinamarquesa riu, afastando-se minimamente para olhá-la nos olhos. Seus narizes quase roçavam e com um movimento rápido Alexandra mordeu seu lábio inferior, puxando-o e deixando que ele escapasse por entre seus dentes. – Pare. Estou falando sério.

Rindo, mas sentindo-se de certa forma aliviada – e internamente indignada ao mesmo tempo – Alex afastou-se, decidindo parar com as investidas.

No momento seguinte ela teve de segurar-se firme ao acento da frente para não atirar-se do ônibus, pois acabara de imaginar como reagiria e se seria realmente capaz de parar caso ao seu lado estivesse sentada sua irmã.

Eu definitivamente estou perdendo o juízo.



SAMANTHA

Embora um vento frio soprasse do leste, o sol brilhava de forma intensa num céu livre de nuvens em Oxford. O apartamento no Tennyson Lodge borbulhava com o cheiro quente de café que vinha da cozinha.

Samantha Winter acordara cedo. Era o quarto dia que ela e a irmã passavam sozinhas ali, sem nenhum progresso que favorecesse a pianista, no entanto. O medo e a insegurança ainda estavam presentes, remoendo-se dentro de Sam que, mesmo que relutasse em admitir, vinha gradativamente perdendo a esperança de reconquistar – ou conquistar – a irmã.

Quando Alexandra chegou em casa na madrugada do domingo anterior, uma semana atrás, confessando com um sorriso tímido que tinha trocado alguns beijos com Evony, Sam soube que, mesmo que as memórias voltassem, o sentimento não mais estaria ali.

Fora uma das piores dores que já experimentara, quase comparava-se a agonia que sentira ao ver Alexandra destruída após o acidente, ou quando fora rejeitada assim que ela acordara, completamente esquecida.

Ela vinha tentando manter-se ocupada, então. Uma vez que a irmã estava se recuperando muito bem, ela poderia guardar sua distância, e era isso o que estivera fazendo durante toda a semana. Com aulas no período da manhã e da tarde, ela mantinha-se perdida pela Universidade, tentando não esbarrar em Alex nem mesmo durante o almoço, ainda que isso lhe custasse a presença dos amigos, também. À noite Samantha preferia permanecer estudando na biblioteca ou fazendo aulas extras, como dança ou yoga. Nos três dias anteriores, quando voltara para casa, por volta da meia-noite, encontrara a irmã mais velha dormindo no quarto que ela julgava ser dela, mas que nenhuma das duas jamais usara antes do acidente.

Agora, ali, parada na cozinha enquanto esperava o liquidificador triturar completamente os morangos, ela piscava de forma demorada, sonolenta e exausta por uma semana completamente cheia. Estava tão dispersa que não ouviu os passos delicados estalando no chão frio em sua direção.

— Bom-dia – Alex murmurou a milímetros de seu ouvido, beijando sua bochecha.

Sentindo seu corpo todo tremer e um calafrio de susto correr por sua espinha, Sam soltou um grito de surpresa, estapeando o braço magro em repreensão.

— Porra, Alex! – Ela apertou o baby-doll de seda quase transparente sobre o lado esquerdo do peito, subitamente fraca. – Me assustou.

— Desculpe – a futura psicóloga corou, afastando-se um pouco.

Um silêncio constrangedor envolveu-as assim que Samantha desligou o liquidificador. Sem olhar para a gêmea, a pianista simplesmente levou a jarra com o suco para a mesa onde preparara seu café da manhã. Instantes depois de ter-se sentado, Alexandra estava acomodando-se a sua frente.

— Você está bem? Quase não nos vimos esta semana.

— Estou bem, obrigada – Sammy murmurou, sem olhá-la, comendo um biscoito. – Estou muito ocupada com as aulas, e logo começa meu estágio, então...

Ela ouviu a irmã destapar algo plástico e procurou a fonte do barulho pelo canto dos olhos. Dentro de uma pequena caixinha havia duas imensas tortinhas de limão, com creme gelado e lascas verdinhas da casca.

— Eu trouxe para você. Deixei na geladeira, mas acredito que você não tenha visto – Alex explicou, finalmente atraindo o olhar da mais jovem. – Eu me lembrei que você gosta de tortas de limão.

Samantha sentiu as pernas fraquejarem, esforçando-se para desviar seus olhos dos de Alexandra, mas falhando. Ela mordeu com força o lábio inferior, sentindo as lágrimas se formando. Não queria chorar, mas logo um soluço indesejado saltou por sua garganta e ela foi incapaz de conter-se por muito mais.

A pianista não saberia dizer quando Alex levantara-se de sua cadeira para ajoelhar-se a sua frente, mas lá estava ela, instantes depois, puxando-a para um abraço delicado, beijando seus cabelos e descendo os dedos por suas costas num carinho que pretendia ser inocente, mas apenas fazia enviar mais arrepios pelo corpo da mais jovem das gêmeas.

— Eu sinto muito. Mesmo – Alexandra sussurrou, os lábios roçando a pele sensível do pescoço da menor. – Sei que tenho estado distante, e que minha indiferença te machuca. Sei que você me ama e que tem sido um inferno lidar com tudo isso. É só que... É tão difícil.

— É difícil pra mim também, Alex – Sam gemeu, soluçando e afastando-se dela alguns centímetros. – Você não tem ideia. Você- Você não sabe-

— Sam-

— Dói! E você não sabe disso porque-

— Samantha, eu sei. Eu juro que-

Não sabe – ela quase gritou, as pernas tremendo. Levantando-se, sentiu a futura psicóloga imitar o movimento e logo ela a estava puxando pelo pulso. – Você não pode imaginar o que eu-

— Eu amo você – Alex sibilou de uma única vez, quase num sussurro, o som apenas resvalando pelos ouvidos da outra. – Eu amo você, Sam – repetiu, agora de forma mais clara, ainda segurando-a. – E eu sinto muito não ser capaz de lembrar de todos os nossos momentos, embora os que eu me recorde sejam suficientes para fazer-me saber que eu te amo. E eu quero amar mais, Sammy. Quero viver momentos, e não apenas lembranças – delicadamente os polegares dela recolheram as lágrimas do rosto da pianista. – Por favor, deixe que eu me redima, sim? Esses dias sem nem ao menos vê-la me fizeram sentir mal e eu- Eu senti saudades.

Deus, por favor, ela pode parar com isso? Ela pode não parar?

Samantha dividia seu tempo em fitar os olhos e os lábios de Alexandra, parcamente capaz de sentir suas pernas. Sua respiração estava presa na garganta, a boca salivando em necessidade de beijá-la.

Ela desviou rapidamente sua atenção para o chão, corando de forma absurda.

— Vamos sair? – As palavras vieram um pouco incertas, mas depois de um pigarro ela pareceu mais firme na proposta. – Vamos nos divertir juntas. Conversar, beber algo. Vamos viver antes que isso acabe.

— Não vai acabar – ela quase gritou, recusando-se a pensar numa realidade onde Alex não estivesse mais ali. O medo de perdê-la não se tornara menor depois de quase vê-la partir.

Com um sorriso melancólico, Alexandra beijou-lhe a testa.

— Então vamos! – Disse, parecendo mais animada do que já estivera desde o dia em que acordara, puxando a irmã para o quarto dela. – Vamos logo. Vou levá-la para dançar.

E ela realmente levou. O lugar era um clube de dança cubano, perto do centro da cidade. Lá a música era agitada, com ritmo latino. Alex dissera que Andrea lhe levara ali no começo da semana, e entre uma música e outra, uma das professoras do local se aproximou.

A mulher, que se apresentou como Karla, era incrivelmente sensual e provocante, com sua pele castanha e roupas curtas. Convidando Samantha para dançar, a bailarina conseguiu arrancar dela várias risadas, um beijo no canto dos lábios e seu número de telefone. Suas atitudes inesperadas surpreenderam Sammy, além de provocar um aparente desconforto em Alexandra, algo que apenas se confirmou quando as irmãs chegaram em casa.

— Não sabia que você é bissexual – a gêmea mais velha, que estivera calada todo o caminho de volta, declarou, num tom que sugeria amargura.

— Eu não sou bissexual.

Sam respondeu, tirando a blusa um pouco suada, sem ter certeza se estava mentindo ou não.

— Mas estava quase fugindo para o banheiro com a dançarina abusada – Alexandra jogou-se no sofá, abrindo uma garrafa d’água e sorvendo o líquido com uma estranha ferocidade que fez algo dentro de Samantha agitar-se. – Karla – o nome saiu entre uma risada de escárnio.

Ela está com ciúme?

— Eu não estava fugindo para lugar nenhum – tentando esconder o sorriso, Samantha tirou a calça, tomando fôlego e coragem.

Apenas com uma pequena lingerie cobrindo-lhe o corpo muito pálido, Sam caminhou da forma mais natural que conseguiu fingir em direção a sala, simulando procurar algo entre as almofadas.

Ao ouvir a irmã engolir a seco, seu coração errou algumas batidas, as bochechas tomando uma coloração rósea.

— Você deu seu número pra ela! – Alex rebateu, parecendo realmente exaltada neste ponto.

Dando as costas a ela e virando-se para a estante, Samantha declarou:

— Sim, eu dei. Porque a achei incrivelmente atraente.

— Isso não é comportamento de uma pessoa hétero – Alexandra cuspiu as palavras. – Por que não me disse que você é bi?!

— Eu não sou bi! – Samantha exclamou, dividida entre achar graça e irritar-se. – Mas e se eu fosse? Isso incomoda você? Qual é o problema, Alex? Você quer ser a única ovelha colorida da famí- – o som morreu contra os lábios macios que, vindos de lugar nenhum, agora pressionavam os seus.

Notas finais
O spoiler do capítulo passado foi bem no finalzinho, foi mal shaudhashauhu' Só queria dizer que esse capítulo tinha muito mais drama, mas eu me contive. E, sim, teve pegação da Alex com a Evony porque ela é lacradora, com licença. NÃO SE ESQUEÇAM DE MANDAR PERGUNTAS PRAS PERSONAGENS! Lembrando que todas vão participar do Q&A, desde a Sam e da Alex, até a Evony linda e a Katherine shduashua' Vai ser sensacional, pqp. Obrigada por todo esse apoio. Foram tantos comentários lindos que eu quero beijar cada um de vocês, venham aqui. SPOILER DA VEZ: "— Não – Samantha gemeu, puxando-a mais para si, sugando sem o mínimo de delicadeza ou pudor o lábio inferior de Alexandra, gemendo baixo e de forma interrompida cada vez que suas peles roçavam, trazendo-a mais para si de forma desesperada, tentando mantê-la ali em seus braços. – Por favor." VRÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ! See you soon ^-^